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Meia-noite. As notícias com António José Soares.

Boa noite. A Polícia de Segurança Pública tem de fazer as pazes com os bairros da periferia de Lisboa. Uma posição defendida pela superintendente da PSP, que coordena as equipas de policiamento de proximidade no Comando Metropolitano da capital. Aurora Dantie admite que as relações entre as forças de segurança e os bairros de habitação social têm de ser apaziguadas para evitar episódios como o de Odair Moniz. Apela, por isso, a que a polícia esteja mais presente, que ouça mais os moradores, mas que seja também mais ouvida e compreendida.

Vai, leva tempo. Não é no imediato, mas vai. Temos que apaziguar, temos de fazer as pazes, temos que criar condições, estratégias, falar, porque nem todas as pessoas vivem no bairro, nós não podemos catalogar que as pessoas que vivem no bairro são todos criminosos. O que é isso? Isso não cabe na cabeça de ninguém. Existe um grupo que faz com que o bairro tenha uma má fama, porque a maior parte das pessoas sai de manhã para ir trabalhar.

Já em relação ao incêndio de carros e de mobiliário urbano, que se verificou em algumas zonas de Lisboa, a superintendente da PSP considera que não é um problema social, mas sim puro vandalismo.

Esses já não estão sob tensão, são criminosos. Quem deita fogo ao carro alheio é criminoso, não está sob tensão. Aquilo é simplesmente vandalismo, puro vandalismo. Isto não é problema social naquele bairro. Aquilo é alguém que quer provocar qualquer coisa e põe fogo aos carros e cria esse tipo de vandalismo. São puros criminosos.

Declarações da superintendente Aurora Dantie, da PSP, captadas pela Agência Lusa no primeiro congresso da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, este sábado, em Lisboa. Duas pessoas terão morrido nos últimos três dias por atrasos na linha 112. A acusação é do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. Rui Lázaro diz que as condições de atendimento do 112 continuam a agravar-se devido à escassez de profissionais. Por causa disso, duas pessoas terão morrido recentemente, uma este sábado, na freguesia de Molelos, Tondela, outra na passada quinta-feira, em Bragança.

Na quinta-feira, estiveram durante a tarde mais de 100 chamadas em espera para ser atendidas, no preciso momento em que em Bragança, um cidadão se viu confrontado com mais de uma hora para conseguir ajuda para o seu familiar que estaria em paragem cardíaca. Curiosamente, a viatura médica de emergência e reanimação de Bragança estava a escassos dois minutos do local. Podíamos estar a falar de um desfecho diferente, caso não houvesse esta demora no atendimento da chamada, o que infelizmente não se verificou e o desfecho foi trágico, o que lamentamos. Mas também hoje, em Tondela, um caso em tudo semelhante, também numa paragem cardíaca, apenas foi conseguida a chamada mais de 40 minutos depois da ocorrência e também com desfecho trágico, o que também lamentamos.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar acusa ainda o governo de não tomar medidas concretas para resolver o problema da escassez destes profissionais na linha 112.

São situações frequentes que se têm vindo a agravar ao longo do tempo. Mais estranho torna que este governo, volvidos mais de seis meses depois de tomar posse, não tenha adotado nenhuma medida, apesar das nossas propostas e apesar de nós termos explanado logo no início da tomada de posse deste Ministério da Saúde, o estado em que o sistema de emergência médica se encontra.

E quais são as medidas mais urgentes, na vossa opinião, do sindicato?

As soluções que apresentámos foi, sobretudo, a valorização destes profissionais, da sua carreira, mas também do serviço remuneratório. Dizer que são estes operacionais responsáveis pelo atendimento em exclusividade de todas as chamadas nas centrais do INEM. São também estes profissionais que operam a esmagadora maioria dos meios de emergência médica que o INEM tem. O quadro do INEM devia comportar 1480 técnicos. Nós somos hoje pouco mais de 700.

