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É uma hora. As notícias com Miguel Pina Andrade.
O secretário-geral do PS diz que se até sexta-feira os alunos não tiverem as notas dos exames nacionais, o partido vai avançar para uma comissão parlamentar de inquérito. A garantia deixada por José Luís Carneiro, que insiste nas críticas ao governo, nesta polêmica da correção dos exames nacionais. O secretário-geral do PS diz que o futuro de milhares de jovens está em risco e que está exposta a incapacidade do governo em gerir o processo da correção dos exames. O Ministro da Educação garantiu que sexta-feira as notas vão estar disponíveis. Por agora, José Luís Carneiro diz que essa data limite para evitar uma comissão de inquérito.
Se na sexta-feira houver falhas e se mantenham as falhas, é muito provável que a nossa decisão, vou ouvir os órgãos do Partido Socialista, vou ouvi-los, no decurso das próximas horas, quer o Secretariado Nacional, quer a Comissão Política Nacional, é provável que o PS venha a acompanhar a iniciativa de uma comissão de inquérito.
José Luís Carneiro, que diz que tem recebido muitas queixas de professores, acusa o ministro da Educação de querer atirar a responsabilidade para os docentes. Já sobre Luís Neves, o líder socialista diz que o ministro da Administração Interna deve explicações aos portugueses. Em causa a polêmica em torno do Monte do Ministro, em São Teotónio, em Odemira. O ministro da Administração Interna divulgou as faturas das obras, mas continua sem mostrar os comprovativos de pagamento, situação que leva José Luís Carneiro a pedir mais explicações.
Ele, mais do que qualquer outra pessoa, sabe da importância do escrutínio democrático para quem desempenha funções de natureza política e da importância que tem esclarecer todas as questões que há a esclarecer. É isso que eu espero que ele venha a fazer.
A exigência de José Luís Carneiro a Luís Neves, o ministro da Administração Interna, em entrevista à CNN. Apesar dos problemas com a correção dos exames nacionais, Hugo Soares defende que o método de classificação digital é uma mudança positiva, tanto para os professores como para os alunos. Hugo Soares sai em defesa do Ministério da Educação. O líder parlamentar do PSD afirma que a grande maioria dos professores está a favor desta mudança.
A esmagadora maioria dos professores estão de acordo. Esta é uma mudança que eu não tenho dúvida, é boa para o sistema educativo e para os alunos. É mais justa, mais equitativa e é melhor para os professores, como de resto, repito, os professores consideram.
Sobre o ministro da Educação ter afirmado que o método devia ter sido introduzido de forma gradual, Hugo Soares admite as dificuldades, mas reforça que é uma transformação para melhor.
Quando se faz uma transformação desta monta, deste tamanho, há sempre dificuldades. Sim, nem tudo correu bem. Sim, estamos a mudar para melhor. Eu tenho dito, quero aqui repetir. Ouça, se fosse para deixar tudo na mesma, deixem governar o Partido Socialista, são ótimos nisso. Nós viemos mesmo para mudar. As mudanças têm resistências, como disse o senhor primeiro-ministro. Claro que têm. Trazem dificuldades? Trazem. Eu ainda não vi ninguém dizer no espaço público que esta mudança é para pior.
Hugo Soares, em entrevista à Sic Notícias sobre os problemas na classificação digital dos exames nacionais. O Ministério da Educação garante que as notas dos exames vão ser publicadas na sexta-feira, dia em que está marcado um debate de urgência sobre este assunto no Parlamento. O antigo líder do PSD, Rui Rio, acusou o atual governo de não ter coragem nem vontade para fazer reformas que considera urgentes, desde logo no sistema político e na Justiça. O antigo presidente dos sociais-democratas esteve numa conferência em Bragança sobre reformar o regime e o retrato da crise do regime democrático. Aos jornalistas, Rui Rio afirma que a classe política não faz reformas porque tem medo de ir contra os interesses instalados.
Muito difícil fazer reformas e a própria classe política, chamemos assim, não gosto muito de dizer desta maneira, mas enfim, não tem tido a vontade e a coragem de as fazer. Não tem tido coragem, porque tem medo também de fazer essas reformas e de mexer com interesses instalados. Porque quando se mexe com interesses instalados, obviamente que há tumultos e há problemas, porque os benefícios de uma reforma aparecem uns anos depois, mas a contestação aparece logo no momento. A verdade é que as coisas se vão desatualizando.
E é por isso, pelas coisas se irem desatualizando, o que defende Rui Rio, e é por isso que o antigo presidente do PSD defende reformas urgentes no sistema político, na Justiça e também no próprio Estado.
É fundamental uma reforma do sistema político, é absolutamente vital uma reforma da Justiça, é fundamental. E é fundamental uma reforma do Estado, seja na vertente da forma como gerimos o Estado e os organismos públicos, que cada vez funcionam pior, seja na forma como governamos o Estado, ou seja, muito centralizado, precisando nós de descentralizar, de desconcentrar, quiçá até de regionalizar, mas pelo menos descentralizar, desconcentrar.
