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Uma hora. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O incêndio que começou este domingo na região do Algarve, já obrigou à retirada de pessoas das próprias habitações na região de Lagos. Nesta altura, mais de 500 operacionais e 180 meios terrestres continuam no teatro de operações para combater as chamas. Por precaução, várias pessoas tiveram que ser retiradas na freguesia de Barão de São João, mas entretanto já estão de regresso. Essa garantia foi dada à meia-noite pelo presidente da Câmara Municipal da região, Hugo Pereira. Já perto dessa hora, o autarca explica que o vento é muito forte e que a frente do fogo é muito extensa.

O fogo ainda continua não controlado na sua extensão, uma vez que o fogo tem uma frente muito grande e as condições atmosféricas estão ligeiramente melhores, mas continuam a não ser favoráveis. Neste momento, ele deixou de continuar pro lado de Barão de São João, a aldeia, mas caminha um pouco pro lado direito e pro lado esquerdo, um pouco no sentido de Barão de São Miguel, no Conselho da Vila do Bispo, mas os homens e mulheres no terreno estão a lutar com todas as forças.

Hugo Pereira ainda não consegue perspectivar qualquer melhoria no combate às chamas. O autarca de Lagos refere que os meios aéreos, já nesta segunda-feira, vão ter uma importância grande.

Muito trabalho ainda pela frente. Os homens estarão aqui, e mulheres, ainda muito trabalho pela frente, mas, na verdade, o que disse é bem verdade. O vento acalmou, está mais umidade e se amanhã o dia não tiver o vento que teve hoje, as condições forem favoráveis, com os meios aéreos novamente no ar, ao contrário do que aconteceu hoje, que parte dos meios aéreos não conseguiram atuar atendendo ao vento que estava a ocorrer nesta zona, penso que temos todas as condições para, no mais curto espaço de tempo, conseguir ter a situação completamente controlada. Mas vai depender de muitos fatores e não poderei, infelizmente, dizer uma previsão certa sobre essa situação.

Hugo Pereira, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, ouvido há instantes na Rádio Observador. No terreno, prossegue ainda, como já referi, 500 operacionais e cerca de 180 meios terrestres. Há ainda registro de, pelo menos, uma habitação destruída em Aljezur. O fogo começou na região da Bordeira ao início desta tarde de domingo. Na política autárquica, decorreu esta noite o primeiro debate televisivo entre os candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto, com o tema da segurança em destaque. Manuel Pizarro, do PS, reconhece que a pequena criminalidade é um problema na cidade, lamenta a falta de polícias e diz que o aumento depende do governo.

Problema de segurança, porque as pessoas se sentem intranquilas, porque em muitas zonas do Porto, a pequena criminalidade, no essencial, associada ao tráfico e ao consumo de droga, transformou a vida das pessoas num inferno. Não adianta alimentar expectativas, nós temos polícias a menos, na Polícia Municipal e na PSP. Isso é preciso ser resolvido, depende do governo central e vai demorar tempo.

Para Pedro Duarte, candidato da coligação PSD, CDS e Iniciativa Liberal, a segurança deve ser a prioridade. Pede um reforço da Polícia Municipal e também a intervenção do governo.

A segurança será uma prioridade absoluta e muito mão firme desse ponto de vista. Temos que ser, de fato, absolutamente implacáveis a esse respeito. Para o fazermos, propomos, desde logo, um recrutamento especial, num protocolo, naturalmente, com o governo, mas um recrutamento especial de mais 100 polícias para a Polícia Municipal, para assim cumprirmos o quadro. E depois instigarmos o governo a acompanhar o esforço financeiro que a Câmara vai fazer.

Diana Ferreira, candidata pela CDU, diz que os números não comprovam o aumento da insegurança na Cidade Invicta, mas lamenta o desaparecimento do policiamento de proximidade.

É preciso que haja atratividade, desde logo, na carreira da PSP, com a valorização dos profissionais, dos seus salários, das suas carreiras e também de um conjunto de complementos que compensem também o esforço que é feito nesta profissão. E, paralelamente, é preciso que haja um policiamento de proximidade. Ora, esse policiamento de proximidade às populações, às comunidades, com forças de segurança que façam parte dessas comunidades e que conheçam as suas vivências, desapareceu.

Sérgio Aires, do Bloco de Esquerda, acusa os adversários de inflacionarem o tema e argumenta que os números já foram piores.

Há aqui um número que arruma com isso tudo. Nós, em 2012, tínhamos 68,5 crimes por mil habitantes. Temos agora 59,9. Não vi em 2012 ninguém rasgar as vestes por causa da insegurança na cidade. A questão aqui é que nós estamos a inflacionar um problema e com consequências graves, porque evidentemente estamos a assustar as pessoas. Elas estão a abandonar o espaço público e a sentir-se realmente inseguras, quando essa insegurança não se traduz em números.

