Enquanto dormia… |
… Donald Trump perdia as eleições e reconhecia a derrota. Os democratas conseguiram uma inequívoca vitória nas eleições intercalares desta terça-feira nos EUA. Venceram a Câmara dos Representantes, o Senado e governos estaduais, onde ninguém apostava. O Texas elegeu um senador democrata pela primeira vez desde 1988. James Talarico, de 37 anos, derrotou o rival, que contou com o apoio de milhões de Elon Musk na campanha. O Kansas, que não tinha senador democrata desde 1932, escolheu um pastor republicano convertido. E Susan Collins, no Maine, perdeu o lugar. A guerra do Irão e o preço dos combustíveis terão contribuído para a derrota dos republicanos. A Casa Branca já tenta culpar os candidatos. O presidente norte-americano admite aos jornalistas que está “completamente disponível” para trabalhar com os democratas, mas na sua rede social publicou a imagem de um boné vermelho com a palavra “Veto”. |
Nunca a gasolina esteve tão cara num dia de eleições nos EUA: 4,22 dólares por galão, contra um recorde anterior de 3,80 dólares, em 2022. Trump tinha prometido preços abaixo de 2 dólares. Em vez disso, a guerra do Irão já custou aos consumidores americanos mais de 151 mil milhões de dólares. Foi neste clima que os americanos votaram no “referendo a Trump”, numa jornada em que Elon Musk bateu o recorde de doações num ciclo eleitoral (474 milhões ao Partido Republicano) e o secretário da Segurança Interna prometeu “caçar” quem votasse ilegalmente, quando apenas 236 pessoas foram processadas por fraude eleitoral desde que Trump tomou posse. |
Qual é a arma favorita do Idaho? Deve o foie gras ser proibido em Washington D.C.? Enquanto o mundo fazia contas a uma espécie de plebiscito a Donald Trump, os americanos respondiam a perguntas bem menos óbvias. Nestas intercalares, os eleitores foram chamados a pronunciar-se sobre uma miríade de temas. A Califórnia votou uma taxa única de 5% sobre o património dos bilionários, o estado de Washington decidiu se mantém uma taxa de 9,9% sobre rendimentos acima de um milhão, e o Missouri poderá anular o direito ao aborto aprovado em 2024. Onze estados perguntaram se é preciso fotografia no documento de identificação para votar, três decidiram sobre estudantes transgénero no desporto e o Colorado votou para incluir a caça e a pesca na Constituição. |
Depois das acampadas, Luís Montenegro quer conversar. O primeiro-ministro fez uma declaração ao país às 20 horas desta terça-feira. Convidou André Ventura e José Luís Carneiro para discutirem a lei do arrendamento em São Bento, e prometeu 10 mil milhões de investimento público até 2030. Desta vez, o termo “egoístas” ficou de fora da alocução e Montenegro esquivou-se à polémica sobre a decisão do tribunal, que permite a Renata Cambra armar uma tenda no Rossio, em Lisboa. Publicámos quatro opiniões no Observador sobre a comunicação do primeiro-ministro. Por exemplo, Miguel Santos Carrapatoso fala num chefe de Governo “arrastado por uma orelha” pelo Presidente da República, Bruno Vieira Amaral diz que Montenegro “cumpriu metade”, e Nuno Gonçalo Poças acredita que Seguro sai vencedor. Amanhã, os três líderes sentam-se à mesa e quem falhar fica com o ónus. Há dezenas de tendas montadas em Lisboa e no Porto. Um assunto que continuamos a acompanhar em permanência no nosso liveblog. |
Nesta newsletter encontra as notícias essenciais para este início de quarta-feira. Já sabe que, ao longo do dia, temos toda a informação sempre atualizada no jornal, na rádio e nos nossos canais no WhatsApp, no Instagram e no Facebook. Para uma pausa, há desafios novos no Sudoku, no AbraPalavra e, claro, no SudoCrime. |
Tenha um ótimo dia. |