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Jornal das cinco, com Miguel Cordeiro. O Primeiro-Ministro quer rapidez na investigação ao diretor nacional da Polícia Judiciária. Montenegro pede que o caso seja clarificado o mais rapidamente possível.

Porque é um caso que coloca em causa a confiança dos cidadãos nas instituições do Estado. Hoje, a Polícia Judiciária foi alvo de buscas. Procuradores do Ministério Público e inspetores da Autoridade Tributária entraram no edifício da PJ para dar seguimento a um mandato de busca no âmbito de uma denúncia que visa diretamente o diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro. Esta operação investiga a suspeita de que Carlos Cabreiro, alegadamente, terá permitido a realização de escutas ilegais no âmbito do processo Football Leaks. Carlos Cabreiro nega. Luís Montenegro, primeiro-ministro, quer o caso resolvido com rapidez.

Perante denúncias, perante suspeitas, perante queixas, as coisas devem ser investigadas com normalidade? Devem, independentemente do destinatário dessas queixas. Pode ser um político, pode ser um polícia, pode ser um cidadão comum. Portanto, espero que rapidamente a situação possa ser clarificada e, no fim, se estabeleça com a sociedade mais confiança nas instituições, precisamente porque se tiraram as dúvidas.

Palavras do primeiro-ministro em Nova Iorque, no final de um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Nestas declarações à imprensa, o primeiro-ministro falou também sobre a ONU. Luís Montenegro considera que as Nações Unidas têm falhado na principal missão.

Manter a paz. A ONU não consegue cumprir com a principal missão, um falhanço que, de acordo com Luís Montenegro, não é da responsabilidade do secretário-geral.

As Nações Unidas, infelizmente, nem sempre têm alcançado esse objetivo, que é a essência da sua organização, mas não é por responsabilidade, nem por falta de esforço do secretário-geral. É mesmo por incapacidade de alguns dos seus membros e, em particular, de membros permanentes do Conselho de Segurança, o que não deixa de ser naturalmente muito preocupante.

E nesta altura, António Guterres está à beira de deixar o cargo. Há eleições na ONU no horizonte para o final do ano, mas Luís Montenegro diz que Portugal ainda não decidiu que candidato vai apoiar.

Ainda não escolhemos e estamos nesta fase a fazer a apreciação desse processo. Há candidatos que estão pré-anunciados, há outros que deixaram de estar e se projetavam como possibilidades e, portanto, quando sentirmos que esse processo está estabilizado, tomaremos a nossa posição.

É importante que seja uma mulher?

Nós já manifestamos a nossa concordância de que isso possa acontecer.

Luís Montenegro, depois de reunir com António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, que termina em dezembro o segundo e último mandato à frente desta organização.

Por cá, no Parlamento, o ministro da Educação acusa o PS de ter deixado a escola pública sem condições para responder aos alunos.

Fernando Alexandre responde aos problemas com o arranque do ano letivo num debate na Assembleia da República. Foi pedido pelo Partido Comunista Português. Fernando Alexandre revela que mais de 6 mil professores já meteram baixa médica desde o arranque do ano letivo, mas deixou também outros dados sobre o número de alunos sem professores e sem vagas nas escolas. É o que nos conta o Miguel Vitor Dias, agora em direto. Continua o debate pedido pelo PCP.

Terminou agora mesmo com a intervenção da líder parlamentar Paula Santos, já depois da intervenção de Fernando Alexandre, que voltou a falar sobre a reorganização do primeiro e segundo ciclo, transformando-o num ciclo único de seis anos, tal como tinha já adiantado há umas semanas. Mas o ministro aproveitou também para um ponto de situação sobre o número de alunos sem professor atribuído e também o problema das vagas que está a marcar o arranque deste ano letivo, para dizer que o governo está diariamente a tentar colocar mais professores no sistema.

À data de ontem, estavam por preencher 2029 horários. Destes, 1012 pedidos estão por preencher desde 4 de setembro, dos quais 59% são horários completos e 56% localizam-se na região de Lisboa e da Península de Setúbal. No início da semana, encontravam-se por colocar 52 alunos do ensino básico e secundário. Na segunda-feira, foram registadas 179 novas matrículas e ontem, dia 22 de setembro, foram submetidas mais 149 matrículas. Destas 328 novas matrículas, 82% estavam já colocadas.

O ministro Fernando Alexandre, que adianta também que há cerca de 124 turmas com mais de 30 alunos, ou seja, para lá do limite, mas que o objetivo é que todos tenham colocação e, sobre todos estes problemas, encontra um culpado, o Partido Socialista.

O PS não moveu nada porque não foi capaz sequer de identificar e reconhecer os problemas ou eventualmente, qual avestruz, preferiu convencer-se de que os problemas não existiam. As afirmações do senhor secretário-geral do PS comprovam que ainda não percebeu a real dimensão dos desafios da educação em Portugal. Ao longo de anos, o PS não viu a escassez de professores e, portanto, nada fez. A abordagem do PS e dos partidos com os quais se aliou para governar é a forma mais cômoda de fazer política: negar os problemas para não ter de os resolver e depois descobri-los quando está na oposição.

As críticas de Fernando Alexandre com o Partido Socialista a ser também alvo de reparos por parte do Chega e pelo legado que deixa na educação, num debate que terminou agora mesmo no Parlamento.

Debate sobre o arranque do ano letivo, um debate pedido pelo Partido Comunista Português.

