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Muito boa noite. Agora edição da meia-noite. José Rafael Lopes a começar com Luís Montenegro, que aponta Luís Marques Mendes como um bom candidato à Presidência da República.
Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro olha para Marques Mendes como uma pessoa com o perfil adequado para uma corrida a Belém. Diz que não é o único perfil adequado, mas fala em Marques Mendes como um dos que encaixa melhor na função.
Podemos concluir que ele encaixa bem no perfil que está na minha missão de estratégia e que será apreciada no próximo congresso. Não é o único, mas é um daqueles que encaixa melhor nesse perfil. Mas é o mais único. Não é o único, mas é um dos que encaixa melhor no perfil.
O primeiro-ministro fala ainda sobre o Orçamento do Estado para o próximo ano. Acredita que vai ser viabilizado. Luís Montenegro vai além, diz estar absolutamente convicto de que o PS vai dar luz verde ao documento. Em entrevista à SIC, o primeiro-ministro anuncia que a proposta já está fechada, vai ser aprovada amanhã em Conselho de Ministros. O chefe do executivo atira a responsabilidade agora para o PS, mas considera que a proposta de orçamento é reveladora do caráter transformista do governo da AD.
Nós tivemos as conversas que tínhamos que ter ao nível dos líderes e tivemos as conversas que tínhamos que ter ao nível das equipes. Aquilo que importa hoje aos portugueses é saber que a proposta do orçamento está fechada, que eu não posso anunciar que há um acordo, nem um desacordo, porque isso agora compete ao Partido Socialista apresentar a sua posição. Em qualquer caso, o que eu posso dizer é que o Orçamento do Estado para 2025, que o governo apresentará à Assembleia da República, é um orçamento que se inspira no ímpeto transformador deste governo, que tem tudo aquilo que é consagração das suas políticas, mas incorpora os contributos que o Partido Socialista ofereceu.
Ainda assim, o IRC continua a ser ponto de discórdia no documento. Sobre o tema, Luís Montenegro revela que não aceita baixar o imposto nos próximos anos, mas nega a ideia de que os dois partidos, o PS e a AD, estejam a fazer uma birra.
A única coisa sobre a qual não tivemos entendimento é que o Partido Socialista entende e propôs, mas nós não podemos aceitar, o compromisso do governo para, nos anos subsequentes, poder tornar a propor descidas do IRC. O IRC não é uma birra, creio eu, nem do nosso lado, nem do lado do Partido Socialista. É uma visão diferente que nós temos. Nós achamos que é muito importante que o país tenha um instrumento que, a par de outros, contribuam para termos mais investimento, mais criação de riqueza, para podermos ter melhores salários, para podermos ter melhores pensões e para podermos ter uma capacidade de reter o nosso capital humano.
Luís Montenegro, em entrevista à SIC, há dois dias da entrega do Orçamento do Estado, o primeiro-ministro assegura ainda que vai dizer adeus à carreira política quando deixar o cargo de primeiro-ministro.
Entretanto, e neste momento, o PS está reunido com o Orçamento do Estado em cima da mesa.
Pedro Nuno Santos convocou o grupo parlamentar socialista no Parlamento. Conta com a presença do presidente do partido, Carlos César. Pedro Nuno Santos confirma aos deputados do PS que ainda não há acordo. A acompanhar este encontro está o Miguel Vitor Dias. Miguel, quando é que vamos ter uma decisão sobre o sentido de voto do PS?
Muito provavelmente só depois de conhecido o documento ou já durante o decorrer do dia de amanhã, a proposta de Orçamento do Estado terá que dar entrada na quinta-feira. E Pedro Nuno Santos deixou aqui no ar que a decisão pode mesmo surgir só depois de conhecer a proposta, porque disse que queria ver o documento para ter uma análise mais cuidada sobre a existência de um acordo ou não. Para já, não existe nenhum acordo fechado entre PS e o governo de Luís Montenegro. Numa reunião que começou poucos minutos antes das 10 da noite, já leva mais de duas horas, com intervenções a defender a estratégia do secretário-geral do PS, mas também a apontar algumas críticas e alguns recados logo no arranque. Depois de Pedro Nuno Santos ter feito uma intervenção inicial a explicar o processo de negociação, logo no arranque, alguns nomes do partido deixaram algumas críticas. Manuel Pizarro fez uma intervenção a falar dos perigos do Chega. José Luís Carneiro, que foi o adversário nas eleições diretas, defendeu a viabilização do Orçamento do Estado para manter também André Ventura fora do centro do poder. Quem fez também uma intervenção foi Sérgio Sousa Pinto, um histórico deputado do PS, que foi mais incisivo sobre a necessidade de não existirem eleições e do risco de deixar o Chega viabilizar o orçamento. Chegou mesmo a dizer estar farto de convicções e que seria um crime deixar o Chega aprovar este orçamento. Ora, esta intervenção irritou, especialmente Pedro Nuno Santos, que ao que o Observador apurou, elevou até a voz na resposta ao deputado Sérgio Sousa Pinto, dizendo que não se vai deixar condicionar pelo Chega e que não é o partido de André Ventura que determina as posições do Partido Socialista. Disse também Pedro Nuno Santos, em resposta a Sousa Pinto, estar orgulhoso das convicções que tem e que tem defendido. Portanto, muitas trocas de opinião nesta reunião, onde Pedro Nuno Santos diz que veio para ouvir os deputados, depois de esta tarde ter estado também a ouvir os líderes das federações distritais do PS. Também faz parte do formalismo de sentido de voto do Orçamento do Estado, que Pedro Nuno Santos tenha que reunir a comissão política do partido antes de anunciar uma decisão formal, e essa deverá também ser uma reunião a ser convocada para os próximos dias. Certo é que faltam menos de 48 horas para que o documento tenha que ser entregue e, para já, não há nenhuma luz verde por parte do Partido Socialista.
O jornalista Miguel Vitor Bodias, a acompanhar a reunião de Pedro Nuno Santos com a bancada parlamentar socialista, com o Orçamento do Estado em cima da mesa.
Agora 19h07, André Ventura mantém todos os cenários em cima da mesa quanto ao Orçamento do Estado, mas avisa que esta proposta é do PSD e do PS. O presidente do Chega esteve reunido com os deputados durante duas horas e meia. À saída, André Ventura mantém todos os cenários em aberto, mas atira o orçamento para as costas do PSD e do PS, embora diga que o Chega quer fazer de tudo para evitar uma crise política.
Certamente que quando o orçamento for divulgado, que haverá uma posição do Chega sobre isso. Eu sei que hoje há outras reuniões também sobre o Orçamento do Estado. Os cenários que estão em cima da mesa são os mesmos. Nós tudo faremos para evitar uma crise política, mas também É conhecida a minha posição sobre isso. Este não é o nosso orçamento, este é o orçamento do PS e do PSD.
André Ventura, à saída da reunião que decorreu na Assembleia da República, o presidente do Chega não confirma nem desmente notícias veiculadas esta tarde que o Chega viabilizaria o orçamento caso o PS chumbasse o documento.
E Zé, está confirmado. O Tribunal de Primeira Instância de Tânger, em Marrocos, decretou prisão preventiva para Fábio Loureiro, um dos cinco reclusos que fugiu da prisão de Vale de Judeus.
A informação foi confirmada ao Observador junto de fontes judiciais. Fábio Loureiro vai agora ser transferido para um estabelecimento prisional na capital de Marrocos e vai ser mesmo em Rabat que o processo de extradição vai iniciar, isto junto de um tribunal superior do Reino de Marrocos. Este é um processo ao qual o fugitivo se opõe, como foi adiantado ao Observador pelo próprio advogado, João Lopes Guerreiro. A defesa de Fábio Loureiro tem agora oito dias para deduzir uma oposição formal ao processo de extradição, no âmbito de um processo judicial formal.
Agora mudando também de assunto no Jornal da Meia-Noite. A Proteção Civil recomenda à população que tome medidas preventivas face à previsão de chuva forte, ventos e agitação marítima.
Um alerta que solicita especial atenção às zonas mais vulneráveis e às áreas afetadas pelos incêndios rurais. O aviso baseia-se nas previsões meteorológicas adversas devido à tempestade Kirk. Está prevista chuva forte e agitação marítima a partir desta noite. O IPMA deixa mesmo um alerta para a situação no país.
O que se espera desta depressão? Bastante chuva, vento e o aumento da agitação marítima. As regiões do norte, quanto mais próximas da depressão, mais os impactos. Portanto, as regiões do sul não serão tão afetadas. As regiões do norte e centro serão as mais afetadas, com avisos de nível amarelo e mesmo laranja.
Cristina Simões, do IPMA, deixa ainda algumas recomendações à população.
Portanto, todos os cuidados a ter nestas situações, recolher tudo o que são objetos soltos que estão no exterior, que poderão voar ou magoar alguém, fechar janelas. As recomendações habituais da Proteção Civil.
Cristina Simões, do IPMA, em declarações na Rádio Observador. A passagem da tempestade Kirk, que já causou mais de 180 ocorrências em Portugal até às 11 da noite, a maioria devido ao vento forte que está a afetar sobretudo a zona Norte do país. São informações dadas à Agência Lusa pela Proteção Civil.
Agora na atualidade internacional, foi detido um homem afegão pertencente ao DAISH, suspeito de preparar um atentado no dia das eleições nos Estados Unidos da América.
O homem teria como objetivo levar a cabo um ataque terrorista no dia das eleições presidenciais, marcadas para 5 de novembro deste ano. A informação foi divulgada pelo Departamento de Justiça norte-americano, que indica que o homem de 27 anos residia na cidade de Oklahoma. O organismo revela ainda que foram encontradas armas automáticas e munições que estavam preparadas para levar a cabo este alegado ataque no dia das eleições dos Estados Unidos da América.
Ainda lá para fora, no Líbano, forças de defesa israelitas atacaram novamente o sul de Beirute.
A região sofreu bombardeamentos ao longo desta noite, horas depois dos cidadãos tentarem fugir para um hospital no norte, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, morreram mais de 30 pessoas e 150 ficaram feridas nas últimas 24 horas devido a ataques vindos de Israel. O Ministério da Saúde acrescenta que este hospital está a ficar sem combustível e poderá mesmo ficar impedido de operar nas próximas horas.
Agora são 00h10. E Zé, que outras notícias vão marcando para já a atualidade?
O Bloco de Esquerda exige que a profissão de bombeiro seja reconhecida como profissão de risco. Pede mesmo a antecipação da idade da reforma dos bombeiros. Em causa está o desgaste físico e psicológico da profissão. O projeto de lei bloquista foi entregue à Assembleia da República, visa ainda a criação de um verdadeiro subsídio de risco atribuído à profissão. O Tribunal de Braga anulou a condenação à Ryanair por cobrar bagagem de cabine a uma passageira. A decisão tomada a 10 de setembro já não é válida, porque o tribunal não avisou a companhia aérea sobre a ação movida em tribunal. A companhia irlandesa tinha sido condenada a pagar uma indemnização a uma passageira que se queixou de ter sido adicionado um valor extra à viagem pela bagagem de cabine. Decisão agora que fica anulada.
Edição da meia-noite com José Rafael Lopes. Quanto a nós é tudo e amanhã há mais.
Amanhã há mais. E com muita chuva, como tens vindo a dizer.
Exatamente, com muita chuva, muito mau tempo, com agitação marítima e com vento. Então até amanhã, um grande abraço.
Até amanhã.
Até amanhã.