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Estou sim?
Olá, Pedro. Tudo bem?
Olá, José. Como está? Tudo bem.
Sim. Está no carro, certo?
Estou no carro. Já a regressar para casa desde a última ação.
Sim. E como é que foi este dia de campanha? Sei que teve um dia muito preenchido, esteve de manhã na TVI, depois esteve em Fátima, certo? Como é que correu este dia?
Hoje foi um dia bastante proveitoso, um dia em que conseguimos visitar várias temáticas dentro das prioridades do PAN e por isso são sempre dias interessantes para dar bastante alento para estes últimos dias de campanha. Em Fátima, estivemos num restaurante vegetariano, em que estivemos a demonstrar a importância também de termos uma orientação mais à base vegetal, que seria bom tanto para a parte da saúde humana, quanto para a saúde do planeta, para a redução de emissões. Depois fomos ao Almorol, ali no Rio Tejo, para falar também da problemática dos nossos rios, como temos que preservar os nossos rios, como é a importância de mantermos o caudal, até pelo nosso bem-estar, pela questão da água, de podermos ter água para poder fazer as nossas tarefas básicas. E terminamos agora o dia num canil no Bombarral, pela questão da problemática da proteção e bem-estar animal. Quando falamos que em Portugal, ainda há poucas semanas, tinha um estudo que dizia que tinha 1 milhão de animais abandonados, animais errantes. Portanto, acabamos por passar aqui por várias temáticas prioritárias para o PAN, sendo que, como disse, no programa da TVI, numa perspetiva mais pessoal, a mostrar quem eu sou aos portugueses.
Sim, e nesse programa de televisão mostrou os seus gatos, certo? Tem quatro gatos.
Tenho quatro gatos, é isso mesmo. Apareceram ali também os meus quatro gatos.
Sim, e como é que neste tempo de campanha mais agitado, como é que gere os animais, como é que consegue tomar conta deles, ter tempo para eles? Como é que faz essa gestão?
Eu tenho tido a sorte, nesta questão da campanha, de não ter tido muitos dias fora de Lisboa. Quando assim é, peço sempre a alguém da família para ir lá à casa poder tratar dos gatos, garantir que têm água, que têm comida. Costumo dizer que gostaria muito de ter a casa toda de tecnologia automatizada, para ter o comedouro automático, a fonte de água, mas para garantir que está tudo bem, vai sempre alguém ver. E depois, sempre que eu posso, sempre que tenho a oportunidade, que é o caso de hoje que estou a regressar, para ir e para estar um bocado com os gatos, que também são sempre parte da família e por isso são os meus gatos, são parte integrante, eu gosto de estar com eles para poder também dar-lhes alguns mimos e eles distribuírem também com bastante amor.
Sim, e como é que eles se chamam?
A mais velha é a Cookie, que vem de uma série, explicando, que é a Cookie Lyon, que era a série "Empire". Depois tenho a Sansa, que é da Sansa Stark, do "Game of Thrones". E depois os outros dois, os mais novos, já são de bailarinos, que é o Nijinsky, que era um bailarino russo do início do século XX, e a Isabella, que era da Isabella Duncan, que era também uma bailarina americana, neste caso, também no início do século XX. E acabam por ser assim os primeiros dois, nomes de séries, que tem a ver até também como foi na altura com o meu ex-companheiro, que decidimos esses nomes, e depois agora os dois novos já com nomes de bailarinos.
Sim, e a dança tem um papel preponderante na vida do Pedro, certo? O Pedro tem uma escola de dança.
Eu sempre dancei desde miúdo, depois segui uma via até mais das danças de salão de competição, que é a dança desportiva, e também nesta vertente, depois mais do ensino. Licenciei-me em dança, abri este projeto cultural que é de uma escola de dança, e tenho seguido em termos de produção de eventos de dança, produzo um dos maiores eventos nacionais, que é o All Dance Portugal, assim como também estou à frente da associação de profissionais e de escolas. Por isso, esta parte cultural, esta parte da dança, é um pilar na minha vida, que também tenho que tentar sempre trazer para a campanha, que acho que é algo que muitas vezes fica esquecido e que a nível da União Europeia pode-se fazer mais.
E consegue dançar durante a campanha?
