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É uma hora. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Já entrou em vigor o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão para pôr fim à guerra. Teerão avisa que se Israel continuar os ataques contra o Líbano, será considerado uma violação do documento. O memorando foi assinado digitalmente, tal como já tinha acontecido no domingo. Segundo adianta o jornal Axios, Donald Trump assinou o documento durante o jantar no Palácio de Versalhes, a convite do presidente francês Emmanuel Macron, na sequência do G7, que terminou esta quarta-feira em França. À saída do encontro, o presidente norte-americano confirma a assinatura do memorando de entendimento. Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão não confirma o encontro com a delegação norte-americana, que teria lugar na Suíça na sexta-feira, e deixou já vários avisos, entre eles, após o período de 60 dias em que o memorando prevê que não haja impostos na circulação no Estreito de Ormuz, o Irão deseja cobrar taxas pela passagem no canal. O porta-voz iraniano diz também que o país está a contar com o levantamento de sanções ao petróleo iraniano imediatamente e avisa que se Israel continuar os ataques contra o Líbano, será uma violação do memorando de entendimento. No entender do porta-voz, é da responsabilidade dos Estados Unidos que o regime de Israel respeite os compromissos da América em relação a este memorando. Os 14 pontos que constam deste memorando entre os Estados Unidos e o Irão já são oficialmente conhecidos. O entendimento prevê um cessar-fogo e a abertura de negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano. O documento foi divulgado aos jornalistas presentes na conferência de imprensa do presidente norte-americano na cimeira do G7, em França, António José Soares.

Os Estados Unidos, Irão e seus aliados na guerra atual declaram a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. Washington e Teerão comprometem-se ainda a respeitar a soberania e integridade territorial de ambas as partes. Após a assinatura, os Estados Unidos da América vão dar início ao levantamento do bloqueio naval, que deve estar concluído no prazo de 30 dias, e comprometem-se também a retirar as suas forças das proximidades da República Islâmica no prazo de 30 dias após o acordo final. Já o Irão deverá garantir a passagem segura de navios comerciais sem quaisquer custos, desde o Golfo Pérsico até ao mar de Omã, e vice-versa. Washington, juntamente com parceiros regionais, vai também desenvolver um plano de pelo menos 300 mil milhões de dólares pra reconstrução e desenvolvimento econômico do Irão e compromete-se a terminar todos os tipos de sanções contra Teerão. Quanto à questão nuclear, a República Islâmica afirma que não vai adquirir nem desenvolver armas nucleares. E já sobre o material enriquecido existente, vai ser acordado um mecanismo que terá como metodologia mínima a sua diluição nas próprias instalações, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. Os Estados Unidos da América comprometem-se a emitir isenções pra exportação de petróleo bruto iraniano e produtos derivados, bem como para todos os serviços associados, e a descongelar totalmente para utilização os fundos e ativos do Irão. Ambas as partes acordam ainda iniciar negociações após a assinatura do entendimento. Vai ser também estabelecido um mecanismo para monitorizar e implementar de forma bem-sucedida o memorando e o cumprimento futuro do acordo final, acordo esse que vai ser endossado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O jornalista António José Soares, com o resumo dos 14 pontos do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão. Dezenas de sírios voltaram a manifestar-se em Damasco esta quarta-feira. Exigem a responsabilização dos apoiantes do presidente deposto, Bashar al-Assad, num país que ainda está a recuperar de anos de guerra civil. As novas autoridades sírias, que iniciaram um processo de justiça de transição, têm vindo a emitir repetidos alertas contra quaisquer atos de vingança sob o pretexto de justiça. Vídeos nas redes sociais mostram dezenas de manifestantes em Mazzeh 86, um bairro predominantemente alouíta em Damasco, a comunidade a que pertence o clã Assad. Alguns manifestantes atacaram lojas e veículos. Vamos ao desporto. Na estreia do Mundial, Portugal empatou a um gol com a República Democrática do Congo. A seleção das Quinas começou o jogo a ganhar, com um gol de cabeça de João Neves aos cinco minutos. Depois, a equipe da África Central acabou por empatar o jogo, já nos descontos da primeira parte, com gol de Wissa, que apareceu sozinho na área portuguesa e teve apenas de cabecear para o fundo das redes. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, diz que, apesar do empate, Portugal entrou muito bem no jogo.

É importante perceber que entramos no jogo muito bem. Até o primeiro gol, tivemos uma profundidade e chegamos ao último terço muito bem. O gol do Congo chega só no momento mais difícil para nós, mas acho que reagimos bem. A atitude dos jogadores foi extraordinária. Nós precisamos avaliar muito bem e crescer. Não perdemos um jogo, temos um ponto, temos mais dois jogos e a ideia é, se nós queremos chegar longe na competição, jogos como hoje possam ser o momento para chegar ao nível que precisamos dentro do mundial.

Roberto Martínez, em declarações à Sport TV. Já João Neves, marcador do único gol português, diz que o Congo veio fazer o jogo, que já era esperado.

Acho que o Congo demonstrou um jogo muito típico do Congo, desde o início até ao fim, não mudaram as suas ideias de jogo. Infelizmente para nós, o gol que eles fizeram foi fruto de um esquema tático. Nós trabalhamos diariamente sobre isso e por isso ainda é mais difícil para nós digerir este tipo de gols. Mas sabemos que contra estas equipas que vão ter, se calhar, uma, duas, no máximo três oportunidades por jogo, eles vão aproveitar estes esquemas táticos para nos criar dano e fizeram. Não é que a gente esteve mal, mas há sempre coisas a melhorar. Acho que o próximo jogo será um jogo mais bem conseguido.

