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Muito boa noite. Os polícias prometem voltar aos protestos caso o governo não apresente propostas de valorização salarial. Mais de mil agentes das forças de segurança manifestaram-se nesta quinta-feira, em Lisboa, para exigir melhores condições de trabalho. Os polícias dirigiram-se ao final da tarde até à residência oficial do primeiro-ministro. Foi aí que César Nogueira, presidente da Associação de Profissionais da Guarda, garantiu que as forças de segurança tencionam voltar aos protestos, caso o governo nada mude.

Se as questões não ficarem resolvidas, nestes próximos tempos ou para a semana, que foi pelo menos isso que nos indicaram, que nos primeiros dias de novembro, que é já para a semana, não houver essa tal reunião, a apresentação de uma proposta concreta para podermos negociar, logicamente que iremos continuar com protestos. Podemos ser com ações de rua como outras coisas, que é as que podemos avaliar. Não vamos baixar os braços à espera que, só porque marcamos esta última manifestação maior, que a partir daqui não vamos fazer mais nada. Logicamente que iremos continuar, caso as coisas não mudem.

Garantia do presidente da Associação de Profissionais da Guarda, que apela ao executivo que apresente uma proposta de negociação já nos próximos dias. Sobre a atuação policial nas recentes manifestações, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, Paulo Santos, saiu em defesa dos agentes.

As populações têm que entender que, normalmente, quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.

Questão deixada por Paulo Santos, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, no final da manifestação de hoje. Continuamos nos protestos, os manifestantes pela habitação no Porto querem reunir com o presidente da Câmara, Pedro Duarte, no dia 9 de novembro, sugerem que o encontro aconteça no Teatro Rivoli. Os manifestantes aprovaram também uma concentração junto aos Paços do Conselho no mesmo dia, dia em que está marcada uma reunião extraordinária da Assembleia Municipal do Porto para debater questões relacionadas com a habitação acessível na cidade. As propostas foram votadas esta noite numa assembleia popular que juntou cerca de 300 pessoas na Praça Dom João I. Na capital, também aconteceu esta noite mais uma assembleia popular no Rossio. Hoje, num registo diferente, foram apresentadas várias propostas sobre a forma como o movimento se deve organizar e tomar decisões. Essas propostas vão ser votadas esta sexta-feira. O principal destaque vai para uma nova manifestação marcada para este sábado, às 16h, com a partida do Largo Camões em direção ao Rossio, à semelhança do que aconteceu no passado fim de semana. Os manifestantes preveem voltar a montar tendas na praça. No entanto, a decisão final sobre a acampada só vai ser tomada na assembleia desta sexta-feira. A PSP já tem conhecimento destes novos avisos para as acampadas em Lisboa e no Porto, previstas para sábado. A polícia garante que está a fazer todo o planeamento para manter a ordem pública. À Rádio Observador, o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, reitera que a polícia tentou, em todas as ocasiões, dar primazia ao diálogo e explica que a PSP já está a preparar o acompanhamento destes novos protestos.

Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos, numa primeira fase, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para demonstrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I, no Porto, como na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.

Sérgio Soares, o porta-voz da PSP, em entrevista à Rádio Observador. Na política, o primeiro-ministro assegura que o governo está disponível para o diálogo, mas avisa que a linha tem de ser a do executivo. Luís Montenegro foi recebido esta tarde em Viseu com protestos. Ainda assim, diz que o governo não sente pressão e quis passar novamente a mensagem de que está a trabalhar para resolver a crise na habitação.

Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema. É que estamos mesmo. E eu acredito, com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos, praticamente, não construímos casas, alguém, a falar verdade e com seriedade, consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. É que nós já entregamos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.

Já sobre quando será possível baixar o preço das casas, o primeiro-ministro diz que é preciso tempo.

Nós temos hoje condições administrativas para que os processos sejam mais rápidos. Nós mudámos também os impostos, nomeadamente o IVA, para a construção. É hoje uma taxa de 6% para toda a construção dentro de limites que sejam naturalmente razoáveis em termos de custo final. Portanto, nós temos a expectativa que as casas venham a ser construídas Mas eu não consigo construir as casas assim, não consigo. E muito menos consigo recuperar 10 anos de desinvestimento em 10 meses. Não consigo!

