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Altura de desfazer ideias feitas com Alberto Gonçalves. Boa semana, Alberto.
Igualmente. Boa semana para vocês.
Olá, viva Alberto Gonçalves. Hoje aqui uns minutinhos atrasados, mas se justificou também por essa apresentação da recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República.
Valeu a pena.
Alberto Gonçalves. Não sei se o Alberto quer falar também sobre esta recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, mas vamos ao Ideias Feitas de hoje.
Vamos e o tema será obviamente a recandidatura do professor Marcelo. Estávamos numa expectativa intensa para saber se ele se recandidatava ou não. E felizmente, para bem da nação, ele recandidata-se. E digo para bem da nação, porque ele prometeu que se recandidata. O professor Marcelo tem em altíssima conta e faz muito bem. Ele recandidata-se para poder vencer, enfrentar a pandemia e vencer a crise social, etc. E tudo mais que houver de negativo, ele vai conseguir vencer, não sei se sozinho, se com a ajuda de alguém, mas a presença, a figura dele, a ação dele, é absolutamente fundamental para que os portugueses consigam ter uma vida melhor. E é bom que um candidato presidencial e que um presidente em funções tenha esta ótima visão de si mesmo. Dito isto, ele tem esta visão e acredito que a maioria do eleitorado vá ter e o vá reeleger. Eu não partilho, porque tanto em casos particulares como no contexto geral, a ação do professor Marcelo consistiu nestes cinco anos, sobretudo em anular por completo a figura do Presidente da República, a figura institucional do Presidente da República, o cargo de Presidente da República, mais exatamente. E em casos particulares, estou a falar, por exemplo, de Pedrógão, dos incêndios, de Tancos, agora mais recentemente deste caso do homicídio daquele cidadão ucraniano pelos Serviços Estrangeiros e Fronteiras e sem qualquer demissão posterior, nem qualquer exigência de responsabilidades. Não é que o professor Marcelo, neste caso, eu acho que ele nem falou sobre o caso, mas normalmente ele exige responsabilidades. Depois a exigência fica por ali. Sempre que acontece qualquer tragédia no país, qualquer escândalo com responsabilidades estatais ou governamentais, o que o professor Marcelo tem feito é dizer que se vão apurar afinal tais e tais responsabilidades, que doa a quem doer. E mais umas coisas assim que ficam muito bem naquele momento e que está tudo a ser feito para que se apurem os culpados ou os responsáveis, etc. E depois nunca se apura absolutamente ninguém e o professor Marcelo nunca mais volta a tocar no assunto. E se tocar é para voltar a dizer o mesmo e sem quaisquer consequências. Isto tem sido assim nestes casos particulares, como aqueles que citei, e tem sido assim este favorecimento, esta legitimação da atuação governamental, por assim dizer, tem sido assim em casos ainda mais graves, que são os casos de contexto mais genérico, que moldaram, que definiram estes cinco anos e um deles é este contexto de crise econômica, que não é só motivada pela reação à Covid, é uma crise econômica motivada por um governo incapaz e em alguns casos propenso a algum nepotismo e alguma corrupção, etc. E um governo que toma decisões terríveis para a economia nacional e que está a precipitá-la para nova bancarrota. E o professor Marcelo sobre isso não diz nada, ou diz que vai enfrentar, vai ajudar os portugueses a saírem da bancarrota, uma bancarrota ou uma crise econômica que ele próprio ajudou a criar o respectivo contexto. Portanto, é um contrassenso óbvio. E quem diz a questão da falência econômica que se avizinha, diz a questão, por exemplo, desta situação absolutamente criminosa que se tem passado na saúde, ou seja, a concentração de todo o sistema de saúde nas medidas na Covid tem levado à morte uma série de gente que padece de doenças e de problemas de saúde que não têm nada a ver com a Covid e tem levado a milhares de mortes desnecessárias, com certeza. Sobre isso o professor Marcelo também não diz nada e se disser também já sabemos que não adianta de nada. E depois temos este caso ainda, não é mais grave, é igualmente grave, que é da supressão de liberdades que se traduz ou que funciona através desta sucessão constante de decretos de estados de emergência que o professor Marcelo tem decretado regularmente, quase sem parança, para estender um tapete ao governo para o governo poder tomar estas decisões aleatórias