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A taxa Euribor subiu nesta segunda-feira a três, seis e 12 meses, no prazo intermédio, para um novo máximo desde outubro de 2024. Hoje atingimos novo máximo. A taxa a seis meses é a mais utilizada nos empréstimos à habitação e não podemos esquecer que o Banco Central Europeu voltou a subir os juros a 10 de setembro. É a segunda subida desde junho. A taxa diretora ficou nos 2,5%. Ora, para quem tem crédito à habitação, a taxa variável, isto significa prestações mais altas já na próxima revisão do contrato, tendo em conta também que hoje registámos este valor na Euribor. A pergunta é: agora, quanto tempo vai durar este ciclo de subidas e o que esperar do preço do crédito para os próximos meses? Vamos falar sobre o que é que podemos contar nos próximos meses com Pedro Brinca, primeiro economista, professor da Nova SBE, sobre o que está por trás destas decisões do BCE e o que podem significar para os nossos bolsos nos próximos tempos. E depois vamos também conversar com Filipe Garcia, que é analista de mercados, porque os mercados são muito rápidos e muito lestos a antecipar o que pode vir aí e, no fundo, o que é que também podemos fazer para acomodar esta subida, nomeadamente da prestação a pagar pelo empréstimo da casa. Judite França.

E começamos então com Pedro Brinca, economista, docente na Nova SBE. Bem-vindo, obrigada pela disponibilidade.

Obrigado.

O BCE subiu as taxas de juro duas vezes desde junho. Esta foi a última subida ou ainda vêm mais?

Neste momento, os mercados antecipam que mais de 50% há a probabilidade de uma nova subida até o fim do ano, de mais 25 pontos base. Neste momento, o cenário central é precisamente que na próxima reunião se mantenha a taxa que está neste momento em vigor, não haja nenhum aumento, mas depois que na reunião de dezembro, haja mais um aumento de 25 pontos base. É este o cenário central com que se trabalha agora, mas estas situações são muito voláteis. Tudo pode mudar muito depressa em função de uma série de outras variáveis, claro.

Mas isto é uma consequência direta da subida dos preços dos combustíveis?

Sim e não. Eu diria que não é uma consequência direta, mas indireta. Por quê? Tipicamente, os bancos centrais não reagem àquilo que nós chamamos de inflação total. Tendem a se focar mais na inflação subjacente, que é o cálculo da inflação retirado os preços da energia e os preços da alimentação. Por quê? Porque tipicamente estes são muito voláteis e as suas variações estão muitas vezes ligadas a coisas que não têm nada a ver com o andamento das economias.

Coisas conjunturais, as situações, não é?

Tem a ver com situações ligadas à geopolítica, tem a ver com questões climáticas. Nós, por exemplo, tivemos uma subida muito grande dos óleos alimentares o ano passado, que teve a ver com a seca extrema no Alentejo. São coisas que não têm a ver com a economia propriamente dita. Porque o banco central tipicamente intervém quando sente que a economia está sobreaquecida, ou seja, a procura agregada, a procura de bens e serviços na economia está acima do que aquilo que a economia consegue produzir no longo prazo e isso faz subir os preços. Então aquilo que o banco central depois faz é subir taxas de juro para refrescar essa procura, para retirar poder de compra a famílias, a empresas e a Estados, através do encarecimento dos juros, para de fato alinhar mais procura e oferta. Não é de forma direta, mas deixe-me só terminar só para explicar qual é a forma indireta. A forma indireta é que pode não olhar diretamente para os preços da energia, mas a energia é um produto intermédio para a produção de quase tudo. Por isso, naturalmente que indiretamente, uma subida inicial ao fim de alguns meses vai ser transmitido para o resto da economia. Ponto um. Ponto dois: subir a taxa de juro não traz mais petróleo nem gás natural do Médio Oriente. Ou seja, isso não vai cobrar nada. Agora, a questão também é uma questão das expectativas, que é o quê? Se as famílias e as empresas começarem a antecipar que a inflação vai ser mais alta durante mais tempo, isso por si só gera inflação. E há sinais de que, de fato, as expectativas, aquilo que os agentes estão a achar que o futuro vai ser, estão desancoradas, estão desligadas, estão acima daquilo que é o objetivo declarado do BCE de atingir 2% de inflação no médio prazo. Ora, o Banco Central Europeu também está a tentar combater isso.

