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E depois de três semanas sem futebol internacional, regressou o campeonato. Oitava jornada com clássico logo a abrir no primeiro dia, nesta noite de sexta-feira, Sporting Braga 1, Sporting 3. O Sporting Braga, Gabriel Alves, começou a vencer este encontro e começou também, de alguma forma, melhor, dono e senhor do jogo, muita bola, a não permitir ao Sporting grandes situações na área e depois, apesar de não ser muito eficaz, como o próprio Carlos Vinicius se queixou, conseguiu criar muito e ter muita presença na área do adversário. É um Braga que dá a sensação que tem futebol que começa a pegar no jogo, só se talvez esteja aqui a faltar conseguir aguentar os 90 minutos, Gabriel.
Promete coisas, mas não concretiza. De resto, uma pedreira com noite de quatro gols, dois autogols, com a peculiaridade, particularidade, de serem assinados pelos dois guarda-redes.
Tivemos dois autogols do guarda-rede.
Exatamente.
O primeiro do Sporting Braga e aquele que foi o segundo do Sporting.
Depois, a remontada leonina. Quando não segura resultados, o Sporting hoje remontou. Depois, duas luzes altas na pedreira, em termos de futebolistas, João Moutinho por Sporting de Braga e Zalazar por banda da equipe do Sporting Clube Portugal. As substituições do Sporting trouxeram aval a Rui Borges na sua gestão de plantel, porque girou bem. Jogadores com viagens, jogadores nas suas seleções com quatro jogos em poucos dias, jogos de intensidade, pouco espaço de tempo entre eles e também pouco espaço para recuperação no regresso aos seus clubes de origem. Jogadores que entraram depois, jogadores esses que vieram e chegaram tarde, vindos da pausa FIFA, mas que trouxeram uma lufada de ar fresco ao manjar do Leão, com o Cafetero Suárez a cabecear para gol. Portanto, uma jogada muito interessante, em que o australiano Irankunda fez uma assistência, um último passe cheio de qualidade.
Primeira assistência de Irankunda a serviço do Sporting.
Exatamente. Eu diria, dando um pouco de futebol ao seu jogo, que era um jogo bastante opaco durante a primeira parte deste australiano. E depois Zalazar. Zalazar, de fato, aqui foi o homem do jogo, porque ele trouxe àquilo que é as transições, as saídas de futebol para o ataque dos leões. Trouxe dinamismo, trouxe confiança, trouxe capacidade. Eu diria mesmo, Zalazar demolidor. Foi ele que acabou por demolir toda uma estratégia do Braga.
E aqui uma curiosidade, de ter entrado ao minuto 58, ter marcado o gol que tranquilizou o Sporting, o 3 x 1, ao minuto 81, e de ter saído ao minuto 84, com algumas queixas na perna. Será sido gestão ou obrigatoriedade para Rui Borges? Qual é a ideia que fica, Gabriel?
Se realmente o jogador sente alguma coisa, é gestão do Rui Borges, porque tem um jogo da Champions na terça-feira e não vai forçar. O assunto estava resolvido, ele tinha cumprido com uma missão e essa missão estava dourada, portanto, não valia a pena agora tornar essa missão em desgraça em relação àquilo que é a competitividade do clube nas várias provas. Quanto à equipe do Sporting de Braga, perdeu-se, porque é uma equipe que demonstra não ter 90 minutos. Portanto, sem repertório conseguido. Não é por acaso que o seu rendimento ofensivo é curto, só tem oito gols, portanto, falta-lhe definição. Tinha cinco gols sofridos, era uma das melhores defesas do campeonato, mas agora tem oito sofridos, tudo em oito jogos. Portanto, obviamente que este Braga tem obrigação de render mais, mas mostrou bons momentos de futebol, capazes com e sem bola, que baralharam os movimentos do Sporting Clube Portugal, que sentiu muitas dificuldades em articular linhas, circular bola, conjugar dinâmica a meio campo, onde o Braga chegou a dominar nesse espaço. Obviamente, com Catamo e Fresneda ainda a ser os jogadores de transição e com João Moutinho de transição do Sporting, capazes de responder, com João Moutinho a brilhar de forma enorme na estratégia dos guerreiros.
De fato, é o maestro dessa estratégia. Aquilo que depois fica com a sinfonia, diremos assim.
