Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos actualizar a informação.
Jornal da Meia Noite com edição da Diana Rosa e começamos com o anúncio do secretário de Estado norte-americano: "A ofensiva contra o Irão acabou".
Washington está agora numa fase defensiva, afirma Marco Rubio, que acrescenta que os Estados Unidos vão apenas responder a ataques. Esta nova fase é denominada Projeto Liberdade. Rubio diz que esta operação tem como objetivo resgatar as tripulações dos navios presos no estreito do Hormuz. Garante ainda que os Estados Unidos não vão abrir fogo por iniciativa própria. Para o secretário de Estado norte-americano, se o Irão prosseguir o caminho da diplomacia, os resultados para o país vão ser positivos.
O nosso presidente já provou, vezes sem conta, que a sua preferência é a paz. Mas o Irão precisa de aceitar a realidade da situação e sentar-se à mesa das negociações, aceitando termos que sejam bons para eles, mas, em última análise, bons para o mundo. Se houver um caminho diplomático real, e continuaremos a procurá-lo, poderá levar o Irão à reconstrução, prosperidade e estabilidade, e a não representarem uma ameaça para o mundo. A alternativa é o crescente isolamento, o colapso económico e, em última análise, a derrota total. Eu sei qual é a escolha certa para o Irão e espero que quem toma decisões por lá faça a escolha certa.
Os avisos do secretário de Estado norte-americano ao Irão, em declarações esta noite na Casa Branca.
Só que o Irão diz que é impossível aceitar as exigências dos Estados Unidos com a vista a um acordo de paz.
É o entendimento do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sublinha que Teerão continua a receber ameaças por parte dos Estados Unidos. O chefe de Estado acusa o país de seguir uma política de pressão máxima, ao mesmo tempo que espera que o Irão ceda às exigências unilaterais dos norte-americanos. Citado pela Reuters, o presidente considera que é impossível.
E o bloqueio iraniano do estreito de Hormuz foi hoje alvo de críticas de Luís Montenegro. O primeiro-ministro defende mais pressão diplomática sobre Teerão.
Montenegro diz numa visita à Alemanha que não é com factores de divisão que se resolvem conflitos.
Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável do ponto de vista da obtenção de potencial nuclear em termos militares e é absolutamente inaceitável as consequências para o comércio internacional relativamente às dificuldades de navegabilidade, sobretudo no estreito de Hormuz e, ao mesmo tempo, dos ataques que não obedecem a critério que se compreenda com todos os países da região.
São declarações de Luís Montenegro numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão em Berlim. Ambos defenderam uma resposta coordenada de pressão diplomática face ao Irão.
E Itália volta a defender o Papa contra as recentes críticas de Donald Trump, depois do presidente dos Estados Unidos ter dito a Leão XIV que está a pôr muitos católicos em risco com apelos à paz.
Afirmações que para o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros são inaceitáveis. O apelo à paz e ao diálogo na guerra com o Irão tem sido feito várias vezes pelo Papa. Trump não gostou e manifestou-se contra o líder da Igreja Católica. Em resposta, no X, o ministro italiano Antonio Tajani afirma que as críticas de Trump a Leão XIV em nada contribuem para a paz. Itália recusa de forma categórica essas afirmações e garante que a visão do Papa é partilhada pelo governo italiano. Antonio Tajani promete empenho, através da diplomacia, em garantir a estabilidade e a paz em todas as áreas onde existem conflitos.
Na atualidade nacional, o ministro da Administração Interna admite ter havido um pacto de silêncio entre agentes da esquadra do Largo do Rato envolvidos em casos de tortura.
Um processo que já levou à detenção de 24 polícias e um civil. Em declarações à CNN Portugal, Luís Neves acredita que houve facilitismo face a comportamentos inaceitáveis.
Tudo leva a crer que houve aqui um facilitismo e uma aceitação de comportamentos desviantes e que são comportamentos particularmente graves. A ofensa à dignidade da pessoa, do ser humano, é particularmente grave, que tem a ver com agressões, com agressões bárbaras e com humilhações, e depois a aceitação e o silêncio, um pacto de silêncio na não divulgação desses mesmos factos.
Mas isso tem a ver com um sentimento de impunidade, tem a ver com uma cultura instalada nas polícias, tem a ver com o quê?
Não, não há esta cultura instalada nas polícias. Nós estamos a falar de casos isolados.
