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O final do mês. Jornal da Boa Noite com a edição da Diana Rosa. Diana, José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de falhar na saúde, afirma que pior era impossível.
O líder do PS acusa Luís Montenegro de ser o responsável por manter em funções uma ministra que perdeu há muito a autoridade política e sublinha que os problemas não só não foram resolvidos, como, pelo contrário, agravaram.
O primeiro-ministro falhou de uma forma clara, de uma forma inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses. Ele prometeu, em seis meses, encontrar um plano de ação para responder à saúde. O que é certo é que o plano de ação que o primeiro-ministro apresentou não resolveu os problemas que visava resolver. Pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde. Pior é impossível.
José Luís Carneiro tem ainda um alerta a fazer sobre a eventual revisão constitucional.
Há algo que eu sei. Há quem utilize a Constituição para distrair as pessoas daquilo que é essencial. A saúde é mesmo um tema essencial.
Acha que é isso que esta revisão constitucional pretende fazer?
Não tenho dúvidas.
Foram declarações de José Luís Carneiro à margem da Gala da Liberdade, que decorreu hoje no Barreiro, em Setúbal.
E Luís Montenegro promete lutar contra o que diz ser a intransigência no que toca à lei laboral.
O primeiro-ministro diz que o governo não vai desistir nem ficar refém do que considera imobilismo. Promessa feita no discurso dos 52 anos do PSD, onde, Miguel Gato, esteve também presente Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois de 10 anos na Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa regressou a um evento do PSD.
Estamos aqui hoje para, em simultâneo, homenagear a nossa querida Conceição e recordar a fundação de uma casa a que ela esteve ligada desde o início.
O antigo presidente da República marcou presença num evento que juntou o aniversário número 52 do partido a uma homenagem a Conceição Monteiro, militante número dois do PSD, e fez um discurso sem mensagens políticas. A seguir, falou Luís Montenegro, que diz contar com Marcelo daqui para a frente.
Quero dizer-lhe que é com todo o afeto e também com gratidão por tudo aquilo que tem feito e fez na presidência, que nós, na sua casa, na sua família, o tornamos a acolher. Não podemos expressar as suas opiniões, porque há esse compromisso, mas podemos contar consigo e vamos contar consigo.
O presidente do PSD promete honrar o passado do partido, nomeadamente os dois principais convidados.
Cara Conceição, caro Marcelo, vamos continuar a governar exatamente fiéis a este princípio.
E numa altura em que o governo tenta fazer mudanças em várias frentes, com a reforma laboral ainda como tema quente, Luís Montenegro deixa ainda uma garantia.
Sendo este também um governo de concertação, é um governo que obviamente não vai desistir. Nós já demos muitas mostras de cedência. O que não podemos é ficar reféns da intransigência ou ficar reféns do imobilismo.
A promessa deixada por Luís Montenegro no aniversário do PSD, que contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa.
Luís Montenegro assegura que vai continuar concentrado e focado em dar ao país mais instrumentos para o que entende ser um Portugal produtivo e competitivo.
E o Chega vai insistir na redução da idade da reforma.
No entanto, André Ventura flipa, já ensaia uma mudança de discurso para que esta não seja, afinal, uma questão decisiva, por forma a dar luz verde à nova lei laboral. Mas o debate sobre a medida, esse é para fazer.
É legítimo, já discordámos no passado, certamente que discordaremos no futuro, em muitas matérias. Eu só vos posso dizer, enquanto presidente do Chega, aquilo que eu acho que é o caminho que devemos fazer, independentemente das posições do atual primeiro-ministro e de outros primeiros-ministros. Eu acredito que isto tem que ser levado até o fim. Há pessoas que gostam, há os que não gostam.
É uma ideia para debate.
É uma ideia para debate e é uma ideia para avançar.
No debate quinzenal disse que sem isso não havia reforma e agora disse que a questão não é votar contra.
Portanto, já têm aí a resposta, se eu disse uma coisa dessas. Mas se isto for de um impacto de 400 milhões, de 500 milhões, de mil milhões, justifica perfeitamente o que estamos a fazer pelos portugueses.
Já sobre a revisão constitucional que vai apresentar amanhã, André Ventura admite deixar cair algumas das medidas mais polêmicas.
E Diana, o Partido Socialista acusou o Chega de destruir as escolas e gerou-se um momento de tensão no Parlamento.
Foi durante a reunião plenária da Assembleia da República. Porfírio Silva, do PS, sublinha o que diz serem os maus exemplos do Chega dados aos alunos com gritarias e indisciplina, por exemplo, na Assembleia da República. Marta Caramelo Nobre. Vamos aqui ouvir a jornalista Marta Caramelo Nobre.
