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Canta, Bruno.

Canta, minha gente.

Não vamos cantar.

Não.

Vamos à campanha presidencial.

Vamos poupar os nossos ouvidos.

Sim, e vamos dar a palavra a um jovem eleitor.

Olá, eu sou o Gonçalo Amor, fiz recentemente 18 anos e vou votar nestas próximas presidenciais. Antes de mais, quero agradecer a todos os candidatos por terem tido até agora um comportamento exímio e 100% adequado à ocasião. E agradecer também aos canais de televisão por proporcionarem debates de extrema qualidade e super informativos.

Sentimos aqui um pouco de ironia, não sentimos?

Não, nada disso.

Gosto do nome.

Mas o Gonçalo Amor ouviu os debates todos e tomou várias notas.

Vou começar com a Catarina Martins. A Catarina Martins foi atriz. Se gostarem muito de teatro, votem na Catarina Martins, porque ela foi atriz. O André Ventura disse que ela tinha sido atriz.

Pronto.

Pronto. E o que dizer de Gouveia e Melo?

Depois, o Gouveia e Melo não tem partido. O partido dele é Portugal, não há partido. E o Gouveia e Melo não tem partido. Não sei se alguma vez já disseram isso, mas ele não tem partido. Malta, ele não tem partido.

Malta, mas há mais.

Será que tem partido o Gouveia e Melo?

Fica a dúvida. Mas a análise não fica por aqui.

O Luís Marques Mendes cumprimenta os adversários, os portugueses e os jornalistas. É uma pessoa que cumprimenta muita gente. Se vocês são sorridentes e gostam de cumprimentar pessoas, já sabem, têm aqui o vosso candidato.

A análise passa mesmo por todos os candidatos ou quase todos, mas ficou aqui este olhar sobre Marques Mendes e Gouveia e Melo, que é como falar de cão e gato. Inês Sousa Real. Ela gosta de animais desde pequenina e teve até uma galinha que se chamava Pombinha.

Esta era a Pombinha, ela viveu conosco. A Pombinha era um pouco má. Ela não gostava de ser pegada. Mas viveu 10 anos conosco. E tive também sempre cães, tive vários cães, gatos.

Olha, Inês, a pergunta que se põe é se a sua avó comeu a galinha.

Não, a avó morreu de velha. A minha avó adorava a galinha, a Pombinha, e morreu de velha. Nós achamos que era uma pintainha amarela, era a coisa mais fofa à face da Terra.

Já não dava para mim.

Poucas coisas batem uma pintainha amarela.

Pois é.

Ou um patinho amarelo.

Era assim que o Florindo Abelha tratava a sua mulher, por Pombinha.

Quem?

O Florindo Abelha. No Rock Santeiro. Coisas antigas. A Pombinha.

Estavas a falar de clássicos, é como André Ventura. É certo que já teve uma coelha, a Acácia, mas André Ventura adora gatos. Então agora com o frio...

Pessoal, como é que vocês estão? Estou aqui na sede do partido. Imaginem, estou aqui com as nossas duas mascotes, que estão muito felizes, e estou a recolher mantas para distribuirmos por animais que estão abandonados ou alguns em zonas de abrigo e em instituições municipais, para podermos ajudar. Estamos a recolher aqui até à próxima segunda-feira. Vamos recolher aqui mantas para eles, tragam, porque estes, mesmo quando são assim mais ariscos, precisam de apoio. E nós temos muito animal abandonado e muito animal a precisar de ajuda, como este, que agora está muito feliz aqui.

Que beijoca! Já viram o beijo?

Mas só os gatos não entram ali, são os gatos persas.

Bom, há beijos e tudo aqui, mas se acham que o André Ventura gosta de animais, pois o amor aos animais de João Maria João Nery vai muito mais longe e não somos nós a dizer, é o pai.

Eu era superfã de animais e de tudo que dizia respeito a animais. E uma vez fui dormir à casa dos meus pais e o meu pai ressonava um bocado habitual e de repente, às 3:00 am, começa o meu pai a ressonar e João Maria a imitar um porco na cama de grades. Foi uma coisa superdivertida.

Mas ele estava a falar de imitar animais ou de imitar o avô?

Não, João Maria João Nery imitava porcos quando era criança. Agora, o que eu senti quando ouvi esta entrevista, que era um pouco antiga, é como é que isto nos escapou quando ele veio cá à comissão de inquérito e nós não pedimos uma imitação.

Qual o seu talento escondido?

Imitar porcos.