O Papa Leão XIV defendeu este sábado que se “honre a dignidade infinita de cada irmão” e que se “libertem aqueles que a economia e a cultura reduzem hoje à escravidão”, durante um encontro com migrantes em Paris.
No segundo dia da sua visita a França, o líder da Igreja católica visitou hoje o centro Maison Bakhita, com o nome da santa sudanesa que foi escrava, Josefina Bakhita, e que desde 2019 aloja pessoas migrantes e exiladas de diferentes nacionalidades ou confissões, no XVIII distrito de Paris, um dos bairros com maior população estrangeira da capital.
“A história da Igreja e da humanidade (…) não é escrita por aqueles que dão a impressão de vencer ao imporem-se e ao ocuparem o espaço, mas por aqueles que “dão espaço”, instauram processos de paz, suscitam a confiança e encorajam a vida”, afirmou.
Segundo os responsáveis do local, esta visita transmite uma mensagem, a poucos meses das eleições presidenciais francesas, nas quais o tema da imigração promete voltar a estar no centro dos debates.
Desde a sua eleição como Papa, em maio de 2025, Robert Francis Prevost tem apelado regularmente à defesa da dignidade das pessoas exiladas e dos refugiados, não hesitando em criticar a política migratória do presidente norte-americano Donald Trump.
Para hoje está prevista uma missa solene que o Papa presidirá na Praça da Concórdia e nos Campos Elísios (14 horas, hora de Lisboa), na qual devem participar cerca de 600 mil fiéis, sob forte segurança.