E que não espelham a realidade geral, acredita Luís Neves. Nesta entrevista, o ministro da Administração Interna remete juízo sobre este caso para mais tarde.
Pode ter ocorrido essa falha no controle interno, mas o que eu quero dizer é que só quando tivermos acesso àquilo que é matéria de investigação criminal, portanto, quando o processo estiver aberto e quando houver decisões transitadas e julgadas por parte dos tribunais, é que nós vamos poder, de facto, fazer a avaliação de como, quando, quem, em que circunstâncias os crimes foram cometidos.
Luís Neves, ministro da Administração Interna, em entrevista à CNN Portugal.
Antes, André Ventura tinha criticado a postura do ministro relativamente a este caso. O líder do CHEGA considera que Luís Neves tem feito declarações infelizes sobre as forças de segurança.
Ao anunciar, por exemplo, a expulsão de elementos da polícia por comportamentos desviantes, André Ventura diz que se trata de anúncios infelizes e relativiza casos como o do Largo do Rato.
Esses casos acontecem com polícias e acontecem com todas as outras corporações. Há gente melhor e gente pior em todas as profissões.Em todos os órgãos, o que não podemos ter é um governo e um ministro que falam mais em expulsar polícias, em perseguir polícias, em tirar-lhes a autoridade, do que propriamente em garantir que temos uma polícia eficaz, forte e capaz de combater a criminalidade. O que não podemos é ter um governo que ainda ontem se preocupou em dizer que tínhamos que ter cuidado com as percepções de insegurança, mas não é capaz de perceber que os polícias estão sem meios.
E por isso André Ventura pretende ouvir o Ministro da Administração Interna no Parlamento na quinta-feira, dia 14.
Já o PS fala em motivo de repulsa, o que aconteceu na PSP do Largo do Rato, e exige uma investigação até às últimas consequências.
As suspeitas de tortura e violações levaram esta terça-feira à emissão de mandados de detenção de mais de 15 polícias e um civil. O PS considera que se trata de uma situação absolutamente intolerável e saúda todas as ações das autoridades competentes. Alega que a confiança na instituição não pode ser colocada em causa. Numa nota da direção socialista à Lusa, o partido lembra que não há que ignorar casos como este.
E a UGT não vai levar novas propostas para a concertação social na reunião marcada para depois de amanhã.
As propostas que a Central Sindical tinha para apresentar, já apresentou. Agora é continuar a negociá-las com o governo. O Observador sabe que essa é a conclusão da reunião que o líder da UGT teve com o Secretariado Executivo. A Intersindical rejeita assim o repto da Ministra do Trabalho para que seja apresentada uma nova versão do documento do lado dos trabalhadores. Já do lado dos patrões, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, considera que há prejuízos para o país caso sejam desperdiçados estes meses de negociações em concertação social.
Oito minutos para a meia-noite, Diana, vamos a outros temas em destaque.
A Organização Mundial da Saúde está a tentar localizar os mais de 80 passageiros a bordo do avião em que seguia uma neerlandesa infetada com antavírus. A mulher de 69 anos saiu de Santa Helena num voo para Joanesburgo, na África do Sul, veio a morrer com o vírus no hospital no passado dia 26. A Organização Mundial da Saúde entende que há indícios de contágio e quer, por isso, localizar todas as pessoas que partilharam o voo com esta mulher. Pelo menos 22 pessoas morreram em ataques russos na Ucrânia, em véspera das duas tréguas anunciadas, uma por Kiev, outra pelo Kremlin. O cessar-fogo ucraniano começou há duas horas, sem prazo para acabar. A pausa da Rússia está marcada para os dias oito e nove, quando Moscovo celebra o Dia da Vitória. Zelensky considera o que diz ser um puro cinismo de Moscovo, depois do Kremlin ter anunciado uma trégua de forma unilateral para realizar ações de propaganda. A Rússia ameaça lançar um ataque em larga escala com mísseis contra o centro de Kiev, caso a Ucrânia viole esta trégua. No futebol, é a primeira vez nos últimos 20 anos, o Arsenal está na final da Liga dos Campeões. A equipa londrina venceu o Atlético de Madrid por 1 x 0. Foi Bukayo Saka quem garantiu a vitória sobre os espanhóis. Será agora o PSG ou o Bayern de Munique a enfrentar o Arsenal na final dia 30 deste mês. As equipas jogam a semifinal em Budapeste amanhã.
Desporto a fechar este jornal de meia-noite. TV edição da Diana Rosa. Diana, de manhã, bom descanso.