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A uma hora.
Boa noite, eu sou o Martim Madeira e é tempo de atualizar toda a informação na Rádio Observador. A marcar a atualidade está a libertação da primeira luso-venezuelana. Carla da Silva estava detida na Venezuela há cinco anos e a cumprir uma pena de prisão de 21 anos. A informação foi confirmada ao Observador pelo Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. A luso-descendente estava acusada de crimes de traição, conspiração, rebelião, tráfico de armas de guerra, associação criminosa e financiamento de terrorismo. Foi condenada em maio de 2024 por um tribunal de Caracas, juntamente com outras 28 pessoas, por alegadamente conspirarem contra Nicolás Maduro. O ministério liderado por Paulo Rangel confirma estar em contato com a família de Carla da Silva. Esta é uma libertação que acontece no mesmo dia em que 80 presos políticos na Venezuela foram também libertados. Passamos às presidenciais. Paulo Portas anuncia que vai votar em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais. Uma revelação feita pelo antigo líder do CDS-PP no espaço habitual de comentário semanal na TVI. Portas diz que votaria em qualquer dos candidatos moderados que não passaram da primeira volta e por isso confessa que esta escolha é fácil.
Eu votarei no candidato moderado, como votaria em qualquer moderado que não foi aprovado na primeira volta, se tivesse passado.
Então vamos excluir-
Ou seja, eu sei muito bem, desde o início, em quem nunca votaria para presidente da República. Qual é a missão essencial do chefe de Estado? É unir o país. Ora, não me parece, de todo, que o outro candidato, aquele senhor que grita muito, fosse para a presidência da República unir o que quer que fosse, porque ele só sabe dividir, pôr uns contra os outros, dividir a nação em tribos, em raças, em etnias, em confissões religiosas, e isso é o contrário da função presidencial.
Paulo Portas recorda ainda os tempos do governo de Pedro Passos Coelho para deixar elogios a António José Seguro.
António José Seguro foi uma pessoa decente, um político decente, num momento muito difícil para Portugal, que foi o da intervenção da Troika, quando nós fomos à falência. Eu acho que sem a ajuda dele, nós não teríamos conseguido fazer o acordo social com a UGT na concertação social, nem a reforma laboral que criou imensos empregos e também a baixa do IRC. Ele foi desalojado de líder do Partido Socialista pelo doutor António Costa. Eu não acho isso um título de fraqueza. Acho isso até um título de nobreza.
Uma eleição entre o mais centrista dos nomes à esquerda e um candidato que está à direita da direita, colado ao extremismo, é a leitura de Paulo Portas sobre esta segunda volta. André Ventura diz que parece que está sozinho nesta segunda volta e acusa António José Seguro de fugir ao confronto político. O candidato apoiado pelo Chega considera que Seguro está com medo, porque não tem nada para dizer. Por isso, André Ventura deixa um aviso ao adversário na corrida a Belém. Diz que isto é uma campanha e não um desfile.
Parece hoje é que eu estou em confronto só comigo próprio, porque eu falo durante a manhã ou durante a tarde, faço perguntas, deixo questões, o outro candidato não quer saber. O outro candidato só diz assim: "Temos que lutar contra o fascismo, temos que lutar contra o racismo, contra aqueles que semeiam divisão". Eu sinto-me um bocado numa campanha eu comigo próprio, porque tem medo, porque não tem nada para dizer e porque sabe que qualquer confronto agora será mostrar ao país aquilo que é, uma pessoa sem ideias nenhumas, uma pessoa que está na mão do sistema de interesse nacional, sobretudo do sistema de interesse bipartidário, PS, PSD, uma pessoa que não tem nada a acrescentar.
Confrontado com os resultados desfavoráveis das mais recentes sondagens, André Ventura dramatiza.
Sabíamos que na segunda volta se iam juntar todos contra mim e todos contra aquele que, no fundo, é o único que quer fazer mudanças no sistema. Mas esta é toda uma nova luta que vai começar agora. Nós tivemos uma primária, em que nós liderámos, ficámos em segundo. Conseguimos liderar a direita toda e ganhar à direita toda nestas eleições. Agora é outra luta que começa, é a luta do espaço socialista com o espaço não socialista. E essa luta, vamos ver como é que acaba. Agora está a começar.
André Ventura este domingo, numa roada nas Caldas da Rainha, terra onde vive António José Seguro. O candidato apoiado pelo Chega teve tempo ainda para um trocadilho. Diz que com Seguro, o país está seguramente a mesma coisa. Marina Leitão elogiou o movimento cívico lançado por Cotrim de Figueiredo, que diz ser necessário para dar voz aos eleitores que querem reformar o país. A presidente da Iniciativa Liberal esteve este domingo em Lisboa para participar numa marcha pacífica de apoio ao povo iraniano. À margem, falou aos jornalistas para comentar a iniciativa lançada pelo candidato que conseguiu o terceiro lugar na primeira volta das presidenciais. Marina Leitão diz que a eleição de 18 de fevereiro valida a iniciativa de Cotrim de Figueiredo.
Vejo como uma iniciativa necessária. Sem dúvida que estas eleições presidenciais mostraram que há um conjunto de pessoas que quer mudança, que quer reformas e, portanto, faz todo sentido. Essas pessoas vieram de vários sítios do panorama político-partidário, portanto, faz todo sentido que haja um movimento que, no fundo, vá ao encontro destas pessoas e consiga também dar voz a estas pessoas. E obviamente que no espectro político-partidário, sem dúvida que a Iniciativa Liberal é o partido que mais incorpora esta visão de mudança reformista, que quer mudar o rumo do país.