Às vezes, sempre que tenho um momento. Já dancei até com o ministro da Real, o porta-voz, quando estivemos no protesto em Ponte de Lima, que entretanto passou uma banda que estava a tocar na rua e até demos um pezinho de dança, ou nas festas do Senhor de Matosinhos, e também às vezes quando estou em casa sozinho, de manhã ou ao final do dia, com um bocadinho de música para animar, dá sempre para fazer um pezinho de dança.
Sim. Quando esteve em Fátima cozinhou, certo? Gosta de cozinhar?
Hoje, quando estive em Fátima, cozinhei, estive a fazer ali um prato com couve e lentilhas. É algo que gosto, principalmente quando tenho a oportunidade de fazer jantares com amigos, que nesta fase de campanha não é tão fácil, mas sempre que consigo fazer um jantar com amigos, gosto de preparar um bom prato vegetariano, também com uma boa sobremesa. É algo que gosto de fazer por prazer, se calhar também quando se cozinha com amor, acabamos por transmitir também isso para a refeição e podemos ter bons momentos de partilhas com os amigos e com a família.
Sim, e qual é o seu prato favorito? O que é que gosta mais de cozinhar?
Quando é para fazer uma refeição um bocadinho mais composta, gosto muito da lasanha de soja. Para quem não conhece, conseguimos atingir as texturas e o sabor para quando se faz a lasanha de carne, nesta será uma versão mais sustentável. Quando estou sozinho, num prato mais rápido, gosto muito de uma pasta, que é um penne, que é de espinafres e tomate seco, que é um prato mais rápido, mas que acaba por ser bastante saboroso, bastante nutritivo e que me permite também ter ali um momento no final do dia bastante confortável.
Sim, e passando agora para a Europa, conhece algum bom restaurante vegan em Bruxelas, se entretanto for eurodeputado?
Eu começo por aí, que é espero que os portugueses, e apelo a isso, que no dia 9 de junho confiem o seu voto no PAN, tanto os que já em 2019 votaram no PAN e nos garantiram a eurodeputada Como agora novas pessoas que tenham conhecido o PAN e que estejam despertas, seria muito importante que tenhamos esta única voz à defesa do bem-estar animal e também do ambiente no Parlamento Europeu. Quando eu lá estive, tive alguns restaurantes com opções vegan, já me falaram de restaurantes também muito bons. Lá ainda é algo que eu espero ter essa oportunidade de descobrir e por isso também conto com o voto dos portugueses no domingo, para eu poder ter essa oportunidade de dar voz aos animais e ao ambiente e poder conhecer um pouquinho melhor essas opções.
Sim, que bandeiras o PAN traria para o Parlamento Europeu?
Como estava a referir, há uma que claramente apenas o PAN tem trazido para a discussão e que tem essa voz, que é a proteção e bem-estar animal. Falamos, por exemplo, de poder permitir a redução das rações e dos cuidados médico-veterinários, para poder permitir até apoiar, sendo uma medida de bem-estar animal, as famílias. Ou quando falamos, por exemplo, de terminar o transporte de animais vivos, que temos visto nas reportagens dos barcos, onde ficam os barcos à deriva no oceano, com os animais a passar fome e sede, chegam doentes ao destino. Por isso, além também do bem-estar animal, põe-se em causa aqui a saúde humana. Mas depois temos as medidas tanto na área ambiental, que o PAN tem referido da neutralidade carbónica até 2040. Nesta ótica em que vamos criar mais empregos, gerar mais economia, ao mesmo tempo que estamos a combater as alterações climáticas, assim como hoje na visita de hoje, e na visita que temos feito na proteção da nossa biodiversidade, garantir o estatuto de proteção dos nossos rios, garantir a proteção das nossas espécies, o lince ibérico, o lobo ibérico. Mas isto sempre, e o PAN faz sempre essa questão, por isso é que temos esta política integrada e somos o único partido que tem esta visão integrada e completa da Europa e da política, que é nunca deixamos as pessoas para trás e cuidamos das pessoas, seja na política monetária, de garantir que não continuamos reféns dos juros e que as pessoas têm dinheiro para conseguir pagar as suas casas, que seja também nesta questão do travão que se tem feito à extrema-direita e de não permitirmos que tenhamos retrocessos em direitos fundamentais, seja direitos das mulheres, como falamos em abolição do estado de gravidez, seja mesmo de pessoas LGBTI, pessoas racializadas. Não podemos permitir, como se tem visto já em alguns países pela Europa, que tenhamos retrocessos em direitos humanos, que isso não será aceitável.
