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À frente neste jornal temos notícias de âmbito local, mas para já a atualidade internacional está em destaque, Luís. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros pede aos aliados para que leiam bem a nova doutrina nuclear de Moscou.

São declarações de Sergei Lavrov no Rio de Janeiro, numa conferência de imprensa à margem do encontro do G20. Em causa, as alterações à doutrina nuclear da Rússia, passando a permitir um uso mais alargado de armamento nuclear. Alterações que foram publicadas hoje, depois de aprovadas pelo presidente russo. Sobre a Ucrânia ter usado pela primeira vez um míssil norte-americano de longo alcance para atingir um alvo dentro do território russo, o ministro dos Negócios Estrangeiros diz que a Ucrânia e os Estados Unidos querem com esta ação escalar o conflito. No discurso na Cimeira que decorre no Rio de Janeiro, Lavrov criticou ainda as tentativas do Ocidente de ucranizar o programa do G20. Disse que a Rússia apoia o ponto da declaração sobre a Ucrânia, sublinhando, Sergei Lavrov, que a Rússia está de acordo com a importância da resolução do conflito na Ucrânia.

Os Estados Unidos consideram que não têm razões para alterar a sua própria doutrina quanto ao uso de armas nucleares.

O que seria uma resposta à alteração já anunciada pela Rússia. De acordo com a agência Reuters, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca reagiu às informações tornadas públicas por parte da Rússia, dizendo que os Estados Unidos não estão surpreendidos com essa decisão de Moscou. A especialista em relações internacionais, Helena Ferro Gouveia, não antecipa a posição da administração Trump em relação à guerra na Ucrânia, mas realça a existência de vozes republicanas que querem ver as despesas com Kiev cortadas ou canalizadas para outros conflitos. Ouvida no Contracorrente esta manhã, Helena Ferro Gouveia sublinha que há, de facto, um interesse em pôr fim ao conflito. A especialista alerta que a mudança de liderança nos Estados Unidos pode ser decisiva para o desfecho da guerra na Ucrânia.

É verdade que os Estados Unidos querem voltar-se para dentro e é verdade que há muitas vozes no Partido Republicano que querem ver aquilo que está a ser despendido, e os Estados Unidos são o principal apoiante da Ucrânia do ponto de vista daquilo que é material militar. Militarmente, os Estados Unidos, de longe, continuam a ser o principal apoiante e há muitas vozes que dizem que os Estados Unidos têm que se preocupar consigo próprios e, sobretudo, com outros conflitos que, para os interesses nacionais americanos, são mais importantes. Agora, há aqui um interesse em pôr fim a este conflito, porque a prazo, também muitos analistas realistas norte-americanos sabem que se esta guerra não for bem resolvida, a prazo teremos um novo conflito na Europa.

Análise de Helena Ferro Gouveia no Contracorrente desta manhã, onde reiterou também que o grande objetivo russo é inviabilizar a Ucrânia como país e torná-la num Estado satélite.

O governo português mostra-se preocupado com essa decisão do Kremlin de alargar a possibilidade de uso de armas nucleares.

Foram declarações em Bruxelas esta tarde. O secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional admite estar preocupado com a alteração da Rússia à utilização de armamento nuclear. Álvaro Castelo Branco reconhece que as atitudes de Vladimir Putin mostram que o presidente russo não tem interesse em alcançar a paz.

Nós estamos preocupados neste momento com todas as atitudes de Vladimir Putin, porque Vladimir Putin tem demonstrado que não está interessado em negociar paz, nem está interessado em abrandar a sua ofensiva. Todos os seus atos, todas as suas declarações vão no sentido contrário. Portanto, neste momento, qualquer declaração de Vladimir Putin nos preocupa.

O Secretário de Estado Adjunto da Defesa Nacional, na reunião do Conselho com os vários ministros da Defesa da União Europeia. Álvaro Castelo Branco afirma também que Portugal mantém a meta de investir 2% do PIB em defesa até 2029.

Isto no dia em que se assinalam mil dias da guerra na Ucrânia. É inaugurada na Assembleia da República uma exposição a este propósito: "75 Dias na Ucrânia". É um trabalho do fotojornalista do Observador, João Porfírio.

E é a partir das 16h, daqui a cerca de uma hora, que o Parlamento abre portas para receber os visitantes no piso zero do Palácio de São Bento. À rede Observador, o João Porfírio explica de que forma surgiu este convite.

Quando o presidente da Assembleia da República me liga a desafiar para assinalarmos os mil dias da invasão russa com uma exposição de fotografia, eu aceitei de imediato. Podem visitar a exposição e têm 25 fotografias. Têm também um vídeo, que é um relato em cinco minutos dos meses todos em que nós estivemos na Ucrânia e têm também vários objetos, insígnias de militares russos e militares ucranianos e vários objetos que pertencem às tropas, ao exército ucraniano e ao exército russo.

João Porfírio, fotojornalista do Observador, ele que é o autor das fotografias que vão ficar expostas a partir de hoje na Assembleia da República. A entrada na exposição é livre. A inauguração vai contar com a presença do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, e também da embaixadora da Ucrânia em Portugal.

