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Estes são os Momentos de Glória da Rádio Observador. Eu sou a Maria João. Não sei se vocês gostam do vosso nome, Carla, Paulo.
Gosto.
Até é um nome romântico.
Não tenho nada contra.
Não.
Depende.
Podia ser muito pior, não é?
Podia.
Podia ser. O Exaltino que o diga.
Eu não era para ser Exaltino.
Não?
Não, o meu primeiro nome era para ser Azalmiro.
Azalmiro?
Azalmiro. O meu pai queria pôr Azalmiro, mas na altura a conservadora disse-lhe que esse nome não existia e não deixou. Agora já se pode pôr qualquer nome, agora há Beyoncé e outros, mas na altura não. Então disse: "Então se não é Azalmiro, é Exaltino".
Azalmiro Beyoncé. Vocês votavam num político assim?
Ou Exaltino Jay-Z.
Não, a sorte do Exaltino, como ele diz, é que na altura não se podia, porque se ele fosse Azalmiro, eu não sei se seria a mesma coisa.
O Marcelo, o nosso presidente da República, aqui há tempos, dizia que só havia duas pessoas que eram conhecidas pelo nome próprio.
Exaltino e a Madonna.
Exaltino e Marcelo.
É verdade.
Tem aqui alguma razão.
Alguma razão. Porque faltam Eusébio, Amália.
Na política.
Até Pedro Nuno, por exemplo.
Sim, é verdade, não precisa do apelido.
Aliás, nem convém.
Lembram-se de mais algum? Então e a Cristina e o Cláudio?
A Cristina e o Cláudio, claro.
Já estás a mudar de tema.
Não, por exemplo, esta semana ouvia-se dizer: o André, neste caso era mais o Ventura, "foi à Cristina". Não diziam: "Foi à TVI ou foi ao 2 a 2", foi à Cristina.
Foi à Cristina, é verdade. Aliás, ela dizia isso na web porque sabem que o nome dela já é uma marca.
Pois, lá está. O Foi à Cristina, mas sentiu-se sozinho.
O que é que o Cláudio Ramos não está aqui hoje?
O Cláudio está de férias, faz anos hoje.
Mas o caraça sempre diz que quando cá vem, ele nunca está.
Eu não sei se ele está ou não está.
A Cristina diz-lhe que o Cláudio não está há anos. Foi festejar. Mas o André insiste.
E olha que aqui estou eu e ele não está aqui, fugiu.
Dizia o João. Que triste, eu queria. Eu queria fazer os temas do país com o Cláudio.
Claro, sempre que eu venho aqui, ele faz anos. Nunca vem.
A questão é: será que fugiu mesmo? Será que foi porque fez anos? Ou pior, e se foi raptado? Mas isto já é brincar com coisas sérias.
É, não vá se saber. Não vás por aí.
Ou será que brincam?
Farto de brincadeiras. Brincadeiras. Já foi sequestrado, já duas vezes. Já chega, não gosto de ser sequestrado, é uma coisa que me chateia.
Aborrece-me. Vocês lembram-se disso? Senhor de Azevedo.
Não me lembro. Olha, o Eusébio tem culpa por isso.
Entrou no estúdio e lembra-se com certeza.
Uma pessoa tem coisas marcadas.
Uma pessoa que se chateia quando é sequestrada.
Duas vezes. Pinheiro de Azevedo, em 75. Já sabe, pode fazer parte também do Momentos de Glória. Se tiver vídeos de momentos insólitos dos nossos políticos ou de figuras públicas, envie-nos: ouvintes@observador.pt ou então por WhatsApp 910024185.