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É meia-noite. As notícias com Ricardo Lopes.

Muito boa noite. Começamos esta edição com uma notícia de última hora. Donald Trump confirma que o acordo com o Irão está agora concluído. Já há também data para a assinatura do documento, segundo o primeiro-ministro do Paquistão, país que tem desempenhado um papel de mediador nestas negociações de paz. O acordo vai ser assinado já na próxima sexta-feira e vai acontecer na Suíça, pelo menos é o que anuncia este chefe do governo paquistanês, que escreve na rede social X que após intensas negociações, o Paquistão tem agora o prazer de anunciar que o acordo de paz foi alcançado. Donald Trump também confirmou nos últimos minutos a assinatura deste acordo com o Irão. O presidente norte-americano escreve na rede social Truth Social, de forma taxativa, que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Donald Trump dá os parabéns a todos os envolvidos nas negociações e garante que o documento prevê, com efeito imediato, a reabertura do Estreito de Ormuz. Tudo isto acontece numa altura em que o Irão suspendeu os voos no espaço aéreo a oeste do país, segundo informações de meios oficiais. As autoridades iranianas suspenderam todos os voos programados nesta que é a zona mais próxima de Israel. Os voos terão sido cancelados até novas ordens, numa decisão tomada face às circunstâncias atuais, segundo a televisão pública iraniana. A suspensão dos voos é a primeira medida tomada em antecipação à eventualidade de possíveis ataques, tanto iranianos contra Israel, como israelitas contra o Irão, uma possibilidade que se tornou mais real depois do ataque israelita deste domingo contra Beirute, a capital libanesa. Ataque esse que motivou duras críticas por parte de Donald Trump a Benjamin Netanyahu. Esta tarde, Donald Trump voltou a entrar em confronto com o primeiro-ministro israelita por colocar em causa o processo das negociações de paz com os ataques de Israel a Beirute. Donald Trump diz que o primeiro-ministro israelita não tem bom senso e admite ter ficado muito irritado com o ataque de Israel ao Líbano. Isto porque o ataque fez com que o Irão ameaçasse romper as negociações de paz. Israel atacou este passado domingo um centro de comando do Hezbollah, num bairro a sul da capital do Líbano. Pelo menos três pessoas morreram. Numa publicação na rede social da qual é dono, o presidente dos Estados Unidos diz que o ataque israelita não deveria ter acontecido, particularmente num dia tão especial como este, em que os norte-americanos estão tão perto de um acordo de paz com o Irão. Diz que todos devem recuar. Donald Trump tinha apontado a assinatura deste memorando de paz para este domingo, dia em que Donald Trump completa também 80 anos. No entanto, o Irão, ao longo do dia, afastou esse cenário, disse sempre que não tinha tomado uma decisão final. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também falou no dia de hoje sobre o acordo de paz. Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo. Para o antigo presidente norte-americano, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação àquele que já estava estabelecido anteriormente.

"É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra."

Declarações de Barack Obama este domingo em entrevista à ABC News. Olhamos agora para a política nacional. Paulo Raimundo lança um desafio a Luís Montenegro, quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate no Parlamento, debate quinzenal que acontece nesta quarta-feira. O secretário-geral do PCP diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país se retirasse o pacote laboral da equação, visto que só há consenso entre os partidos de direita.

Eu acho que um grande serviço que o senhor primeiro-ministro iria fazer ao país na próxima quarta-feira, foi retirar o pacote laboral e poupar o país a isto. Não tem jeito nenhum. Os únicos que defendem hoje o pacote laboral é o senhor primeiro-ministro, os membros do Governo, os senhores da Iniciativa Liberal e do CDS, o Chega, envergonhado, mas defende, e depois são as confederações patronais. Não vai sobrar para as confederações patronais o pacote laboral, não vai sobrar a precariedade para os membros das confederações patronais, não vai sobrar os despedimentos sem justa causa para os membros das confederações patronais.

