Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 7, na Rádio Observador, com edição do Miguel Vitero Dias. O PS e o Chega estão de acordo: a reapreciação dos exames nacionais deve ser gratuita e a existência de uma época especial é sinal de que o governo falhou.

Já o PSD acredita que é apenas a garantia de que nenhum aluno vai ser prejudicado. Esta tarde, no Explicador, os três partidos estiveram em debate para fazer o rescaldo das declarações de Fernando Alexandre. Maria José Aguiar, deputada do Chega, diz que a confusão ainda não acabou e, por isso, critica o ministro quando esta manhã falou de normalidade e insiste na proposta já feita por André Ventura de que a reapreciação das provas deve ser gratuita.

Era muito importante que o ministro desse um sinal a estes jovens e a estas famílias em prol da dita transparência que o ministro, ainda hoje, durante a conferência de imprensa que deu, falou tantas vezes. Então que desse esse sinal isentando os alunos de pagar a reapreciação e poderem pedir a reapreciação sem ter que pagar, em nome dessa dita transparência.

O PS, pela deputada Aida Carvalho, concorda com o Chega sobre a reapreciação dos exames e acrescenta que Fernando Alexandre continua em negação.

Continua em negação. Nós também temos relatos às 17h que ainda existem problemas nas classificações. O senhor ministro nota, de facto, que o seu cargo não está em risco e, portanto, cumpriu a sua missão. Parece-nos que ele não cumpriu a sua missão. A sua comissão ainda está em curso, não concluiu com sucesso, terá um longo caminho para esclarecer.

A deputada do Partido Socialista. Já o PSD defende que não há falta de rigor e transparência e que a existência de uma época especial é mais uma garantia para os alunos.

Não é o reconhecimento de que as coisas não correram bem, mas, pelo contrário, é o reconhecimento de que ninguém será prejudicado. Foi esse o ponto de partida para um processo de mudança e transformação que é importante para o sistema educativo, que é fundamental para o processo de avaliação externa e que é também uma ferramenta que hoje percebemos de grande transparência e que permite aferir efetivamente aquilo que é o processo de classificação.

Pedro Alves diz que é um modelo que vem para ficar e prevê que as próximas fases e os próximos anos já vão estar livres de complicações.

O Ministro da Educação anunciou hoje uma época especial de exames para garantir igualdade de condições entre os alunos.

Esta época especial é apenas para os estudantes com notas incorretas ou com nota suspensa. O ministro da Educação, Fernando Alexandre, anunciou hoje esta época especial numa conferência de imprensa em que garantiu que o objetivo é que nenhum aluno seja prejudicado.

Os alunos que não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à segunda fase dos exames nacionais, a esses alunos será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial, a realizar no início de setembro e que, para os devidos efeitos, contará como segunda fase para esses alunos.

Fernando Alexandre, que recusa uma mudança no calendário do acesso ao ensino superior na primeira fase, embora vá alargar os prazos nesta segunda fase de candidaturas.

E a FENPROF acusa o governo de lançar um clima de suspeição sobre os professores.

O secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, critica Fernando Alexandre por ter colocado a responsabilidade nos professores e no júri nacional de exames. Em declarações aos jornalistas, depois de ter recebido o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, a FENPROF aponta como único responsável o Ministro da Educação, com José Feliciano Costa a dar conta de que foi lançada uma suspeita sobre a classe docente.

Ele lançou um clima de suspeição em relação aos professores. Há professores que têm provas e que não as corrigem ou fazem um compasso de espera e, portanto, isso vai votando o processo. Mas isso também vem à imagem do que disse o Primeiro-Ministro. O ministro já tinha lançado um clima de suspeição em relação aos professores, acusando-os de coisas parecidas com estas. Isto, de facto, é gravíssimo, porque o que está aqui é um problema muito complicado, que tem um responsável e que se chama Fernando Alexandre.

O secretário-geral da FENPROF, num som requerido pela Agência Lusa, depois do encontro com o Bloco de Esquerda, em que José Manuel Pureza insiste na necessidade de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito.

A Associação de Vítimas de Abusos na Igreja cancelou uma reunião no Palácio de Belém porque queria ser recebida pelo presidente da República.

A associação Coração Silenciado, que representa as vítimas de abusos sexuais na Igreja, cancelou uma reunião com a Casa Civil da Presidência da República porque exige ser recebida por António José Seguro. À Agência Lusa, o porta-voz da associação disse que não estava disponível para se reunir com assessores e quer falar diretamente com o presidente, tal como tinha acontecido no passado com Marcelo Rebelo de Sousa. A associação Coração Silenciado vai pedir apoio ao chefe de Estado para fiscalizar o processo de compensações financeiras atribuídas pela Igreja Católica às vítimas. Esta associação contesta que 40 vítimas não tenham recebido compensações porque os casos foram arquivados no Vaticano.

E no Reino Unido, o novo primeiro-ministro, que hoje entrou no número 10 de Downing Street, já está a remodelar o governo.

Andy Burnham já dispensou vários ministros de Keir Starmer, a quem sucedeu hoje. O vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, bem como os titulares das Finanças, da Ciência e da Habitação, já anunciaram que vão deixar as pastas. No primeiro discurso como primeiro-ministro, Burnham prometeu fazer as mudanças mais profundas dos últimos 40 anos. Esta tarde, no Explicador, o especialista em assuntos europeus, Henrique Burnet, diz que o novo chefe do governo quer ir em busca dos eleitores descontentes.

Profundir buscar eleitores que são tradicionalmente eleitores descontentes que esperam que o Estado os ajude. E nisso, de facto, encontrámos no Burnham um discurso estatista de vamos ajudar as pessoas que ficam para trás, vamos resolver os problemas dos anos 80 e das indústrias que fecharam. Pode ser, e isso seria uma coisa curiosa, e acho que vale a pena ficarmos à espera para ver, se Burnham encontra um lugar para os partidos sociais-democratas europeus que têm andado à procura de um sítio.

As explicações do especialista em assuntos europeus, Henrique Burnet, na tarde política, neste explicador dedicado à política britânica.

E outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira.

O Pentágono escondeu dezenas de casos de feridos norte-americanos no conflito no Médio Oriente. É uma notícia do New York Times, que explica que antes do ataque que matou dois membros do exército norte-americano na Jordânia, existiram outros três que feriram dezenas de soldados norte-americanos e danificaram vários helicópteros. Mas o Pentágono não deu conta sobre estes ataques, nem sobre os danos inflitos. A seleção espanhola já foi recebida pela família real e pelo presidente do governo. Os jogadores e a equipa técnica aterraram em Madrid por volta das 14h. Foram depois recebidos pelo Rei Felipe VI, mais tarde por Pedro Sánchez. A partir de agora decorre uma comemoração nas ruas, com vários concertos previstos para este final de tarde e para a noite.

E o Miguel Vitero Dias vai regressar às 19h30 para atualizar as notícias.