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Estes são os momentos de glória da Rádio Observador. Eu confesso que do meu alto, do meu 1,59 m já me chamaram muita coisa: meleca, baixinha. A minha irmã está sempre a dizer: "Joãozinha, levanta-te".
Que maldade.
Pode ser.
E é tua irmã.
É, e é minha irmã, imaginas?
É por isso.
Mas confesso que isto foi coisa que nunca me chamaram.
Que a senhor espera há tanto tempo. E por cá estamos nós.
Muito gosto.
Muito gosto em conhecê-lo pessoalmente, que era aquilo que eu queria conhecer. Fico feliz de estar aqui, porque somos dois marrequinhos.
Não.
Muito pequeninos.
Não, somos jeitosinhos.
Somos arranjadinhos na cabeça, mas pequeninos assim como pessoas.
Está bem.
Isso é que é uma cativena.
Aplica-se aquele ditado: "Nem os homens, nem as mulheres se medem aos palmos".
Isso é que é verdade.
Olhe, muito gosto.
Muito gostinho dela.
Eu sei que o Marques Mendes é pequenino, mas marreco.
Marreco.
Isso é ele que diz.
Somos marrequinhos.
No sentido oposto, em termos-
E o sotaque é lá de cima, não é?
Sim, na Feira do Espinho. No sentido oposto, em termos de altura, e não só, está Henrique Gouveia e Melo, que é bem alto, mas não foi isso que chamou a atenção de uma apoiante.
Os seus olhos são tão bonitos.
Muito obrigado. Não diga isso que ainda fico envergonhado. Estas pessoas todas estão a filmar-nos.
Não é a primeira vez que ele ouve isto. Não será com certeza a última em campanha. Olhos lindos, mas João Trindade Figueiredo vê outras qualidades no almirante.
Aceitavas ganhar a presidência da República, mas ter de partilhar quarto no Palácio do Alenquer com outro dos candidatos. Com qual preferias partilhar o quarto?
Sim, aceitava, isso não é problema nenhum. Aí tenho o espírito militar, é completamente indiferente onde é que durmo. Mas com qual? Eu vou dizer o almirante, porque provavelmente sendo da Marinha, é o mais arrumadinho.
Portanto, olhos lindos e arrumadinho.
A lógica está lá.
Mas voltando à Feira do Espinho, há feirantes que fazem mais do que vender comida, roupas, chás. Há também quem diga que sabe ler o futuro.
Você não vai ganhar, mas vai subir muito. Uma próxima vai ganhar. Deus não quer lá as mulheres.
Deus não quer lá as mulheres.
As mulheres são de guerra e os homens estão todos a derrubar as mulheres.
A gente não pode deixar.
É um bocadinho difícil você ganhar, mas é de fundo de coração que estou a dizer.
Eu sei.
Tenho pena disso, mas vai ser um bocadinho difícil.
Vamos fazer por isso.
Mais dois aninhos, mais quatro aninhos e venha para a próxima, está bem? Boa sorte.
Obrigada.
Eu acho que a Catarina Martins ficou desmotivada.
Ficou desanimada.
Alguém que leia a mão?
Porque era do coração.
Alguém que leia a mão.
Não, só.
Só estrelas. Também não é preciso ser adivinho para dizer que... Não, mas depois de uma previsão destas, eu acho que nem era preciso fazer as eleições.
Exato. A mesma feirante da Feira do Espinho não tem papas na língua.
Sabe o que eu lhe digo? Você é muito simpático, mas traz aqui alguns amigos um bocadinho antipáticos. Passam por nós, nem diz: "Bom dia, senhora feirante. Como está, senhor comerciante? A vida corre ou não corre?"
Pronto, OK.
Ora vamos andando, senhor, para passar à frente.
Temos que chamar a atenção. Ninguém é perfeito.
Já, mas eu estou a chamar a atenção aos grandes.
Claro. Muito gosto.
Já vou tirando foto.
Muito gosto.
Olhe, muito gosto em conhecer.
Um bom ano para si.
Olhe, e para si também, que ganhe o melhor para nós todos, que é o que nós queremos.
Obrigado.
Saúde, paz e amor, que é a coisa que quero. Olhe, é saúde e dinheiro.
Não sei se repararam que esta senhora disse: "Eu estou a chamar a atenção aos grandes". Esta senhora já não é marreca, esta já era outra.
Os grandes é os outros que andam lá atrás.
António José Seguro também tem andado pelo país, até porque a 10 dias de irmos votar, ainda há dúvidas que importa esclarecer.
Para não ter envergonhado o grupo.
Faço parte do PSD e o que eu digo nunca me esqueço. Queremos o senhor para presidente, para podermos votar no PS.
Um abraço. Agora é no Seguro. Um abraço.
Agora é no Seguro.
Agora é no Seguro. No PS não está lá no boletim.
Isto quase que faz lembrar...
Na nossa rubrica as estranhas profissões, temos hoje aqui conosco o senhor prefeito Calhau, radiotelegrafista.
Eu não sou o prefeito Calhau. O meu nome é José Severino. Sou pasteleiro.
José Severino?
José Manuel Garcia Marques Severino.
Assim, é você o convidado da próxima semana.
Eu é mais bolos.
É um clássico.
Esta há de ficar para a história, não é?
José Severino, António José Seguro. Pois.