Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Filomena, deixa-te ouvir. Agora que estávamos nesta Gronelândia, neste percurso tão longo.

Também a caminho do Canadá, Filomena.

Pois é, deve ser por aí. Vamos tentar recuperar a Filomena. Enquanto isso, a música dos Beatles.

Estou convosco.

Sim, voltaste.

Estou aqui.

Deixamos-te ouvir. Ias na Gronelândia.

Não, estou ótima. A raposa foi até à ilha de Ellesmere, no Canadá, foram mais de 2 mil km e chegou em apenas 76 dias depois de deixar Svalbard.

Que raposa valente. Considero que isto não é normal.

Não, esta caminhada deixou os cientistas sem palavras, completamente boquiabertos. Mais que a distância, a velocidade do bichinho, porque andou uma média de 46 km por dia, vejam bem, mais que uma maratona. E houve dias em que chegou a fazer 155 km e só parou duas vezes.

Já estou cansada.

Nunca nenhuma raposa tinha chegado tão longe nem tão rápido. E agora vamos para? E agora vamos para Dubai. Também deve estar quentinho. Vamos para este Emirado dos Árabes Unidos, onde são mais três horas que em Portugal, e vamos falar de outra fuga, mas esta é um pouquinho diferente. É que a sexta mulher do Emir do Dubai desapareceu sem deixar rasto. A última informação é de que terá pedido asilo à Alemanha. Mas não houve já outro caso? Houve no início do ano passado, foi a Princesa Latifa, filha do Emir, que tentou fugir daquilo que se dizia ser uma vida acorrentada. Meses depois de ninguém saber dela, foi detida em fuga num iate ao largo do Dubai e agora também ninguém sabe o que lhe aconteceu depois disso. Agora, a madrasta parece que lhe seguiu o exemplo, mas com mais sucesso.

Mas, Filomena, quem é ela? É isso que queremos saber.

A Princesa Haya bint Hussein é filha do Rei Hussein da Jordânia e da sua terceira mulher, Alia, e é irmã do atual rei jordano. Ela não é uma pessoa qualquer, foi formada em Oxford, é conhecida por ser uma renomada cavaleira. Casou em abril de 2004 com Mohammed bin Rashid Al Maktoum, que é vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos. O Emir do Dubai é 24 anos mais velho que ela. O casal tem dois filhos, a Princesa Jalila, de 11 anos, e o Príncipe Zayed, de sete. Ele, o Emir, já foi casado seis vezes e tem uma longa linhagem. Vamos lá, 23 crianças, incluindo o seu herdeiro, o Príncipe Hamdan bin Mohammed Al Maktoum.

Está desaparecida há muito tempo, Filomena.

Há semanas que não se ouve falar dela, mas a ausência dela em eventos públicos, da Haya, ela é sempre muito dedicada à equitação e à filantropia, começou a alimentar rumores sobre o seu paradeiro nas últimas semanas. Até porque ela era uma frequenta da Ascot e desta vez o marido apareceu lá sem ela. Num post do Instagram, ele deixou muita coisa dita. Ele fala em traição, não dá mais detalhes, e depois escreve esta frase: "Eu dei-lhe confiança e espaço, o seu maior erro foi mentir".

Eu acho que isto é caso para dizer: "Já foi, já era".

Pode ser ou não, porque há quem diga que ela pediu asilo por sentir a sua vida em perigo e sofrer graves abusos e violências. Mas em 2000, Shamsa, outra das filhas de Mohammed, isto é a família completa, escapou da tutela dos pais enquanto residia no Reino Unido, mas depois foi sequestrada nas ruas de Cambridge e foi forçada a voltar pra casa. As autoridades britânicas ainda investigaram, mas acabaram por arquivar o caso com muitas dúvidas.

E do Dubai, da Noruega, onde é que acabamos o nosso sujeito leve de hoje?

Acabamos longe. Maria João, vamos para o Chile, para Talca, a sul de Santiago, onde são menos cinco horas, portanto, são quase 03:00. E quero vos contar a história inacreditável do advogado chileno que registou a Lua em seu nome.

Como isso? Como é que é possível?

