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As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. O Irão propôs um plano para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias e diz que a decisão está agora nas mãos dos Estados Unidos. Informação avançada pelo ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros aos jornalistas, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O responsável confirma que o plano entra em vigor assim que Washington o aceitar e acrescenta que se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto e a passagem marítima normal restabelecida. Mas avisa, ainda assim, que o Irão não aceita coação, ameaças ou intimidação e não abdicará dos seus direitos soberanos sob pressão. Vladimir Putin promete que a Rússia não vai entrar em guerra com a Europa e diz que não há motivos para o agravar do conflito. Citado pela agência russa Interfax, Putin garantiu em declarações aos jornalistas que o país não está a preparar quaisquer ações militares contra o continente europeu e que não existem razões para o agudizar da situação. Declarações que surgem depois de vários relatórios dos serviços secretos europeus e dos Estados Unidos terem alertado para uma eventual invasão de um país da NATO por parte da Rússia até ao final desta década. Na análise, o professor de Relações Internacionais do ISCSP, Bernardo Valente, diz acreditar na garantia deixada pelo presidente russo e afirma que a situação no terreno na guerra com a Ucrânia está bloqueada.
Vladimir Putin também não tem interesse absolutamente nenhum numa invasão declarada, num ataque declarado a um aliado da NATO ou da União Europeia, a um Estado-membro da União Europeia. Porque se falarmos daquilo que era a realidade no terreno, que falávamos há pouco, nós vemos que a realidade no terreno está bloqueada, no fundo, e a taxa de mortalidade do lado russo é infinitamente maior do que do lado ucraniano. E se Vladimir Putin ou se a Rússia tem esta dificuldade em avançar no terreno, muita dificuldade terá em atacar um membro da NATO e depois ter que, perante a ativação do artigo quinto, lidar com todos os membros da NATO e com uma força ou com uma nova frente de batalha.
Declarações do professor universitário em Relações Internacionais, Bernardo Valente, no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Por cá, a Federação Nacional dos Professores admite que vai avançar com uma queixa contra o ministro da Educação. A FENPROF alega que Fernando Alexandre teve declarações insultuosas para com a estrutura sindical, depois do ministro os ter acusado de tudo terem feito para que corresse todo mal o processo de classificação digital dos exames nacionais. Contactado pela Agência Lusa, o secretário-geral do FENPROF, Francisco Gonçalves, diz que vão avançar com uma queixa formal.
Nós, naturalmente, entendemos que isso que o ministro afirmou é insultuoso e que merece eventualmente a apresentação de uma queixa formal, porque é importante sublinhar o seguinte: nós, FENPROF, nunca, ao longo dos últimos anos, apresentámos qualquer exigência do pagamento do serviço de exames. É mentira, é apenas sinal que o ministro não lê os ofícios que nós enviamos, porque há anos que a FENPROF exige, existindo exames, exige o pagamento desse serviço que é feito pelos professores.
Francisco Gonçalves, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, em reação às palavras do ministro da Educação. A Federação Nacional dos Professores vai avançar com uma queixa na Procuradoria-Geral da República e pede a intervenção da Inspeção-Geral de Educação e também da Provedora de Justiça. Mário Centeno diz que não tenciona concorrer à liderança do Partido Socialista, nem ser candidato a primeiro-ministro. Garantia deixada pelo ex-ministro das Finanças e antigo governador do Banco de Portugal, na apresentação do livro Contas Certas, uma apresentação que, Martim Madeira, contou com várias figuras do Partido Socialista.
Mário Centeno apresentou o livro Contas Certas com a coautoria do jornalista Filipe Santos Costa. Uma apresentação que contou com grandes nomes da história do PS. António Costa e o atual secretário-geral do partido marcaram presença. E momentos antes do evento, questionados sobre uma possibilidade de Centeno poder vir a ser um concorrente na liderança do PS, Mário Centeno e José Luís Carneiro tiveram uma interação, no mínimo, constrangedora.
Vou ter aqui um concorrente.
Um concorrente para quê?
Para quê?
Não sei. O senhor é que sabe.
Não, não, não.
Então há um cartão, se Mário Centeno aceitar.
Esse é um assunto que diz respeito a Mário. Até já.
Uma questão sobre um cartão militante, que fica a cargo agora do ex-ministro das Finanças. Já no final do evento, Centeno explica que o livro é apenas uma visão sobre o caminho do país.
O meu papel neste momento é tão-só, e se calhar já não é pouco, o de apresentar aquilo que é a minha visão sobre o caminho que o país fez.
O ex-governante do Banco de Portugal utiliza ainda uma analogia de uma mesa de três pernas como uma obrigação de os governos darem estabilidade a Portugal.
É obrigação de quem está e quem vive o ciclo político em cada momento, criar essas mesas de três pernas, que a todo momento permite fazer o país avançar. Não vai ser entregue pelo IKEA, nem vêm as instruções de montagem. É preciso construí-las.
Já sobre vir a ser primeiro-ministro, Centeno recusa.
Não gostava nada de ser primeiro-ministro.
Ainda sobre uma comparação, sobre ser o novo Passos Coelho da esquerda, Mário Centeno diz que é uma comparação sem qualquer cabimento.