João Neves em declarações à Sport TV no final do jogo Portugal-Congo. Entretanto, Cristiano Ronaldo já reagiu também a este primeiro jogo da seleção portuguesa. No Instagram, o capitão da equipe admite que, e estou a citar: "Não era este o arranque que queríamos, mas isto está longe de ter acabado. Cabeça levantada e foco no próximo jogo". É isto que escreve Cristiano Ronaldo num post no Instagram. Com este empate, Portugal fica com um ponto no grupo K. Falta ainda saber o resultado do Colômbia-Uзбекиztão, que é jogado esta madrugada às 3:00. A seleção portuguesa volta a entrar em campo dia 23 de junho, às 18h, frente ao Uzbequistão. Noutros jogos desta noite, a Inglaterra venceu a Croácia por 4 x 2. A equipe dos Três Leões conquista assim a primeira vitória neste Campeonato do Mundo. Por agora, é líder do grupo L. Falta agora o jogo do Gana, entre o Gana e o Panamá, que acabou de começar neste momento. As equipes já jogam a segunda parte. A acompanhar esta partida está o jornalista João Lourenço, conosco em estúdio. João, boa noite. As equipes voltaram dos balneários ainda com o resultado a zeros.

Sim, mas há uma alteração devido à condição física. O guarda-redes Lawrence Ati Zigi, o guarda-redes da equipe do Gana, sai lesionado depois de um choque já dentro da pequena área com um atleta do Panamá. O guarda-redes do Gana, que até tinha sido um dos melhores da partida até agora, até porque o caudal ofensivo tem pertencido principalmente à seleção da América Central, entrou para o lugar de Lawrence Ati Zigi, o guarda-redes Benjamin Azare. Quanto a outras alterações, mantêm-se, neste caso, tudo igual. Não há esse tipo de substituições, quer de um lado do Gana como do Panamá. É um jogo que na primeira parte tem sido muito morno, poucas oportunidades, apenas esse remate mais contundente ao minuto número dois de Cecilio Waterman, que foi prontamente defendido por Ati Zigi. Vamos ver como é que decorre esta partida. Pisamos agora o minuto 47. Gana zero, Panamá também zero.

João Lourenço, que está a acompanhar este jogo entre Gana e Panamá. Na atualidade nacional, no Parlamento, o debate quinzenal desta quarta-feira acabou por ser uma antecâmara da discussão da reforma laboral marcada para quinta-feira. As mudanças à Lei do Trabalho vão ser discutidas no Parlamento sem o primeiro-ministro. Por isso, a oposição aproveitou para colocar em cima da mesa as críticas e as condições para negociar. A poucas horas da estreia da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo, foram muitas as metáforas sobre o futebol. Numa discussão, Miguel Vitor Dias, em que apesar de ainda haver caminho para fazer, tardam em surgir aproximações.

Só faltaram os calções e as chuteiras.

Tive a ocasião de me despedir dos nossos heróis do mar, transmitindo o apoio de todos. Para ganhar, é preciso ousar e fazer. Esta é também a mentalidade que vos proponho.

Debate marcado por alegorias futebolísticas, com André Ventura a repetir, agora em público, as exigências que fez em privado a Luís Montenegro.

Se o governo está ou não disponível para corrigir coisas em áreas fundamentais. Cito a amamentação. Nós não podemos tirar direitos a quem amamenta. Se está disponível para valorizar quem trabalha por turnos.

O primeiro-ministro está disponível para negociar, mas avisa que primeiro é preciso viabilizar a proposta.

Só teremos a oportunidade de fazer essa aproximação, esse diálogo e de sermos consequentes com ele se este instrumento for viabilizado na Assembleia da República.

O PS colocou três deputados a falar antes de José Luís Carneiro rematar assim.

Para quem prometia jogar a Ronaldo, senhor primeiro-ministro, eu espero que o Ronaldo jogue melhor no mundial, porque senão será mesmo uma desgraça.

O líder do PS está desiludido com o governo na resposta ao aumento do custo de vida, na saúde e na habitação, mas perante intervenções de Mendonça Mendes, Vieira da Silva e Luís Testa, Montenegro respondeu.

A equipa continua a rodar e os gols na própria baliza também.

Já Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, também pediu uma garantia ao primeiro-ministro.

Vai ou não vai ceder ao Chega na baixa da idade da reforma?

Sabe que nós não defendemos essa proposta.

A dúvida sobre a proposta do Chega. À esquerda, Rui Tavares respondeu ao desafio de Montenegro para negociar a reforma laboral pedindo propostas concretas e Paulo Raimundo ouviu o chefe do governo colar André Ventura a iniciativas do PCP.

É o mais socialista dos deputados do Chega, mas ele às vezes até tem um travo comunista. O que é que junta o senhor deputado André Ventura ao senhor deputado Paulo Raimundo? Acharem que é possível fazer tudo e dar tudo a todos ao mesmo tempo.

Um debate quinzenal apressado pela estreia da seleção portuguesa.

Miguel Vitor Dias e o resumo do debate quinzenal desta quarta-feira. O debate sobre a reforma laboral arranca esta quinta-feira, às 14h, no Parlamento. É a notícia de fecho deste jornal da uma. As notícias estão de volta à 13h30. Até já.