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As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. O Benfica empatou a zero frente ao Fenerbahçe de José Mourinho, num jogo a contar para a primeira mão do playoff de acesso à fase de liga da Champions. Os encarnados terminaram a partida reduzido a 10 unidades por expulsão de Florentino Luís, ao minuto 71, devido à acumulação de amarelos. No final do jogo, José Mourinho, treinador da equipe da casa, do Fenerbahçe, diz que esta foi uma partida competitiva e de alto nível, mas que a equipa não teve capacidade para ganhar.
Acho que não tendo sido um jogo bonito, foi um jogo de alto nível. Foi um jogo competitivo, foi um jogo com uma equipa que quis empatar e empatou. E uma equipa que quis ganhar, mas não teve qualidade suficiente para o conseguir.
Fenerbahçe não conseguiu marcar.
Não conseguiu marcar, porque jogou contra um adversário que defendeu muito e bem, contra um adversário com experiência suficiente para quando ficou com 10, o jogo ter acabado, souberam gerir o jogo.
José Mourinho em declarações à Sport TV no final da partida. Já Bruno Lage, o técnico dos encarnados, fala no jogo competitivo e considera que a equipa dominou a partida.
Foi um jogo muito competitivo. Acho que na primeira parte foi claramente superior. Dominamos o jogo, controlamos o jogo, quer com bola, quer sem bola. Na segunda parte, há uma entrada forte do nosso adversário, pela qualidade que tem. Acho que nós também entramos fortes. Nossa estratégia passou por controlar o jogo com bola. Tenho a opinião que controlamos o jogo. Se o Fenerbahçe está vivo, o Benfica está mais que vivo. Acho que a altura, vamos preparar a recuperação, vamos treinar já amanhã aqui na Turquia para preparar o jogo da Tondela e temos que ter esse objetivo de ganhar os dois próximos jogos.
O empate a zero adia todas as decisões para o encontro da segunda mão, dentro de uma semana, a 27 de agosto, no Estádio da Luz, em Lisboa, um jogo, como é claro, para ouvir aqui o relato e comentário na Rádio Observador. Já sabemos que o vencedor desta eliminatória garante uma vaga na fase liga da Champions, enquanto o derrotado será rebaixado para a Liga Europa. Nos fogos, o incêndio que lavra na Covilhã esteve caótico ao final desta tarde de quarta-feira, mas o pior já passou. O ponto de situação foi feito esta noite pelo presidente da Câmara Municipal da Covilhã, à Agência Lusa. Vítor Pereira alerta, no entanto, para a existência de inúmeros pontos quentes na zona de Dominguiso, Vales do Rio e Unhais da Serra. Ainda na Covilhã, destaque para o comunicado do H2 Hotel, em Unhais da Serra. O fogo ameaçou a unidade hoteleira, mas, apesar disso, não foi necessário evacuar as instalações. Na nota publicada nas redes sociais, o hotel indica também que foram tomadas, desde segunda-feira, medidas preventivas pelos responsáveis da unidade. Um pouco mais acima, na Serra da Estrela, o incêndio no Conselho de Seia já chegou às partes mais altas, perto até da zona da torre, uma informação confirmada pelo presidente da Câmara de Seia. O fogo continua próximo de Ao Vôo da Serra, mas sem ameaçar casas, acrescenta Luciano Ribeiro à Agência Lusa. O autarca relata também que durante a tarde as chamas voltaram a ganhar intensidade, o que obrigou à reposição do confinamento na aldeia. No entanto, apesar de continuar nas imediações, Luciano Ribeiro descarta que, a esta altura, haja perigo para a população. A Proteção Civil vai manter até sexta-feira o nível quatro de prontidão especial, uma informação avançada pelo segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, no já habitual balanço de final de tarde sobre os incêndios. Recordar que este nível quarto de alerta é o mais elevado e pressupõe a maior mobilização de meios humanos e materiais para as missões a cumprir. A esta hora, o site da Proteção Civil dá conta de cinco incêndios significativos que estão ainda ativos. O maior é o que ainda lavra em Arganil, na região de Coimbra, e combatem as chamas, neste momento, cerca de 640 operacionais apoiados por 560 meios terrestres. A Proteção Civil também diz que não há falta de meios de combate, há, sim, falta de acessos. É o que diz à Rádio Observador o comandante sub-regional de Dão e Lafões. Numa altura em que se procuram soluções para o combate e explicações para a vaga de fogos, Miguel David considera que os meios não são o problema. Garante que o que mais dificulta o trabalho dos bombeiros é mesmo a falta de acessos.
E até temos meios disponíveis, mas não conseguimos colocá-los onde eles têm que estar. Nós estamos a falar de zonas escarpadas, nalguns casos, com declive superior a 65%, em que, em termos humanos, exigir um esforço físico de entrada, diria que é até colocar em risco algumas das operações dos combatentes. Estamos a falar de zonas escarpadas, de serra.
O comandante refere que é difícil convencer as populações a abandonarem as próprias casas. Reconhece que é muito duro, como país, ver mais um verão com mortos por causa dos incêndios.
Eu compreendo os civis que estão a ver o seu patrimônio ser destruído por um gigante, que é o fogo, e as pessoas querem fazer de tudo pra ajudar e saírem daquelas situações críticas. Obviamente que não é desejável, e para nós, enquanto país, é sempre uma situação muito constrangedora, porque nenhum de nós gostaria de ter estas consequências como desfecho.
Ian David, comandante sub-regional de Dão e Lafões no Explicador da Tarde Política da Rádio Observador. E também acerca dos incêndios, uma rádio em Moimenta da Beira ficou em silêncio devido às chamas que destruíram as antenas de transmissão. O fogo deflagrou no dia 8 de agosto, no Conselho de Viseu, e consumiu mais de 130 mil hectares. Entre Mato estava a Rádio Ribatávora, um projeto que começou entre amigos nos anos 80, que fizeram uma rádio pirata. Cinco anos depois, decidiram organizar o projeto e torná-lo numa rádio regional, que já eram mais 40 de trabalho. Agora, Mariana Rebocho, as emissões desapareceram.
41 anos de trabalho depois, aquilo que se ouve na Rádio Ribatávora, em Moimenta da Beira, é silêncio. Para Veríssimo Santos, o presidente da rádio e dos fundadores, o projeto volta agora à estaca zero.
É uma tristeza muito grande, conforme eu lhe disse, eu sou o fundador da rádio e, portanto, custa-me muito ver um menino a perder a vida. Aquilo é mais um filho que eu ali tenho.
As chamas atingiram o coração da rádio e a antena que transmitia alegria a todos os moradores não resistiu ao fogo.
O cabo que liga e que faz a emissão para as antenas, para os dipolos, que depois difundem a emissão, neste momento está tudo ardido. Uma antena de 45 metros de altura, portanto todo o cabo derreteu por aí acima.
Veríssimo Santos refere que tanto o município do Distrito de Viseu como os ouvintes estão solidários e querem ajudar a reerguer a Rádio Ribatávora. Por isso mesmo, está a pensar em abrir uma angariação de fundos. O objetivo é não baixar os braços.
Nem que seja com o emissor com uma potência mais fraca, recriarmos pelo menos dali a emissão e pormos as coisas a funcionar minimamente que seja. E depois, cada passo é um passo, no sentido de conseguirmos melhorar e refazer as coisas que estão neste momento completamente paradas.
O que não está parado é o desejo de reerguer o projeto. Ou como escreveu Veríssimo Santos na página da Rádio Ribatávora: "Podem calar a voz, mas não a vontade".
Um trabalho da jornalista Mariana Rebocho, que conta a história da Rádio Ribatávora, que foi consumida por incêndio em Moimenta da Beira, no Distrito de Viseu. O governo israelita deu aprovação final ao plano para o cunhado, que divide a Cisjordânia ao meio e desliga a região palestiniana de Jerusalém Oriental. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças, que afirmou tratar-se do cumprimento de uma promessa antiga do executivo de Benjamin Netanyahu. A decisão aumenta o afastamento entre os territórios palestinianos e Jerusalém, aprofundando assim a controvérsia internacional sobre os cunhados de Israel. A Antártida corre o risco de mudanças abruptas com consequências catastróficas. O alerta é dado num estudo publicado esta quarta-feira na revista "Nature" por investigadores da Universidade Nacional Australiana e também da Universidade de Nova Gales do Sul. Os cientistas dizem que o risco de colapso do gelo, do oceano e também dos ecossistemas é real se não forem travadas as emissões de gases poluentes. Os impactos serão graves para as próximas gerações. Se a camada de gelo da Antártida Ocidental colapsar, o nível do mar pode subir mais de três metros, colocando em risco as zonas costeiras do mundo. Ponto final neste noticiário da uma da manhã. Regresso para a síntese informativa dentro de 20 minutos. Continue com a Rádio Observador.