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A hora. As notícias com Martim Madeira.

Boa noite. Está na hora de utilizar toda a informação aqui na Rádio Observador com este jornal da uma da manhã. Começamos com o ministro das Finanças, que assegura que os portugueses vão sentir um alívio no IRS já no mês de novembro. Garante também que, salvo algum cataclismo, o ano vai terminar com as contas equilibradas. O primeiro-ministro anunciou, na tarde de terça-feira, uma redução do IRS até ao sexto escalão, com custo para o governo de 400 milhões de euros. Em entrevista à Sic Notícias, nesta noite de terça-feira, Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças, não concretizou como é que vai ser distribuída esta baixa do IRS pelos rendimentos, mas deixa a garantia que em novembro os salários vão ser mais altos.

Os portugueses terão mais rendimento, mais salário, em novembro, por via da redução do IRS. Em novembro, estes 400 milhões, se não houvesse mexidas nas retenções na fonte, as pessoas só receberiam este dinheiro em maio ou junho do próximo ano, quando entregassem a declaração de IRS. Não será o caso. Este alívio será sentido nas retenções na fonte de novembro. Portanto, é em novembro que as pessoas recebem o salário e o subsídio de Natal, a retenção na fonte que farão será mais baixa do que aquela que fariam com as atuais tabelas.

O governo anunciou também que vai atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas com pensões até os 1611 €. O ministro das Finanças explica que o bónus para quem tem as pensões mais baixas será similar ao que foi pago em 2025.

Será pago na pensão de dezembro, a 8 de dezembro, provavelmente a 7, porque 8 é feriado. Portanto, os pensionistas dentro desses escalões de rendimento, entre 1 e 2 IAS, entre 2 e 3 IAS, como aconteceu em 24 e 25, no dia 7 ou 8 de dezembro, quando receberem a sua pensão, receberão também este suplemento.

Joaquim Miranda Sarmento garante ainda que mesmo com as medidas anunciadas, que vão ter um custo de 800 milhões de euros, Portugal tem todas as condições para terminar o ano com as contas públicas equilibradas.

É óbvio que se dissemos assim, se em novembro ou em dezembro houver uma nova tempestade da dimensão daquela que aconteceu em fevereiro ou houver um cataclismo muito grande, obviamente que isso altera o panorama. Mas não acontecendo, e com a confiança com que sempre dissemos em 2025, o país teria um superávit robusto e teve um superávit de 07, nós manteremos as contas públicas equilibradas, a redução da dívida, que é o mais importante, e a dívida continuará a descer, e apesar destas duas medidas que tomamos. Aliás, só tomamos estas duas medidas exatamente porque agora temos a confiança dos números da execução orçamental que nos permitem dar este passo.

O ministro das Finanças assumiu ainda que o governo fez uma escolha política ao apostar em dar mais rendimento aos portugueses, em vez de baixar mais o imposto sobre os combustíveis. A moção de censura ao governo foi rejeitada no Parlamento e teve também direito a um protesto do CHEGA já na reta final. Os deputados do CHEGA pediram a demissão do ministro da Administração Interna até ao último minuto e depois da votação que ditou o chumbo da moção de censura, levantaram-se e gritaram em conjunto esse mesmo pedido. AD, IL, Livre e PAN votaram contra. O PS, o PCP, o Bloco de Esquerda e Juntos pelo Povo abstiveram-se. Só mesmo o CHEGA é que votou a favor. No debate, o primeiro-ministro respondeu às críticas da oposição com dois anúncios com impacto nos bolsos dos portugueses. Miguel Viteiro Dias.

Para responder a uma moção de censura, Luís Montenegro vinha com dois anúncios no bolso.

Atribuir um suplemento extraordinário aos pensionistas de forma progressiva. A segunda, uma redução do IRS até ao sexto escalão.

O bónus dos pensionistas e a descida do IRS vão ter impacto mais perto do final do ano, com o primeiro-ministro a atirar a André Ventura por não querer falar do que interessa verdadeiramente ao país.

Enquanto muitos estão atrelados ao seu tanque de eleições, moções.

Com Luís Montenegro inspirado, depois de ouvir André Ventura evocar Deus para pedir a saída do ministro.

Como é que ainda tem a falta de vergonha de estar sentado na bancada do governo? Em nome de Deus, em nome do país, vá-se embora.

O líder do CHEGA, que diz ter escolhido o lado certo da história, mostrou até saudades de Pedro Nuno Santos ou Rui Rio por posições anteriores sobre ética. Certo é que depois de ouvir as críticas da oposição, o primeiro-ministro reforçou a confiança em Luís Neves.

