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Jornal da meia-noite com José Rafael Lopes e José João Cotrim Figueiredo anuncia que vai lançar um movimento cívico apartidário chamado Movimento Horizonte 2031.

O ex-candidato presidencial, que ficou em terceiro lugar na primeira volta, vai ser o líder deste movimento. Quer que quem votou nele tenha uma voz ativa no debate público.

Não é um partido político, que fique claro. Pretende apenas que esses 900 mil votos, que aderiram em massa a uma forma de fazer política mais positiva, mais otimista, mais exigente com o país, com mais ambição, e que vieram de todos os partidos, não fiquem sem um sítio onde possam manter aquela energia e aquela vontade de colaborar e de participar. Portanto, é um movimento que é cívico e pretende o quê? Pretende participar no debate público, condicionando no sentido de ser muito exigente com qualquer que seja o governo que esteja em funções.

João Cotrim Figueiredo, em entrevista à SIC Notícias esta noite, onde não revelou a intenção de voto, diz apenas, o ex-candidato presidencial, que não vai votar em André Ventura.

A escolha nesta segunda volta é, de facto, péssima para os portugueses. Eu percebo aqueles que agora nas sondagens da segunda volta começam a aparecer em grande número, dizendo que não vão votar ou que vão votar em branco. Eu percebo, a escolha é, de facto, péssima. Entre alguém que quer que Portugal esteja parado e entre alguém que quer Portugal para trás.

João Cotrim Figueiredo esclarece ainda que não vai abandonar o cargo de eurodeputado, nem tem planos de voltar à liderança da Iniciativa Liberal.

Na análise, a jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, diz que João Cotrim Figueiredo deixou várias pistas sobre o futuro.

Sendo que a entrada de um novo partido em Portugal não é uma situação em cima da mesa. Inês André Figueiredo destaca o capital político do ex-candidato à Presidência da República e o facto de João Cotrim Figueiredo falar num movimento apartidário.

Com este resultado eleitoral, João Cotrim Figueiredo sabe que tem peso e, pelos vistos, não pretende desperdiçar esse capital político. Vamos ver que repercussões é que isto tem para a Iniciativa Liberal e se é uma ajuda ou é uma pedra no sapato de um partido que tem tido dificuldades em descolar.

A análise da jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, sobre o movimento cívico anunciado esta noite por João Cotrim Figueiredo.

Ainda nas presidenciais, André Ventura acusa António José Seguro de fugir ao escrutínio.

Em causa, a recusa do candidato apoiado pelo PS em não ir a dois dos três debates que André Ventura queria realizar durante a segunda volta. Numa ação de campanha no Montijo, o candidato apoiado pelo Chega critica António José Seguro, acusa-o de ter medo de se comprometer com medidas para o país.

Eu quero debater os problemas do país na imigração, na habitação, na saúde, nos salários baixos. É isso que eu quero debater. O senhor António José Seguro está com medo de qualquer coisa que haja para debater. Eu quero debater o país e acho que ele viu na primeira volta que eu procurei debater o país, debater o que nos divide, o que nos distingue, ver onde é que nos aproximamos. Ou seja, eu quero discutir Portugal. Agora, se há um candidato que quer passar nisto, tipo Miss Portugal, que ninguém lhe pode dizer nada e que passa pelos pingos da chuva sem ter que se comprometer com nada, isso é um mau exemplo para a democracia. Mas, sobretudo, levanta-me a suspeita que está com medo de alguma coisa e que está com medo de ser sujeito ao escrutínio.

André Ventura, no Montijo, em passo apressado devido ao mau tempo que se fazia sentir ao final da tarde. Já sobre os apoios da direita a António José Seguro, André Ventura critica, sobretudo, a Iniciativa Liberal, a quem antecipa a morte política.

E António José Seguro diz que cada um faz a campanha que quer.

É a reação do candidato apoiado pelo PS quando questionado sobre a recusa para participar em mais debates com André Ventura.

Nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples. Eu estou aqui para fazer a minha campanha. A minha campanha privilegia o contacto direto com cada portuguesa e com cada português. É isso que eu vou fazer. Portanto, cada um faz a campanha que entende. Muito obrigado.

António José Seguro, no final de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento em Matosinhos. Nesta declaração aos jornalistas, o candidato presidencial também mostrou agrado com o apoio de Luís Marques Mendes e pediu uma legitimidade reforçada nas urnas.

No caso concreto, doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.

Sobre as mais recentes sondagens, António José Seguro admite estar satisfeito com a vantagem que parece ter em relação a André Ventura.

Mudamos de tema. A E-Redes diz que já há menos de 2 mil clientes que continuam sem energia elétrica em várias zonas do Portugal continental devido ao mau tempo.