Depois da resposta do deputado do Chega, Rui Cardoso, que acusou os socialistas de não terem propostas para combater o aumento da violência nas escolas, o deputado Porfírio Silva relembra a proposta apresentada pelo partido e culpa o Chega de dar o exemplo de violência.
Uma parte dos problemas que nós temos na sociedade são os maus exemplos, são as gritarias, são a indisciplina, é a violência na relação entre as pessoas. E nessa matéria, o senhor deputado é mestre.
Clima de agitação na bancada do Chega e Porfírio Silva aproveita para dar o recado.
É isto, é esse o exemplo que os senhores dão às escolas. É esse o exemplo que os senhores dão às escolas.
É isso mesmo! É por isso que os senhores são os destruidores da escola.
Mais tarde, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, pediu a defesa da honra da bancada.
Eu não posso permitir, senhor presidente, que o senhor deputado Porfírio Silva tenha, não insinuado, mas dito mesmo, que a culpa da violência nas escolas é dos deputados do Chega.
E devolve as críticas ao Partido Socialista.
Senhor deputado, a culpa da violência nas escolas não é desta bancada parlamentar, é da inação do Partido Socialista. Durante anos, esqueceram a escola pública, senhor deputado.
Na resposta, Porfírio Silva deixa um aviso.
Eu não sou fácil de intimidar, nem com berraria, mesmo que seja de um líder parlamentar.
Um momento de tensão entre PS e Chega na sessão plenária no Parlamento.
Vamos ao desporto. Liga dos Campeões está na final. O Paris Saint-Germain empatou esta noite em casa do Bayern de Munique e vai defrontar o Arsenal na final da competição.
A equipa francesa esteve a ganhar por 1 x 0 durante quase toda a partida. O Bayern acabou por empatar nos minutos finais, mas não foi suficiente. O PSG já vinha em vantagem do jogo anterior e acabou mesmo por carimbar a presença na final. Já de olhos postos nesse momento, o jogador português do PSG, João Neves, diz que a partida vai decidir-se nos detalhes.
É sempre difícil, é um jogo a final. No futebol, às vezes, é injusto, é justo, podemos jogar melhor, podemos jogar pior e podemos ganhar ou perder. Vai ser nos detalhes e é para isso que nos vamos preparar, vamos concentrar. E é isso, eu acho que vai ser nos detalhes. Acho que não é 100% seguro, porque o futebol é assim, que ganha a melhor equipa, mas ganha aquela que quer mais, aquela que nos detalhes concretiza mais e que ganha mais.
João Neves, em declarações à Sport TV 5, a final da Champions vai ter lugar na Puskás Arena, em Budapeste, no dia 30, Filipa, às 17h.
Antes de fecharmos este jornal da meia-noite, Diana, vamos a outros temas que marcam a atualidade.
Lula da Silva está a caminho de Washington para se encontrar com Donald Trump. O encontro, pedido pelo presidente norte-americano, vai ser encarado como uma reunião de trabalho e não como uma visita de Estado. No momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos, em cima da mesa, vão estar questões como a geopolítica na América Latina, no Médio Oriente e na ONU, mas também as eleições presidenciais brasileiras marcadas para outubro. O Hezbollah intensifica ataques contra Israel no sul do Líbano. O grupo libanês afirma que os combatentes lançaram 17 ataques direcionados contra forças de Israel em território libanês esta quarta-feira, o que adianta o jornal Al Jazeera. As Nações Unidas exigem a libertação dos ativistas da flotilha humanitária presos em Israel. O gabinete dos Direitos Humanos da ONU condena a utilização por parte de Israel de detenções arbitrárias. Tamin Alkitan lembra que não é um crime mostrar solidariedade e tentar trazer ajuda humanitária à população palestiniana em Gaza, que precisa desesperadamente desse apoio. Pede ainda o responsável da ONU que sejam investigados os relatórios perturbadores de abusos severos contra dois ativistas e os responsáveis que sejam levados à justiça. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos apontou o dedo à tortura de presos políticos e aos desaparecimentos forçados na Venezuela. Denúncia feita durante a apresentação de um relatório à Organização dos Estados Americanos. A secretária-executiva da Comissão revelou ainda que, apesar das anistias anunciadas pelo governo, centenas de pessoas continuam detidas e exige, por isso, uma visita urgente aos centros de detenção para garantir a proteção absoluta dos prisioneiros contra maus-tratos.
Notícia de fecho do Jornal da Rosa. Do Jornal da Meia-Noite, com a Diana Rosa, assim é que é. À meia-noite, a cabeça já não está assim tão fresca.
Está tudo bem.
Só troquei uma palavrinha ou outra. Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite, com Diana Rosa. Diana, um beijinho. Até amanhã!