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Quero aqui, para além da homenagem geral a todos os professores, dar uma mensagem específica de apoio e de solidariedade com aqueles 100 professores que estão a dar a cara pelo conjunto das equipes que estão atrás deles, a preparar diariamente aquela programação. Não são profissionais de televisão, não são atores de teatro nem de cinema, não são sequer políticos que já têm muitos anos de tarimba de se exporem à televisão. São pessoas que tinham o hábito, simplesmente, de estarem cara a cara com os seus alunos no contato direto e a sentirem o feedback. E que agora, em vez de sentirem diretamente os seus alunos na sala de aula, estão a olhar para um objeto frio que é uma lente de televisão, imaginando que por trás da lente daquelas câmaras estão alunos que os estão a ver. E que não são os 20 que têm em sala, mas que são umas centenas de milhares que os estão nesse momento a ver. E exporem-se, porque deixaram de estar no recato da sua sala e estão sujeitos à crítica. Até à crítica cruel, mesquinha, que as redes sociais costumam ser pasto. Já todos nós nos habituamos a viver com isso, mas que as pessoas normais, que têm vidas normais, que têm profissões comuns, não estavam habituadas. Por isso, se devemos um agradecimento a todos, devemos hoje um agradecimento muito especial a essas profissionais, a esses profissionais, a esses professores que estão a dar o seu melhor para conseguirem levar a escola a casa de todos aqueles que não têm o acesso ao computador ou que não têm qualidade suficiente na rede e a levar e a manter os conteúdos pedagógicos atualizados. É um esforço absolutamente extraordinário e que não posso deixar de reconhecer e de publicamente agradecer.

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