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Olá, boa tarde.

Vamos ao tema que escolhes para hoje: a entrada em campo de Benfica e Sporting, mais duas partidas para a pré-época dos dois clubes.

Sim, a pré-época continua, neste dia em que também soubemos que a temporada começa de forma mais oficial no dia 9 de agosto, com a Supertaça Cândido Oliveira entre Benfica e Futebol Clube do Porto. E hoje temos dois jogos já com alguma relevância, pelo menos olhando para os adversários. O Benfica defronta o Burnley no Estádio do Restelo, uma equipa que subiu à Premier League na última temporada, que é orientada pelo Kompany, um antigo jogador do Manchester City e que tem Craig Bellamy como adjunto, antigo jogador do Newcastle e do Liverpool, também conhecido pelo seu característico mau feitio. Já o Sporting ainda está no Algarve, volta a jogar no Estádio Algarve, agora contra uma Real Sociedad que ficou no quarto lugar do campeonato na época passada, portanto vai estar na fase de grupos da Liga dos Campeões e que conta com jogadores como o David Silva ou o Aiara Zubeldia e o jovem Zubimendi. O Sporting já jogou hoje, portanto Rúben Amorim mantém esta lógica de fazer um jogo de manhã e outro à noite na pré-época, empatou 1 x 1 com o Portimonense, com Geny Catamo, jogador moçambicano que passou a temporada passada emprestado ao Marítimo, a fazer o gol dos Leões. Existe obviamente uma grande expectativa para perceber se desta vez Gyokeres vai fazer a estreia pelo Sporting depois da desilusão da semana passada, em que a contratação mais cara da história do clube nem sequer apareceu no banco do jogo contra o Genk. O Benfica, por sua vez, volta a jogar no domingo, em Roterdão e contra o Feyenoord. Feyenoord, campeão dos Países Baixos, um jogo obviamente especial para o reforço Kokçu, que acabou de deixar o Feyenoord. E o Sporting também volta a jogar no domingo, no primeiro jogo da época em Alvalade, no Troféu Cinco Violinos, contra o Villarreal.

Estávamos a falar aqui em off há pouco com o Bruno Viera Amaral, que está conosco no Euromilhões, também sobre o jogo do Porto, que é um bocadinho mais cedo, não é?

Está a começar agora, às 19h, contra o Wolverhampton. Não sei que equipa irá alinhar com mais portugueses. Sei que o Wolverhampton vai alinhar com quatro. Já está aqui o 11 inicial, José Sá, Nelson Semedo, Matheus Nunes e Pedro Neto. E também tem essa curiosidade do reencontro do Futebol Clube do Porto com o antigo treinador, o espanhol Julen Lopetegui, que tinha saído dali também com algumas divergências, mas parece que entretanto a coisa já foi resolvida. E também há a curiosidade para ver como é que o Porto se vai comportar, porque também, tal como o Benfica, está invicto, e creio que o Sporting nesta pré-época. Hoje é um desafio também com algum grau de dificuldade, a exemplo do que se irá passar nos jogos de Benfica e Sporting.

Estavas aqui há pouco também a olhar para o plantel do Burnley.

É, eu fiquei surpreendido, eu não tinha me dado conta que o Wout Weghorst está no Burnley.

O Weghorst pertence aos quadros do Burnley. Esteve emprestado ao Manchester United, agora regressou, mas à partida não irá ficar. Pelo menos as notícias da Inglaterra é que a ideia é não ficar, ele não quer propriamente ficar, o Burnley também não quer.

Não irá ficar no futebol.

Exatamente, também é um bocadinho isso. Mas a ideia é que não deverá ser, tanto que ele nem tem número atribuído no plantel. As coisas estão neste ponto, à partida irá sair do Burnley até o final do mercado de transferências.

Vamos então ao futuro, precisamente para falar do Futebol Clube do Porto e de Nico González, que parece que já está no nosso país.

