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É meia-noite. É o Jornal da Meia-Noite, edição de Laura Figueiredo. A começar com o presidente da Câmara de Vizela e líder do PS de Braga a ser investigado por crimes de violência doméstica.
A Procuradoria-Geral da República e a GNR confirmam a existência de um inquérito aberto contra Vítor Hugo Salgado. A mulher terá dado entrada nas urgências em Guimarães após alegadas agressões. O autarca de Vizela está agora a ser investigado pelo crime de violência doméstica. O caso remonta a fevereiro deste ano. Alegadamente, a mulher de Vítor Hugo Salgado foi obrigada a receber tratamento médico hospitalar em menos de 24 horas. O Observador, o Hospital de Guimarães recusou prestar informações sobre este caso. Foram também pedidos esclarecimentos à Procuradoria-Geral da República sobre se teria sido reportado ao Ministério Público alguma queixa por parte da mulher de Vítor Hugo Salgado. A resposta da PGR refere que apenas confirma a existência de um inquérito sujeito a segredo de justiça. GNR adianta também ao Observador que está a desenvolver todas as diligências de investigação, sem adiantar mais detalhes. O Observador contactou ainda a mulher do autarca, que não quis prestar declarações, além do próprio autarca de Vizela e líder do PS de Braga. Até à publicação deste artigo, não foram dadas quaisquer respostas. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador, assinado pelo redator principal Luís Rosa e também o editor de política, Rui Pedro Antunes.
Agora na política, André Ventura desafia a Iniciativa Liberal para formar governo à direita. Rui Rocha responde: "Com o Chega, impossível".
Desafio deixado por André Ventura no debate desta noite com Rui Rocha. O presidente do Chega realçou o que diz ser um crescimento do partido, depois de uma nova sondagem ter colocado o Chega como terceira força política e com uma projeção eleitoral superior aos 20%. Ora André Ventura mostra-se confiante num cenário de vitória e para isso não descarta um entendimento com a Iniciativa Liberal.
Neste momento, há três partidos acima dos 20% dos votos. As pessoas têm duas opções: ou voltam a dar uma maioria histórica à direita ou dão à esquerda. Se a direita tiver maioria, e com direita eu nem estou a incluir muito o PSD, porque infelizmente o PSD deixou de ser um partido de direita. E eu estou a incluir a Iniciativa Liberal, não estou a deixar de fora. Se essa maioria existir, e é uma questão que deixa o Rui Rocha, eu acho que nós só não governamos se não quisermos. Ou seja, se houver uma maioria sólida à direita, Montenegro já disse que vai embora se não ganhar as eleições. E portanto, depois do Montenegro, se forá, quem vem? Agora sei uma coisa. Sei que eu conto vencer o espaço do centro-direita e conto ter mais votos do que o PSD. Conto ter mais votos do que o PSD. Portanto, nós podemos ganhar. Eu quero ganhar à direita. Se me pergunta assim, conto com o Rui Rocha e com o Iniciativa Liberal? Conto.
A resposta não tardou. Rui Rocha é perentório e recusa qualquer entendimento com o Chega, que diz ter ajudado a conduzir o país para um cenário de instabilidade. O presidente da IL diz ainda que continua a olhar para o partido de André Ventura como um partido socialista.
Eu há um ano, num debate, disse ao André Ventura, enumerei um conjunto de coisas que demonstravam que o Chega tem uma visão socialista. E isso não melhorou, isso continuou durante esta legislatura. Nós propusemos a privatização da TAP. O Chega votou contra. O Livre propôs rácios salariais. O Chega votou a favor. Se nós formos ver as propostas legislativas do Chega, há dois partidos que são aqueles que votaram mais vezes a favor do Chega. São, curiosamente, o Livre e o Bloco de Esquerda. E por último, o Chega derrubou um governo de centro-direita quando havia uma comissão parlamentar de inquérito para esclarecer as coisas e, portanto, o que quis foi trazer instabilidade ao país. E é isso que diverge. Não há entendimento possível com um partido como o Chega. Não, não, eu voto contra.
Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, e André Ventura, do Chega, em debate esta noite na RTP3. André Ventura acusou ainda a Iniciativa Liberal de ser um andarilho do PSD. E na análise ao frente a frente entre Chega e IL, o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, considera que André Ventura foi mais eficaz do que Rui Rocha.
Foi muito mais eficaz por parte de André Ventura, estava altamente insuflado pela sondagem que tinha tido e que tinha sido conhecida esta tarde, tinha 21% contra apenas 4 da Iniciativa Liberal. Isso naturalmente que lhe deu ali uma vitamina extra e que ele já muitas vezes nem precisa. E, portanto, Rui Rocha, que não está particularmente bem nos debates e a prova é que caiu a pique nas sondagens, também teve aqui um debate que nem lhe estava a correr mal ao início, mas quando André Ventura entrou naquele campo, que ele tão bem sabe fazer, de uma forma popular e também tendencialmente populista ou muito populista às vezes, conseguiu vencer o debate com esse tipo de afirmações.
Análise do editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, ao frente a frente entre Rui Rocha e André Ventura.
Quanto a Pedro Nuno Santos, recusa equivalências com Luís Montenegro e diz que as denúncias anônimas tiveram objetivos políticos.
Afirmações do líder socialista no primeiro debate da noite entre PS e Livres. Pedro Nuno Santos nega qualquer comparação entre a abertura de uma averiguação preventiva a propósito da compra de dois imóveis e o caso da empresa familiar de Luís Montenegro.
Tais qualquer pessoa percebe que as denúncias anônimas tinham objetivo político. Acho que tinham mesmo dois objetivos. Tinha como objetivo intimidar-me e tinha como objetivo passar uma ideia de equivalência, nomeadamente entre mim e Luís Montenegro. E não há equivalência nenhuma. Que eu saiba, não há nenhuma suspeita de que alguém tenha ajudado a financiar fora do meu circuito familiar, a financiar as minhas casas. Agora, há uma coisa que eu garanto: eu não fiz a reestruturação de uma empresa que fatura sete milhões de euros e tem o resultado líquido de 12 mil euros por 240 mil euros. É um péssimo serviço que prestamos à democracia quando tentamos fazer de conta que somos todos iguais. Eu não sou igual a Luís Montenegro.
O secretário-geral socialista volta ainda a apelar ao voto útil para derrotar a AD e a direita. Rui Tavares rejeita que a solução passe por uma maior concentração de votos no Partido Socialista. Portavoz do Livre diz que o PS deve concentrar-se em captar votos junto do eleitorado da AD. Rui Tavares diz que os socialistas só vão voltar ao governo se aprenderem rápido com os erros do passado.
Não precisas de vir roubar 50 mil votos ao Livre.
Eu não quero roubar nada. Os votos são das pessoas, não são meus, nem do Rui.
Sim, mas só precisarias de ir buscar 25 mil à AD, que é o que te faltou da outra vez. Não foi os 50 mil do Livre. Os 50 mil do Livre poderiam significar que em Setúbal não elegíamos ou que no Porto não elegíamos e que ideias novas, como o imposto dos super-ricos, não teriam chegado à Assembleia da República. O PS esteve oito anos no governo e só voltará ao poder se demonstrar capacidade de aprender rápido na sua cura de oposição, que foi muito curta. Isso significa perceber, de uma vez por todas, que as pessoas não querem ver o PS sozinho com os seus defeitos no governo, a sua complacência, a sua arrogância no exercício do poder.
Eu não tenho.
E portanto, para demonstrar isso, é preciso demonstrar que se aprendeu rápido.
Pedro Nuno Santos e Rui Tavares em debate esta noite na SIC. Na análise ao debate, precisamente entre PS e Livre, o editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, destaca que os dois líderes partidários são claramente aliados.
