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Não se fala de outra coisa do ator Michael B. Jordan, que na noite em que venceu o Oscar de melhor ator pelo papel em "Pecadores", em vez de ir jantar em um lugar luxuoso ou uma festa exclusiva de Hollywood, decidiu celebrar com fast food. E há vídeos em tudo que é rede social. Depois da cerimônia, Jordan dirigiu-se a uma das cadeias de hambúrgueres mais icônicas de Los Angeles, a In-N-Out Burger, e ali entre os fãs e curiosos, pediu uma coisa simples, um hambúrguer e um milk shake, e enquanto segurava a estatueta, ele largou o Oscar e na outra mão tinha a estatueta dourada, que depois acabou por pousar em cima do balcão entre os tabuleiros com os pedidos. E claro que os empregados estavam loucos, e os fotógrafos também. E ele sempre com um ar muito descontraído, pousou com os empregados, com clientes, e depois se foi sentar e voltou a pousar o Oscar na mesa.

Assim lá à frente dele.

Sim, como se fosse mais um convidado para jantar. Só depois é que seguiu para a tradicional festa pós-Oscars, o after party da revista Vanity Fair, já com um elegante fato castanho, claro, acompanhado pela estatueta que tinha levado consigo para a hamburgueria.

Ainda mais não vai largar a estatueta.

Dormiu agarradinho a ela.

Foi levar o Oscar no jantar.

A hamburgueria já é conhecida por ser um ponto de paragem de muitos atores depois da noite dos Oscars, mas se um premiado tinha levado consigo a estatueta dourada, isso não sei se é novidade ou não. Mas não deixa de revelar aqui um lado mais simples do ator. Numa das noites mais importantes da sua vida, em vez de caviar ou champanhe, apeteceu-lhe um hambúrguer e um milk shake.

Lembram-se do menu que o Paulo tinha aqui contado que havia para a festa dos Oscars? Se calhar havia pouca carne.

Nós fizemos as continhas aqui e achamos que era pouca carne.

Era pouca carne para tanta gente.

Carne maturada é outra coisa.

Michael B. Jordan, que à primeira nomeação foi consagrado aos 39 anos.

Não é muito comum acontecer.

Melhor ator, tornando-se assim, em 98 anos de Oscars, no sétimo negro premiado nas categorias principais de interpretação. Os outros foram Sidney Poitier, Denzel Washington, Halle Berry, Jamie Foxx, Forest Whitaker, Will Smith e, por fim, Michael B. Jordan.

É verdade, só uma mulher ganhou na principal categoria, mulher negra na principal categoria de representação.

Impressionante.

Muito bem.

É impressionante.

E vocês já pensaram nas férias ou não?

Já.

Não penso noutra coisa.

Não é coisa que me ocorra quando toca o despertador.

Não se fala de outra coisa, é não se pensa noutra coisa.

Não se pensa noutra coisa. Mas já sabem mais ou menos quando é que vão de férias este ano?

Não.

Então está aqui uma lista da Time Out britânica que pode ajudar.

Vamos lá.

É aquela lista habitual das 50 melhores cidades do mundo para visitar em 2026. É o ranking da edição britânica da Time Out, que é feita a partir de 24 mil respostas de pessoas em 150 cidades espalhadas pelo mundo. No fundo, é aquela sabedoria popular. São os conselhos da multidão. Ora bem, há duas cidades portuguesas, as suspeitas do costume na lista das 50 melhores, mas já lá vamos. Vamos começar pelo início do ranking, o top três. A grande vencedora desta edição é Melbourne, na Austrália. Fica um bocado fora de mão, não é?

Fica fora de mão.

A viagem é que me custa.

Deve ser carinho.

E não tens nenhum problema com os bichos, não? Os bichos da Austrália.

Aquelas tarântulas.

Parece que eles andam por ali sempre.

Andam sempre ali.

É impressionante, mas eles não falam disso. Falam de uma cidade conhecida pelas ruas e bairros repletos de tesouros, uma gastronomia de excelência. Isto levava-me lá, de facto.

A mim também.

Logo a seguir, Xangai. É logo ali ao lado de Melbourne. Para nós, é logo ali ao lado.

O eixo do mundo virou. É isso.