A razão da inflação, neste momento, não é o excesso de consumo, é a escassez de oferta. Ainda assim, a política do BCE faz sentido?

É aquilo que eu expliquei, não faz sentido de forma direta, mas faz sentido de forma indireta, primeiro pela questão das expectativas. Porque precisamente se as pessoas acreditam que a taxa de inflação vai ficar mais elevada durante mais tempo, os trabalhadores vão começar, nas suas negociações salariais, a reivindicar aumentos mais elevados de salários, os produtores vão começar a fixar preços mais elevados dos seus produtos pra antecipar aumentos de custos em matérias-primas. Isso, por si só, pode causar inflação. Por isso, isto é uma tentativa do BCE também de controlar a inflação via esse canal. Agora, os combustíveis sobem, mas não sobem até o infinito. Ou seja, há aqui um salto de nível.

Também sobem porque a capacidade do Médio Oriente de fornecer produto diminuiu drasticamente ou diminuiu em parte com a guerra. Portanto, se a guerra acabar hoje, não vamos ter mais gasolina amanhã, porque não há essa capacidade de refinação.

Primeiro, porque houve destruição de capacidade.

Exatamente.

Ponto dois, tem havido uma diminuição estrutural de capacidade de refinação, sobretudo na Europa. No mundo como um todo, mas também, sobretudo, na Europa, o que também é um choque por si estrutural de oferta permanente. Mas é bom sempre lembrarmos uma coisa: a inflação é o crescimento dos preços A energia cresceu os preços, mas só cresce uma vez, a não ser que cheguemos a ter um barril de petróleo a $400. Ele sobe uma vez e depois não pode continuamente estar a contribuir para a inflação, porque sobe uma vez. A não ser que vamos ter ainda mais uma guerra, que vamos diminuir ainda mais a produção, que vai haver ainda mais destruição de capacidade de refinação, etc. Não é crível que esta subida de preços generalizada via aumento de custos da energia seja sustentável, daqui a dois anos ou daqui a um ano e tal. Agora, a inflação acaba sempre por ser um pouco persistente e perdurar, por quê? Porque nós temos mecanismos nas nossas economias que fazem com que mesmo os choques temporários como este perdurem no tempo, como por exemplo, os mecanismos de indexação. Nós sabemos, por exemplo, que as reformas estão indexadas à taxa de inflação média até novembro, se não estou em erro. Às vezes, acho que até agosto ou vice-versa. Ou seja, nós temos muitos mecanismos na nossa economia que fazem com que o aumento de preços temporário, por se refletir na taxa de inflação anual, se vá refletir no aumento de salários, de rendas, de pensões, etc, no ano a seguir. E por isso é que a inflação também se torna um pouco mais persistente. E por isso é que também as expectativas dos agentes que a inflação se vai manter em valores mais elevados durante mais tempo, também se tornam um problema e por isso é que também leva o BCE a intervir. Daí a minha afirmação inicial de que o BCE intervém não de uma forma direta por causa dos preços da energia, mas por todos estes outros fatores que eu estive aqui a descrever.

O crédito à habitação está a crescer 11% ao ano, as avaliações bancárias estão em máximos históricos. Os juros mais altos arrefecem o mercado ou a falta de oferta continua a sustentar esta subida nos preços?

Estão três coisas aqui.

É pra aproveitar.

Primeiro, vamos lá ver. A subida das taxas de juro vai ser um aperto muito grande, especialmente para quem tiver muito capital em dívida e tenha amortizado pouco. Ou seja, quem comprou a casa há pouco tempo, ainda tem uma grande parte de juros e de capital por amortizar, essas pessoas vão sentir a subida muito forte. Eu lembro que entre fevereiro de 2022 e fevereiro de 2024, quando apanhámos aquela subida das taxas de juro que começou em julho de 2022.

