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Jornal das cinco, com Miguel Cordeiro. O Presidente da República e o Primeiro-Ministro estiveram juntos a inaugurar a nova Escola Secundária de Cascais. Luís Montenegro considera que António José Seguro está atento a tudo o que se passa no setor da educação.
E que o chefe de Estado partilha a mesma visão que o governo para este setor. Falou Luís Montenegro na inauguração da nova Escola Secundária de Cascais. Esteve com António José Seguro e também com o Ministro da Educação. No discurso, Luís Montenegro admitiu erros do governo neste setor, na digitalização e na correção dos exames nacionais, para ser mais concreto. Quis também, Luís Montenegro, deixar uma mensagem positiva aos alunos, que o ouviram com toda a atenção, como nos conta a reportagem do Ricardo Lopes.
Depois de mais de 50 anos em instalações provisórias, Cascais tem agora uma escola novinha em folha. O chefe de Estado e o líder do governo estiveram juntos para destapar a placa e fazer uma primeira visita. Com uma plateia cheia de alunos, Luís Montenegro quis deixar uma mensagem descontraída.
A escola é para viver alegrias, viver tristezas, e também é para fazer asneiras. É para isso tudo. Todos nós as fizemos, senhor presidente, até o senhor presidente da República. Portanto, todos nós, o primeiro-ministro, os ministros.
Brincadeiras à parte, o assunto fica mais sério quando se abordam os problemas que aconteceram nos exames nacionais.
Este ano comporta novos desafios, como aquele que terminou, teve também as necessidades que tiveram de ser preenchidas e os objetivos que tiveram de ser alcançados, muitas vezes com dificuldade.
Dificuldades justificadas com um processo de transformação e mudança, que no fim resultará em progresso. Ainda assim, há outros problemas mais difíceis de colmatar no setor, especialmente em Lisboa.
É nesta região que muitas vezes um professor não consegue pagar a renda da casa.
Por isso, o primeiro-ministro garante que o governo está a centrar grande parte do investimento tanto nas instalações como na fixação de professores nesta região. Sentado a ouvir, está o presidente da República, que segundo Montenegro, está bem atento àquilo que se passa na educação.
Um presidente da República sempre muito atento, empenhado e interessado naquilo que se passa na escola, em todos os níveis de escolaridade, com uma visão que é partilhada com o governo.
Chegada a vez de falar António José Seguro, o chefe de Estado confirma que está atento e que tem algumas preocupações.
Os resultados do PISA mostram que Portugal tem muito caminho a percorrer. Infelizmente, a expressão correta é: muito caminho a recuperar.
Segundo este relatório, os alunos portugueses estão a perder conhecimento e competências. O presidente da República não dramatiza, mas quer ver melhorias.
É por isso que é obrigatório olhar para esses resultados com serenidade, mas também com ambição.
António José Seguro e Luís Montenegro não têm tido agenda pública em conjunto muitas vezes. Depois de inaugurarem a nova Escola Secundária de Cascais, seguiram juntos para a reunião semanal.
Presidente da República e Primeiro-Ministro juntos na inauguração da nova Escola Secundária de Cascais.
José Pedro Aguiar Branco, presidente do Parlamento, continua a defender o chumbo do requerimento apresentado pelo Chega para criar uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves. Agora, entrou novo pedido e Aguiar Branco promete ser rápido a decidir e a responder.
Apesar das críticas de André Ventura, o presidente da Assembleia da República afasta qualquer motivação política nas decisões que toma. Aguiar Branco fala sempre em razões constitucionais.
O meu pronunciamento nos despachos anteriores, que eu acho que foi claríssimo, teve a única e exclusivamente a ver com questões de natureza de conformidade constitucional e legal em relação àquilo que é a própria lei que regulamenta o funcionamento das comissões parlamentares de inquérito.