Pedro Nuno Santos dizia, por um lado, que só uma vitória do Partido Socialista garantiria um governo à esquerda, portanto, só mais um voto ou um voto a mais no Partido Socialista em relação à AD. Só isso é que permitirá um governo à esquerda. Rui Tavares foi tentando desconstruir esse apelo ao voto útil no Partido Socialista, dizendo que quando o Partido Socialista esteve sozinho, falhou em dar respostas aos problemas dos portugueses. Foi um debate interessante entre duas pessoas que claramente se respeitam muito, que são potenciais aliados.
Análise do editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, ao debate entre Pedro Nuno Santos e Rui Tavares.
Agora meia-noite e oito e Luís Montenegro diz que não necessita de atacar pessoalmente adversários para fazer política.
Uma referência do primeiro-ministro ao caso das casas do líder socialista Pedro Nuno Santos, alvo de uma averiguação preventiva pelo Ministério Público. Ora Luís Montenegro diz que não precisa de atacar ninguém para fazer valer os seus argumentos.
Eu não preciso de atacar pessoalmente ninguém para fazer vingar as ideias que defendo e as convicções que tenho.
Mas o que acha de todas as explicações e depois de publicados os novos documentos?
Não me compete a mim estar a fazer essa avaliação. Há uma averiguação, tem que ser feita.
Mas desafiou também a si a dar mais explicações.
Eu vou repetir, eu não preciso de atacar pessoalmente ninguém para fazer vencer os meus argumentos. Eu acho que cada um deve fazê-los.
Luís Montenegro esta noite em declarações aos jornalistas em Castro Daire, a propósito da inauguração de vários equipamentos sociais. O primeiro-ministro acrescenta que não lhe compete fazer a avaliação sobre a decisão de Pedro Nuno Santos, que apresentou os documentos relacionados com a compra de duas casas e que se disponibilizou para ser ouvido pelo Ministério Público.
E Laura, uma nova sondagem. Se as eleições fossem hoje à AD, voltaria a ganhar e desta vez com uma margem superior àquela que foi registada no ano passado.
É o resultado da mais recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e do ISCTE para a SIC e o jornal Expresso. A AD aparece na frente com 27% dos votos e apesar de descer um ponto percentual face às eleições do ano passado, fica quatro pontos à frente do PS. Com 16%, o Chega mantém-se como a terceira força política. Mais distantes ficam a Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda e CDU, que recolhem cada um 2% das intenções de voto. Já o Livre e o PAN não vão além do 1%. Esta foi uma sondagem feita entre os dias 5 e 14 deste mês. Inclui já a perceção dos inquiridos sobre a primeira semana de debates. Ainda de acordo com os dados, mais de 70% dos inquiridos não pensa mudar o voto.
Agora meia-noite e 10. E para fechar, Laura, outras notícias a marcar a atualidade.
Duas pessoas morreram e seis ficaram feridas num tiroteio na Universidade da Flórida. As vítimas mortais não são estudantes, mas as autoridades adiantam que o atirador é um estudante de 20 anos, filho de um polícia municipal. De acordo com as autoridades citadas pela Associated Press, a arma utilizada pertencia ao pai do atacante. Pelo menos cinco pessoas e o próprio autor do crime já estão a receber cuidados médicos. No desporto, o Manchester United de Rubena Mourinho apurou-se para as meias-finais da Liga Europa. Venceu o Lyon por 5x4. Os Red Devils chegaram a estar a perder por 4x2. No entanto, conseguiram a reviravolta com um gol decisivo de Kobbie Mainoo a aparecer aos 120 mais um minutos. O Manchester United vai defrontar o Atlético Bilbao nas meias-finais. As partidas jogam-se a duas mãos, com datas marcadas para 1 e 8 de maio.
Ponto final no jornal da meia-noite. Quanto a nós é tudo. Amanhã cá estaremos a passar aqui uma bela Páscoa.
É verdade, Sexta-feira Santa.
Eu trago...
Cabrito.
Amanhã não se come carne.
Pois não.
Eu ia dizer um ovinho da pá.
É melhor ficar por aqui a conversa.
É melhor. Até amanhã.
Até amanhã.
Um beijinho. Tchau!