Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Bruno Guerra Amaral sabe os números premiados.
Sim, mas não vou dizer.
Não digas. Vamos começar pelo presente. Estamos perante o fim da segunda aventura de Jorge Jesus no deserto. Poderá estar de saída do Al-Hilal?
Do Al-Hilal. Dizem que está tremido. Jorge Jesus, que foi da Turquia, do Fenerbahçe, para abraçar os milhões da Arábia Saudita, no Al-Hilal, pode, afinal, estar de saída. Já se fala até em possíveis substitutos, como o antigo selecionador brasileiro Tite e só esta possibilidade, mesmo que não se venha a confirmar, prova que no futebol passa-se mesmo de bestial a besta num abrir e fechar de olhos, como nos conta o Bruno Roseiro num artigo que está em observador.pt. Após a derrota na final da Taça dos Campeões Árabes contra o Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo, o Al-Hilal teve uma série de resultados positivos que lhe permitiram chegar ao primeiro lugar do Campeonato Saudita. No entanto, no arranque da Liga dos Campeões Asiáticos, a equipa de Jesus não conseguiu melhor do que um empate contra um adversário do Uzbequistão, que tem o nome impronunciável. E agora na Liga Saudita voltou a empatar, sendo ultrapassada no topo pelo Al-Ittihad de Nuno Espírito Santo. Eu não sei se na Arábia Saudita há aquele costume de mostrar lenços brancos, mas ouviram-se assobios, o que é revelador do descontentamento dos adeptos de uma das quatro equipas financiadas pelo Fundo Soberano do Estado Saudita. Um descontentamento que, ainda pior, também se estenderá a algumas das principais figuras do plantel.
É verdade. E estou aqui a ver um site brasileiro que diz que o Neymar está fritando Jorge Jesus.
Neymar, bastava ver seu nome, que é a principal estrela do clube, mas também o recém-chegado Milinković-Savić. Quanto aos outros reforços que chegaram ao clube este ano, não sei se terão a mesma opinião de Neymar e Milinković-Savić, mas também foram nomes muito importantes. Mitrović, Koulibaly, Rúben Neves ou o guarda-redes marroquino Yassine Bounou. Jorge Jesus desvalorizou estes rumores que apontam a sua saída do clube saudita. Disse que é conversa de malucos.
Assim mesmo?
É conversa de malucos e que a equipa está em primeiro lugar, ou estava, porque ele também proferiu essas declarações antes do jogo da equipa de Nuno Espírito Santo. E justificou estes resultados menos favoráveis, menos positivos, com o facto de ter jogado três jogos em seis dias. Aliás, este tipo de desculpas eram muito comuns quando Jesus estava em Portugal, nomeadamente nas passagens pelo Benfica.
Faz parte, não é? Desvalorizar.
Sim, dizer que está agora muitos jogos uns em cima dos outros e não conseguimos ter o mesmo rendimento, mas para uma equipa que tem este plantel luxuoso, é difícil justificar empates contra equipas, uma no Campeonato Saudita, que ainda não ganhou nenhum jogo, e outra que é um adversário relativamente modesto do Uzbequistão.
Muito bem, vamos ao futuro. É um futuro muito próximo, porque arranca hoje a sexta jornada da Primeira Liga.
Sim.
Famalicão-Arouca, é o jogo inaugural.
É o jogo com que arranca esta sexta jornada da Primeira Liga e que tem essa curiosidade de saber como é que os clubes que tiveram jogos nas competições europeias vão responder neste fim de semana. E a jornada europeia dos clubes portugueses, são quatro que estão lá, Porto, Sporting, Benfica e Braga, pode ser resumida assim: quem jogou fora, ganhou, quem jogou em casa, perdeu. Benfica e Braga jogaram em casa, perderam. Porto e Sporting jogaram fora e ganharam. E vamos ver como é que os clubes conseguem responder a esta exigência, a este esforço, pegando também aqui nas palavras do Jorge Jesus, esta exigência de se ter de jogar de três em três dias, de quatro em quatro dias, porque agora é que vai começar esse ritmo e vamos ver como é que, por exemplo, o Sporting, que fez alguma gestão de plantel, responde em comparação também com os outros clubes que não fizeram essa poupança, porque também estão na Liga dos Campeões. Diz a tradição que estas costumam ser jornadas traiçoeiras, sobretudo após jogos de grande intensidade emocional, física. Neste caso, até nem foi muito emocional. São aqueles jogos em que a eliminar foi mais a intensidade física e normalmente nesses jogos segue-se uma quase inevitável descompressão. Vamos começar pelo Porto.