Chegaram a ser quase 4 mil casas sem eletricidade, mas a empresa, a E-Redes, está a conseguir normalizar a situação. No balanço anterior, feito pela E-Redes, com dados até às 18h30, a empresa tinha divulgado que cerca de 3.800 clientes continuavam sem energia elétrica em várias zonas do país, sobretudo no distrito de Aveiro. Estes constrangimentos foram provocados pelo mau tempo e pela passagem da Ingrid. De acordo com a empresa de distribuição da energia elétrica, durante a madrugada foram mesmo cerca de 20 mil clientes afetados, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Face ao agravamento das previsões meteorológicas, a E-Redes também ativou, de forma preventiva, o plano de atuação em crise para permitir o reforço dos meios técnicos e operacionais para assegurar a adequada capacidade de resposta

E o mais recente balanço da Proteção Civil sobre a depressão Ingrid dá conta de quase 700 ocorrências.

Feito esse balanço com dados até às 19h30, com os dados mais atualizados. O balanço foi feito pelo oficial de operações da Proteção Civil, José Costa, à Rádio Observador, detalha as ocorrências registradas, com destaque para a queda de árvores.

Entre as 0h e as 19h do dia de hoje, dia 23, temos o registro de 669 ocorrências relacionadas com este quadro de meteorologia mais adversa. As ocorrências estão relacionadas sobretudo com 247 quedas de árvore, 192 limpezas de via, 122 quedas de estruturas, 63 movimentos de massa e 43 inundações. Temos ainda o registro de dois salvamentos aquáticos. Foram empenhados 2312 operacionais e 932 meios terrestres.

Hoje, a zona mais afetada tem sido a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 229 ocorrências, seguida pela região Norte, com o registro de 211 ocorrências. José Costa diz que as autoridades da Proteção Civil estão em prontidão especial, devido aos avisos emitidos e às previsões para esta noite e para o dia de amanhã. Deixa, por isso, várias recomendações à população.

Evitar atividades relacionadas com o mar. Não se aproximar da orla costeira, não praticar desportos ou corridas perto da orla costeira e também não deixar lá os veículos estacionados. Depois, se tiver que viajar, faça só se for mesmo necessário. Evitar deslocações que possam ser adiadas.

José Costa, oficial de operações da Proteção Civil, faz ainda o apelo para que seja adotada uma condução defensiva, de modo a que sejam evitados riscos desnecessários.

E o Metro de Lisboa vai manter abertas, entre hoje e a madrugada de terça-feira, as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio.

Acontece no período noturno para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam pernoitar. O Metro toma a medida devido ao frio, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa. As estações, recordo, Santa Apolónia, Oriente e Rossio, vão estar abertas para assegurar uma resposta adequada às condições de frio extremo que se fazem sentir na cidade de Lisboa.

Na atualidade internacional, o presidente da Ucrânia diz que ainda é muito cedo para tirar conclusões das negociações entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia.

Volodymyr Zelensky não quis abrir o jogo sobre as conclusões deste primeiro dia de conversas nos Emirados Árabes Unidos. Ainda assim, o presidente da Ucrânia destaca que se está a discutir a melhor forma de colocar um ponto final na guerra na Ucrânia. Nas redes sociais, o líder ucraniano manifesta o desejo de desenvolvimentos favoráveis e ressalva que o mesmo tem de ser esperado do lado russo.

E o major-general João Vieira e Borges destaca a importância deste encontro.

Uma reunião que pode trazer desenvolvimentos ao conflito na Ucrânia. O major-general João Vieira e Borges fala no momento decisivo e sublinha que Zelensky, mesmo ausente da mesa de negociações, tem uma palavra a dizer.

É um papel determinante, ele é que diz sim ou não. Ou seja, ele é que dá a liberdade de ação aos negociadores para irem até determinado ponto. E esse ponto pode ser, designadamente na questão do Donbass, a criação da tal zona econômica livre a que referiu o Mitkov. Não deve estar muito longe disto a negociação, a cedência da parte da Ucrânia para a tal zona econômica livre, mas não aceitará, certamente, que as forças ucranianas se retirem e que fiquem as tropas russas.

O major-general João Vieira Borges, no gabinete de guerra da Rádio Observador, admite ainda que esta reunião pode ser o princípio do fim da guerra na Ucrânia.

E com nove minutos para a meia-noite, José, que outros temas estão a marcar a atualidade?

O Exército anunciou que está a executar 11 projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Trata-se de um investimento de mais de €33 milhões. Em comunicado, o Exército diz que grande parte do valor será aplicado na reabilitação e na modernização de infraestruturas militares. A primeira-ministra italiana admite nomear Donald Trump para o Prêmio Nobel da Paz, se o presidente norte-americano conseguir estabelecer uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Giorgia Meloni falou em Roma numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Friedrich Merz, após uma cimeira intergovernamental entre Itália e Alemanha. A questão foi feita na sequência de Donald Trump ter apresentado o novo Conselho de Paz para a Faixa de Gaza. A Organização Mundial de Saúde alerta para o agravamento da situação de saúde das pessoas afetadas pelas cheias em Moçambique. A organização pede um reforço do apoio internacional para combater doenças relacionadas com este desastre. A chefe do programa de emergência diz que há centenas de vidas em risco. Mais de 600 mil pessoas foram afetadas pelas cheias em Moçambique. Já foram registrados 12 mortes.

Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite.