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Vamos ao jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo e começamos pela atualidade internacional. O presidente do Irão afirma que o país tem o direito a responder aos ataques de Israel.
Isto numa altura em que está iminente um ataque iraniano a Israel, em retaliação pela morte do anterior líder do Hamas, Ismael Haniyeh. Hoje, depois de uma chamada telefónica com Olaf Scholz, o presidente iraniano reforçou que o país não vai ceder a pressões internacionais, nem a possíveis sanções. As autoridades de Israel e dos Estados Unidos, entretanto, não acreditam que o ataque do Irão aconteça esta noite. A informação é avançada pela Axios, citada pelo "The Times of Israel". Isto depois de o "Jerusalem Post" ter indicado que era provável que este ataque acontecesse durante esta madrugada, por se assinalar uma data importante na história do judaísmo, um dia dedicado à reflexão sobre tragédias passadas que afetaram os judeus.
E os Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha e Itália apelam a que Israel e o Hamas cheguem a um acordo de cessar-fogo rapidamente.
Pedem também ao Irão que recue nas ameaças de atacar Israel. Joe Biden, Keir Starmer, Emmanuel Macron, Olaf Scholz e também Giorgia Meloni divulgaram nesta segunda-feira um comunicado conjunto com este apelo, depois de, durante uma conversa telefónica conjunta, terem analisado a escalada de tensões no Médio Oriente. Os líderes dos cinco países concordam e apoiam o apelo dos também países mediadores para que Israel e o Hamas retomem as negociações ainda esta semana e afirmam que estão disponíveis para apoiar os esforços em curso, para diminuir a escalada de tensões, alcançar um acordo de cessar-fogo e libertar os reféns em Gaza.
E o Hamas revela que matou um refém israelita em Gaza e que feriu gravemente outras duas mulheres que estavam também reféns.
Na rede social Telegram, o porta-voz do braço armado do Hamas esclarece que foram dois acontecimentos separados. Abu Obaida acusa ainda o governo israelita de ser responsável pelos massacres e pelas reações iranianas subsequentes e indica ainda que o Hamas já formou uma comissão de inquérito para investigar os tiroteios. Já do lado israelita, o porta-voz do exército disse, na rede social X, que não há ainda confirmação destas declarações do Hamas e que o caso está a ser investigado.
Mudamos de tema, vamos à saúde. Pacto de regime pra saúde, sim, mas não agora. Marcelo Rebelo de Sousa considera que é importante a existência, mas considera difícil neste momento.
A ideia voltou a ser defendida por Luís Marques Mendes, que sugere um entendimento entre PS e PSD. Ora Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso garantir a continuidade das políticas do setor, embora acrescente que nesta altura não é fácil que socialistas e social-democratas falem a uma só voz.
A posição do governo anterior é mais pública e a visão do governo atual é menos pública. E, portanto, neste momento, é tentador falar num pacto, mas é a pior altura para esse pacto neste momento. Ultrapassado este período de transição, pode ser que isso seja viável e que as posições sejam compatíveis, mas vai ser preciso esperar pela aplicação do plano de emergência.
No programa "Tira-Teimas", da Rádio Observador, Susana de Correia, deputada do PS, considera que o pacto de regime não foi referido por Luís Montenegro e acusa a tutela de não reconhecer os reais problemas do SNS.
Nunca ouvimos o senhor primeiro-ministro falar de pacto de regime. Embora o grupo parlamentar do PSD já tenha falado do pacto de regime, o que nós ouvimos da parte do senhor primeiro-ministro foi mais tempo. Pediu mais tempo e a senhora ministra até garantiu que no próximo ano não estaríamos a passar por estas dificuldades. Mais uma vez a criar aqui expectativas bem distintas da realidade que nós vivemos e como disse o doutor Bruno Maia, não é uma realidade de agora, são grandes desafios do Serviço Nacional de Saúde e são desafios para o momento e para o futuro.
As declarações da deputada do PS, Susana de Correia, no debate do programa "Tira-Teimas", da Rádio Observador. Já Bruno Maia, do Bloco de Esquerda, fala nas necessidades que têm de ser supridas pelo pacto de regime para fazer frente aos atuais problemas do setor.