Rui Rio, que diz que o medo de fazer reformas não é apenas deste governo, também será dos próximos, e acusou o Ministério Público e a Polícia Judiciária de não estarem a fazer o suficiente para combater a corrupção. O governador do Banco de Portugal recusa que o crescimento econômico do país tenha sido um milagre. Na entrevista ao Observador, Álvaro Santos Pereira lembra que o crescimento da economia portuguesa foi alcançado depois de um período complicado e que antes da crise financeira, o país esteve quase 20 anos sem crescer. Para manter a tendência, Álvaro Santos Pereira diz que são necessárias reformas e coragem para as pôr em prática. O governador do Banco de Portugal diz que um crescimento de cerca de 2% deve ser considerado como moderado e que é sinal de melhoria. Ainda assim, contém os entusiasmos e recusa falar de milagres.
Antes da crise financeira, nós tivemos quase 20 anos sem crescer, crescer bem abaixo de 1%. E isso nos levou onde nos levou. Nós, neste momento, com crescimentos de cerca de 2%, crescimentos totais, estamos a falar de uma economia que claramente está bem melhor do que estava nos anos após termos aderido ao euro. Esses anos até à crise financeira e um pouco depois. Quer isso dizer que somos um milagre econômico? Não, não somos. Nós temos uma economia a crescer de uma forma moderada. Nós precisamos crescer mais. Para crescermos mais, precisamos de reformas.
Nesta entrevista ao Observador, Álvaro Santos Pereira diz ainda que o novo debate sobre a reforma laboral não seria negativo e assegura que não é o único a pedir flexibilidade.
Eu já há muitos anos que defendo isso e aliás, a OCD faz a mesma coisa e vários bancos centrais falam sobre essa matéria. Eu defendo um modelo de flexissegurança, ou seja, eu defendo que tem que haver maior flexibilidade, mas protegendo mais o trabalhador. Ou seja, dá-se mais flexibilidade no posto de trabalho, mas protege-se mais o trabalhador. É isto que foi feito há uns anos, há mais de 20 anos, na Suécia, na Dinamarca e outros países.
Álvaro Santos Pereira, o governador de Portugal, em entrevista ao Sob Escuta da Rádio Observador, é manchete a esta hora no site do Observador. André Ventura quer que o primeiro-ministro se pronuncie sobre a conduta do ministro da Administração Interna. O líder do Chega diz que Luís Montenegro tem medo do ministro da Administração Interna. Em causa estão as alegadas ameaças proferidas por Luís Neves no Parlamento. O líder do Chega vai reunir-se com os órgãos nacionais do Chega para decidir o que fazer em relação ao caso. André Ventura quer ouvir Luís Montenegro sobre a conduta de Luís Neves, que considera ser inaceitável, mas para já resiste a pedir a demissão do ministro.
Também não percebo o incômodo do primeiro-ministro em falar disso, porque parece que o primeiro-ministro tem medo de falar do ministro da Administração Interna, e isso é inaceitável para o país. O que temos hoje diante de nós é um primeiro-ministro e um líder do PS que têm medo de falar de uma determinada personalidade, mesmo quando essa personalidade ou essa tutela exige escrutínio. Se depois disso, e com isso, o ministro está em condições de continuar ou não. Acho que primeiro o senhor primeiro-ministro tem que fazer essa avaliação, mas tem que começar por querer fazê-la.
André Ventura pretende ter um encontro com o primeiro-ministro para abordar o caso e depois disso vai levar a questão aos órgãos nacionais do partido. Declarações de André Ventura à saída da audiência ao Presidente da República no Palácio de Belém. No Médio Oriente, os Estados Unidos lançaram uma segunda vaga de bombardeamentos contra o Irão, naquele que é o quinto dia de ataques, ataques que visam as capacidades militares iranianas, que segundo Washington, estão a ser utilizadas para ameaçar os navios que transitam pelo estreito de Ormuz. O Comando Central dos Estados Unidos adiantou que a ofensiva começou às 20h desta quarta-feira, hora de Lisboa. Os bombardeamentos visam degradar a capacidade de Teerão de comprometer a navegação no estreito. Os ataques norte-americanos fazem parte de uma ofensiva retomada no passado fim de semana, depois do presidente norte-americano Donald Trump ter terminado o cessar-fogo com Teerão. Ainda a tempo para o Mundial de Futebol, a Argentina está de novo na final. Venceu a Inglaterra por 2 x 1. Neste jogo da meia-final, a Inglaterra marcou primeiro por Gordon, mas aos 85 e aos 92 minutos, Enzo Fernández e Lautaro Martínez fizeram a reviravolta no marcador, ambos assistidos por Lionel Messi. A final do Campeonato do Mundo está marcada para domingo, às 20h. É o ponto final nesta edição da 01:00. Estou de volta para atualizar a informação à 13:30. Até já.