Mas é verdade, completamente. Xangai, na China, não só pela dimensão destacada, não só pela dimensão e dizem pela energia de um centro financeiro com cerca de 25 milhões de habitantes. É grande. Mas não se sente quando se anda lá.

E mais de perto é o Japão.

Mais de perto é o Japão. O Japão também está por aqui. E também falam sobre Xangai, da ligação que a cidade tem à vasta rede ferroviária de alta velocidade, que permite chegar rapidamente a zonas rurais com aldeias centenárias. Nós não vivemos isso, mas de facto a China já tem uma rede de alta velocidade que é qualquer coisa.

Nós também vamos ter um dia, Paulo.

Sei que eles têm os olhos em biquinho.

Vamos. Sim. Eu acho que há projetos para isso.

Há um projeto para 2050, devemos ter alta velocidade.

Depois, no pódio aparece a primeira cidade europeia, Edimburgo, na Escócia. Cidade marcada pela história.

Gostava muito de ir.

Sim, friozinho. Mas no verão deve estar bem por lá.

Depois deste inverno que tivemos.

Exato. Ruas medievais e grandes avenidas do século XVIII. E depois o top 10, até chegarmos ao décimo, o que é que aparece por aqui? Aparecem algumas das mais conhecidas, aqueles destinos clássicos: Londres, Nova York, Cidade do Cabo, na África do Sul, Cidade do México, Bangkok, Seul e Tóquio. Depois, vamos então às portuguesas.

Vamos lá.

O Porto aparece claramente muito mais à frente do que Lisboa, aparece na 17ª posição.

Bem bom.

O que a Time Out britânica diz do Porto? Nada mal.

Não fala da comida?

Fala de restaurantes tradicionais, assim a abrir. Parques e jardins ideais para passear, o rio Douro que atravessa a cidade, oferta cultural, museus de referência como Serralves. Falam também dos cafés históricos e das ruas com grande valor patrimonial.

Não fala da livraria?

Não, por acaso não. Aqui neste resumo, não. Já agora estou a seguir a lista através da CNN. A CNN Portugal fez um trabalho sobre a lista da Time Out e fala das ruas classificadas também no Porto pela UNESCO, sem esquecer, obviamente, o vinho do Porto. Depois, Lisboa aparece mesmo no fim do top 50, na 49ª posição, a fechar praticamente o ranking. E aqui, como é que a capital portuguesa é descrita? A sua beleza, a atmosfera marcada pelos miradouros panorâmicos, pelas fachadas das lojas azuis e brancos e pela vista sobre o Tejo. Mas a Time Out diz que o mais importante, mais do que as atrações, são os momentos da vida quotidiana que tornam a cidade especial.

A vida quotidiana.

A quotidiana é cheia de turistas.

Quando uma pessoa está ali a tentar atravessar a 25 de Abril.

Quem pensa nesses momentos quotidianos.

E vê o pôr do sol.

O estacionamento em segunda e terceira fila, as cargas e descargas.

É a vida quotidiana.

Sem qualquer ordem.

Agora, Paulo, sim.

Venha experimentar ficar bloqueado por uma carrinha de entregas.

Completamente. Os passeios cheios de-

Já não vamos a lado nenhum nas férias, ficamos aqui a desfrutar desses momentos

O mobiliário urbano é um jogo de obstáculos andar a pé em Lisboa.

Não, é a verdadeira experiência da vida real.

Exatamente. Mas pronto, eles aí no quotidiano falam mais das tascas, dos restaurantes tradicionais associados à gastronomia portuguesa.

Cada vez mais difíceis de encontrar.

Exato.

É para arqueólogos. Tascas é para arqueólogos.

Isto está a ser reinventado. Estão a desaparecer as antigas, mas surge, diz a Time Out, uma nova geração de espaços inspirados nesse modelo.

É tasca com K agora.

Neotascas. É assim que eles chamam. Neotascas, que mantêm o ambiente informal, mas introduzem maior criatividade na cozinha. E é assim, a fechar a lista-

Estamos muito amargos. Lisboa é uma linda cidade.

É linda!

Pois é, e a experiência é emoção.

Sobretudo vista da margem sul. Não estou a ironizar.

Não, há quem diga o mesmo do Porto.

Vamos lá embora. Depois de Lisboa, no lugar 49, aparece Bogotá, na Colômbia, no lugar 50. E fecha o ranking. Ponto.