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Alberto Gonçalves. Alberto Gonçalves em mais uma edição do "Ideias Feitas", a começar esta semana. Boa tarde, Alberto. Hoje queres nos falar da Flotilha da Liberdade.
Olá, Miguel. Boa tarde. Quero e quando se fala na Flotilha da Liberdade, cheia de ativistas que tencionavam fornecer ajuda humanitária aos habitantes de Gaza, está-se a cometer algumas imprecisões, para não dizer alguns erros, à altura para o grotesco. Desde logo, em primeiro lugar, a parte da flotilha está incorreta, já que a flotilha é uma pequena frota e a peregrinação, pelos vistos, incluía só um barco. Em segundo lugar, a ajuda humanitária transportada pelo barco era meramente simbólica, era meia dúzia de sacos de farinha e mais umas tralhas e obviamente não teria qualquer impacto nas vidas dos destinatários. Ajuda humanitária a sério, ou pelo menos mais substancial, é aquela que tem entrado nas últimas semanas, três semanas, mais ou menos, desde que Israel levantou o bloqueio. Israel permitiu a entrada nestas três semanas, aproximadamente, 1200 caminhões de ajuda humanitária com 30 mil toneladas de suprimentos, com alimentos, medicamentos, etc. Se isso é insuficiente como acusam alguns, não sei, não faço ideia. Sei é que com ou sem Convenção de Genebra, não é habitual, não acontece sempre país em conflito facilitar apoio às populações controladas pelo inimigo. Israel, salvo o tal bloqueio, tem permitido isso. Em terceiro lugar, sobre a flotilha, ao equívoco do ativismo, os passageiros que passeavam naquele barco, que entretanto foi interceptado, como já se sabe, não são ativistas de coisa nenhuma, são propagandistas de organizações terroristas que se servem destes números circenses, destes espetáculos, para espalhar essa propaganda e de caminho também aproveitam para ganhar alguma notoriedade pessoal, evidentemente. Se virmos as figuras mais públicas que estavam a bordo, desde logo, a título de exemplo, a Greta Thunberg, a pequena Greta que pelos vistos deixou de se preocupar com o clima e com o ambiente para abraçar a causa palestiniana, mas continua a ser uma espécie de ícone internacional do embaraço. E depois também havia o ator irlandês Liam Cunningham, que acho que é da "Guerra dos Tronos". Eu nunca vi a "Guerra dos Tronos", mas pelo que li, acho que era um ator dessa série e costuma partilhar nas redes sociais diversos posts em que reproduz as velhas teorias da conspiração, segundo as quais os judeus controlam os governos e fazem maquinações, articulam a economia internacional, aquelas coisas que já vêm dos Protocolos dos Sábios de Sião, aquelas coisas já muito antigas. E tínhamos também na flotilha de um barco só o brasileiro Thiago Ávila, que ainda há meses se notabilizou, pelo menos para mim, quando participou no funeral do senhor Nasrallah, o líder do Hezbollah. E nesse funeral, este ativista brasileiro elogiou o falecido líder do Hezbollah, chamou-lhe um mártir e um símbolo da libertação. É fácil imaginar que os restantes passageiros lá do barquinho partilhem este mesmo caldo de antissemitismo, de exaltação de cultos da morte, que é aquilo que o Hamas é, que o Hezbollah é. É por isso que chamar ao barco a Flotilha da Liberdade deve ser brincadeira, só por ironia, porque lá está, apenas havia ali um barco. E depois não havia ali nada que valorizasse a liberdade. O que havia naquela gente e neste exercício todo é necessidade de contaminar o maior número possível de pessoas com o sentimento que o Hamas e o Hezbollah, e não só, nutrem por Israel e pelos cidadãos de Israel, judeus ou não judeus. E esse sentimento é, evidentemente, o ódio. A única coisa correta que aquela gente costuma repetir é a palavra genocídio, só que aplicam ao contrário. Genocídio dos israelitas e dos judeus em geral é o que os terroristas que as pequenas Gretas deste mundo veneram, querem cometer. Só não cometem porque, felizmente, Israel é militarmente superior. Genocídio não é o que acontece quando um país e um país democrático se defende de psicopatas. É o que aconteceria se os psicopatas fossem mais fortes. Há 80 anos, por exemplo, ainda agora se comemorou a efeméride do Dia D, mas há 80 anos os psicopatas eram mais fortes. Hoje não são. Por sorte, aconteceu assim. E para os que possam pensar que eu estou a fazer uma equivalência entre o Hamas e o Hezbollah e os nazistas, não estou. Os nazistas, apesar de tudo, tentaram ocultar o Holocausto. Os terroristas da Palestina orgulham-se dos seus crimes e exibem-nos tanto quanto podem. Basta ver os vídeos do 7 de outubro e não só. Portanto, até aí há uma pequena diferença e não há uma diferença que favoreça os terroristas da Palestina.
Alberto Gonçalves sobre a Flotilha da Liberdade no "Ideias Feitas" de hoje. Boa tarde, Alberto.
Boa tarde, Miguel.
O Ideias Feitas conta com o apoio do azeite Talismã.