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Jornal da meia-noite na Rádio Observador, com a Laura Figueiredo. Laura.

Luís Montenegro tenta virar a página da polêmica com a Spinom Viva e aprova as listas de candidatos a deputados com muitos ministros presentes.

São 11 ministros como cabeças de lista, um pouco por todo o país. Já Montenegro foi aprovado como candidato a primeiro-ministro. Num Conselho Nacional que formalizou a candidatura, excluiu o PPM da coligação entre PSD e CDS. O recandidato Luís Montenegro tenta virar a página da polêmica com a empresa familiar, que levou à queda do governo Miguel Vitor Bedes.

Luís Montenegro foi aprovado como recandidato a primeiro-ministro por unanimidade e aclamação e para o combate dos próximos meses procura tirar o foco das polêmicas com a empresa familiar e desafiar o PS.

É que aqueles que querem uma mudança expliquem em que é que essa mudança consiste e mostrem por que são mais habilitados do que nós a poder promovê-la.

E tenta, por isso, ditar o tom.

Aquilo que as portuguesas e os portugueses em casa se questionam é: vale a pena mudar de governo? Para onde? Ou vale a pena reforçar este governo? Para quê?

Luís Montenegro quer uma campanha em estilo road show do último ano de governo, com objetivos renovados e deixa um repto aos partidos.

Nós não nos vamos isentar de fazer uma campanha elevada.

Com o PSD organizado e as listas aprovadas.

Temos agora tempo nas próximas semanas de demonstrar o que fizemos e de demonstrar o que vamos fazer, e de motivar e mobilizar o país para vir conosco.

São 11 os ministros que vão para a estrada enquanto cabeças de lista. Montenegro é o número um em Aveiro, Miranda Sarmento das Finanças em Lisboa e Paulo Rangel dos Negócios Estrangeiros no Porto. Outros ministros, como Ana Paula Martins da Saúde, são cabeças de lista em Vila Real, Pedro Reis da Economia em Castelo Branco e Castro Almeida da Coesão Territorial em Portalegre. Ernâni Dias, o único membro do governo a demitir-se, vai voltar a ser o número um por Bragança. Já na restante composição das listas, os envolvidos na operação Tutti Frutti ficam de fora e o CDS mantém apenas a garantia de eleger dois deputados. Numa coligação que agora perde o PPM, mas que não perde o objetivo para 18 de maio.

Condições de estabilidade política, de governabilidade.

Luís Montenegro a apostar num reforço do PSD e do CDS no Conselho Nacional do Partido, que dá mais um passo rumo às eleições de 18 de maio.

Miguel Vitor Bedies a acompanhar o Conselho Nacional do PSD, que decorreu no Hotel Sana, em Lisboa. As listas de candidatos têm que ser entregues no Tribunal Constitucional até ao dia 7 de abril.

E com o PPM fora da coligação, o PSD deixa a porta aberta a uma mudança de nome.

O tabu foi mantido pelo secretário-geral Hugo Soares. Aos jornalistas à margem do Conselho Nacional, o número dois do PSD diz que não há nenhuma obrigação legal que impeça a coligação PSD e CDS de manter o nome Aliança Democrática, mas deixa no ar a possibilidade de uma mudança de nome.

O PPM não integra a coligação do ponto de vista do continente, porque não foi possível chegar a acordo com o PPM relativamente à questão dos lugares. Qual será o nome da coligação que vai ser registrada? Mas quero apenas sobre isso dizer que do ponto de vista jurídico, formal, constitucional, não há nenhum problema. Nos próximos dias, os senhores serão informados de qual a designação em concreto que nós vamos usar nesta eleição, mas como o país sabe, esta é a candidatura da AD, nós somos a AD.

Hugo Soares, em declarações aos jornalistas depois de aprovadas as listas de candidatos a deputados. A coligação será formalizada em breve junto do Tribunal Constitucional.

E António Leitão Amaro aponta o dedo ao discurso de André Ventura e Pedro Nuno Santos neste período de pré-campanha eleitoral.

Uma acusação feita esta noite pelo ministro da Presidência. Em entrevista à Sic Notícias, Leitão Amaro sublinha, no entanto, que não se pode confundir os partidos com os líderes.

Não queria confundir toda a gente do Partido Socialista com o seu líder, que tem passado várias linhas de insinuação e de faltar à verdade, tendo inventado uma ideia de que o primeiro-ministro tinha uma empresa fictícia.

Mas é só Pedro Nuno Santos.

Não!

Luís Montenegro apresentou uma providência cautelar contra os cartazes do Chega. André Ventura já disse que não os vai retirar.

Mas por quê?

O PS apresentou queixas para a Comissão Nacional de Eleições. Vão conseguir refrear os ânimos nesta campanha?

Não vamos misturar queixas para a Comissão Nacional de Eleições com insinuações e acusações de caráter e cartazes que são, aliás, até de natureza provavelmente pouco lícita, legalmente, para não dizer mais nada, do Chega, com os discursos que ultrapassam os limites da verdade, no caso do líder do Partido Socialista.