Questionado sobre a última reunião entre Luís Montenegro e André Ventura, o secretário-geral do PCP acusa o Chega de não ter qualquer credibilidade no posicionamento relativo ao pacote laboral. O comunista afirma que se o Chega for coerente, votará contra. Olhamos agora para o Mundial de Futebol. Nos últimos minutos, a conferência de imprensa da Seleção Nacional em Palm Beach foi cancelada. O treino, que está agendado para daqui a meia hora, pode também estar em risco devido ao mau tempo. Matheus Nunes ia ser o porta-voz da comitiva portuguesa. No entanto, devido à forte chuva e também à possibilidade de tempestade, todas as atividades com a imprensa foram canceladas. É uma informação confirmada também pelo enviado especial da Rádio Observador aos Estados Unidos, que se encontra um pouco mais ao sul, na cidade de Miami, onde Miguel Cordeiro, uma espécie de festival do futebol, naquela que é a maior fan zone do mundial, foi também cancelado devido à chuva.

É o primeiro grande evento a ser interrompido em Miami, evento ligado ao mundial, o FIFA Fan Festival. É uma espécie de festival de verão, mas apenas dedicado ao mundial de futebol, com imensos ecrãs gigantes, com várias atividades para os mais novos, com stands de venda de camisolas, de produtos ligados ao mundial. Um festival gigantesco que foi evacuado. Todas as pessoas tiveram de deixar, uma autêntica debandada. O Observador conseguiu acompanhar esse momento. Nos ecrãs gigantes, avisos que diziam que, devido às previsões meteorológicas, todas as pessoas tinham de abandonar o recinto. E assim foi. Em poucos minutos, todas as pessoas abandonaram. O céu também começou a ficar cinzento. Espera-se chuva e tempestade de trovoada para as próximas horas. Não é propriamente uma tempestade tropical, com ventos a soprar muito fortes, é sim uma preocupação com a tempestade de trovoada. Trovoada é um problema sério na região da Flórida. É uma situação que provoca vários mortos. Ainda recentemente houve notícias de uma criança morta num jardim na Flórida devido à trovoada e, portanto, não se brinca com esse assunto aqui nesta região. Todas as pessoas neste FIFA Fan Festival tiveram de sair do recinto. Foi muito rápido esse momento de evacuação e os adeptos, alguns ainda continuam à porta a tentar perceber se podem voltar, mas grande parte já deixou esta zona na baía de Miami.

Descrição do enviado especial do Observador aos Estados Unidos, Miguel Cordeiro, que nos dá conta também que o treino da seleção está agendado para daqui a cerca de meia hora e, segundo fonte oficial da federação, está neste momento a ser avaliado se há ou não condições para realizar o treino, mas até agora a partida vai-se realizar. A bola não para nos Estados Unidos e nós aqui na Rádio Observador não deixamos de acompanhar nenhum jogo do Campeonato do Mundo. Começou há instantes o Costa do Marfim contra o Equador, o segundo jogo do grupo E. Comigo em estúdio, o jornalista João Lourenço. A chuva ainda chegou a ameaçar esta partida, mas João, até ver, rola a bola no estádio em Filadélfia.

Sim, e tanto o aquecimento como estes períodos iniciais desta partida, a segunda, como referias, do grupo E. Isto porque ao início da tarde, no Texas, neste caso em Houston, houve esse triunfo gordo por parte da Alemanha. Uma goleada por 7 x 1 frente à seleção do Curaçao. Já quanto a esta partida entre a Costa do Marfim e o Equador, já se joga o quinto minuto desta partida. Mais posse de bola para a seleção do Equador. No entanto, é neste momento a Costa do Marfim quem está no ataque. Relembrar ainda que se há pouco falei de François Letexier, o árbitro da partida, é o primeiro mundial que está presente. No entanto, é uma necessidade de última hora por parte da FIFA. O árbitro inicial era Michael Oliver, o britânico lesionou-se e por isso François Letexier teve que o substituir. Até agora pouco teve de fazer em termos de marcação de faltas ou até mesmo atribuição de cartões. Por isso vamos continuar a estar atentos a esta partida. Neste momento pisamos o minuto seis. Costa do Marfim 0, Equador 0.

Jornalista João Lourenço, que voltará aqui à antena da Rádio Observador já na próxima síntese de notícias, à 00h30, para nos dar conta do resultado deste Costa do Marfim-Equador, dessa vez já com edição do jornalista Miguel Pina-Andrade. Notícia de fecho deste jornal da meia-noite. A informação regressa à 00h30. Até lá.