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Jornal da meia-noite com a Laura Figueiredo. E Laura, o governo estima poupar mais de € 3 milhões por ano com a criação da Prestação Social Única. A estimativa foi avançada pela Secretária de Estado da Segurança Social durante uma audição na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão. De acordo com Susana Lima, a poupança vai ser conseguida através da substituição de 13 sistemas informáticos distintos por um único sistema de gestão dos apoios sociais. Já a Ministra do Trabalho defende que a Prestação Social Única representa uma mudança de paradigma destinada a assegurar rendimentos mínimos e a promover a autonomia de quem os recebe. Maria do Rosário Palma Ramalho explica que uma das fragilidades do atual sistema é a permanência prolongada dos beneficiários nas prestações sociais. A ministra defende ainda uma filosofia de responsabilização dos cidadãos que recebem as prestações sociais, aponta que os atuais contratos de inserção nem sempre são cumpridos. E Laura, antes de ser ouvida na Comissão, a ministra falou aos jornalistas no Parlamento sobre o chumbo da reforma laboral. Maria do Rosário Palma Ramalho considera que é uma derrota para o país e diz que se perdeu uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse. Ainda assim, a ministra afasta a demissão.

Eu julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cada da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer, de modo algum, os direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.

À semelhança do que tinha feito o primeiro-ministro, também Maria do Rosário Palma Ramalho responsabiliza o Chega por este desfecho.

O governo de Portugal tem um elevadíssimo sentido institucional e, portanto, em caso algum poderia trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar das pensões dos portugueses, porque isso significaria quebrar o contrato de confiança que os portugueses têm com o Estado relativamente às suas pensões futuras. E como foi essa a razão pela qual não se fez acordo com o partido do Chega, evidentemente, que o governo está tranquilo e claro que os portugueses vão também tirar as suas ilações da razão pela qual não se fez este acordo.

Declarações da Ministra do Trabalho na Assembleia da República. Já André Ventura diz que tentou até à última hora um consenso com o Executivo. Numa conferência de imprensa na sede do partido, o presidente do Chega afirmou que o governo optou por seguir sozinho, unilateralmente e de forma arrogante.

O governo optou por seguir em frente e dizer que nenhuma mexida na idade da reforma podia ser feita, porque desequilibraria todo o sistema de pensões. Procurei até à última hora que fosse possível chegar a um consenso. O que não posso, porque a consciência não permite e porque os eleitores também não o permitiriam, nem aceitariam, é trair a visão fundamental que temos de que uma reforma ou dita reforma laboral possa transformar-se num instrumento de perseguição sobre quem trabalha e destruição da economia portuguesa. O que aconteceu hoje no Parlamento não se trata de nenhum cálculo político, trata-se de defender precisamente aquilo de mais precioso que temos em Portugal.

André Ventura deixa ainda claro que o Chega não partilha a visão do PSD e da Iniciativa Liberal sobre a precariedade das condições de trabalho.

Nós não vemos o trabalho como uma relação de exploração e de domínio de uns sobre outros. O PSD sabia isso e o seu primeiro-ministro também sabia isso. Foi neste pressuposto de visão, repito, de que não partilhamos a visão do PSD e da Iniciativa Liberal, de que se deve descartar completamente quem trabalha, sobretudo os mais fracos e os que ganham menos, que aceitamos, mesmo assim, por ser a única via possível, encetar um processo complexo de trabalho e de negociação, que culminou numa proposta de 47 páginas de alteração ao texto legal.

Declarações de André Ventura numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa. O Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo defende que Luís Montenegro devia ter sido informado da tentativa de ataque do grupo Armilar Lusitano antes de ser feita a divulgação na comunicação social. Foi uma queixa feita esta tarde pelo primeiro-ministro, que lamentou não ter sido informado pelas autoridades, mas sim através da comunicação social. À Rádio Observador, o presidente do OSCOT, o coronel Francisco Rodrigues, sai em defesa da posição de Luís Montenegro.