Em Lisboa, há cerca de duas horas, a voz do operário Negraça abriu portas para o último adeus a Jorge Palma.

O cantautor morreu na madrugada desta terça-feira. Tinha 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Dezenas de pessoas prestam homenagem a Jorge Palma em Lisboa. O velório está a decorrer até às 22h. Neste momento, vamos ao contato com a jornalista do Observador, Beatriz Félix, que está a acompanhar estas cerimónias fúnebres. Beatriz, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa passou por aí há minutos.

Já passou por aqui, sim, Carlos Moedas. Passou por pouco tempo, mas mesmo assim prestou esta homenagem ao músico português. O presidente da Câmara de Lisboa recorda Jorge Palma não só como cantor, mas também como uma pessoa especial.

Deixou uma marca que é para além do nosso país, mas sobretudo era um homem que lia as nossas emoções, que nos conhecia de uma maneira absolutamente extraordinária e que transmitia os sentimentos de todos e aquilo que sentimos. E por isso, dar aqui um grande abraço à família neste momento tão difícil.

Carlos Moedas, que também viveu em Paris na mesma altura em que Jorge Palma por lá passou e tocou em tantas estações do metrô daquela cidade. O autarca relembra ainda a admiração com que os franceses o ouviam nessa altura. Aproveito também para dar nota de que a autarquia de Lisboa aprovou um voto de pesar pela morte de Jorge Palma. O certo é que são muitas as pessoas que em silêncio vão entrando neste pavilhão onde está o corpo do cantor, mas saem em voz alta, recordam Jorge Palma com alegria. Exemplo disso é Rafael Silva, que falou à Rádio Observador.

José Palma e o José Mário Branco eram homens extraordinários. Por quê? Não é só pela música e pela atividade que eles tiveram. Estavam sempre ao lado dos mais fracos, daqueles que não sabiam ler nem escrever, que não tinham voz. E eles com música, embalavam para as pessoas terem força.

Rafael Silva, de 86 anos, que recorda assim Jorge Palma, também José Mário Branco como pessoa presente, não só presencialmente, mas também através da música. Jorge Palma marcou gerações todas aqui presentes para o homenagear durante esta tarde e até bem perto das 22h na Voz do Operário. Para já, esperam-se ainda outras figuras importantes, além daquelas que já por aqui passaram, como Marcelo Rebelo de Sousa, que deverá estar a chegar dentro de momentos e certamente também terá uma palavra de homenagem ao cantor Jorge Palma.

O velório acontece na Voz do Operário até às 22h.

No desporto, Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus estiveram lado a lado na conferência de imprensa de antecipação do jogo frente ao País de Gales, que tem lugar amanhã. Uma conferência de imprensa marcada, Miguel, por trocas de elogios entre os dois craques, Ronaldo e Jesus, com Ronaldo a não querer falar já de sair da seleção.

Diz que nesta fase não pensa no futuro e garante que continua completamente comprometido com a seleção. O capitão da equipe portuguesa e o treinador fizeram uma conferência de imprensa de antevisão num modelo um pouco diferente. Responderam aos jornalistas perante uma plateia no âmbito da Portugal Football Summit, que aconteceu na Cidade do Futebol. Vamos perceber o que disseram. Neste momento, na Cidade do Futebol, decorre o último treino de preparação para esse jogo frente ao País de Gales. Está a ser acompanhado pelo repórter João Lourenço. João, boa tarde. O que disseram Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo? E também sobre esse treino, se Jorge Jesus tem toda a equipe disponível.

E ao que tudo indica, Miguel, a equipe está totalmente 100% preparada e, neste caso, com todas as condições para esse desafio inaugural desta Liga das Nações, Liga A, grupo quatro, frente ao País de Gales. Apenas vimos aqui alguns jogadores a fazerem aquele típico jogo de futebol, mas ao que tudo indica, todos os 25 convocados estão disponíveis para ir a treino. Já quanto a essa conferência de imprensa e perante milhares de pessoas que estão nestes três dias na Cidade do Futebol, começamos com Jorge Jesus a apontar bat três para esse desafio de amanhã. Diz que não vai mudar muito porque não quer atrofiar os jogadores, mas diz que vai colocar alguns atletas que já o conhecem de outras paragens.

Que eu tenho a noção que o fato de eu chegar ao meu primeiro jogo sem ter uma base de treino, vou chegar aqui e que vou tentar mudar tudo, isso até atrofia os jogadores. Não vou fazer nada disso. Agora, vou, como é óbvio, tentar, para abrir um bocadinho aqui o livro a vocês, vou tentar naqueles dois, três jogadores, quatro jogadores, que já têm mais tempo de treino, já têm uma base tática comigo, esses vão jogar.

Já quanto a Cristiano Ronaldo, diz que JJ foi a escolha acertada para este momento da seleção, para o presente e para o futuro, mas quanto ao futuro do capitão da equipe das Quinas, diz que é provável que termine a carreira ainda este ano. No entanto, não deixa garantias porque não faz planos para futuro. O treino da seleção é o último com vista a essa partida frente ao País de Gales. Vai ter relato e comentário amanhã aqui na Rádio Observador.

É para começar a Liga das Nações. Começa já amanhã esse duelo frente ao País de Gales. Como dizia o João, vai contar com uma emissão especial aqui na Rádio Observador.

Miguel Cordeiro vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias. Já a seguir temos o Esplendor e a Infâmia.