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Jornal da meia-noite, edição da jornalista Diana Rosa. Diana, o ministro da Administração Interna admite o encerramento de esquadras da PSP em algumas zonas urbanas, como em Lisboa.

Garante que a medida tem como objetivo colocar mais polícias nas ruas.

Estamos a pensar reorganizar estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente aqui em Lisboa, porque temos muita gente e é preciso haver concentração.

Concentrar as esquadras, fazendo menos esquadras, é isso?

Menos esquadras, para podermos ter mais gente-

Mais gente na rua

...na rua e junto das pessoas.

O ministro explica que uma esquadra exige no mínimo 30 pessoas, mas recusa a criação de super esquadras.

Quanto aos casos de tortura que envolvem agentes das esquadras do Rato e do Bairro Alto, Luís Neves rejeita uma falência das instituições.

No entanto, fala em contornos inaceitáveis.

Não digo que seja o maior falhaço do Estado. É perturbador, é muito preocupante, é muito sério. Não quero tirar aqui a carga de seriedade, porque eu, como tenho dito, e já utilizei esta expressão, as forças policiais devem ser um porto de abrigo, sobretudo para as vítimas, para os mais vulneráveis, para aqueles que estão numa situação de fragilidade. Foi tudo o que se passou com estas pessoas, independentemente, num caso ou noutro, de terem ocorrido suspeitas. Portanto, há aqui uma questão de superioridade e, ainda na questão da superioridade, o respeito dos direitos humanos, o respeito pela diversidade, devem ganhar ainda mais vínculo.

Luís Neves, ministro da Administração Interna, entrevistado na RTP.

José Luís Carneiro vai reunir-se amanhã com o primeiro-ministro, a pretexto das alterações à lei laboral.

Revelação feita esta noite na CNN Portugal pelo secretário-geral do PS.

Temos a intenção de ter um encontro durante o dia de amanhã para passar em revista vários assuntos, mas é evidente que daí não se pode extrair a ilação de que o PS viabilizará a proposta de contrarreforma laboral do governo.

Tudo depende das medidas que o governo decidir apresentar. José Luís Carneiro recebeu convite para a reunião com Montenegro na segunda-feira. Recusa sentir-se melindrado com o facto de o líder do Chega, André Ventura, ter ido antes a São Bento.

Uma reunião que aconteceu nesta quarta-feira. André Ventura insiste na diminuição da idade da reforma e no maior período de férias.

O líder do Chega mostra-se expectante quanto à versão da reforma que vai ser apresentada e insiste nesses dois pontos para dizer sim ao governo.

Amanhã, e isto era importante, por isso é que era importante reunirmos hoje, amanhã haverá um Conselho de Ministros. Esse Conselho de Ministros terá na agenda a aprovação da reforma laboral. Tal como eu disse, esta reforma laboral, que está agora em cima da mesa, é má para o país. É má para o país, é má para os trabalhadores, é má para quem trabalha. É essa a minha convicção, é essa a convicção do Chega, portanto, é essa a convicção do segundo maior partido do Parlamento. Sendo uma reforma má, ela teria que ter alterações para ficar boa. Nessas alterações boas estão vários aspectos que nós já temos referido e estão dois assuntos importantes. Como lhe disse, um, a descida da idade da reforma, o outro, a questão das férias.

André Ventura aos jornalistas ao final da tarde, na Assembleia da República.

E o primeiro-ministro acredita que há margem de negociação com o Chega, mas também com o PS.

Pelo menos de André Ventura, Luís Montenegro já tem essa certeza. Agora falta convencer José Luís Carneiro.

O que eu tenho é, neste momento, a disponibilidade de um dos maiores partidos da oposição, o Chega, e também tenho a auscultação que fiz de uma declaração do secretário-geral do Partido Socialista, que confirmarei pessoalmente quando tiver essa oportunidade, também de igual disponibilidade. Portanto, se assim for, se os dois maiores partidos da oposição estiverem, como aparentemente parece que estão, disponíveis, teremos de passar à fase seguinte, que é a de verificação ponto por ponto dos pontos de contacto.

Luís Montenegro, que reúne amanhã com o líder socialista José Luís Carneiro.