Por fim, Miguel Corte Real, do partido Chega, propõe que os polícias deixem de cumprir tarefas administrativas para poderem terem mais presença nas ruas do Porto.

Nós hoje temos agentes que são da PSP que estão a fazer tarefas administrativas. E, portanto, podemos tirá-los dessas tarefas administrativas e pô-los na rua, pô-los no patrulhamento e pôr outras pessoas no município a fazer essas tarefas administrativas. Isto ia resolver. Mas o que nós queremos mesmo fazer, com valor da taxa municipal, é conseguir combater e melhorar a qualidade de vida dos polícias.

Neste debate teve também o tema da habitação. O socialista Miguel Pizarro vê com o maior problema na cidade do Porto, quer o empréstimo de terrenos públicos a privados durante os próximos 30 anos, com preços de rendas tabeladas e pede a comparticipação do governo para o garantir. Já Pedro Duarte, candidato do PSD, CDS e Iniciativa Liberal, considera que a resolução não passa por construir mais, mas sim por reabilitar mais casas. Do lado da CDU, Diana Ferreira considera que não é possível resolver estes problemas apenas a nível municipal. No Bloco de Esquerda, Sérgio Aches quer 15% da habitação pública e com recursos a fundos europeus. Por fim, o CHEGA, Miguel Corte-Real, quer expulsar traficantes de droga condenados de casas para proteger as famílias. Portugal reconheceu este domingo oficialmente o Estado da Palestina. O anúncio foi feito pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque, na missão portuguesa nas Nações Unidas. Paulo Rangel salienta que o reconhecimento é um passo no caminho até à solução dos dois Estados.

Hoje, dia 21 de setembro de 2025, o Estado português reconhece oficialmente o Estado da Palestina. A declaração de reconhecimento aqui proclamada resulta diretamente da deliberação do Conselho de Ministros do passado dia 18 de setembro, tomada no culminar de um procedimento de consultas, em que se verificou a convergência do senhor Presidente da República e de uma larguíssima maioria dos partidos com assento parlamentar. Registe-se que, no que concerne à solução dos dois Estados, como solução futura para o conflito israelo-palestiniano, pôde mesmo verificar-se uma posição unânime dos partidos representados na Assembleia da República.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros espera também que Telavive compreenda a decisão de Portugal.

A nossa vontade, como eu disse aqui, é de ter as melhores relações com o Estado da Palestina e as melhores relações, que são, aliás, tradicionais, com o Estado de Israel. É isso que vamos continuar a fazer, é por isso que vamos continuar a lutar. Não temos qualquer hesitação quanto à ideia de que queremos ter relações pacíficas, profícuas, frutuosas com ambos os Estados e que, evidentemente, desejamos que Israel possa compreender esta nossa posição. Ela não é feita nunca, em caso algum, contra Israel. Ela é feita a favor da paz e a favor, naturalmente, do direito do povo palestiniano à autodeterminação.

Paulo Rangel sublinha também que o reconhecimento da Palestina como Estado não apaga a catástrofe humanitária em curso na Faixa de Gaza, que tem sido condenado pelo governo português. O ministro apela também a um cessar imediato, urgente, e pede a libertação de todos os reféns israelitas mantidos em cativeiro pelo Hamas. Nas respostas e nas reações a esta decisão do governo português, a direção da Comunidade Israelita de Lisboa considerou que o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Portugal deveria ter aguardado por melhor oportunidade. Em comunicado, a direção da CIL, da Comunidade Israelita de Lisboa, defende que este reconhecimento deveria ocorrer no desejável quadro de um processo institucional de construção de uma paz efetiva e duradoura. É um comunicado que surgiu este domingo por parte da Comunidade Israelita de Lisboa. Nos Estados Unidos, Donald Trump afirma que o assassinato do ativista norte-americano Charlie Kirk foi um ataque aos ideais conservadores. Declarações proferidas há instantes pelo líder dos Estados Unidos em homenagem ao influencer político, que foi baleado ainda este mês de setembro, cuja homenagem, entretanto, já terminou. No discurso de encerramento, Trump afirma que a bala que matou Kirk estava direcionada às liberdades e direitos dos Estados Unidos.

Quem quer que invente desculpas para isto está simplesmente louco. O assassinato de Charlie não foi apenas um ataque a um homem ou a um movimento, foi um ataque a toda a nossa nação. Foi um ataque horrível aos Estados Unidos da América, às nossas liberdades e direitos mais sagrados concedidos por Deus. A arma estava apontada para ele, mas a bala tinha como alvo todos nós.

Esta homenagem já terminou e contou com milhares de pessoas no State Farm Stadium, no Arizona. Antes de Trump, falou a viúva de Charlie Kirk, que garante que perdoa o assassinato. Erica Kirk diz que o marido queria salvar jovens como aquele que lhe tirou a vida. Ressaltou também que vai continuar o trabalho do marido e vai assumir funções como CEO da Turning Point US. Fica assim tudo dito neste noticiário da 01:00 a.m. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.