As palavras do primeiro-ministro esta quinta-feira, em Viseu. O governo diz que a execução total do PRR é uma conquista de Portugal e sublinha que ainda falta trabalho cirúrgico. É o que afirma o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, durante a audição parlamentar que aconteceu esta quinta-feira. O ministro adianta que o Executivo vai propor um adiantamento dos contratos do PRR assinados e que ainda não foram cumpridos. Salienta que a execução a 100% do programa é uma conquista para o país.

Eu gostava que este fato dos 100% de execução do PRR fosse encarado como uma conquista de Portugal. Nós agora temos um trabalho delicado, cirúrgico, que é avaliar os contratos que foram assinados e que não estão cumpridos. Nós vamos propor aos seus signatários, aos contratantes, um aditamento ao contrato, na condição de as partes se comprometerem a executar a obra, já não no prazo inicialmente previsto, mas até 31 de dezembro de 2027.

Palavras do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, na audição parlamentar desta quinta-feira. Em Espanha, a colisão dos dois comboios de alta velocidade em Toledo aconteceu a uma velocidade estimada entre os 160 e 200 km/h. Estes novos dados constam do primeiro relatório técnico sobre o acidente, citado pelo jornal espanhol "El País". No entanto, só é possível perceber a velocidade exata que circulavam os comboios depois de analisada a caixa negra do comboio que estava em movimento. As autoridades espanholas sublinham que a investigação ainda está numa fase inicial e que as causas do acidente continuam em aberto. Entretanto, o Instituto de Medicina Legal de Toledo e Cidade Real já recebeu os corpos dos 69 mortos. No futebol, o Benfica venceu esta noite o Gil Vicente e marca assim presença na Final Four da Taça da Liga. Os encarnados venceram os gilistas por quatro bolas a uma. Destaque para Lukebakio, que bisou. Sudakov e John Duran apontaram os outros dois gols para o Benfica. O Gil Vicente ainda reduziu por intermédio de Lawson. No final do jogo, Luís Pinto, treinador do Gil, criticou a despenalização de John Duran, que depois de um recurso apresentado pelo Benfica, viu anulada a expulsão frente ao Santa Clara, o que fez com que pudesse jogar esta noite. Luís Pinto diz que conseguiram ter a Final Four que queriam.

Quero ver se agora para a semana tenho o Áspid disponível para jogar contra o Vitória na segunda-feira.

Acredita que isso vai acontecer?

Claro que não acredito nada, não vale a pena, mas temos o futebol que queremos ter. Nós temos o futebol que queremos ter. Temos a Final Four que querem ter, com três equipas grandes e com um outsider. Os parabéns ao Famalicão por ter passado. E o Benfica faz uma exibição muito boa, uma exibição que não deixa dúvidas de quem é que devia ter sido o vencedor. Nós batemo-nos muito bem, mas temos aquilo que o futebol português quer ter.

Acusações deixadas por Luís Pinto no final do jogo. Já Marco Silva, sobre este tema, frisou que o jogador foi expulso injustamente e, por isso, concorda com a decisão.

Ganhámos por números expressivos, uma vitória justa. O objetivo era claramente estar na Final Four, uma competição importante para nós e lá estaremos. Em relação ao que disse, às declarações do Luís, eu não vou comentar o que ele disse. Ele falou do estado do futebol português. Todo este barulho foi criado porque o João não devia ter sido expulso. Tão simples como isso. Vocês mostraram, eu falei convosco no final do jogo, se o jogador não deveria ter sido expulso, o Benfica não pode ficar calado.

Palavras de Marco Silva, aos microfones da Sport TV, depois de carimbar a presença na Final Four. Nota também para o Famalicão, venceu nas grandes penalidades o Sporting de Braga, junta-se assim aos três grandes na Final Four da Taça da Liga. Terminamos assim este jornal da 13h, eu regresso à 13h30 pra atualizar toda a informação.