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As notícias com João Lourenço.
Boa noite. O líder do PS diz que pretende contribuir para a estabilidade política. As declarações um dia depois do governo ter aprovado, em sede de Conselho de Ministros, o Orçamento de Estado para o próximo ano. Mesmo sendo o dia do aniversário, José Luís Carneiro não parou a campanha para as autárquicas. Num comício, na Lourinhã, diz que não quer uma crise política, mas acrescenta que o Partido Socialista vai estar ao lado daqueles que apresentarem, na Assembleia da República, propostas de valorização das pensões mínimas. Na perspectiva de um líder do PS, é preciso aumentar as pensões mínimas de forma estrutural e duradoura. São declarações que vamos ouvir de José Luís Carneiro nos próximos espaços noticiosos. E o presidente do PSD apelou este sábado à unidade na corrida do partido à Câmara de Mafra. Luís Montenegro falava num jantar de apoio ao cabeça de lista autárquico naquele município do Distrito de Lisboa, José Bizarro. O primeiro-ministro repetiu que quer ter nas autárquicas parceiros próximos para as políticas governamentais, como a baixa de impostos ou apoios a jovens e a idosos. E André Ventura considera que o partido vai ser sempre um dos vencedores das próximas autárquicas e diz que quer quebrar o domínio do PS e do PSD. O presidente do Chega falava aos jornalistas durante a visita à Feira do Património do Sul, em Beja. Ventura está convicto de que o partido, atualmente sem presidências municipais, vai ganhar muitas câmaras em todo o país.
O que eu acho relevante no dia eleitoral, no dia 12, é que haja uma quebra do domínio autárquico, quer por PS, quer por PSD, e que o Chega consiga intrometer-se nesse domínio e assumir esse domínio. E atenção, Lisboa cidade nem sequer é o nosso principal bastião do ponto de vista eleitoral. Portanto, eu estou convicto que o Chega vai ganhar muitas câmaras no sul do país, câmaras à volta de Lisboa, autarquias no norte do país, e isso é que vai fazer a diferença na noite eleitoral.
André Ventura acusou também o PSD de estar igual ao PS e questionado sobre se os resultados do partido poderão prejudicar os sociais-democratas e beneficiar os socialistas na noite das autárquicas, respondeu, e passo a citar: "O PSD anda a prejudicar o país há 50 anos." O líder do PCP acusa Nuno Melo de estar metido numa trapalhada na forma como agiu em relação aos caças norte-americanos que aterraram na base das Lajes. Uma arruada que antecedeu um comício em Lisboa. Paulo Raimundo voltou a criticar o ministro da Defesa pela forma como geriu o caso da passagem pelos Açores dos F-35 com destino a Israel. O secretário-geral do PCP ironiza dizendo que os aviões não eram, certamente, para apagar fogos.
É uma trapalhada, é tudo uma trapalhada. Quando o primeiro-ministro de Portugal diz que F-35 não são aviões de guerra nem de combate, há uma coisa que sabemos: não são aviões para apagar os incêndios em Portugal, nem em Israel, nem nos Estados Unidos. Bem precisávamos. Mas quando não se tem em conta chamar F-35 aviões que não são aviões de guerra nem de combate, está tudo ao contrário. Mas isso até é a questão menor. Quer que eu diga, até é a questão menor. O que nós colocámos desde o princípio foi esta: é que houve aviões que aterraram num Estado soberano, que é o nosso, e que não deram um chá a ninguém. Ora, isso não pode acontecer.
Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas numa ação de campanha em Lisboa, ao lado de João Ferreira, cabeça de lista da CDU à Câmara da capital portuguesa, acusou Carlos Moedas de não estar preparado para ser presidente da autarquia depois do acidente com o ascensor da Glória.
Infelizmente, nós sabemos que não é a primeira vez que declarações públicas do presidente da Câmara Municipal de Lisboa entram em contradição com os factos e com a realidade. Num caso desta sensibilidade, isso é muito grave e demonstra, mais uma vez, a impreparação que tem para o cargo que ocupa. Mas eu insisto que, neste momento, continua a ser fundamental nós fazermos um apuramento total, cabal, tão completo quanto possível e rápido das causas e das responsabilidades por algo que nunca deveria ter acontecido. Nesse apuramento não podem ficar de fora opções de gestão, opções políticas tomadas no passado e no presente que fragilizaram a empresa.