E os sindicatos da função pública, Luís, concordam: não há mudanças de fundo na proposta de alteração do governo à lei que rege o setor.

Isto depois do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP se terem mostrado contra o pedido de autorização legislativa entregue no Parlamento pelo governo sobre este tema, por falta de clareza. O Executivo apresentou hoje aos sindicatos as propostas de alteração à Lei da Função Pública relativas a greve, férias, mobilidade e também doença. O último sindicato a sair do ministério foi a Frente Comum. Sebastião Santana quer primeiro analisar o conteúdo da proposta com tempo, mas, para já, considera que o governo pecou por falta de transparência nas negociações e esta manhã acabou por emendar a mão.

No início da negociação, houve objetivamente uma falta de transparência que foi denunciada por nós. Surpreendido, não sei se fiquei, mas naturalmente ninguém gosta de ser confrontado com um quadro em que as coisas não estão completamente claras. O que aconteceu agora foi uma clarificação. O governo emendou a mão e parece que vem na lógica da transparência ou da falta dela. Agora, quanto ao conteúdo, vamos ver, naturalmente.

Já a dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Helena Rodrigues, não se quis pronunciar quanto à reação dos partidos, mas diz que não há nada de substancial na proposta apresentada hoje pelo governo.

Há algumas alterações em relação à questão da mobilidade, mas naquilo que são questões de grande monta, não vimos. Aquilo que é a comunicação na questão da greve era aquilo que a maioria dos sindicatos fazia.

Não há grandes alterações nas propostas do governo, é o que garante a dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado. Antes também o secretário-geral da FESAP falava em mudanças mínimas. Considera que se o governo tivesse sido claro e também transparente nos textos que deram entrada no Parlamento, não haveria alarme social sobre estes temas. José Abrão diz mesmo que o executivo de Luís Montenegro se pôs a jeito.

Fomos a esta reunião com a expectativa de que pudesse ser esclarecido e densificado aquilo que estava previsto nos pedidos de autorização legislativa. O governo entregou-nos um documento já com a proposta daquilo que quer alterar e chegamos à conclusão que se tivesse havido mais preocupação, mais transparência e mais informação nos textos que deram entrada no Parlamento, talvez se evitasse a especulação que se foi fazendo no tempo relativamente às medidas que nos são propostas.

José Abrão, da FESAP, considera também que a proposta do governo só não é inócua porque o executivo criou alarido. Diz também aos trabalhadores da função pública que podem ficar descansados. Quanto às alterações em causa, no que diz respeito à greve, a única mudança é que deve passar a ser comunicada à Direção-Geral da Administração e Emprego Público, de preferência, por via eletrônica. Na doença, poderá haver justificação de faltas por privados e na marcação de férias, o governo pretende que sejam gozadas de forma alternada por diferentes trabalhadores nos períodos mais desejados, como por exemplo, no verão.

Tempo agora para a informação de âmbito local.

No Seixal, uma empresa de construção civil foi acusada de 16 crimes de auxílio à imigração e angariação de mão de obra ilegal. Os crimes cometidos entre 2018 e 2021 passavam pela contratação sistemática a baixo custo de trabalhadores ilegais no país. O inquérito ficou a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal do Seixal, com o apoio do agora extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Um homem e uma mulher foram detidos no domingo por tráfico de estupefacientes nos concelhos de Matosinhos e Vila do Conde. A investigação estava a cargo da Guarda Nacional Republicana, durou cerca de cinco meses. Nas cinco buscas feitas pela GNR, foram apreendidas mais de 500 doses de droga e 150€ em dinheiro. Hugo Luís é o candidato do PSD às próximas eleições autárquicas em Mafra. Ele entrou em funções após a renúncia de Hélder Sousa Silva e é agora o candidato do partido. Se vencer as eleições, Hugo Luís afirma que vai apostar na melhoria e expansão da rede rodoviária, no aumento de infraestruturas para os jovens e na atração de investidores e empresas para o Conselho. O Centro de Recolha Oficial de Ourém passa a ter mais espaço para acolher animais abandonados. A estrutura inaugurada em 2022 vai ser aumentada com a construção de um novo bloco com capacidade para oito compartimentos. A requalificação do Centro de Recolha de Animais de Ourém vai permitir aumentar a capacidade de apoio por parte dos colaboradores aos animais que estejam em situação de abandono. Mais a norte, em Santa Maria da Feira, é no próximo sábado que o parque temático natalício Perlim abre portas. A entrada é paga, mas este ano há atividades gratuitas fora do recinto. Uma delas é a parada do Pai Natal, todos os sábados e domingos de manhã. A primeira iniciativa acontece já na sexta-feira, com a abertura do Mercado Natal, no Largo do Rossio, às 18h. Leiria recebe um espetáculo para comemorar os 500 anos do nascimento de Camões. A peça de Hélder Mateus da Costa e Maria do Céu Guerra estreou em setembro, na Festa do Avante. Chega agora ao Centro Cultural das Caldas da Rainha. Está em cena na quinta-feira, às 21h30, com uma sessão extra no mesmo dia para os alunos do Politécnico de Leiria, com início às 15h.