Sim, já está no Porto, foi até visto no ginásio de um hotel na zona da Foz. O anúncio oficial de que será mesmo reforço do Futebol Clube do Porto deve estar preso por poucos dias. Chega por empréstimo de um ano, sem opção de compra, muito provavelmente. Isto não é confirmado, mas é a ideia generalizada que existe. Portanto, deve regressar ao Barcelona no final da temporada. Não é jogador para ficar, mas sim para contribuir para o reforço do plantel e para a luta pela reconquista do título já nesta temporada. É um médio alto, e eu refiro aqui o alto porque ele tem, creio, 1,88 metro, portanto, é um médio alto para esta posição de seis. É possante, é muito forte fisicamente, mais inclinado para estas tarefas defensivas, para a recuperação de bola, atua no espaço imediatamente a seguir à linha defensiva, ou seja, estrategicamente pode ser um substituto para Uribe, mas estrategicamente também poderá ter funções um bocadinho mais defensivas, porque a verdade é que o Uribe acabava por participar bastante no início do processo da transição ofensiva e Nico González não tem tanto dessas características como o Uribe tinha. Será o segundo ou terceiro reforço do Futebol Clube do Porto, isto porque o Fran Navarro já chegou e o Alan Varela também deverá estar prestes a chegar do Boca Juniors, com os Dragões a darem clara preponderância ao reforço do meio-campo e ao optarem por não contratar ninguém para as laterais da defesa, um setor que foi muito criticado nas últimas temporadas pela ausência de soluções e, principalmente, pela discrepância de qualidade em comparações com os tempos de Alex Telles, de Danilo ou da Alex Sandro, numa altura em que o Porto vai atacar, pelo menos até ver esta temporada com os mesmos laterais. Portanto, João Mário e Mana Fa do lado direito e também Zaidu do lado esquerdo.

E o Wendell.

O Wendell, exatamente.

Wendell, Borges. Mas, de fato, há essa questão entre os próprios adeptos do Futebol Clube do Porto. Estas contratações visam este setor, mas parece-me que os adeptos gostavam de ver também aqui um reforço das laterais.

Sim, tem sido um problema mesmo reconhecido pelos próprios adeptos do Porto. Não há nenhum lateral que tenha caído nas boas graças, apesar de terem alguns momentos positivos ao longo destas temporadas, mas parece que nenhum se afirmou como uma solução definitiva. Mas Sérgio Conceição, que também terá uma palavra a dizer nas contratações, terá sido também posto perante essas hipóteses e Perante essa possibilidade de reforçar ou o meio-campo, que com a saída do Uribe precisava, ou as laterais, provavelmente terá dado o seu amém à contratação.

Pode ser um pouco porque Uribe sempre foi titular e nas laterais vemos alguma rotatividade.

Sim, rotatividade. E a verdade é que quando Sérgio Conceição quis um lateral, o lateral chegou, ainda que não tenha sido também, como o Bruno dizia, e não seja um dos favoritos dos adeptos, Wendel chega porque Sérgio Conceição achava que Zaidu não era suficiente para a esquerda da defesa. Estou lembrando daquele jogo em que Zaidu comete um erro e Sérgio Conceição até tem uma reação bastante clara, quase: "Estão a ver por que eu quero um lateral junto à linha técnica?" Portanto, quando ele quis, de fato chegou. Se não chega agora, provavelmente é porque acredita que não é essa a prioridade.

Acho que ainda está no plantel João Marcelo, um brasileiro que também poderia fazer ala direita, mas também é mais central do que defesa direito. A ver como corre a inclusão ou não de João Marcelo no plantel para esta temporada. Vamos ao passado. A Mariana Fernandes trouxe hoje os 31 anos dos Jogos Olímpicos de Barcelona, 1992.