É que estamos todos a pensar nisso.

Tá bom, mas é isso que eu estou a dizer. Um empréstimo a 900 € por uma casa de 300 mil € rapidamente se transforma numa prestação mensal de 1400 a 1500 €. Obviamente, não estamos à espera que a taxa de juro tenha a mesma subida que teve na altura. Até porque na altura havia uma crença generalizada que havia problemas muito fortes aqui do lado da procura, coisa que neste momento não existe. Mas a subida da taxa de juro penaliza, sobretudo, essas famílias, essas que estão mais dificultadas. As famílias também estão bastante expostas, e que é preciso ter um cuidado especial, são realmente as famílias de mais baixos rendimentos. E é bom lembrar que em Portugal, quase metade da população não paga IRS, não tem rendimentos para ser tributável em sede de IRS. Essas levam aqui um triplo choque, se tiverem crédito à habitação. Essas se calhar nem têm crédito à habitação, mas levam um choque no aumento do preço da alimentação, que são muito sensíveis ao aumento dos preços da energia, que se refletem nos combustíveis antes, nos custos de produção, etc. E depois, são famílias cujo peso da alimentação e da energia é muito maior no seu orçamento familiar que a generalidade das outras famílias. Essas pessoas podem ter agravamentos dos custos com as suas despesas mensais muito facilmente, de forma muito acentuada. E essas é que é preciso ajudar. E creio que será à volta disso que virão as políticas.

Por tudo isso que está a dizer, professor Pedro Brinca, estas medidas anunciadas pelo governo na semana passada é uma boa opção ou é uma coisa que fica bem na fotografia, mas depois vamos precisar desse dinheiro mais à frente?

Primeiro, não foi uma medida, foram várias.

Sim, eu disse medidas.

Exato. Sim, eu não estava a dizer que não tinha medida, estava a dizer é que tem respostas diferentes para cada uma das medidas, não é uma resposta única. Uma aspirina pode ser um bom remédio se for uma dor de cabeça, ou pode ser um mau remédio se for para uma perna partida. Ou seja, tudo depende de qual é o objetivo. Por exemplo, a descida das taxas de IRS. Como eu disse antes, quase 50% das pessoas em Portugal não têm rendimentos para pagar IRS. Por isso, uma descida de IRS não vai meter mais dinheiro no bolso dessas pessoas. Não é uma medida que vai ajudar essas pessoas. É uma medida que incide, sobretudo, sobre a classe média, mas não vai ajudar essas pessoas. As pensionistas, por exemplo, já ajuda mais. Sabemos que os pensionistas estão sub-representados no conjunto dos agregados com mais dificuldades. Agora, aquilo que eu gostava de ver eram medidas muito mais direcionadas. Portugal acho que tem todas as condições para fazer um bom caminho em termos de dados, de informação sobre as famílias, sobre os contribuintes, para conseguir fazer com que as ajudas sejam muito mais precisas. Por exemplo, um apoio ao preço dos combustíveis, que é o que está toda a gente a discutir neste momento, ou que são medidas zero. São medidas que não são muito direcionadas, porque nós quando baixamos o preço sobre a carne, estamos a baixar o preço sobre a carne da febra do porco, mas também estamos a baixar o preço sobre o bife wagyu do Ronaldo. Não me parece que o Ronaldo precise de ajuda pra isso. Mesma coisa com os combustíveis. Nós estamos a ajudar o António a meter gasolina no Fiat Uno, mas também estamos a ajudar o José Bernardo, agora pra usar algum preconceito com nomes na cidade do Porto, a meter gasolina no Ferrari.

Esse nome foi muito veto, professor Pedro Brinca.

