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As notícias com Matilde Malva Sabino. Donald Trump decidiu adiar o ataque ao Irão previsto para esta terça-feira. O presidente dos Estados Unidos afirma que estão a decorrer negociações sérias e que vai ser alcançado um acordo aceitável tanto para Washington como para todos os países do Médio Oriente.
Outros países contactaram-me e disseram que se estavam a preparar para lançar um ataque em grande escala amanhã. Adiei-o por algum tempo, espero que para sempre, mas possivelmente apenas por algum tempo, porque tivemos conversações muito importantes com o Irão. Informámos Israel, informámos outras pessoas no Médio Oriente que têm estado envolvidas e sabem, é um desenvolvimento muito positivo, mas vamos ver se isto dá em alguma coisa. Já tivemos períodos em que pensávamos estar muito perto de chegar a um acordo e não deu certo. Mas isto é um pouco diferente. Nós estávamos prontos para avançar amanhã com uma ação de grande envergadura. Não era algo que eu queria fazer, mas não temos escolha, porque não podemos deixar que o Irão tenha uma arma nuclear.
O presidente norte-americano garante, ainda assim, ter dado ordens para que os Estados Unidos estejam prontos a avançar com um ataque total e em larga escala a qualquer momento, caso não seja alcançado um consenso. Em resposta a Donald Trump, as forças iranianas avisam que têm o dedo no gatilho. O chefe do comando das Forças Armadas do Irão, citado pela agência de notícias Tasnim, avisa os Estados Unidos e aliados contra qualquer erro estratégico e de cálculo, mais uma vez. Nos Estados Unidos, pelo menos cinco pessoas morreram num tiroteio na Califórnia, todos homens. Duas das vítimas mortais são os próprios atiradores. Abriram fogo esta segunda-feira numa mesquita da cidade norte-americana de San Diego. As autoridades indicam que os corpos dos suspeitos da autoria dos disparos foram encontrados dentro de um carro com ferimentos de bala autoinfligidos. Eram adolescentes de 17 e 19 anos. O FBI está a investigar as motivações dos disparos como um crime de ódio. Vladimir Putin viaja esta terça-feira para a China e reúne uma extensa delegação. O presidente russo vai reunir-se com Xi Jinping numa visita oficial a Pequim. A agência Tass avança que Putin leva uma vasta comitiva, não só de ministros, como de CEOs, das maiores empresas russas, em particular da banca e do setor energético. As duas partes planeiam adotar aproximadamente 40 medidas conjuntas intergovernamentais e comerciais. São documentos que abordam o aprofundamento dos laços entre os dois países nas áreas da indústria, transportes, energia nuclear e assuntos humanitários. Na análise, Liliana Reis, especialista em relações internacionais, deteta nesta visita um recado, em particular aos Estados Unidos, principalmente por ter sido marcada tão pouco tempo depois da visita de Trump a Pequim.
Ora, este hiato de tempo tão curto, aquilo que parece é que efetivamente há aqui uma tentativa de reafirmar publicamente que o eixo sino-russo continua muito sólido, apesar desta aparente abertura diplomática com Donald Trump. E podem estar em cima da mesa outras questões que podem efetivamente denunciar outro tipo de aproximação, nomeadamente a questão energética e a discussão do gasoduto Power of Siberia 2.
Liliana Reis, no programa Gabinete de Guerra, da Rádio Observador. A especialista reforça também a ideia de que Vladimir Putin chega a este encontro numa posição bastante fragilizada. O Ministro dos Negócios Estrangeiros quer explicações do embaixador de Israel sobre a detenção de dois médicos portugueses que seguiam na flotilha rumo a Gaza. Foram detidos não em águas israelitas, mas em águas internacionais, ao largo da Turquia e, por isso, Paulo Rangel quer esclarecimentos.
Uma vez que esta ação feita por Israel, tal como a exatamente anterior, de algumas semanas atrás, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir esse tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, nós convocamos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel, para fazermos o nosso protesto, para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível.
Paulo Rangel adianta que o governo está a acompanhar a situação através da embaixada em Tel Aviv e dos serviços consulares, serviços esses que, de acordo com o ministro, contactaram as autoridades israelitas no sentido de garantir, por um lado, a libertação imediata destas pessoas e, por outro, que sejam tratadas com respeito e garantia de todos os direitos fundamentais. Luís Montenegro ainda sonha com uma maioria absoluta, mas pede à oposição que pare de falar em cercas sanitárias. Na apresentação da moção estratégica à liderança do PSD, o presidente do partido lembra às outras estruturas políticas, sobretudo o Chega e o PS, que têm a responsabilidade de contribuir para uma boa governação. Luís Montenegro acredita, no entanto, que no futuro vai ser possível estar menos dependente de outros partidos.
Maioria em democracia é ter mais um voto que os outros. Este é o conceito de maioria em democracia. Maioria absoluta é ter metade dos votos mais um. Nós ainda estamos com esse objetivo na nossa mira. Agora, não subestimem, é que nós já obtivemos duas maiorias para governar nas urnas, na base da confiança das pessoas. Não quisemos governar na base de nenhum estratagema, conluio ou combinação feita atrás da vontade
Luís Montenegro deixou ainda recados à oposição no que toca às reformas que o governo quer fazer. O primeiro-ministro promete obrigar os partidos a marcar uma posição.
E nós assumimos a nossa responsabilidade. Depois olharemos para os outros, para os partidos políticos, e veremos que eles, sempre que se mexe, está sempre mal. Reformar sim, mas na porta ao lado, comigo não. Reformar sim, mas não no meu setor. Reformar sim, mas não na minha casa. Reformar sim, mas não coisa que cause reação, porque eu isso não quero. Eu quero ser o político ou o partido que agrada a todos. Isso vai ser até uma determinada altura, porque nós vamos forçar a decisão. Os partidos e os políticos vão ter de se revelar no momento de votar as transformações.
