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Tudo pronto para o Ideias Feitas. Alberto Gonçalves, boa tarde.

Olá, boa tarde.

Olá, boa tarde, Alberto Gonçalves. Vamos falar do aumento do número de infectados de Covid-19, é isso o tema de hoje?

É o aumento do número de infectados e a diminuição do número de mortos. E é uma tendência que se está a assistir há largas semanas na Europa. Fora da China, continente onde a Covid se desenvolveu primeiro. De início, adiantava-se uma possível explicação para isso, que seria a necessidade de passar algum tempo entre o momento da infecção e o momento da morte. Mas, entretanto, já se passaram muitas semanas, muito mais do que aquelas que o vírus costuma demorar a matar. E o número de mortos nos vários países europeus, e estou a falar praticamente em todos, está a níveis absolutamente residuais. São, nalguns casos, cinco, 10, 15, 20. E o número de infeções aumentou brutalmente nessas semanas. Isto pode-se explicar pela quantidade de testes que se faz. Estão a fazer-se mais testes e testam-se pessoas sintomáticas, e pessoas mais novas, que não têm tendência a adoecer com o vírus, etc. Agora, para o que conta, e acho que isso é que é importante, o facto é que passou a morrer muitíssimo menos gente de Covid ou com Covid. Depois, isso seria uma outra discussão. E em Portugal a questão, embora não seja exatamente igual à generalidade dos países da Europa, porque em Portugal o número de infectados é sempre mais ou menos o mesmo, a verdade é que o número de mortos praticamente também desapareceu. Em Portugal temos números residuais, dois, três, quatro. E assim são mais residuais do que a média europeia, felizmente. E são números que nos dizem que aparentemente a Covid não está a matar por aí além, se as medições são corretas. No mínimo, pode-se dizer que a taxa de mortalidade é muito mais baixa que aquela que se suspeitava no início. Mas também se pode dizer, ou talvez se possa dizer, que não há uma segunda vaga, como se tem falado, e que a Covid está a matar, mas está em números muito baixos, e que a quantidade de infectados exibida diariamente pelas autoridades, e que os media reproduzem, serve para fingir que a doença é um perigo iminente, é uma coisa para aterrorizar as pessoas, e para justificar as medidas impostas. Mas essas medidas oscilam entre o absurdo e o inútil. Isto leva-me a outra perplexidade, e é sobre perplexidades em volta do Covid que eu estou a falar hoje. É a questão, por exemplo, da máscara. Além de ser muito estranho termos este número elevadíssimo de infectados e um número tão baixo de mortes, é também estranha a continuidade da obrigação do uso da máscara, porque temos o caso espanhol. Eu estive em Espanha momentaneamente alguns dias durante o verão e disseram-me logo para colocar a máscara no meio da rua. Vi um carro da polícia parar para uma senhora ser obrigada a colocar a máscara no meio da rua. Acho que a multa é de €100 ou €200, uma coisa parecida. Os espanhóis usam máscara constantemente. Imagino que na casa deles não usem, mas fora daí usam constantemente. E o número de contágios está a subir vertiginosamente em Espanha. E a máscara serviria para alguma coisa? Serviria para impedir os contágios, não serve para impedir as mortes. Não podemos atribuir a descida das mortes ao uso de máscara. Deveríamos atribuir uma descida eventual de contágios, que não se verifica. Os contágios estão a subir em Espanha para números que nunca tinham sido atingidos. E a função da máscara, parece que se prova, por exemplo, em Espanha, que é absolutamente nula ou perto disso. No entanto, o uso da máscara, a obrigatoriedade do uso da máscara cada vez em mais locais, e em Portugal já se pondera também a obrigação do uso na rua, etc, parece ser absolutamente redundante ou inútil. E parece que essas medidas que os governos impõem, nem percebo bem porquê, não sei se é apenas por uma necessidade de mostrar poder, por uma necessidade de mostrar serviço face a um vírus que nunca compreenderam muito bem e cujo alcance acho que ainda ninguém compreendeu muito bem, se é muito, se é grande ou se é pequeno. E os governos continuam a lançar medidas após medidas. E Portugal, aparentemente, vai regressar a um estado de emergência, já não me lembro qual é o nome, mas é mais um estado qualquer, a partir do dia 15 de setembro. Vamos regredir nas nossas liberdades, tudo em nome de uma doença que não se consegue explicar, ou que até agora, pelo menos, não se conseguiu explicar, e cujos efeitos permanecem um bocadinho insondáveis. Não sei como é que isto se vai resolver, porque provavelmente a Covid, sendo uma estirpe nova do vírus, uma gripe nova, vai continuar a existir sempre, a menos que a ideia seja manter as pessoas sempre com restrições para o resto da vida. E além dessa humilhação pessoal, que eu acho que o uso de máscara desnecessário é, está-se a continuar a restringir os negócios, os comércios e a economia em geral. E isso tem obviamente custos, e esses custos vão ter que ser pagos, e vão ser pagos um dia, e as pessoas que estão a tomar estas medidas hoje não se vão responsabilizar nesse dia por esses custos.

Obrigado, Alberto Gonçalves. Encontro marcado outra vez amanhã, a esta mesma hora. Alberto Gonçalves aqui, a desfazer ideias feitas.

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