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Momentos de glória.
Vamos lá. Pessoal solteiro, como é que está a vossa vida aos sábados? E por que se meteu nesta aventura, Verônica?
João, porque é assim, eu não saio de casa. Na minha vida, eu trabalho até ao sábado, à hora de almoço. Ao sábado a seguir ao almoço, vou fazer compras e meto-me em casa. Levo chocolates, levo iogurtes, levo não sei o quê e meto-me em casa, na Netflix com os meus cães. Eu não saio à noite, eu não vou beber um copo. Tenho um amigo e umas amigas que saímos duas vezes por ano. Imagina, dá pra engatar pessoas? Não dá pra engatar pessoas. Não dá pra engatar pessoas assim.
Não dá, de facto. Ver Netflix com os cães não se engata ninguém, diz Verônica, uma das concorrentes do "Casados à Primeira Vista". E como a vida não está pra engates, o melhor é uma relação duradoura, mas não se esqueçam de apimentar as coisas.
Dizia assim: "Eu não quero morrer sem fazer um cruzeiro e sem visitar um motel". Eu quero saber o que é um motel. Eu pensava que era um hotel. Eu quero saber. Não quero morrer sem conhecer um motel. Um dia fizemos anos de casados, ele chega à casa muito cedo, vinha no cedo, acho que vinha da piscina. E dizia: "Olha, hoje não cozinhas, hoje vamos sair". Mas eu nem me lembrava que era anos de casados. Começou a dirigir pra lá de Viana, e ia por uns caminhos estranhos, umas ruas estranhas. Eu disse: "Tu estás perdido? Nós vamos pra Viana, vamos pra onde?" "Tu já vais ver pra onde nós vamos". E levou-me pra um motel que fica ali em Anha e Darque.
E você quando chegou, viu que era um motel?
Eu adorei o motel, até subi o varal e tudo.
Portanto, não morram sem ir a um motel e sem fazer um cruzeiro, mas cuidado com os cruzeiros, porque há quem saia de lá em más condições. Mas difícil é a vida dos políticos e alguns têm uma vida muito difícil porque o empregador paga mal.
E o senhor deputado Paulo Raimundo é um ótimo exemplo. Há pouco tempo, uma cadeia estrangeira de supermercados anunciou como salário de entrada 1.000 €. Com subsídios, 1.200 brutos. Não, não é um salário muito alto, mas sabem quanto é que o PCP paga ao seu líder? Novecentos euros. Ou seja, uma multinacional estrangeira da grande distribuição paga mais a um operador de loja acabado de entrar do que o PCP paga ao seu líder.
Pois é, o PCP não anda a pagar muito bem. Paulo Raimundo já falou várias vezes sobre o seu salário, não é dos mais altos. Se calhar, está na hora de mudar de ramo. José Luís Carneiro deve ganhar bem melhor, mas nem por isso a vida dele é mais fácil.
A vida política também é exigente do ponto de vista físico, é exigente do ponto de vista psicológico, exige estudo, exige leituras, mas também exige uma capacidade física para responder aos desafios de todos os dias. É o que estamos a procurar fazer.
Estou a sentir uma certa aflição.
Que momento bem escolhido pra gravar um vídeo. José Luís Carneiro está a correr. Atenção, calma.
Está na passadeira?
Não, na rua.
Está na rua.
Na rádio é que não dá pra perceber que ele está a correr.
Dá.
Parecia aqui o nosso João atrás do presidente da República.
O João Guedes.
É verdade, acabou.
O Marcelo.
O Marcelo podia dar umas lições.
Tinha uma passada lá.
O Marcelo tinha uma grande resistência, mas José Luís Carneiro não é só bom a correr e a falar enquanto corre, ele é bom noutras coisas. Ainda dá uns toques, já não é?
E toco bem.
E toco bem, mas toca bem o quê? Que beleza, acordeão. Meus amigos, José Luís Carneiro é o Quim Barreiros, é o Saúl da política portuguesa, como vimos. Era José Luís Carneiro que estava a tocar na televisão. Aqui na rádio podia ser qualquer pessoa. Vamos acabar com música, com o hino do Brasil, mas de uma forma que nunca ninguém tinha ouvido.
O Ruy Miguel tá não sabe a letra.
Isto não são os anjos, atenção, são os cantores brasileiros Belo e Alcione, antes de um jogo da seleção brasileira contra o Panamá. Eles também tiveram problemas técnicos. O auricular ali, o som de retorno não estava a chegar em condições, mas fica já o conselho. Se alguém os criticar, e eles têm sido muito criticados nas redes sociais, na comunicação social, por favor, não ponham ninguém em tribunal porque não vai correr bem.