As críticas do ministro da Presidência aos líderes do PS e do Chega. Entrevistado esta noite na Sic Notícias, António Leitão Amaro acrescenta ainda que da parte do PSD, os portugueses podem contar com uma campanha eleitoral em tom elevado.

Falamos agora das eleições na Madeira. Miguel Albuquerque afirma que as pessoas sabem o que querem e também o que não querem.

Quanto às suspeitas de corrupção que envolvem o atual presidente do governo regional, Miguel Albuquerque refere que não há nenhum madeirense que o acuse de um ato de corrupção e que os eleitores perceberam que as denúncias anônimas são instrumento que tem sido utilizado por forças radicais para destabilizar a democracia.

Portanto, nós conhecemos uns aos outros. Uma sociedade pequena, numa ilha, as pessoas conhecem-se, conhecem a personalidade, conhecem o que eu faço, conhecem quem eu sou e, por conseguinte, nunca me identificaram como uma pessoa corrupta, nem nunca me vão identificar os eleitores. Em segundo lugar, também perceberam uma coisa, que neste momento, esta situação das denúncias anônimas É também um instrumento que tem sido utilizado pelos partidos mais radicais e por forças radicais, no sentido de garantir que a democracia e os titulares dos cargos políticos ficam desestabilizados.

Miguel Albuquerque compara ainda a crise política atual com a situação que se viveu na Madeira com a queda do governo em 2024. Diz mesmo que encontra semelhanças e que não tem dúvidas que o PSD vai sair beneficiado.

E a Ministra da Saúde admite que vai ser muito difícil que todos os portugueses tenham médico de família até o final de 2025.

Uma posição assumida no dia em que se soube que no mês passado o número de portugueses sem médico de família aumentou. Ana Paula Martins sublinha que este aumento resulta em grande parte do registo de cerca de 174 mil novos utentes e diz que vão abrir em breve concursos que permitem a entrada de cerca de 1500 médicos no SNS.

Naquilo que tem a ver com os concursos, nós chegaremos, não me vou comprometer com o número, porque isso agora vai depender dos médicos que quiserem ficar no Serviço Nacional de Saúde, mas seguramente que vamos conseguir, espero eu, dar um salto importante em termos de mais pessoas com médicos de família.

A Ministra da Saúde acredita que o objetivo vai ser alcançado independentemente do partido que venha a formar o próximo governo.

Estas soluções não têm a ver com quem está no governo. Estas soluções têm a ver com um programa governativo, um programa de governo, que naturalmente, qualquer que seja o governo, eu diria que todos os governantes, todos os políticos deste país vão lutar para que os portugueses tenham médico de família.

Ana Paula Martins, em declarações aos jornalistas no final de um evento em Lisboa para assinalar os 15 anos dos serviços partilhados do Ministério da Saúde.

Na atualidade internacional, Donald Trump anuncia tarifas de 25% sobre todos os automóveis fabricados fora dos Estados Unidos.

De acordo com o presidente norte-americano, o objetivo é fomentar a produção doméstica. Donald Trump acredita que a medida pode levar a um tremendo crescimento da indústria e garante que já há fabricantes a desejar investir nos Estados Unidos. A medida entra em vigor a 2 de abril e a administração pretende começar a recolher a receita fiscal já no dia seguinte. Em resposta ao anúncio de Trump, a Comissão Europeia lamenta as tarifas impostas. Ursula von der Leyen garante que vai proteger os interesses da União Europeia.

Oito minutos para lá da meia-noite. Laura, vamos a outros temas que marcam a atualidade.

Zelensky diz que Moscovo tem medo de negociar com Kiev e que os Estados Unidos estão sob a influência de narrativas russas. Numa entrevista em Paris a vários jornalistas europeus, o presidente ucraniano afirmou ainda que Vladimir Putin está a tentar dividir e enfraquecer a União Europeia por dentro e acrescenta que Putin vai morrer em breve, isso é um facto. Certezas deixadas por Zelensky esta noite, depois do encontro com Emmanuel Macron para preparar a cimeira dos países que pretendem dar garantias de segurança à Ucrânia. O encontro que acontece esta quinta-feira. A circulação ferroviária entre o Cais do Sodré e Algés vai ser interrompida para a reposição do traçado da Linha de Cascais. A interrupção acontece das 10 da noite às 5 da manhã, a partir de 7 de abril. Os trabalhos não vão afetar a circulação dos comboios e vão decorrer maioritariamente durante o período noturno e nos fins de semana. A primeira liga de futebol vai ter pela primeira vez uma árbitra a apitar um jogo. Catarina Campos faz história, é a primeira mulher a ser nomeada para dirigir o encontro do campeonato nacional. Vai dirigir o Casa Pia Rio Ave da jornada 27. O encontro acontece no próximo sábado às 15h30 da tarde.

Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.