O atual ministro da Administração Interna é um excelente ministro da Administração Interna e Portugal precisa dele.

Luís Montenegro a elogiar o trabalho do ministro com o líder do PS, José Luís Carneiro, a vesti o fato da responsabilidade.

Nós não pedimos a demissão da ministra da Saúde, nós não pedimos a demissão do ministro da Educação, nós também não pedimos a demissão do ministro da Administração Interna. O que é que vai fazer para quebrar com esta situação institucional, que é uma situação que está a criar uma fragilidade na confiança dos cidadãos?

Já o porta-voz do Livre, Jorge Pinto, também pediu uma reflexão.

Que se questione a partir de que momento a sua permanência no governo faz mais mal do que bem.

Mais assertiva foi a Iniciativa Liberal.

Por que opta em proteger o homem, em vez de proteger a autoridade do cargo que ele ocupa?

Mariana Leitão a pedir a saída do ministro, num debate que acabou por ir a vários temas, com Paulo Raimundo, do PCP, a preferir deixar desde já um reparo aos anúncios do governo.

Os reformados não precisam de comprar alimentos só para o Natal em dezembro. É agora, senhor primeiro-ministro.

O secretário-geral comunista com o PAN e o Bloco a questionarem a informalidade de Luís Neves na liderança da PJ.

Jornalista Miguel Viteiro Dias com os destaques do debate da moção de censura, com o plenário que ficou também surpreendido com a reação do CHEGA depois da votação.

Já há muito tempo que não tínhamos um número e, portanto, tinha que acontecer. Isso não dignifica o Parlamento. Senhor Deputado

Que os deputados do Chega levantaram-se a bater com as mãos nas mesas e a pedir a saída e a demissão de Luís Neves, perante as críticas de Aguiar Branco. Esta foi a terceira moção de censura enfrentada por Luís Montenegro, a segunda apresentada pelo partido Chega. E o PS impõe quatro condições para viabilizar o Orçamento do Estado do próximo ano. Em Palmela, já depois do debate da moção de censura, o secretário-geral socialista enumerou as quatro condições do PS. Desculpem, vamos então passar essas declarações de José Luís Carneiro.

Aquilo que exigia ao primeiro-ministro foram duas questões fundamentais. Por um lado, ele tem publicamente de se comprometer com o PS de que não haverá alterações à Constituição, relativamente às quais os dois partidos fundadores da democracia não estejam de acordo. Em segundo lugar, e aqui o primeiro-ministro já deu essa garantia, não se pode mexer nas pensões. Nós queremos ter a garantia da segurança dos pensionistas e das pensões. Aqui já disse que nesta legislatura não tratará desse assunto.

Para José Luís Carneiro, há ainda duas outras questões fundamentais que devem ser esclarecidas pelo primeiro-ministro e também pelo governo.

Como é que se vão financiar os investimentos previstos em escolas, hospitais, centros de saúde e equipamentos sociais, depois do plano de recuperação e de resiliência, na medida em que o governo deixou por executar muitos desses projetos? Por outro lado, como é que o governo vai responder às tempestades, nomeadamente nos apoios que prometeu às empresas, às famílias e às autarquias?

Declarações do líder socialista José Luís Carneiro, que assegura que só depois de haver uma palavra clara do primeiro-ministro sobre estas matérias é que os socialistas vão olhar para a proposta do Orçamento do Estado de 2027. E no desporto, o foco do Porto perdeu em casa contra o Manchester City. Foi o arranque da Liga dos Campeões para os Dragões, sob a liderança de Francesco Farioli, uma estreia três anos depois da última participação. O Manchester City impôs esta primeira derrota da temporada ao foco do Porto, ao vencer por 2 x 0 na jornada inaugural desta fase da Liga dos Campeões. O avançado norueguês Erling Haaland marcou os dois gols da vitória dos vice-campeões ingleses aos 47 minutos e aos 90+1. No final do jogo, o treinador do foco do Porto afirmou que a equipa criou oportunidades, apesar da derrota. Farioli fala num grande espírito por parte da equipa portista.

Tivemos os nossos momentos, as nossas oportunidades. Houve um momento na segunda parte em que defendemos muito bem e que os encostamos. E acho que eles tiveram muitos sete toques, dos matos e dos gols. A equipa fez um grande jogo. E sim, esta equipa tem grande espírito.

Declarações do treinador do foco do Porto à Sport TV depois da derrota por 2 x 0 frente ao Manchester City. É o ponto final neste noticiário da uma da manhã. Informações de regresso à 13h30. Até lá, fique com o episódio de convidado extra desta terça-feira e até já.