E quando sai, o Braga desaparece. Sai, o Braga desaparece. É um vazio. Isto, portanto, com a conjugação de um Horta hoje que não esteve em campo. O Braga jogou com 10 unidades. Horta hoje foi completamente opaco na partida. Portanto, sem dinâmica, sem movimentos, sem aparecer, sem capacidade, sem a qualidade que obviamente é um jogador que mostra, hoje desapareceu. Notas: guarda-redes do Sporting de Braga na temporização de reposição de bolas em jogo, visionamento, posicionamento de companheiros e adversários para dar profundidade, porque ele depois bate as bolas em profundidade. Portanto, algo que está a ser trabalhado e treinado no Braga. Vamos ver quais são os resultados futuros que daí vão advir. Como já foquei, João Moutinho, o ponto alto destes bracarenses e com a ausência de Ricardo Horta. Queria dar aqui uma nota à gestão de Rui Borges com o jogo, com os seus Champions, digamos assim, porque obviamente a Champions é extremamente importante, é extremamente necessária à equipe do Sporting. E como todas as equipes, tem que jogar interna e externamente. Portanto, tem que fazer um trabalho com os jogadores de que dispõe, de modo a poder ter resposta dentro e fora. E Rui Borges, hoje, naturalmente, fez isto. Entre a pausa e a competitividade na relva, assegurou os três pontos, que era aquilo que era fundamental. E quem olhava Rui Borges como exame na pedreira Eu digo outra vez que quem olhava Rui Borges como exame na Pedreira teve que lhe dar nota positiva. Isso é que é verdade.
Não tem grande hipótese, até porque foi a primeira vitória de Rui Borges frente ao Sporting Braga enquanto técnico do Sporting. De resto, em jogos clássicos, só tem uma vitória frente ao Porto em sede de Taça de Portugal e uma primeira vitória frente ao Benfica, logo no seu jogo de estreia pelo Sporting. De resto, muitas dificuldades de Rui Borges em jogos-
Com grandes.
Com grandes, exatamente.
Com grandes. Mas também há aqui aspetos de ordem tática muito interessantes, que acho que também Rui Borges os trabalhou tendo em vista o lance, que é a questão do Altamira mais recuado ou do Ndiaye a subir mais. Foi um facto muito bem explanado na conferência de empresa para esses movimentos, a forma como meteu os três jogadores importantes para a reviravolta da partida. Portanto, um Sporting que esteve à altura daquilo que são as necessidades da formação. Quanto ao Braga, quer-se e espera-se melhor, não só no defender, mas também naquilo que é definição e uma equipa que apareça nos 90 minutos.
E nós ouvimos aqui uma queixa do adepto do Braga que esteve conosco. E a verdade é que o João Miguel acabou por falar de um futebol de Carles Vicens que, apesar da preponderância com que deixa a equipa ter bola, acaba por ser às vezes uma espécie de futebol de engonhar, que tem muita bola, mas depois arrisca pouco.
É aquilo que eu disse há pouco e vou repetir: promete muito, mas depois não mostra nada. Esta é que é a verdade. E daí a razão de ter oito gols só apontados, que é muito pouco. Tinha cinco gols sofridos, que era uma das melhores defesas, agora tem oito, a partir desta partida. Portanto, digamos que foi uma noite na Pedreira, uma boa vitória leonina, que deixa agora o Benfica e o Futebol Clube do Porto, que vão jogar a seguir, obviamente muito atentos, num jogo que, eu também tenho que dizer, não deu febre de sexta à noite.
Não deu febre de sexta à noite, ainda menos febre de regresso do campeonato, sendo que as pessoas costumam ter muitas saudades dos clubes quando vamos para a pausa internacional.
E tão grande como foi essa.
E muita saudade da seleção nacional quando estamos a decorrer em clubes. Gabriel Alves, para fechar esta noite na Pedreira, no Estádio Municipal de Braga, o nome pelo qual é conhecido este maravilhoso estádio arquitetado por Souto Moura, vamos saber qual é o destaque pela negativa nesta noite de clássico em Braga.
Para mim, duas notas. Uma para o Sporting: é o gol sofrido por Rui Silva. Acho que Rui Silva voltou a ter uma situação negativa e é o Ricardo Horta que não se viu no jogo, quando normalmente é um futebolista de queios bracarense e todos nós que gostamos de futebol, gostamos de ver a sua dinâmica, a sua dimensão.
E para fecharmos em nota dourada, Gabriel Alves, o que foi o melhor esta noite no Sporting de Braga, Sporting Clube Portugal, jogo a contar para a oitava jornada do nosso campeonato?
Eu gostei da gestão do Rui Borges, gostei da forma como ele se aplicou ao jogo, o momento certo em que fez as substituições e depois, como não podia deixar de ser, Zalazar, que deu uma nota de jogador extremamente importante e de grande aquisição que o Sporting Clube de Portugal fez. Vamos ver se vai ter uma evolução sustentada em relação ao futuro, porque é um excelente jogador e quem gosta de futebol, gosta de ver bons jogadores.
Gabriel Alves, quem gosta de futebol e não pode vê-lo, pode muito bem ouvi-lo sempre aqui na Rádio Observador, com relados em direto, os comentários de Gabriel, que também costumamos ouvir com notas de 0 a 20 aos protagonistas do dia no mundo do desporto. Isso em sede de O Champion, para ouvir de segunda a sexta depois de 13h00, na Rádio Observador. Também aos fins de semanas, creio que depois das 11 horas, se não estou em erro. Gabriel, um grande abraço, um bom descanso e até breve.
Bom fim de semana para todos os nossos observadores e bom futebol.
E esperamos que com mais febre no sábado e domingo do que nesta sexta à noite.
Exatamente, mais febre.