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Todos juntos em beatbox.

Não dês ideias.

Não.

O João vem aqui de vez em quando, depois manda estas.

Acha que pode dizer estas coisas, o Bruno vai viajar.

Sou inimputável.

O Congresso do Partido Socialista já lá vai. Até já ouvimos aqui alguns dos bloopers que o Observador recolheu, mas ainda nos falta uma das grandes tendências das redes sociais, um get ready with me, que é uns bastidores contados na primeira pessoa da reunião do Partido Socialista, aqui no caso mostrados pelo Henrique Duarte. Ele chegou mais cedo a Viseu, na véspera do início dos trabalhos.

Quinta-feira arrancámos para Viseu. Aqui estávamos à espera do nosso transporte. Sinceramente, eu adorei a viagem, foi muito giro, deu para conversar com os meus colegas que não falo habitualmente. Gomas, claro, eu compro sempre gomas nas estações de serviço. E chegámos já super em cima da hora ao hotel. Tive que me despachar, mas ainda deu para gravar aqui um bocadinho do quarto e mostrar-vos este pormenor que adorei. Foi tudo a andar, tive que trocar de roupa super rápido e descer para o jantar e para uma pequena reunião que tivemos no final da noite.

Portanto, foi o dia de chegar. Já foi bom, mas havia de ser melhor.

Segundo dia em Viseu, aproveitei a manhã livre para treinar um bocadinho, mas sinceramente acho que se fosse agora tinha descansado, porque o treino não serviu de nada. Arranjei-me mais uma vez rapidamente para irmos para o almoço e iniciarmos este nosso congresso. Foi a primeira vez que vi o resultado final e adorei. Acho que estava mesmo muito bem feito. Em relação a estes pormenores, senti-me um bocado cobaia, mas alguém teve que fazer este trabalho. Andei aqui pelo Congresso antes de abrirmos portas, a ver como estava tudo. Estava tudo muito giro mesmo. E terminámos este nosso dia com o concerto da Bárbara Tinoco.

Ora, bem correu.

Muito bem, está tudo a correr muito bem.

Está tudo a correr muito bem.

Está tudo bonito, a música boa.

Exatamente.

Um bom ambiente.

Uma bela cidade.

Gomas.

E gomas. O primeiro dia do Congresso correu bem, então e depois?

Avançamos para o dia seguinte, tudo muito rápido, a tomar o pequeno-almoço e regressámos ao multiusos em Viseu. Não tive tempo de gravar muita coisa porque estava a trabalhar durante o dia e aqui já à noite estava com a minha colega Marina, à espera do nosso transporte para o hotel.

Portanto, percebemos que houve muita intensidade.

Nem houve tempo sequer para gravar.

Nos bastidores. Sim, nem deu quase para gravar nada, mas chegamos finalmente a domingo, o último dia.

O último dia foi o pior de todos, porque não tive tempo de tomar o pequeno-almoço. Atrasei-me a preparar a mala para o regresso a Lisboa.

É assim que se tomam decisões.

Foi tudo muito rápido. Voltámos ao multiusos de Viseu para encerrarmos o Congresso Nacional. Aqui já não estava ninguém, já tinha tudo embora. E foi o momento que me apercebi que estava a ficar bastante doente e precisava de descansar já no regresso para Lisboa.

Ora, aqui que está.

Com gomas.

O problema foi não haver pequeno-almoço.

Sem dúvida. E como é que se tomam decisões políticas da máxima importância de estômago vazio?

É impossível.

E assim percebemos este lado menos glamoroso dos congressos.

É verdade.

Não são só discursos nem aplausos. Ora, enquanto o Partido Socialista estava em Viseu, eis que Marcelo Rebelo de Sousa apareceu em Celorico de Basto para a Festa do Livro. Agora, seria mesmo Marcelo? É que os jornalistas bem tentaram, e tentaram, mas não soube nada.

Sobre isso é que não posso dizer nada, tenho imensa pena. Sei que vai ser uma maçada, vai ser um deserto eterno para os meus amigos, onde a perguntar mil vezes e eu mil vezes direi que não digo nada.

O governo tem avançado para colmatar esta crise energética.

Tudo isso são questões políticas sobre as quais eu não me vou pronunciar.

E então do ponto de vista de direito e de constitucionalismo, professor, é um perigo sério?

Também não, porque isso é uma questão política.

E acerca da atualidade internacional e da guerra do Irão?

Também é uma questão política.

Não o preocupa?

Também é uma questão política sobre a qual não me vou pronunciar.

Perguntas tão boas.

E sobre o mundial, não?

Qual é a sua cor favorita?

Não, Marcelo sempre a resistir, não devia ser tão difícil. Ora, como isto há de acontecer mais vezes, de jornalistas de microfone em punho e o ex-presidente a não querer dizer nada, sugerimos aqui um truque. É uma velha estratégia seguida pelo ex-jogador Maniche. Fazem-lhe uma pergunta, ele não tem má vontade, até responde, só que ninguém fica a perceber nada.

For you and the club.

Win UEFA Cup 2003 was very important for me. It was a pleasure, the title for Futebol Clube do Porto. I think it was, I remember, because it was a create.

Estão a perceber?

Nem a data acertou. UEFA Europe Cup 2003 não dá ação para nenhuma peça. Impossível.

O Marcelo deve começar a responder em inglês.

Este fio assim não é deselegante, não responde.

Não, responde.

Responde, mas...

E dá o melhor dele, atenção. Dá o melhor dele, porque ninguém é obrigado a saber inglês.

Eu não sei, o Maniche era bom a driblar.

Era bom no remate, tinha um ótimo remate.

Pronto, a fugir às perguntas também é ótimo, se calhar involuntariamente.