Sim, e em Portugal há outro partido, neste caso o Livre, que também faz parte dos Verdes Europeus, tal como o PAN. O que os distingue no Parlamento Europeu e o que os eleitores podem contar com o PAN?
É uma boa pergunta e por isso agradeço. Permite-me sempre aqui poder explicar estas propostas do PAN. Começo essencialmente pela questão da proteção e bem-estar animal, o único partido que tem isso como prioridade, o único partido que irá dar voz aos animais, ou seja, a quem não a tem e que será esta voz do bem-estar e proteção animal no Parlamento Europeu, é o PAN. Por isso, todos os ativistas da causa animal, todas as pessoas que realmente têm animais de companhia que gostam e percebem que é algo que temos que garantir esta voz, no dia 9 de junho, têm que votar no PAN, porque essa será a única forma de realmente garantir que os animais terão voz no Parlamento Europeu. Mas mesmo quando falamos de ambiente, há aqui algumas divergências, por exemplo, como já tivemos em relação ao aeroporto de Lisboa, porque a voz realmente ambientalista tem sido a do PAN, que foi o único que se opôs ao aeroporto Alcochete, na ótica que é a nossa maior reserva de água doce. Estamos a falar de poder não ter água para beber daqui a uns anos ou para nossas necessidades básicas, como cozinhar, como tomarmos banho, coisas tão simples e que estamos com o aeroporto a pôr em causa essa reserva. Ou mesmo quando falamos em combater as alterações climáticas, temos que falar também da reconversão da pecuária, ou seja, na redução do consumo de carne, e hoje a ação de almoço foi nesse sentido. E eu reforcço, como tenho reforçado, que não queremos proibir ninguém de comer carne, não é esse o foco, é mesmo a questão de saúde humana. A Organização Mundial da Saúde, assim como a DGS, tem referido que temos que reduzir o consumo de carne para a nossa própria saúde, mas também quando falamos de combater alterações climáticas, para podermos ter um real combate a alterações climáticas, temos que reduzir o consumo de carne e isso é algo que apenas o PAN tem trazido de forma ativa para a discussão política.
Sim, já referiu ao longo desta conversa que o PAN já elegeu em 2019, mas depois o eurodeputado do PAN tornou-se independente no Parlamento Europeu. O que o PAN tem a dizer sobre isto? Como é que o PAN viu esse momento do partido e assinou algum compromisso com o partido? O que pretende fazer quando chegar a Bruxelas?
Eu estou fortemente comprometido com as causas do PAN. Eu respiro estas causas que eu represento. Sempre fui ativista, já o era antes de estar no PAN, continuo a ser, continuarei a ser e tenho afirmado já publicamente em várias entrevistas e faço aqui também com o Observador, com a Psique, claro, até porque mais do que um compromisso assinado, ficam declarações públicas neste sentido, que se por algum motivo, que não o vejo acontecer, mas se saísse do PAN, eu entregaria o mandato ao partido, porque as pessoas votaram no programa eleitoral, votaram no partido e, por isso, o mandato deve ser do partido. Não o vejo acontecer. Realmente, as causas que vou representar estão no meu coração, é o que eu sinto, é o que eu vivo no dia a dia, é o que eu realmente acredito, mas se acontecesse essa situação limite, eu entregaria o mandato ao partido, que é o que faz todo sentido, porque é o que as pessoas estão a confiar e a votar.
Sim, portanto, não seria uma situação idêntica àquela que aconteceu.
Não, de todo. No meu caso, eu acredito que o correto seria entregar o mandato ao partido e deixar essa garantia a qualquer eleitor que me esteja a ouvir, que seria a minha atitude.
Ok, muito obrigado. Agradeço.
Nada, eu que agradeço.
Sim, agora vai para casa, certo? Está a caminho de casa.
Agora vou chegar a casa, estar com os meus gatos, jantar e descansar um pouquinho, que amanhã temos também um evento em Setúbal e depois na quinta-feira ainda vamos também a Faro e a Beja. Terminando, depois seis tem Lisboa, por isso temos aqui ainda uns três dias de campanha longos para continuar a divulgar as propostas do PAN e fazer contacto com a população.
Ok, muito obrigado. Não me vais chatear mais. Obrigado.
Não, obrigado. Boa tarde.