Mariana Leitão sobre a iniciativa de Cotrim Figueiredo, que diz que valida as eleições deste dia 18 deste mês, sobre o Movimento de 2031. A iniciativa promovida por João Cotrim Figueiredo, que é lançada oficialmente na sexta-feira, está disponível para inscrições na internet. E tal como "O Observador" noticiou hoje, os liberais veem este movimento com bons olhos. Já o PSD ridiculariza esta iniciativa de Cotrim Figueiredo. De acordo com os sociais-democratas ouvidos pelo Observador, não há receio de que este movimento cívico possa enfraquecer o PSD. Alguns dizem que o movimento vai valer zero, outros dizem que é o reflexo do narcisismo de Cotrim Figueiredo. É um artigo assinado pelos jornalistas de política do Observador, Inês André Figueiredo e Miguel Santos Carrapatoso, e que pode ler com mais detalhe no site do Observador. No desporto, o Benfica venceu este domingo na Luz o Estrela da Amadora por 4 x 0 e o jogo ficou marcado pelas estreias de jovens de 17 anos, Daniel Banjaki e Anísio Cabral, os dois que construíram o último gol das Águias. Banjaki cruzou para a cabeça de Anísio Cabral, que assinou o primeiro gol com a camisa principal do Benfica. No final da partida, Daniel Banjaki revelou a conversa que teve com Anísio antes do início do jogo.
Antes do jogo, quando ele disse para eu entrar, quando eu o visse na área, para eu cruzar logo a bola, e foi o que eu fiz. Acabou por marcar.
Um gol que aconteceu. Ao lado de Banjaki estava também Anísio Cabral, que se mostrou radiante com o gol marcado.
É um sentimento inesquecível. Nem nos meus sonhos acreditava que no primeiro toque ia marcar o gol. Estou muito feliz pela assistência do Banjaki, que tornou o gol mais importante. Agora temos que continuar a trabalhar, que este é o início de uma coisa muito grande.
Um gol que aconteceu aos 84 minutos, no dia em que Eusébio celebraria 84 anos de idade. Também satisfeito estava, naturalmente, José Mourinho, que não conseguiu encontrar muitos adjetivos para descrever os momentos, quer o gol de Anísio, quer a exibição de Daniel Banjaki.
Estou, de facto, muito contente com o episódio de um modo particular, porque é a estreia do Anísio em absoluto. O Banjaki faz um jogo extraordinário. O Anísio melhor não se podia pedir a um atacante. É fantástico.
José Mourinho sobre os dois destaques que acabaram por marcar este encontro. Sidney Lopes Cabral foi outro dos elementos em evidência nesta goleada do Benfica. Contra a ex-equipa, o cabo-verdiano também se estreou a marcar e assistiu para um dos dois gols de Pavlídis, o grego que chegou aos 19 gols na liga e isolou-se de novo no topo da tabela dos melhores marcadores. Nota ainda que Rafa Silva voltou à Luz, ano e meio depois. Do outro lado, o técnico João Nuno, do Estrela da Amadora, destaca a atitude da equipa, mas lamenta o gol sofrido em cima do intervalo.
O gol de bola parada a terminar a primeira parte acho que nos deixa um bocadinho em dificuldade, e depois logo o pênalti a fazer 2 x 0, tirou-nos completamente do jogo. Depois a jogar aqui no Estádio da Luz, fica tudo mais difícil, mas a atitude dos jogadores está lá e vamos ter que continuar. Isto não é para perder dois jogos. Vamos zero pontos, mas para a semana temos um jogo com o Alverca para tentar ganhar.
Um jogo marcado para já este sábado. Já o Benfica, que segue na terceira posição, joga no próximo domingo contra o Tondela fora de portas, mas antes disso, luta pela vida na Liga dos Campeões contra o Real Madrid nesta quarta-feira. A Agência Portuguesa do Ambiente alerta para o risco de cheias durante a próxima semana a norte do Mondego e na bacia do Tejo, particularmente na segunda e terça-feira, quando as previsões apontam para períodos de muita chuva com fortes picos de precipitação, sobretudo à hora de almoço. Para o presidente da APA, as regiões do Mondego, Vouga, Douro, Tâmega e as cidades de Águeda e Régua são as que merecem mais preocupação. Em declarações à Lusa, José Pimenta Machado explica que o mau tempo dos últimos dias pode potenciar situações de cheia. Pede, por isso, que a população esteja particularmente atenta aos avisos deixados pela Proteção Civil. No âmbito internacional, nos Estados Unidos, um grupo de republicanos expressou este domingo preocupações com as ações dos agentes de anti-imigração no estado do Minnesota. Isto depois de ter sido confirmada a morte de mais um cidadão norte-americano baleado pelos agentes do ICE. A mais recente vítima é Alex Pretty, de 37 anos, que morreu em Minneapolis, baleado enquanto protestava contra a ação destes polícias. A administração Trump avançou inicialmente que o homem estava na posse de uma arma, mas as imagens não mostram qualquer arma visível. Por isso, este grupo de republicanos pede também uma investigação à morte de Alex Pretty. Durante esta tarde, milhares de pessoas voltaram a juntar-se em Minneapolis para protestar contra as ações do ICE no estado do Minnesota. Também vários nomes da política norte-americana têm exigido o fim destas ações do ICE. Foi caso, por exemplo, do antigo presidente Barack Obama. Fim deste jornal da 1:00 a.m. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese da 1:30 h. Deixe-se ficar então com a Rádio Observador.