Rui Lázaro, em declarações à Rádio Observador. A Rádio Observador contactou o Ministério da Saúde, que remeteu a resposta para o Instituto Nacional de Emergência Médica. Em comunicado enviado à nossa redação esta noite, o INEM diz que em relação à situação deste sábado em Tondela, houve atraso no atendimento, mas não se confirmam 40 minutos de espera. Já na situação da passada quinta-feira em Bragança, confirma-se o atraso no atendimento devido ao volume de chamadas. O INEM diz que é necessária uma análise pormenorizada das situações para se averiguar em pormenor todas as circunstâncias em que decorreu a assistência a estes dois utentes que acabaram por falecer. O Instituto Nacional de Emergência Médica sublinha ainda que decorre neste momento um concurso para um reforço de 200 profissionais e acrescenta que o atual contexto de greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar às horas extraordinárias também acaba por ter impacto no funcionamento. Lá por fora, o governo regional valenciano vai suspender este domingo a circulação de não residentes nas zonas mais afetadas pelas cheias. Segundo o "El País", a decisão tem como objetivo garantir a segurança dos cidadãos. Valência está neste momento com aviso laranja devido ao mau tempo. Entretanto, foi anunciado este sábado que os reis de Espanha vão visitar Valência também este domingo. De acordo com a imprensa espanhola, Felipe VI e Letícia estarão acompanhados pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e pelo presidente do governo regional valenciano, Carlos Mazón. No futebol, o Benfica venceu esta noite o Farense. O encontro terminou com uma vitória por duas bolas a uma. Os algarvios inauguraram a partida com um gol aos 15 minutos de Dário Poveda, mas o Benfica empatou aos 21 com golo de Carreras e marcou a vantagem aos 54 com um tento de Pavlídis. O técnico benfiquista, Bruno Lage, diz que já estava à espera de um jogo difícil face ao Farense.

Sim, nós sabíamos que ia ser um jogo muito difícil pela divisão do jogo que fizemos, primeiro pela qualidade do Farense, porque não justifica nada a posição que ocupa na tabela, e segundo pelo ciclo de três jogos que tínhamos a fazer. Rio Ave, Santa Clara e Farense, com apenas dois dias de intervalo entre os jogos.

Bruno Lage, em declarações à Sport TV+. Já Tozé Marreco, treinador do Farense, acredita que apesar de ter sido uma partida que deu luta, o clube conseguiu conter o jogo do Benfica nalgumas partes e evitar mais golos.

Um jogo com um grau de dificuldade elevado, como já sabíamos, contra um dos melhores planteis a nível individual do campeonato. Agora, o jogo resume-se a um jogo dividido naquilo que são as ocasiões claras de golo. Mais posse, obviamente, do Benfica, mas uma posse muito consentida da nossa parte também, mas sem nos ferir muito com ocasiões também, mas a nível daquilo que foi de ocasiões claras de golo, foi absolutamente dividido.

O treinador do Farense, num registo captado pela Sport TV+. Amanhã, este domingo, é a vez do Porto receber o Estoril. O jogo está marcado para às 20h30, no Estádio do Dragão. O técnico dos azuis e brancos alerta a equipa para um adversário que no ano passado derrotou três vezes o Futebol Clube do Porto. Vítor Bruno entende que o Estoril vive um bom momento.

Vem de uma vitória gorda, que nos deu a nós, enquanto clube, Futebol Clube do Porto, capacidade de perceber que há ali um vínculo que começa a estar instalado. Não é por acaso que num dos gols o Pedro Álvaro junta toda a gente para ir ao banco na comemoração de um dos gols. Isso é sinal de alguma ou de muita coesão, de quem acredita muito naquilo que está a fazer e que vai tentar chegar ao Dragão e fazer um bom resultado. Não esquecendo, mais nunca, que o ano passado tirou-nos seis pontos para o campeonato, tirou-nos também da Taça da Liga, e isso para nós tem que ser um sinal de alerta.

De recordar que os Canarinhos venceram os Dragões nas duas jornadas para o campeonato na época passada, eliminaram o Porto na Taça da Liga, recorda Vítor Bruno. No entanto, o técnico do Estoril, Yann Catteau, desvaloriza este fator.

Eu não vejo qualquer ligação entre a época anterior com esta época. Como tu disseste na pergunta, quase tudo mudou. A nível da nossa preparação para o jogo, como todos, nós sentimos mesmo preparados para ir lá competir.

O Futebol Clube do Porto vs Estoril está marcado para às 20h30 deste domingo, no Estádio do Dragão. Vai ter relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. As notícias estão de regresso à antena do Observador quando for 00h30, já com uma síntese com o jornalista Carlos Pedro. Eu estou de regresso amanhã para o fazer companhia em mais uma noite informativa e desportiva aqui na Rádio Observador. Até lá, uma excelente boa noite.