Essa comparação é despropositada, porque o nosso passado é completamente diferente e não há nenhuma comparação possível, mesmo entre uma situação e a outra.
O livro Contas Certas, de Mário Centeno, uns bastidores da vida do ministro, que no final até tem direito a uma playlist, com a primeira música a ser de Amália, e que Centeno diz ter dedicado ao secretário de Estado do Orçamento em 2016.
O jornalista Martim Madeira, que acompanhou a apresentação do novo livro de Mário Centeno. A Iniciativa Liberal defende que o governo tem a obrigação moral de descer o ISP. Em declarações aos jornalistas, Mariana Leitão afirma que os portugueses estão a ser afetados todos os dias pelo aumento do preço dos combustíveis e diz que o Executivo está moralmente obrigado a ajudar as pessoas através da redução do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos.
O governo legalmente não é obrigado, moralmente é obrigado. As pessoas estão a passar mal, as pessoas estão com dificuldades. Várias pessoas, famílias, são profundamente afetadas por isto. Não é só o custo da gasolina, é o custo depois em tudo o resto, pelo impacto que esse aumento do custo dos combustíveis tem. Portanto, moralmente, o governo devia pôr a mão na consciência e fazer a sua parte. E a sua parte é, uma vez na vida, em vez de virem com o argumento: "Não estamos a faturar", poder dizer uma vez que seja: "Estamos verdadeiramente a ajudar as pessoas".
A líder dos liberais revelou ainda que o partido enviou na quinta-feira perguntas à ministra do Ambiente para perceber qual a situação das reservas energéticas de Portugal e critica ainda a atitude que diz ser paternalista por parte do governo, ao pedir aos portugueses que poupem nos combustíveis. Já sobre as buscas à Polícia Judiciária realizadas pelo Ministério Público, Mariana Leitão afirma que os portugueses têm o direito de saber o que se passa na PJ e diz que os esclarecimentos têm de ser dados quer pela ministra da Justiça, quer pelo primeiro-ministro.
Temos neste momento o diretor nacional a ser investigado e a ministra da Justiça limita-se a dizer que mantém a confiança na pessoa em causa. Eu penso que os portugueses precisavam de saber o que é que se está a passar dentro da Polícia Judiciária, o que é que o governo está a fazer relativamente a esta matéria, o que é que se passa dentro da PJ. Era importante que esses esclarecimentos fossem dados, quer pela senhora ministra da Justiça, mas também o senhor primeiro-ministro. Estamos a falar da principal polícia de investigação criminal.
Declarações de Mariana Leitão à entrada para a reentrada política do núcleo territorial de Lisboa da Iniciativa Liberal. Já o PCP quer mais esclarecimentos sobre as reservas de combustível do Estado e critica aquilo que apelida como política da porcelana. Em causa está a mobilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível para França. A ministra do Ambiente explicou esta semana que Portugal foi obrigado a enviar uma parte das reservas para França, por falta de capacidade de armazenamento. Em reação, Paulo Raimundo questiona a justificação dada pelo governo e pergunta o que o Executivo tenciona fazer.
Perante essa justificação, que levou a todo esse processo, o que nós estamos hoje perante? Com qual situação estamos confrontados? É uma multinacional, neste caso espanhola, poder vir a ficar nas mãos com a única refinaria que o país tem, que é a refinaria de Sines. E o governo sobre isso não diz nada? O PS sobre isso não diz nada? Estão preocupados com a reserva estratégica e não estão preocupados com aquilo que pode acontecer amanhã, que é ficarmos sem nenhuma possibilidade, tendo reservas, não poder refinar?
Palavras de Paulo Raimundo, que avança ainda que submeteu esta sexta-feira no Parlamento uma pergunta dirigida ao governo. Os comunistas querem saber quais são os custos e quem paga, e se de facto o governo procurou todas as possibilidades no território nacional de reter essa reserva. Em declarações em Loures, o dirigente comunista aproveitou também para apontar o dedo ao que chama de partidos da política de porcelana, por não quererem taxar lucros extraordinários. O deputado do CDS João Almeida critica os apelos do governo à diminuição do consumo de combustíveis, em causa as declarações do ministro da Economia e da ministra da Energia, que pediram aos portugueses para consumirem menos energia. Em declarações à RTP Notícias, o deputado do CDS João Almeida diz que existem muitas pessoas que não têm alternativa e que não têm capacidade de reduzir os consumos.
Eu devo dizer que discordo em absoluto dessas declarações dos dois ministros. Discordo em absoluto e acho que é a pior coisa que se pode dizer às pessoas neste momento. Do ponto de vista da sensibilidade política, não foram minimamente acertadas e também não lhes reconheço, às declarações, uma consequência evidente que fosse positiva, porque há muita gente que não tem alternativa de transporte público, por exemplo, para levar os seus filhos à escola, para levar os seus idosos a tratamentos.
Declarações do deputado do CDS, João Almeida, à RTP Notícias, que diz que estas recomendações não foram acertadas. Notícia de fecho nesta edição da Uma da Manhã, informação do Estado de Direito, à 13h30.