Tudo legal. Foi ótimo, isto é mesmo legal. A 25 de setembro de 1954, um pequeno advogado chileno foi a um notário e registou o satélite da Terra em seu nome.

Mas esse homem existiu mesmo ou isto é um mito?

Existiu, pois. Existiu, João. Genaro Gajardo Vera, era o nome do senhor, era o sexto de nove irmãos. O senhor cantava ópera, amava telescópios, casou três vezes com uma chilena, uma espanhola e uma suíça. Mais, era amigo de Salvador Allende e recitava em casa de Pablo Neruda porque também tinha a mania que era poeta. Era bastante extravagante, um lunático. Lunático é aplicado. É aplicado. Registou a Lua em seu nome, Paulo, e tornou-se o único dono dela, porque não havia naquela altura qualquer lei sobre apropriações do espaço. No registro está escrito, vou vos ler: "Genaro Gajardo Vera, advogado, é dono desde anos de 1857, unindo a sua posse à dos seus antecessores, da estrela, o único satélite da Terra, com um diâmetro de 3.475 mil km, chamado Lua, e cujas fronteiras, por ser esférodal, são Norte, Sul, Leste e Oeste, espaço sideral. O seu endereço é Rua 1.270, Talca, e o seu estado civil é solteiro". Portanto, só falta saber uma coisa, que é quanto é que lhe custou.

Eu gosto das fronteiras, da questão das fronteiras. Adoro.

Quanto é que custou?

Quanto é que custa a Lua?

42 pesos. Ora bem, a cotação do peso é fazer as contas.

Como é que és bom pra isso, Paulo. Faz lá as contas.

Paulo, é melhor tu ajudares-me nisto, porque eu sou péssima. Vou tentar ver aqui. Olha, ele nunca aceitou vender o registro, porque ele era mesmo lunático, vou dizer isto. Queria ser ele a selecionar os humanos para irem viver na Lua e criar um mundo só de paz. É muito poético. Mas nem tudo correu bem, porque entra sempre aqui alguma coisa ruim.

Então, o que é que aconteceu?

É a mesma coisa que em Portugal. Um dia o fisco bateu-lhe à porta e disse que ele nunca tinha pago impostos sobre a propriedade, ou seja, esqueceu-se de pagar o IMI.

Tem outro nome aqui.

Esqueceu-se de pagar o IMI e ameaçaram que iam taxar a propriedade, tinham de vender aquilo primeiro e voltar. É agora que começa a lenda. Deixa-me só dizer que foi uma pechincha, porque 42 pfenings, são €0,05. Pronto, imagina, uma maravilha.

Filomena, há mais histórias.

Agora a parte não conhecida.

Vamos lá.

Há a história de que o Nixon lhe pediu, por carta, em 1969, pessoalmente permissão para os Estados Unidos aterrarem uma nave, neste caso não é aterrarem, é alunarem, a Apollo 11 no seu terreno e deixar os astronautas, o Aldrin, o Collins e o Armstrong passearem por lá. E ele disse que sim, porque achou que o Nixon era muito simpático. Esta cortesia do presidente norte-americano lhe ter escrito. E depois da alunagem, em 1998, com 79 anos, quando morreu, ele deixou o testamento da Lua ao seu povo. E com o seu ok, a Lua pertence agora a uma centena de países que assinaram um tratado que proíbe qualquer Estado de reclamar o satélite ou colocar na Lua qualquer arma de destruição massiva. Ou seja, a Lua ainda é dele e é ele que ainda dava ordens para quem lá podia ir. Portanto, se quisermos ir à Lua, só com a ordem deste advogado.

E nem de propósito estamos a ouvir "Take Me To The Moon".

"Fly Me To The Moon".

Tão bom, não é?

"Fly Me To The Moon", de Sinatra. Acabamos com o clássico.

Acabamos em beleza. "Jet Lag", com Filomena Martins. Amanhã mais histórias incríveis, não perca, de segunda a sexta-feira, sempre antes das 20:00. Até já, Filomena.

Até já.

Quatro minutos para as 20:00. Daqui a pouco temos notícias no Observador. Deixe ficar.