Sem pôr em dúvida exatamente a questão levantada, a dúvida ou a negação de ter conhecimento desta situação, a não ser pela comunicação social, acho que lhe devia ter sido comunicada anteriormente a situação, tanto mais que faria com que ele próprio também estivesse, de certa forma, atento a qualquer situação que poderia estar relacionada com a questão em si.

Ainda assim, Francisco Rodrigues defende que esta é uma prova de que as autoridades são capazes de conter este tipo de ataques. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República veio esclarecer que a lista de alvos do grupo neonazi foi conhecida numa altura tardia, quando já não existia perigo, uma vez que os principais suspeitos estavam já em prisão preventiva. E vai ficar em prisão preventiva a mulher suspeita de matar a enteada de oito anos em Vale de Passos. A madrasta da criança foi ouvida no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. A mulher foi detida na quinta-feira, depois de durante a madrugada ter confessado o crime e ter indicado aos polícias o local onde deixou o corpo da menina de oito anos. A arguida está fortemente indiciada pelo crime de homicídio qualificado. A advogada de defesa, Mónica Teixeira, explica que já esperava esta medida de coação, mas adianta que vai ainda pedir uma perícia psiquiátrica.

Vamos tentar uma perícia psiquiátrica. Ela colaborou. Ela tentou, desde que caiu nela, ainda com os inspetores da PJ, colaborar, ajudar ao máximo na investigação e na recolha de toda a verdade material para o processo. Hoje sim, também falou, em sete primeiros interrogatórios. Confessou muitos dos factos que estavam neste processo e mostrou muito arrependimento.

Declarações da advogada de defesa da mulher que fica em prisão preventiva no final da audiência no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar. A saída da arguida ficou também marcada por momentos de tensão com alguns populares a tentarem agredir a mulher suspeita de matar a criança de oito anos. No Reino Unido, pelo menos uma pessoa morreu e quase 90 ficaram feridas na sequência de uma colisão entre dois comboios. De acordo com as autoridades britânicas, 88 pessoas ficaram feridas, 11 em estado muito grave e 22 com ferimentos graves. Nas operações de resgate estiveram cinco helicópteros de emergência, bem como mais de 30 veículos. A linha East Midlands foi cortada na sequência do acidente que aconteceu às 17h15, junto à estação de Bedford. O acidente terá acontecido quando um comboio que seguia de Corby para Londres embateu na traseira de outro comboio proveniente de Nottingham. O primeiro-ministro britânico já reagiu na rede social X, Keir Starmer expressa condolências à família da pessoa que morreu e agradece também aos serviços de emergência pela rápida resposta ao trágico acidente. Olhamos ainda para o Mundial de Futebol. Começou agora a segunda parte do Escócia-Marrocos. A seleção escocesa já venceu o Haiti por 1 x 0 na primeira jornada e sabe que um novo triunfo garante a qualificação no grupo C. Já os marroquinos empataram frente ao Brasil no primeiro jogo e procuram agora a vitória. As contas da segunda jornada do grupo C ficam fechadas a partir da 01h30 da manhã, altura em que Brasil e Haiti vão a jogo. A acompanhar este jogo entre Escócia e Marrocos está o Martim Madeira, conosco em estúdio. Boa noite, Martim. Como é que correu a primeira parte?