A meter gasolina no Ferrari, que não é suposto ser o objetivo da ajuda. Nós temos que deixar os mecanismos dos preços funcionarem para sinalizarem escassez e para as famílias racionalizarem o consumo, que é uma realidade, vem menos petróleo. Não há volta a dar, ou seja, temos que viver com esta realidade. Não há nenhum mecanismo de preços, nem de bom funcionamento da economia que justifique uma família em privação social e material. Ou seja, uma família que não consiga pagar a renda da casa, que não consiga vestir os filhos, que não consiga mandá-los pra escola, que não consiga pôr comida na mesa. Isso é inconcebível, civilizacionalmente inaceitável em 2026. Mas essas são as famílias que têm que ser ajudadas e nós temos tido, na minha opinião, medidas que raramente são tão eficientes e tão eficazes a chegar às famílias que precisam e apenas essas. Temos tido essa dificuldade em fazer isso de uma forma mais eficaz e eficiente.

Professor Pedro Brinca, muito obrigado. Economista, docente na Nova SBE. Ajoudou-nos aqui a perceber em que situação estamos e pra onde podemos ir. E temos mais um convidado, Judite.

Seguimos agora pra conversa com Filipe Garcia, analista de mercados. Bem-vindo, obrigada pela disponibilidade. A Euribor antecipa as decisões do BCE. Quanto da subida de setembro já estava nos preços?

Olá, boa tarde. Boa tarde, Judite, Ricardo e aos ouvintes. Sim, é verdade, as Euribors tendem a andar antes daquilo que são as decisões do Banco Central Europeu. Isso acontece na subida e na descida. E no que diz respeito à subida de setembro, ela estava completamente descontada naquilo que era já o preço de mercado. Aliás, nós tivemos agora subidas nas Euribors. Pra termos uma ideia, temos a Euribor um ano a 3,34%, já é máximo de mais de um ano, compara com 2,22% antes da guerra do Médio Oriente. Portanto, já estamos a falar de 1,1 pontos percentuais. E essa subida que se registou não teve tanto a ver com a subida do BCE, mas com a perspectiva de mais subidas no futuro. E nesta altura, o mercado está a descontar já três subidas adicionais da taxa de juro de referência do BCE até junho do ano que vem, o que colocaria a taxa de depósitos, que é aquela que é a referência mais importante, a 3,25%.

Nessa altura, Filipe Garcia, com estes valores e com esta perspectiva que temos, por exemplo, em relação à taxa de juro, o preço dos combustíveis, acredito que há muitas pessoas no carro a fazer esta pergunta: "Eu, afinal, faço o quê? É melhor cortar nas despesas e arranjar uma almofada para os próximos seis meses a um ano?" Isso é sempre bom, agora especialmente?

Sim, é sempre bom e a questão do fundo de emergência é quase obrigatória ou deveria ser obrigatória. Bem sei que não é fácil pra muitas famílias, mas é uma preocupação que deve existir. E neste caso em concreto, porque há, de fato, uma preocupação grande, até porque os combustíveis atingiram o máximo histórico, a inflação também está em alta, mas temos que reconhecer que não estamos numa situação, pelo menos estatisticamente, de uma crise muito profunda.

Porque o país está bem, não é? Olhando pros números.

Por um lado, isso, por outro lado, estamos a falar de uma taxa de inflação homóloga de 3,3%, uma taxa subjacente, ou seja, aquela que retira os custos de alimentação e de energia na casa dos 2,6%. E a crua realidade dos números é que estas taxas não são assim tão elevadas. Qual é que é a parte má disso tudo? É a tendência. Ou seja, nós estamos numa fase de deterioração da situação e creio que os cuidados são sobretudo importantes porque não é nada certo que estejamos a ver o pior desta fase de subida de preço. Agora, o que é que há para fazer? Bom, os conselhos, entre aspas, são os do costume, que é do lado dos créditos, ou seja, quem tem endividamento deve tentar, e perdoem-me os ouvintes que vão achar que esta sugestão era desejável, mas não sei é possível, mas é de amortizar o máximo possível os créditos. E isto tem uma razão bastante financeira por trás: é que a taxa ativa, que é aquela que nós pagamos pelos créditos à habitação, é bastante mais alta do que a taxa passiva, que é aquela que nós temos nos depósitos. E, a rigor, esse é até um defeito do sistema bancário português, em que as taxas passivas parece que sobem muito devagar, sobem de escada, e as ativas sobem de elevador. E depois, pra além disso, há também os seguros associados. E, portanto, pra quem tem crédito, eu sei que isto não é fácil pra quem está com o orçamento já muito à pele, mas sem dúvida que a amortização é um tema relevante. O outro é o da renegociação dos créditos, naturalmente. Há coisas pra renegociar, nomeadamente o spread, que deve ser visto de tempos a tempos. O tema do prazo, que é sempre complicado, porque se eu colocar mais prazo no financiamento, eu vou pagar mais juros, embora a prestação desça. Mas há uma sugestão muito importante aqui no meio disso tudo, que é sempre melhor falar com o banco antes de entrar em incumprimento. Os bancos estão preparados para acolher as situações complicadas, o que têm é muito pouca margem de manobra quando já se está numa fase de incumprimento e isso é um conselho, se calhar, até o mais importante de todos, que é o de evitar o incumprimento. No resto, temos que gastar melhor, naturalmente, temos que manter esse fundo de emergência. Uma sugestão que eu dou sempre, porque me parece que às vezes também falta um bocadinho de ambição por parte de algumas pessoas, espero que também os ouvintes não me levem a mal, mas isto é uma solução, que é tentar trabalhar também do lado dos rendimentos, uma renegociação salarial, uma carreira em que se tenha um trabalho ou um part-time em que possa gerar mais rendimento, tudo isso é importante. E depois também é importante gerir melhor as aplicações, ou seja, se calhar, há muito depósito que está à ordem a render zero, em depósitos que infelizmente renovam automaticamente para taxas absolutamente baixíssimas, que é um verdadeiro escândalo do sistema financeiro português, que são os depósitos que numa primeira fase parecem atrativos, mas depois renovam automaticamente pra taxas muito perto de zero. E enfim, temos que ter atenção a isso, porque com montantes relativamente pequenos, são centenas de euros por ano E que podem fazer falta num orçamento. Portanto, eu diria que a grande questão aqui é de aumentar a literacia financeira de todos, que todos se interessem por este assunto, porque sem dúvida que são coisas que não são só simpáticas de se ter. De facto, representam às vezes milhares de euros por ano e a diferença entre entrar em incumprimento num crédito ou não entrar.

Filipe Garcia, muito obrigado. Judite ainda tem aqui mais uma pergunta.

Ainda tenho. A questão da concorrência entre bancos. É uma boa altura para apostar nessa concorrência?

A concorrência é o que resolve, na maioria das vezes, a boa formação dos preços. E o preço de um depósito e o preço de um crédito também surge pela concorrência. Acho que sim, acho que para quem tem créditos, procurar outras instituições é obrigatório. E a mesma coisa do lado dos depósitos. Nós não temos que ter medo da relação que temos com os bancos. A única coisa que os bancos não querem é que entremos em incumprimento. Não vale a pena ter uma carreira, entre aspas, de 20 anos como cliente, se eu falhar duas prestações é mais grave do que ter apenas um histórico de um ano como cliente e, portanto, não vamos levar os bancos tão a sério do lado da clientela, vamos é levar do lado do incumprimento, que isso é que temos que evitar.

Filipe Garcia, muito obrigado pela sua disponibilidade, por ter estado aqui neste explicador, em que olhámos, Filipe Garcia é analista de mercados, em que olhámos para o que pode vir aí no que toca a taxas de juro e inflação e as contas que todos temos de fazer para chegar ao fim do mês de forma mais descansada e com uma carteira mais saudável. Já daqui a pouco vamos atualizar as notícias às 18h com o Miguel Cordeiro na Rádio Observador.