É nesses jogos, Bruno, desculpa, que os jogadores pensam muito nos preparadores físicos, não é?
Pensam e pensam em descansar, fazer aquele descanso ativo, querem fazer daquilo quase que um treino, só que os outros clubes, os adversários, por vezes não estão pelos ajustes e complicam bastante a vida. Começamos pelo Porto, que é o primeiro grande a entrar em campo esta semana. Recebe amanhã o Gil Vicente, que está exatamente a meio da tabela, em nono lugar. Tem duas vitórias em casa, em que marcou cinco gols em cada um desses jogos, mas também tem, por outro lado, três derrotas. No ano passado, houve surpresa no Dragão, com a equipa de Barcelos a ganhar pela primeira vez na história em casa do Porto, também após um jogo europeu dos Dragões, no caso, a primeira mão dos oitavos de final da Champions contra o Inter de Milão. Vamos ver como corre este ano. O Benfica joga no domingo, em Portimão, um estádio onde no ano passado foi feliz na caminhada para o título, ganhou 5x1, mas onde agora chega com muitas dúvidas, não só na baliza, mas também na confiança geral da equipa. Na segunda-feira, é a vez do Sporting regressar a Alvalade, depois desta deslocação à Áustria, para um confronto com o Rio Ave Que tal como o Portimonense, tem cinco pontos, mas mostrou muita qualidade no jogo contra o Porto. Rúben Amorim já disse que a prioridade é o campeonato e, como tal, será um leão na máxima força a entrar em campo para não perder o comboio da liderança, onde está o Boavista, o improvável líder do campeonato, que defronta o Braga em casa dos minhotos no domingo, às 20h30, no que é o jogo grande da jornada e por isso deixei-o para o fim. Ninguém esperava ver um Boavista líder do campeonato ao fim de cinco jornadas, mas aproveitou o embalo dado pela vitória na primeira jornada contra o Benfica e o Boavista que nós temos visto, um Boavista orientado por Petit, lembra o Boavista de outros tempos. O Braga tem aqui um confronto que pode já ser decisivo, porque perdeu já dois jogos. Perdendo um terceiro jogo, pode ficar a nove pontos da liderança e não sabemos se Artur Jorge irá aguentar uma terceira derrota em tão poucos jogos.
Muito bem, cá esperaremos então as tuas conclusões e as tuas opiniões na segunda-feira, quando terminar esta sexta jornada. Já falámos aqui de Jorge Jesus. Se há homem que foi feliz no Seixal, foi JJ. Não?
Às vezes. Teve os seus momentos.
Teve os seus momentos de felicidade. O Benfica Campus, o centro de estágio e treino do Benfica no Seixal, foi inaugurado há 17 anos.
Sim.
Parece que foi ontem.
Como o tempo passa, não é? Vamos olhar para alguns factos que marcaram estes 17 anos, sobretudo ao nível do futebol de formação do Benfica. Ao longo destes 17 anos, o Benfica conquistou precisamente 17 títulos nacionais, nos diferentes escalões, três nos juniores, sete nos juvenis, sete nos iniciados e conquistou ainda dois títulos internacionais, a UEFA Youth League em 2021/2022, além de ter também duas finais perdidas, e a Taça Intercontinental Sub-20 em 2022. De acordo com os dados que o clube disponibiliza, atualmente residem no Benfica Campus 87 atletas e muitos deles devem estar à espera de seguir os passos de outros jogadores que passaram por lá, como Gonçalo Ramos, Gonçalo Guedes, Rúben Dias, Renato Sanches e João Félix, estes últimos vencedores do prêmio Golden Boy, atribuído pelo jornal italiano Tuttosport ao melhor jogador jovem atuando na Europa e que se transferiram para Bayern de Munique e Atlético de Madrid. Todos estes jogadores se agraram campeões nacionais ao serviço do clube que os formou e outros jogadores criados no laboratório do Seixal não tiveram um percurso tão brilhante no Benfica, na equipa principal, mais até por falta de oportunidades, por exemplo, João Cancelo e Bernardo Silva, mas hoje também eles são símbolos da qualidade da formação do clube, que durante décadas teve muitas dificuldades em aproveitar e em formar os jogadores para a equipa principal. Isto tudo começou a mudar há 17 anos, a 22 de setembro de 2006, com a inauguração do centro de estágio do Seixal.
Muito bem, Bruno Vieira Amaral e a edição de hoje do Euromilhões.