E o presidente da Associação Nacional de Restaurantes diz que está em choque depois do ministro das Finanças ter lamentado a descida do IVA na restauração em 2016.

Uma medida que Miranda Sarmento disse ser uma falha. Vamos aqui ouvir o ministro.

Foi um erro crasso de política orçamental e de política económica. No momento em que o setor estava em franca expansão, 2016, é uma medida altamente populista. Custa € 1 mil milhões e, portanto, está, desde 2016 que eu digo isso, errada do ponto de vista da condução da política económica e orçamental.

Ora, confrontado com estas declarações, Daniel Serra, presidente da Associação Nacional de Restaurantes, considera que o eventual aumento fiscal pode prejudicar o setor da restauração.

Claramente, aqui há um choque para o setor. Neste momento, estamos a receber muitas chamadas. As pessoas estão em pânico e muitas estão a dizer que vão desistir, vão fechar o restaurante, estão cansadas. Já neste momento não tinham grande ânimo. Ora, esta notícia é realmente catastrófica para o setor e naturalmente que estamos apreensivos e vamos tentar procurar perceber por que razão o senhor ministro, que já defendeu a descida do IVA para 6% numa proposta quando era candidato com o doutor Rui Rio, ao tempo, e neste momento defende uma subida, portanto, uma situação completamente contrária àquela que ele defendia nessa altura.

Declarações do presidente da Associação Nacional de Restaurantes à Rádio Observador

Na actualidade internacional, J.D. Vance afirma que os Estados Unidos estão a progredir nas negociações com o Irão.

Aos jornalistas na Casa Branca, o vice-presidente norte-americano só não sabe se esse progresso é suficiente para satisfazer a principal exigência do presidente norte-americano.

Acho que estamos a fazer progressos. A questão fundamental é: estamos a progredir o suficiente para satisfazer a linha vermelha do presidente? E a linha vermelha é muito simples. Ele tem de confiar que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca mais tenha uma arma nuclear. Penso que fizemos vários progressos desde que deixámos o Paquistão. Queremos olhar os americanos nos olhos e dizer que eles não têm de se preocupar com este país tão perigoso. É o nosso principal objectivo e podemos alcançá-lo de várias maneiras, mas o presidente Trump disse que, para já, é por via da diplomacia e é nisto que me vou concentrar.

J.D. Vance na Casa Branca, no dia em que Donald Trump chegou à China para uma visita oficial de três dias.

E agora é 00h07. Que outras notícias marcam a actualidade, Diana?

A circulação na Linha Verde do Metro de Lisboa está interrompida. A empresa indica no X que a circulação foi cortada pouco antes das 21h, devido a uma causa alheia ao Metro de Lisboa. Para já, não são adiantados mais detalhes. A maioria que apoia o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentou um projecto de lei para dissolver o Parlamento de Israel. O objectivo é levar o país a eleições antecipadas. Segundo os meios de comunicação israelitas, o projecto de lei pode ser votado no dia 20. Uma vez definida a data de sessão plenária, a dissolução do Knesset necessita de ser aprovada numa leitura preliminar e em três legislativas. Caso todos estes pressupostos se alinhem, as eleições realizam-se em agosto, dois meses antes do previsto. Pelo menos 23 crianças morreram e 93 ficaram feridas no Líbano desde o início do cessar-fogo, é o que adianta o Ministério da Saúde libanês. Entretanto, as contas da UNICEF são diferentes, são piores. Informa que o número de crianças mortas desde 2 de março, quando foram retomados os confrontos entre o Hezbollah e Israel, subiu para 200, com 806 crianças feridas. Os colonos israelitas armados atacaram com pedras casas palestinianas em Hebron, ferindo um cidadão palestiniano e um activista estrangeiro, é o que relata a agência Wafa. Na aldeia de Ramallah, os colonos dispararam sinalizadores e gás lacrimogéneo.

E é o ponto final no Jornal da Meia-Noite, edição da jornalista Diana Rosa, que está de saída. Eu também.

Bom descanso.

Bom descanso. E as melhoras, que estás com a voz um bocadinho atacada. Não vamos esconder isso. E a informação regressa actualizada à 00h30, já com Teresa Freire. Deixe-se ficar com a Rádio Observador. Já de saída, temos "Porque Sim Não é Resposta".