João Ferreira e Paulo Raimundo, num contacto com a população antes de um comício que decorreu nos Sapadores, na cidade de Lisboa. E este sábado, o secretário-geral da CGTP admite convocar uma greve-geral, caso o governo não recue em toda a linha no pacote laboral. Declarações de Tiago Oliveira à Agência Lusa, à margem de uma manifestação de professores em Lisboa. O secretário-geral da CGTP afirma que quanto maior for o ataque aos direitos dos trabalhadores, maior será a resposta nas ruas. Questionado sobre o que vai significar a intensificação da luta contra o governo, Tiago Oliveira afirma que já está marcada uma grande marcha nacional para o próximo dia 8 de novembro em Lisboa. Reitera a hipótese de convocar mesmo uma greve-geral, caso seja necessário. As alterações na proposta do governo preveem alargar os setores de atividade abrangidos por serviços mínimos em dias de greve, uma mudança que a CGTP contesta e considera como um ataque ao direito sindical. No Médio Oriente, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu terá aprovado diretamente uma operação militar para o lançamento de drones contra a flotilha Global Sumud, que foi alvo de um ataque ao largo da Tunísia no início de setembro, segundo o canal norte-americano CBS, que cita duas fontes dos serviços de informação dos Estados Unidos. Israel terá lançado drones a partir de um submarino que largaram dispositivos incendiários sobre os barcos da flotilha nos dias 8 e 9 de setembro. Na altura, as autoridades tunisinas rejeitaram que se tratasse de um ataque israelita e alegaram que as explosões teriam origem nas próprias embarcações. A CBS tentou obter resposta das Forças Armadas israelitas, mas não obteve qualquer resposta. Vamos ao desporto. Amanhã é dia de grande jornada. Aliás, já é hoje. Dia de grande jornada da Primeira Liga de futebol e vai poder acompanhar aqui tudo na Rádio Observador. Futebol Clube do Porto contra Benfica e também o Sporting frente ao Sporting Clube de Braga. Começamos pelo clássico entre dragões e águias. O treinador do Futebol Clube do Porto envia um abraço a José Mourinho e não tem dúvidas de que o jogo deste domingo vai ser muito importante. Francesco Calverioli explica que há muitos fatores que podem condicionar o jogo, sejam eles dentro ou fora de campo, e quando questionado por um jornalista sobre se a virose do plantel encarnado seriam jogos mentais de José Mourinho.
Não há ninguém impedido de viajar e de jogar. Esperemos que de hoje para amanhã seja só para melhorar e ninguém para piorar, mas neste momento não há ninguém que fique para trás. Vamos todos. Toda a gente está bem. Foi preocupante aqui há dois, três dias, no dia seguinte a chegarmos, ainda ontem, situação difícil, mas hoje toda a gente treinou. O treino decorreu com total normalidade a todos os níveis. Não houve um único jogador que tivesse sintomas ou que tivesse alguma sensibilidade diferente daquilo que é a situação normal. Está tudo em condições e a tendência, esperemos que não erremos, é que amanhã estaremos todos ainda melhor do que hoje.
Aqui ouvimos José Mourinho, que garante que esta virose não vai afetar o clássico contra os Dragões. O Special One confirmou também que todos os jogadores estão bem de saúde e que estão aptos para a partida deste domingo no Estádio do Dragão. Agora sim, ouvimos o técnico italiano Francesco Calverioli, que explica que há muitos fatores que podem condicionar o jogo, sejam eles dentro ou fora de campo.
Estou mais do que feliz em mandar um abraço de volta e, claro, amanhã teremos a oportunidade de apertar as mãos pessoalmente. Além de tudo o resto, como você disse, há tantas coisas que afetam o desempenho que tudo tem uma certa relevância. É claro que há questões táticas, técnicas, pessoais, dinâmicas dos clubes. Então há muitos fatores no futebol que se estão sempre a misturar. Mas novamente, a realidade é que o jogo de amanhã é uma partida muito importante para nós.
Este regresso marca o retorno de José Mourinho ao Estádio do Dragão como técnico e que, caso o Benfica perca, pode ditar uma diferença entre sete pontos entre as duas equipas. Duas horas mais cedo, há um duelo em Alvalade entre leões e guerreiros do Minho. Rui Borges lembra que os bracarenses ainda não perderam fora de casa nesta temporada. O técnico leonino não tem dúvidas de que o Braga chega motivado a Alvalade, mas assegura que a motivação também não falta aos leões, que pretendem manter a série vitoriosa no campeonato.
Espero um Braga forte. É sempre uma grande equipa, uma equipa que, apesar de tudo, fora de portas ainda não perdeu. Independentemente daquilo que é os resultados que têm sido os últimos do campeonato, acima de tudo, uma equipa bem moralizada pelo resultado fora de portas nas competições europeias. Espera-nos um jogo difícil, um jogo com uma equipa que está motivada com o último resultado. Também tenho que perceber que deste lado vai estar uma equipa também super motivada, casa cheia. Nossos adeptos a jogarem em casa também nesse sentido têm sido muito importantes e vão continuar a ser. E uma equipa também que está super motivada para continuar o nosso caminho no campeonato e fazer tudo para vencer o jogo.
Do lado dos guerreiros do Minho, Carlos Vicent promete uma equipa muito competitiva no Estádio José Alvalade e capaz de se adaptar a todos os momentos diferentes do jogo.
A vitória na Escócia tem de nos dar confiança para enfrentar o Sporting. Queremos mostrar que somos capazes, que temos ideias e que conseguimos enfrentar os diferentes momentos da partida. Vai ser preciso confiança, união, trabalho e sacrifício. Não vai ser um jogo fácil, é sem dúvida dos mais difíceis.
Carlos Vicent, treinador do Sporting Clube de Braga. O jogo está marcado para este domingo, arranca quando forem 19h15 da noite, mas a emissão especial da Rádio Observador começa um pouco mais cedo, concretamente às 17h30, com vários comentadores, também análise, perspectiva destes dois jogos, o relato, lá está, e logo depois dessas duas partidas, há o balanço, a análise e também o comentário ao desempenho das equipas de arbitragem. Como já referi, emissão especial Rádio Observador a partir das 17h30 da tarde. Ponto final neste noticiário da uma da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.