Exatamente. Faz hoje precisamente 31 anos que começaram os Jogos Olímpicos de Barcelona. Foi a 25 de julho de 1992 e foram uns jogos particularmente marcados pelo contexto político e geopolítico dessa altura ou pelas mudanças nesse contexto político e geopolítico. A África do Sul regressou aos Jogos Olímpicos depois de uma ausência de quase 30 anos, devido ao regime de apartheid que estava em vigor no país. A União Soviética tinha terminado em 91, o que significa que esta foi a primeira vez, desde os anos 20, anos 30, que países como Estónia, Letónia e Lituânia participaram em nome próprio nos Jogos Olímpicos. Ainda assim, muitas das nações que estavam integradas na União Soviética optaram por competir em conjunto numa chamada Equipa Unificada, que juntava Arménia, Azerbaijão, Moldávia, a própria Rússia e vários outros países. Depois da queda do Muro de Berlim, em 89, os Jogos Olímpicos de Barcelona também assistiram à primeira vez, desde 64, em que a Alemanha via uma comitiva alemã unificada, portanto, sem a separação entre as duas Alemanhas. E por fim, também com o fim da antiga Jugoslávia, os Jogos de Barcelona assistiram à estreia de países como a Croácia, Eslovénia e a Bósnia. Para a história, e acho que é a grande memória que todos temos dos Jogos 92, fica a Dream Team do basquetebol dos Estados Unidos, com Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, que beneficiaram daquele que também foi o primeiro ano em que foi permitida a utilização de jogadores que atuavam na NBA. Até aí não era permitido. Os Estados Unidos nesse ano aproveitaram e aproveitaram muito bem. Em termos nacionais, é uma participação olímpica que não tem grande memória, já que Portugal não conseguiu conquistar qualquer medalha. Rosa Mota tinha sido ouro na maratona em 88 e Portugal só voltou a conseguir conquistar medalhas daí a quatro anos, em 96, em Atlanta, com o ouro de Fernanda Ribeiro nos 10 mil metros e o bronze de Nuno Barreto e Hugo Rocha na vela.

Dizias que não deixa grandes recordações, mas Bruno Vieira Amaral ainda tem na cabeça o Barcelona de Freddie Mercury e Montserrat Caballé.

Também, que não foi depois cantado na cerimônia de inauguração, nem no descerramento. Optaram por outra das canções oficiais, que era o "Amigos para sempre" do José Carreras e da Sarah Brightman. Mas um dos momentos altos dos jogos foi precisamente na abertura, na cerimônia de abertura, a forma que eles encontraram para acender a tocha no estádio, que foi com um atleta paralímpico que disparou uma seta. E que aquilo estava tudo muito bem previsto, bem planeado, para que não houvesse o risco de a seta cair dentro do estádio. E foi assim que se acendeu. Depois houve outros momentos altos nos jogos, como a vitória nos 100 metros de Linford Christie, que tinha ficado em terceiro em Seul, mas tinha subido ao segundo lugar pela desqualificação de Ben Johnson. Também aquela vitória dramática nos 100 metros barreiras da atleta grega Patoulidou, que beneficiou da queda da grande favorita Gail Devers. E para Portugal, claro, o fato de não trazermos nenhuma medalha, nem sequer na modalidade de exibição, que nesse ano foi uma das modalidades.

E éramos campeões do mundo.

Tínhamos sido campeões do mundo de hóquei patins em 1991, em Portugal, e partimos com as esperanças de ganhar pelo menos uma medalha no hóquei patins, que era modalidade de exibição, e acabamos em quarto lugar. Portanto, foi mesmo para nós, foi um jogos para esquecer. Para Espanha, pelo contrário, foram jogos extraordinários. Espanha que tinha até aí um total de 26 medalhas olímpicas, só nesses Jogos de Barcelona conquistou 22 medalhas, incluindo uma de ouro, que eu lembro muito bem de ver essa prova, porque eu sempre gostei muito da prova de 1500 metros com Fermín Cacho a ganhar a prova e a ganhar uma das medalhas de ouro que a Espanha conseguiu nesses jogos.

Olha, deixa-me só acrescentar, eu sei que temos muito pouco tempo. Morreu ontem o Trevor Francis.

Já tínhamos falado dele aqui há uns tempos.

Exatamente. O primeiro jogador milionário, a primeira transferência milionária no Reino Unido, o primeiro a custar um milhão. Eu tenho um especial carinho por esta história, por este conto de fadas do Nottingham Forest, e deixar a sugestão a um texto ótimo no The Athletic, chama-se "Farewell Trevor Francis", sobre o quanto ele significava para o clube e para a própria cidade de Nottingham. Fica essa nota de alguém que era muito novo, 69 anos, e que foi um dos primeiros deste conto de fadas do Nottingham Forest a morrer.

Muito bem, está feito o Euromilhões hoje com edição da Mariana Fernandes. Obrigado, até amanhã.

Até amanhã.

Rádio Observador, Grande Porto