Se há um pacto de regime, então o pacto de regime se concentra aqui. Prioridade absoluta: atrair e fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde das várias áreas, ponto um. Ponto dois: há uma necessidade de reorganização? Existe. Em algumas áreas pode haver a necessidade de concentrar serviços e urgências, como agora se fala cada vez mais? Sim, mas quando falamos em concentrar serviços e urgências, não podemos deixar de dizer que isso só resultará se houver um reforço dos profissionais nos locais onde vai ser concentrada essa urgência, porque caso contrário, esses locais também vão falhar e vão acabar por ter problemas de escala e problemas de acesso pra população, se houver um reforço dos cuidados primários, nomeadamente nas regiões onde não há médicos de família.
Bruno Maia, do Bloco de Esquerda, que enfatiza ainda a desigualdade entre populações no acesso às urgências, afirma que Lisboa pode concentrar três urgências numa só, mas destaca que Santarém não pode fechar pela distância que fica da capital. E um dia depois do encerramento dos Jogos Olímpicos, Iúri Leitão e Rui Oliveira regressam a Portugal depois de terem conquistado a medalha de ouro na prova de ciclismo de pista. Chegaram esta tarde ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e foram recebidos por centenas de pessoas. Em declarações aos jornalistas, Rui Oliveira diz com emoção que esta recepção dos portugueses é como concretizar um sonho.
Há duas semanas tivemos aqui, estava praticamente vazio. Íamos com um sonho, sonho desta Olimpíada, estreia na pista. E a verdade é que vir com uma medalha de ouro, a corrida mais importante da história do ciclismo, acho que não podíamos pedir momento mais bonito do que este.
Rui Oliveira, que trouxe o ouro para Portugal. Já Iúri Leitão, na chegada, disse acreditar que as medalhas conquistadas no ciclismo de pista vão ser muito importantes para a evolução da modalidade.
Bom, eu penso que sim. É a maior vitória que o ciclismo já teve na história do ciclismo. Nunca chegamos tão alto, especialmente nos Jogos Olímpicos, e eu acho que isto vai ser uma catapulta muito boa pra nós e pro nosso esporte.
Declarações de Iuri Leitão na chegada esta tarde ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, depois de ter sido o primeiro português a conquistar duas medalhas na mesma edição dos Jogos Olímpicos.
Laura, esta hora é esperada uma chuva de meteoros que atinge agora à meia-noite o pico.
À Rádio Observador, José Augusto Matos explica que a chuva de meteoros é mais visível na altura em que a Lua se deixa de ver.
É uma altura em que a Terra atravessa um sítio do espaço onde há muito pó deixado por um cometa e esses bocadinhos de pó entram na atmosfera e fazem as estrelas cadentes que são conhecidas nesta altura do ano pelas Perseidas.
A explicação do astrónomo José Augusto Matos à Rádio Observador e o especialista lembra ainda que os melhores locais para assistir à chuva de estrelas é longe da cidade, em lugares escuros, com pouca luminosidade e longe do litoral.
Sete minutos para lá da meia-noite. Laura, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
O YouTube bloqueou a conta do grupo de extrema-direita liderado por Mário Machado. Isto depois de o New York Times ter questionado a plataforma sobre os conteúdos dos vídeos do grupo, o que resultou no fecho do canal do YouTube do grupo 1143. O mesmo jornal norte-americano publicou um artigo no qual analisa a forma como o discurso de ódio viraliza nas redes sociais. Deu Portugal como exemplo. Entretanto, o YouTube afirma que está empenhado em remover o conteúdo o mais rapidamente possível. Na Venezuela, Nicolás Maduro diz que recusa entregar o poder à oligarquia e ao fascismo. O presidente venezuelano diz que o governo não vai entregar o país ao imperialismo e pede ainda que haja mão dura das instituições contra os responsáveis pela violência pós-eleitoral. Foram as declarações de Nicolás Maduro durante um conselho de defesa e de Estado no Ministério das Relações Exteriores esta segunda-feira.
E é assim que fechamos este jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo. Voltamos a atualizar as notícias à meia-noite e meia, já com a Nadine Soares.