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Dos do Conselho. Jornal da Meia-Noite, edição de António José Soares e a começar com Paulo Rangel, que afasta acordos com o PS e Chega, mas admite que a AD terá de fazer algumas cedências.

Uma posição assumida esta noite em entrevista à CNN Portugal. O vice-presidente do PSD admite a possibilidade de diálogo com todos os partidos, mas afasta a possibilidade de um acordo de governo com Chega e PS.

Não faz sentido haver um acordo de governo formal ou de governo com incidência, com apoio parlamentar, com nenhum dos dois partidos que estão abaixo da Aliança Democrática.

E um bloco central informal em matérias estruturantes?

Não, agora repare.

O próximo líder do PS.

Não, quando houver matérias estruturantes e houver partidos que estejam disponíveis para colaborar nessas matérias estruturantes, isso é positivo.

Paulo Rangel, em entrevista à CNN Portugal, o vice-presidente do PSD admite que a AD conte com o contributo significativo da Iniciativa Liberal no próximo governo.

Quanto a Hugo Soares, diz que a AD vai dialogar com todos.

O deputado social-democrata, que na legislatura anterior assumiu o cargo de líder parlamentar do PSD, citou Montenegro, a citar o Papa, para dizer então que a AD vai dialogar com todos, não sendo, por isso, preciso escolher entre o PS e o Chega para identificar um parceiro preferencial para acordos parlamentares. Entrevistado esta noite na SIC Notícias, Hugo Soares assegura, no entanto, que o "não é não" de Montenegro mantém-se e integrar ministros do Chega no governo seria quebrar essa palavra. O social-democrata diz que a Aliança Democrática sozinha tem mais deputados do que toda a esquerda junta e isso é uma mudança também nas condições de governabilidade.

António, quanto a Pedro Frazão, afirma que não vê possível a integração do Chega num governo liderado por Luís Montenegro.

Em entrevista à Rádio Observador, o deputado eleito por Aveiro refere que o povo português deu uma chapada de luva branca ao sistema político. Pedro Frazão esclarece que, apesar do Chega estar disponível para conversar, não vê possível um acordo com a Aliança Democrática.

Esta desconfiança que se abateu sobre a personalidade de Luís Montenegro e sobre toda a arrogância com que ele lidou com o Chega e até com as outras forças parlamentares durante a passada legislatura, vejo com muita dificuldade que possamos integrar um governo liderado por Luís Montenegro.

As palavras de Pedro Frazão numa entrevista à Rádio Observador. O deputado do Chega sublinha a necessidade de respeitar a maioria eleita à direita e o coincidir entre a via da estabilidade desejada e o programa apresentado pelo Chega. Ainda do lado do Chega, Pedro Pinto diz ter 98% de certeza que André Ventura não será candidato às eleições presidenciais. Declarações esta noite em entrevista à SIC Notícias.

Quanto a José Luís Carneiro, está disponível para liderar o Partido Socialista.

Uma posição assumida de viva-voz esta noite na CNN Portugal. Relativamente aos cenários de governabilidade, o socialista defende a viabilização do governo da Aliança Democrática, mas sem bloco central.

Não, estamos fora da opção de um bloco central. Julgo que não é necessário e seria prejudicial, como tem sido afirmado por vários responsáveis, os dois partidos subsumirem-se numa solução executiva. Agora, é possível, num quadro parlamentar, constituir uma dimensão de trabalho político que responda a alguns dos impulsos reformistas.

José Luís Carneiro, em entrevista à CNN Portugal. O socialista acrescenta que a definição da nova liderança do partido é essencial e urgente. Já o ex-ministro Duarte Cordeiro adiantou à Agência Lusa que não vai ser candidato à liderança do PS, mas quer contribuir para uma solução de unidade e não de fação, pedindo tempo para escolher entre os melhores e não os mais rápidos.

Ainda na política, Pedro Nuno Santos vai deixar de ser o secretário-geral do PS. É já no sábado, após a Comissão Nacional, e vai ser o presidente do partido, Carlos César, a assumir interinamente a liderança socialista.

A informação foi confirmada à Agência Lusa, por fonte oficial do PS. Depois do anúncio da demissão de Pedro Nuno Santos da liderança, a Comissão Nacional do Partido foi convocada para aprovar o calendário eleitoral interno e também para analisar os resultados das legislativas. Vai decorrer no próximo sábado, em Lisboa, este encontro.

Agora 00h03. Quanto ao presidente também da República, admite que o PS necessita de tempo para se reorganizar depois da demissão de Pedro Nuno Santos.