Boa noite. Foi de domínio total de Marrocos. A equipa marroquina acabou por marcar o gol muito cedo. Ismael Saibari, um dos grandes destaques e uma das grandes surpresas desta equipa marroquina, que foi campeã africana da CONCAF e já era esperado que esta equipa tivesse algum poderio por ser uma das melhores de África, mas ninguém esperaria que, por exemplo, contra o Brasil, empatasse e contra a Escócia fizesse um jogo tão bom, tão controlado, com mais domínio. Uma equipa que geralmente tem jogado bem com bola e Ismael Saibari tem sido mesmo o destaque desta equipa, um jogador ainda bastante jovem, na casa dos 20, 22 anos, e que já foi agora contratado para o Bayern Munich depois da boa prestação que teve contra o Brasil, onde também marcou. Já marcou neste jogo, que por agora ainda decorre, vai nos 47 minutos. A Escócia, por exemplo, neste preciso momento tentou um ataque pela esquerda, mas não conseguiu, a bola acabou por esbarrar na defensiva marroquina e tem sido muito esse o jogo da Escócia. Grandes tentativas. A Escócia apenas teve uma grande oportunidade, um remate de John McGinn, muito perto do segundo poste, que acabou por nem sequer ir à baliza. De resto, outro remate de Kieran Tierney, o lateral esquerdo apareceu numa boa posição, mesmo no lado esquerdo da grande área, junto à meia-lua, fez o remate, mas acabou também por ser cortado pela equipa marroquina. A Escócia não está a ter muitas grandes oportunidades, apesar da vitória que teve contra o Haiti, onde venceu e marcou alguns gols, não está a conseguir, pelo menos contra Marrocos, ter esta objetividade, pelo menos na baliza. Já Marrocos está muito controlado. Já empatou contra o Brasil. Se vencer esta partida, em princípio, já passou para a próxima fase da competição. Portanto, Marrocos muito controlado, muito dominante. Mais oportunidades, mais remates, mais cantos, mais gols esperados, cerca de 0,66. De facto, já tem um e neste preciso momento, estamos a ver os jogadores escoceses a reclamar com o árbitro, parecem estar a pedir uma grande penalidade sobre John McGinn, uma das estrelas escocesas, número sete, entrou dentro da grande área, foi derrubado pelo número 24 de Marrocos dentro da grande área e os escoceses estão a reclamar com o árbitro. O árbitro parentou correr para a zona do vídeo. O árbitro disse que não havia nada, ainda está em decisão. Vamos tentar perceber um bocadinho do que é que vai acontecer, se é pênalti ou não para a Escócia, que mudaria um bocadinho o rumo do jogo. Acho que o árbitro, ao que tudo indica, vai mesmo deixar o jogo seguir. Já está Bono, o guarda-redes marroquino, com a bola na mão. Agora o árbitro com a mão levantada, já a contar os cinco segundos, que agora são regra no Mundial. Se os cinco segundos acabarem, então a equipa adversária acaba por ganhar um canto. A partida seguiu, não foi pênalti para a Escócia. John McGinn caiu, mas o árbitro considerou que não havia grande penalidade e, portanto, um jogo muito controlado por Marrocos. Houve este susto agora de poder haver um pênalti para a Escócia, mas pelo andar do jogo e pela maneira como este jogo está a ser jogado, 50 minutos, Marrocos a vencer por 1 x 0, ao que tudo indica, Marrocos parece sair daqui com a vitória.

Martim Madeira a acompanhar este Escócia-Marrocos, que começou há pouco a segunda parte. E para fechar, Laura, que outras notícias estão em destaque? O secretário de Estado norte-americano vai ao Médio Oriente na próxima semana. De acordo com o portal Axios, Marco Rubio tem paragens planeadas no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos e também no Bahrain. Não fica claro se o chefe da diplomacia dos Estados Unidos vai também passar ou não por Israel nesta visita oficial. Entretanto, a administração Trump estará a estabelecer canais de comunicação informais com membros da oposição israelita, incluindo com os principais candidatos a primeiro-ministro, caso Netanyahu não seja reeleito. A ministra do Ambiente e da Energia de Portugal está confiante na retoma da normalidade do preço dos combustíveis no país. Declarações de Maria da Graça Carvalho, na sequência do alívio da tensão geopolítica no Médio Oriente. A ministra falava aos jornalistas esta sexta-feira, depois de ter presidido a inauguração da Feira do Campo Alentejano, em Aljustrel, no distrito de Beja. Na próxima semana, o gasóleo deve baixar cerca de €0,11 por litro e a gasolina deve recuar €0,05. A partir de amanhã, as temperaturas vão subir em Portugal continental, podem mesmo chegar aos 42º C no interior do país. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera já colocou vários distritos sob aviso amarelo. Prevê também que o pico do calor aconteça entre terça e quarta-feira da próxima semana, devido a uma massa de ar quente vinda do norte de África.