Na Póvoa de Varzim, durante a inauguração de uma residência de estudantes, o presidente da Assembleia da República explicou que se o novo requerimento do Chega estiver conforme a lei, não vai colocar nenhum entrave e garante resposta rápida.
Não tenho ainda conhecimento direto desse requerimento, que deu entrada nos serviços da Assembleia, que estão a analisá-lo, e depois virá para o meu gabinete para eu me poder pronunciar. E, portanto, penso que esse meu pronunciamento poderá acontecer entre amanhã e quarta-feira.
Até quarta-feira, uma resposta de Aguiar Branco.
No Partido Socialista, José Luís Carneiro prepara-se para propor a criação de um Serviço Nacional de Habitação Acessível. Que serviço é este, Miguel?
Ainda há muito para limar. O Partido Socialista esteve hoje em Matosinhos a dar início a um programa nacional de auscultação para habitação. Isto serve para discutir este tema de forma muito abrangente. É ouvir praticamente toda a gente. O objetivo é ouvir autarcas, especialistas, associações, cooperativas, proprietários, inquilinos, jovens, banca, promotores e empresas de construção. Com isto, o PS quer desenhar propostas para responder aos problemas neste setor. Hoje, José Luís Carneiro já falou em criar esse Serviço Nacional de Habitação Acessível. Nesse serviço seriam integrados todos os esforços e instrumentos normativos que já estão disponíveis no Estado e novas medidas que ainda devem ser desenhadas e propostas também pelo Partido Socialista. José Luís Carneiro quer mostrar serviço neste setor e quer também atacar o governo, como fez hoje ao acusar Luís Montenegro de agravar o problema da habitação.
Aquilo que o governo fez até agora foi agravar um problema. Já tinha um problema, mas agravou o problema. Nós deixámos ficar, como disse às suas colegas, uma estratégia de habitação que permitiu requalificar ou construir 31 mil novas habitações. Eram mais de 32 mil, ficaram para trás 1800, mas mesmo assim foram entregues 31 mil, como disse há dias o primeiro-ministro, mas deve-se à estratégia de planeamento do PS, aos mecanismos de financiamento que foram encontrados. Agora, do que estamos a falar é lançar uma estratégia para os próximos 10 anos, para responder a esta prioridade política nacional.
José Luís Carneiro em Matosinhos esteve acompanhado pela presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro. O PS garante que este vai ser o tema central da agenda durante o próximo mês.
E quem hoje foi abastecer o carro, a moto, o trator, o caminhão, enfim, quem foi à bomba de gasolina, experimentou o valor mais alto de sempre para gasóleo e gasolina. O governo, Miguel, continua a descartar a hipótese de dar mais apoios.
E a ministra do Ambiente e da Energia faz eco do que disse Luís Montenegro na mensagem que fez ao país na semana passada. Maria da Graça Carvalho diz que é preciso manter as contas públicas saudáveis.
Temos que acautelar, por um lado, que temos as contas públicas saudáveis, por outro lado, achamos que uma ajuda generalizada iria ajudar quem precisa e quem não precisa. E neste momento temos que canalizar essencialmente para aqueles que vão precisar, que são os mais vulneráveis e que são aqueles que precisam do carro todos os dias para ir trabalhar.
A ministra descarta mais apoios e adianta que os consumos de combustíveis estão mais altos do que é habitual. Em momento de inflação, a ministra deixa mesmo um apelo à poupança.
O consumo, tanto do gasóleo, como da gasolina, como do jet, comparado com os meses homólogos do ano passado, tem subido. E tem subido valores elevados, 4% a 6%. Se nós compararmos com outras crises semelhantes, ou umas com maior dimensão, outras com menor, houve sempre uma diminuição, houve sempre uma poupança. Isso também queria chamar a atenção aos consumidores. É importante ter esta noção que há aqui também uma gestão pessoal e de cada empresa, de cada instituição, no poupar energia em geral e combustível em particular.
Com apelos à poupança, Portugal está hoje com o preço mais alto de sempre nos combustíveis.