O recado de Luís Montenegro nesta apresentação em Sintra, onde marcaram presença figuras do partido e do governo, como o secretário-geral Hugo Soares, os presidentes das Câmaras de Lisboa, Sintra e Cascais e os ministros Gonçalo Matias e Carlos Abreu Amorim. A ministra do Trabalho considera que as palavras do presidente da República foram interpretadas ao contrário e deram força à UGT para rejeitar um acordo laboral. Durante a campanha às eleições presidenciais, António José Seguro anunciou desde logo o veto à primeira versão da reforma laboral do governo e que só aprovaria a proposta com acordo em sede de concertação social, entendimento esse que não foi alcançado. Em entrevista à Antena Um, a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho não responsabiliza o chefe de Estado pelo chumbo, mas entende que acabou por suportar a decisão da UGT.
Tiveram o efeito ao contrário do que ele pretendia. Em vez de entusiasmar para um acordo, não vou dizer forçar um acordo, mas exercer a sua influência para um acordo, afinal, a UGT na verdade ficou legitimada para não celebrar o acordo, como veio a acontecer.
Palma Ramalho manifesta confiança nos poderes constitucionais de António José Seguro e considera que se a proposta laboral chegar a Belém com apoio parlamentar alargado, o presidente da República vai ter margem política para recuar na intenção de vetar um diploma sem acordo em concertação social. O antigo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, considera que o país não precisa de mais flexibilidade laboral, precisa sim de melhor flexibilidade. A rigidez do mercado de trabalho tem sido uma das bandeiras da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho para justificar a necessidade de uma reforma laboral. Em entrevista à CNN, Mário Centeno recorreu ao exemplo dos jovens para dizer que o problema do mercado do trabalho português não está na mobilidade.
Os jovens em Portugal têm uma taxa de desemprego que é três vezes a taxa de desemprego global. É exatamente o valor dos Estados Unidos da América, 2,7, 2,78 em Portugal, em média, desde 2011. Não é por aí que nós identificamos dificuldades de inserção no mercado de trabalho dos jovens. Não é por causa da legislação. Os jovens em Portugal têm uma mobilidade maior do que aquela que nós observamos para os jovens nos Estados Unidos. Eu acho que estamos a elaborar num erro. O que era importante na legislação laboral em Portugal não era ter mais flexibilidade, era ter melhor flexibilidade.
Nesta entrevista, Mário Centeno foi ainda confrontado com a polêmica em torno da saída do Banco de Portugal, que reformou-se antecipadamente com uma pensão mensal bruta de € 10 mil, equivalente a mais de 70% do último salário. Centeno diz que não foi exceção, mas sim a regra.
Foram seguidas todas as regras. Antes de mim, aposentaram-se, com as mesmas regras, milhares de trabalhadores no Banco de Portugal e no setor bancário e em todas as áreas onde existem fundos de pensões similares. Portanto, não estou a ver onde é que isso possa sequer causar dificuldade.
A garantia deixada por Mário Centeno nesta entrevista à CNN Portugal. Voltamos à reforma laboral. A UGT acusa o governo de colocar linhas vermelhas à partida e rejeitar propostas antes mesmo de serem negociadas. A Central Sindical já entregou aos partidos propostas de alteração à reforma promovida pelo governo. A UGT foi uma das estruturas sindicais que participaram como convidadas nas jornadas parlamentares do Chega, em que o Executivo de Montenegro foi amplamente criticado. Vasco Maldonado Correia.
O Chega escolheu a reforma laboral para abrir as jornadas parlamentares do partido em Viseu e à mesa sentou o vice-presidente da UGT, que critica a postura do governo nas negociações com os parceiros sociais.
Quando nós vamos para uma negociação, há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas. Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social que nós estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada.
Rui Miranda lamenta que o debate não se tenha focado na subida do salário mínimo.
Nós temos trabalhadores com 10, 15, 20 anos que estão a ganhar muito aproximado aquilo que é o salário mínimo nacional. Como é que nós podemos criar produtividade a essas pessoas que estão completamente descontentes em relação a isto?
Preocupação partilhada por Alexandre Carvalho, do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil.
Nós temos sapadores florestais a atuar na floresta portuguesa a receber o salário mínimo nacional e eu não vejo ninguém a preocupar-se. Isto é que devia ser a reforma laboral.
E ainda que convidado pelo Chega, deixa uma ressalva.
Eu sou de esquerda, eu não tenho problemas nenhuns em afirmar isso, mas acima de tudo, sou democrata.
Para Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, o tema não se reduz ao espectro político.
Para dizer como ponto prévio que me irrita, que a esquerda ache que a defesa dos trabalhadores é um patrimônio dela. Não é, eu sou de direita e fui dirigente sindical.
Protesta contra uma das medidas da proposta do governo, o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve em vários setores.
Todos sabemos que a greve, para ser eficaz, tem que causar desconforto, tem que causar incômodo.
Preocupações ouvidas pelos deputados do Chega, Rita Matias agradece a disponibilidade de quem aceita sentar-se à mesa com o partido.
Só temos a agradecer pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando 100% com o nosso partido.
A reforma laboral como tema de abertura nas jornadas parlamentares do Chega em Viseu.
O jornalista Vasco Maldonado Correia, a acompanhar as jornadas parlamentares do Chega, que continuam esta terça-feira. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação volta às 15h30. Até já.