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Momentos de glória. Bom, em primeiro lugar, vamos atualizar uma informação. Ontem aqui ouvimos o desafio de Isaltino Morais ao vereador Pedro Frazão, lembram-se? Hoje vamos recordar.

Pois é, sabe o que é que falta ao Pedro Frazão? Fazer vídeos com esta gente toda.

Foi aqui. Ouvimos isto ontem. E não é que já temos a resposta do deputado e vereador do Chega?

Pois é, e sabem o que é que faz falta ao Isaltino Morais? É explicar por que a Polícia Judiciária esteve na Câmara Municipal de Oeiras e no seu gabinete, no gabinete do presidente. Por isso, senhor presidente Isaltino Morais, o que lhe falta a si é fazer vídeos a explicar todas estas tramoias, em vez de fazer vídeos a fazer inaugurações com o dinheiro dos outros e a mostrar o porco do espeto pago pelos outros.

Isto é onde dói mais. A crítica à crítica gastronómica. Isto deve ferir Isaltino Morais. Agora, se Pedro Frazão gravou os vídeos com pessoas à volta, o desafio não tem a dizer que não. Estava num elevador com paredes de vidro, ia descendo e ia falando. Bom, quanto aos concertos de Bad Bunny em Portugal, já lá foram. É verdade.

Mas ainda se fala muito nisso.

Imenso. Os famosos foram, de alguma forma, chamados a pronunciar-se, como Ricardo Araújo Pereira.

Eu ainda sou do tempo em que reggaeton era mau. E não é por ser velho, é porque foi anteontem. Anteontem era mau e agora é excelente. Enfim, eu sei que vou indispor as pessoas, mas meus amigos, aquilo é ai, ai, ai, ai, ai.

Isso é Bad Bunny?

É.

Isto pode ferir. Ricardo Araújo Pereira não reconhece qualidades artísticas a Bad Bunny. Então e o Eduardo Madeira?

Ainda hoje me perguntaram numa entrevista o que eu acho da casita do Bad Bunny. Claro que é aquela malta que estava lá. Minha resposta é: estraga-se só uma casa.

A casita. Estraga-se só uma casita. Mas eu diria que são os nossos artistas que não têm aquele toque de juventude e de frescura. Falta-lhes, são assim mais cinzentos, porque o eurodeputado João Cotrim Figueiredo foi muito rápido a encontrar logo uma metáfora para fazer política.

Estive a ver o concerto do Bad Bunny outro dia e uma coisa que me impressionou imenso foi aquelas dezenas de pessoas a querer à força entrar na casita que ela tinha no palco, era impressionante. O que era também impressionante é pensar que apesar de ser difícil entrar na casita, é mais difícil para um jovem português entrar numa casita sua, nem que seja um T1z ou T0. Com os salários que temos, é praticamente impossível. Por isso, a sugestão que eu deixo é: Benito, estás a ganhar milhões com os teus concertos, vem investir na habitação em Portugal. Tens tudo garantido e baixam os preços da casa.

Aqui está o apelo ao Benito. Não podemos deixar de assinalar o Dia da Criança. Já sabemos como é que são as crianças ou os jovens também. Têm referências diferentes, têm uma linguagem também muito diferente. Olhem só ao que se sujeitou o jovem Júlio Isidro.

Queria lhe dizer aqui algumas palavras da nossa gíria e queria que o Júlio tentasse adivinhar mais ou menos o que elas significam. Primeira palavra é NPC.

Como?

NPC.

NPC?

Exatamente.

O que isto quer dizer?

Sim.

NPC. Nada para ninguém, não pode ser. Não sei.

E vocês sabem o que é NPC?

Já ouviu essas siglas? Deve saber.

Essas siglas. Para abreviar, não é? Tipo PF, por favor.

NPC, vamos lá saber a resposta.

Vem de Non-Playable Character, que é um personagem que está só ali no jogo, a andar em círculos e repete aquelas falas programadas. É como se fosse um figurante, apenas.

Coitado do Júlio Isidro com este tema à frente. Isto é nível.

Estamos no detalhe do detalhe.

É. Vamos a outra.

A segunda palavra é slay.

Slay? Como é que isso se escreve?

S-L-A-Y.

Ah, slay.

Logo a corrigir.

Slay, não é?

Sim.

Slay. Por acaso havia um grupo que era Sly and the Family Stone. Havia um grupo que eu ouvia muitas vezes, da época do disco sound. Agora não sei o que quer dizer slay.

Olhe, vou-lhe aqui dizer que é quando as pessoas arrasam muito. Pode ser no look, na maneira de estarem vestidos, na postura que têm, numa apresentação ou naquelas respostas com mais postura.

Uma pessoa com atitude é uma pessoa slay.

Exatamente.

Pronto, mas é slay. Se tem o Y no fim, é slay.

É slay, fica o recado. E os miúdos são todos slay. Mas Júlio Isidro aqui, não se brinca com Júlio Isidro, que até consegue corrigir muito bem a linguagem da geração Z, e também tira conclusões.

Eu acho graça àquilo que está acabando de dizer e estou a aprender. Estou a verificar que todas essas abreviaturas, no fundo, significam a incursão colonialista da língua inglesa ou americana.

Exatamente.

Ora bem. E ninguém perguntou ao Júlio Isidro o que é o Six Seven.