São declarações à porta do Palácio de Belém. Marcelo Rebelo de Sousa considera a hipótese de ouvir o Partido Socialista mais do que uma vez, antes de indigitar um novo primeiro-ministro. O chefe de Estado quer entender a forma como os socialistas vão reagir à mudança de líder.

No caso do Partido Socialista, há uma substituição de liderança. E, portanto, é importante que o Partido Socialista tenha tempo para se perceber qual é o processo. Processo, tempo, calendário de substituição e o posicionamento em relação ao governo. Restava a hipótese de haver uma segunda audiência com o Partido Socialista para a semana, para perceber como é o processo de transição e como é que se vai decidir a posição do Partido Socialista no Parlamento.

O chefe de Estado recusou ainda comentar um cenário de possível governabilidade com a AD e o Chega no executivo. Diz que nesta altura o importante é ouvir as forças políticas. O presidente da República admite repetir audiências aos três maiores partidos, já com os resultados da imigração conhecidos, dando tempo ao PS para definir uma posição em relação à viabilização do programa do governo. Recordamos que as audições de Marcelo Rebelo de Sousa começam já esta terça-feira. Vai receber PSD, PS e Chega.

E para fechar outras notícias que, para já, António, vou marcando da atualidade.

Frederico Varandas diz que os jogadores do Sporting são heróis. Palavras do presidente do Sporting na Câmara Municipal de Lisboa, no dia em que os campeões nacionais foram recebidos nos Paços do Conselho. Varandas sublinhou que o treinador dos Leões, Rui Borges, pode não ter estudos, mas é doutorado em competência. Vinte e dois países, incluindo Portugal, França, Alemanha e Reino Unido, exigiram esta segunda-feira que Israel retome imediatamente a ajuda total à Faixa de Gaza e que esta seja conduzida pela ONU e por organizações não governamentais. As Nações Unidas e as organizações humanitárias não podem apoiar o novo modelo de entrega de ajuda ao território palestiniano, decidido pelo governo israelita, defenderam as diplomacias de 22 países, que incluem também o Canadá, Japão, Austrália e a União Europeia, numa declaração conjunta divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão. Nuno, diz-me uma coisa, quando eras mais miúdo do que és agora, quais eram os teus desenhos animados preferidos?

Eu por acaso sei a tua pergunta aqui. E então trago-te uma surpresa.

O que é que tu trazes para aí?

Deixa lá ver se dá para ouvir.

Isto era o quê?

Isto era o Tom Sawyer.

Tom Sawyer.

Adorava o Tom Sawyer.

Que tinha o amigo que era o Huckleberry Finn.

Exatamente. E quem é que escreveu?

Mark Twain.

Falámos disso há pouco.

É verdade.

Olha, mas por quê? Diz-me lá. Não, era mesmo o Tom Sawyer. Eu gostava mesmo do Tom Sawyer.

Tu não te desligas disso se eu começo a cantar o antena?

O som é do computador. Calma. A qualidade não é muita, mas é...

É melhor eu não começar a cantar.

Diz-me, não era o Tom Sawyer?

Eu gostava muito do D'Artacão.

Também.

Mas não é...

D'Artacão, D'Artacão.

Dos perigos. Mas não é isso que eu trago hoje.

E a senhorita Dulcinéia.

É verdade. Hoje trago-te outra coisa e vê lá se te lembras qual era a série de desenhos animados que tinha esta música.

É os Smurfs. Os bonequinhos brancos, não era? Eram brancos e azuis, não era?

Exatamente.

Lembro perfeitamente. Eu tinha quando era miúdo. Até tinha a casa, que era tipo um cogumelo.

Exato.

Estás a ver?

Estou a ver. E tens ideia porque é que eu trago os Smurfs ou os Estrunfos, como a gente chamava na altura?

Os Estrunfos, não faço a mínima ideia.

É porque em França, mais de 3 mil pessoas disfarçaram-se de azul para quebrar o recorde mundial do Guinness para o maior número de pessoas vestidas de Smurfs ou de Estrunfos. Eu continuo a dizer Estrunfos. De sempre. Foi na cidade de Landerneau, na região da Bretanha, e foi a terceira vez que esta comunidade desta cidade tentou quebrar o recorde.

Olha que bom!

E à terceira...

É de vez.

Foi de vez, exatamente.

Muitíssimo. Vamos ouvir isso aqui mais um pouquinho. Isto é uma grande memória, não é?

É verdade.

Malta da nossa geração. Ponto final nesta edição da meia-noite. Laura Figueiredo vai pegar na máquina a partir da meia-noite e meia. Quanto a nós é tudo, então até amanhã.

Até amanhã.

Até amanhã.