e fortuitas e sem resultados palpáveis. E o professor Marcelo tem permitido isso tudo para que o governo não sofra quaisquer beliscões na sua ação. É uma ação legitimada pelo senhor Presidente da República, que a torna assim constitucional. E é isto que o senhor Presidente da República tem feito: é não ser um Presidente da República, é ser alguém que permite que o governo faça o que quiser. Claro que a função do Presidente da República não é a função oposta, não é dificultar em absoluto ou impedir que um governo faça qualquer coisa que possa desejar, mas também não é esta função, não é esta função da legitimação absoluta, completa. E o que o professor Marcelo tem feito, e eu julgo que por questões, não especialmente por simpatizar com o doutor António Costa ou com o PS, ou qualquer coisa do gênero, mas simplesmente porque como ele sente através das sondagens que não há uma contestação demasiado palpável contra o governo, o professor Marcelo prefere estar Cavalgar a onda e estar mais ou menos junto com a tendência que não lhe vai afetar demasiada popularidade. O professor Marcelo, lamento dizê-lo, mas sofre de uma espécie de fobia, que é a fobia da impopularidade. Essa é a única questão que o move. Não acho que ele se mova pelo bem-estar nacional, nem ele, nem político, praticamente nenhum. Ele move-se única e exclusivamente, mais do que até a maioria dos políticos, pela questão da popularidade. Tudo que ele sentir que pode ser favorável à sua popularidade e que pode beneficiar a sua votação, agora no caso da reeleição, é aquilo que ele vai fazer, independentemente disso que ele faz ou das atitudes que ele toma, serem as atitudes próprias de um presidente da República, que exerce o cargo responsavelmente, ou próprias, às vezes, de um artista de variedades. Lamento mais uma vez dizer, o que o professor Marcelo tem feito, em muitos casos, é apenas isso. É uma figura mais ou menos decorativa da nação, que toma uns banhos no mar, que tira umas selfies com as pessoas, que é simpático. Isso, lamento pela terceira vez, mas não é função de um presidente da República.
Ficam também esses lamentos de Alberto Gonçalves. Obrigado, Alberto. Alberto Gonçalves, hoje a escolher para tema do "Ideias Feitas" esta recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa, que apresentou essa recandidatura junto do Palácio de Belém, numa pastelaria em Lisboa. Já prometeu continuar o diálogo e a convergência no essencial, com discrepância, com pluralismo democrático. Foram estas algumas das principais ideias desta apresentação da recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República.
Voltamos a desfazer ideias feitas com Alberto Gonçalves só na quarta-feira. Amanhã é feriado. Entretanto, esta edição vai ficar disponível em podcast, nas plataformas habituais e em observador.pt. Para já, conhecemos as notícias que vamos atualizar às 19h00, João Alexandre.
Marcelo Rebelo de Sousa apresentou a recandidatura à Presidência da República. Foi uma apresentação feita em Lisboa, a poucos metros do Palácio de Belém. Marcelo Rebelo de Sousa regressa à corrida às presidenciais depois de ter vencido na primeira volta em janeiro de 2016. Já justificou a recandidatura com a crise que se vive no país, também com essa necessidade de mais diálogo e de mais união. Diz também o atual chefe de Estado que se recandidata a Belém porque não foge dos desafios. São algumas das ideias de Marcelo Rebelo de Sousa, que vamos recuperar também nas notícias às 19h00. E Portugal já conhece os adversários para a fase de qualificação para o Mundial de Futebol de 2022, no Catar. A seleção portuguesa, que está no grupo A do apuramento da fase europeia, vai encontrar neste grupo as seleções da Sérvia, da República da Irlanda, do Luxemburgo e também do Azerbaijão. O selecionador nacional, Fernando Santos, já disse que o importante mesmo é provar a qualidade dentro das quatro linhas. São ideias também do selecionador nacional, que recuperamos nas notícias às 19h00. Neste dia em que Portugal superou a barreira das cinco mil mortes provocadas pela Covid-19. De acordo com o mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde, desde ontem morreram também em Portugal, vítimas da Covid-19, mais 78 pessoas.
Voltamos a atualizar toda a informação às 19h00, com o João Alexandre. Já a seguir o "Tie Break", com o editor de desporto do Observador, Bruno Roseires.
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