E há outras notícias a marcar esta segunda-feira, 21 de setembro.
A Proteção Civil vai manter o estado de prontidão nível três para prevenir o risco de incêndios nos próximos dias. De acordo com as previsões do IPMA, a próxima semana vai ser marcada por tempo quente e seco e de perigo máximo de incêndio em várias zonas do país. Hoje, Carlos Mata, adjunto de operações da Proteção Civil, falou à imprensa, foi na última hora, e disse que as condições meteorológicas vão dificultar o combate às chamas, devido ao vento forte e à fraca umidade durante a noite.
De acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, esta situação meteorológica e sinótica vai se manter, pelo menos até ao final desta semana. O que nós recomendamos, uma vez que vai existir vento forte, não existe recuperação noturna, ou seja, as noites estão bastante quentes e com fraca umidade, dificulta em muito a extinção dos incêndios e também colabora para que eles progridam com maior velocidade devido à questão relacionada com o vento.
Explicações da Proteção Civil e, na última hora, um incêndio em São Mamede de Coronado, na Trofa, obrigou a retirada de 40 alunos e três funcionários da Escola da Vila, em Paço. O alerta foi dado pelas 15h, foram retirados por precaução. Isto foi uma garantia da Proteção Civil à Agência Lusa. Não há registro de feridos. As cadeias de televisão norte-americanas CBS, NBC, ABC e Fox suspenderam a cobertura de Donald Trump em apoio aos órgãos de comunicação social, que foram proibidos de entrar na Casa Branca. A suspensão inclui a ausência de fornecimento de imagens de eventos presidenciais às diferentes cadeias de televisão e imprensa. Mais cedo, numa mensagem na rede social Truth Social, Donald Trump acusou a imprensa norte-americana de ser uma ameaça à segurança do país. A declaração do presidente norte-americano surgiu depois de três meios de comunicação terem sido expulsos da Casa Branca e terem anunciado uma ação judicial contra o Executivo por ameaças à liberdade de imprensa e ao jornalismo independente. A fechar, Ricardo, um dos maiores divulgadores de ciência vai estar em Lisboa no próximo mês e vai falar da relação entre os descobrimentos e a procura por vida extraterrestre. É também autor de um podcast de sucesso, ouvido em todo o mundo. Sabes de quem estou a falar?
Estou a pensar numa pessoa. Já apresentou o Cosmos? Não.
Já apresentou. Neil deGrasse Tyson, astrofísico norte-americano. Vai estar no MEO Arena, na sala Tejo, na mais pequenina, mas vai estar no MEO Arena. E vai estar a fazer o podcast ao vivo, o "Star Talk Live", um podcast muito interessante sobre ciência, sobre espaço. Está agendado para o dia 15 de outubro, já há pouquíssimos bilhetes e os que haviam eram caros. Começavam, creio, na casa dos 45, os mais caros passavam os € 100.
Bom, temos que decidir, ou pomos gasolina ou vamos lá.
Exatamente.
Ou vamos ver. E quais são os temas?
Bem, vamos falar de descobrimentos, exatamente, descobrimentos e espaço. E esta relação de procurar o desconhecido. Neil deGrasse Tyson não vem sozinho, vem com o comediante Chuck Nice, é ele que faz o podcast "Star Talk", são eles os dois que falam neste podcast. Vão participar também cientistas portugueses, neste caso, Zita Martins e Marta Cortezão vão também participar neste espetáculo.
Fica a sugestão, a gravação ao vivo do "Star Talk Show" no MEO Arena, no dia 15 de outubro, um espetáculo de ciência, cultura e humor. Estou para ver, Miguel, quando é que vamos ter o nosso primeiro podcast no MEO Arena. Acho que já faltou mais.
Eu também acho que já faltou mais.
E vamos ter novidades muito interessantes, muito em breve, sobre podcasts ao vivo.
Muito bem.