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Essa agora mais um "Iuvencí Soré" das manhãs 360 e hoje juntam-se a nós para darem notas a Filomena Martins e o José Manuel Fernandes. Carla.

Esta manhã vamos mesmo olhar para as horas. Vamos fazer tudo para poupar combustível. Vamos também à entrevista de Mário Centeno de hoje e fazer, antes de tudo, Filomena, o balanço do debate de ontem no Parlamento sobre as medidas para reagir ao aumento dos combustíveis. O que é que sai de tudo aquilo?

Há dias em que a política consegue explicar-se com um número. E o de ontem foi 14. Foram 14 as iniciativas levadas ao Parlamento para tentar baixar o custo de vida e sabemos quantas é que passaram. Zero, nenhuma. Não foi porque o PS e o Chega quisessem coisas assim tão diferentes. Aproximaram-se no objetivo, que era baixar o preço dos combustíveis e dos bens essenciais. Havia uma diferença importante. O Chega apresentou o projeto de lei, portanto há alterações legislativas para produzirem efeitos com o próximo orçamento. O PS apresentou uma resolução, uma recomendação ao governo para agir imediatamente. Ventura ainda propôs um acordo, o Chega aprovava a proposta do PS se o PS aprovasse a do Chega. Carneiro recusou entrar naquilo a que chamou um leilão. No resultado havia propostas, havia votos e havia um problema real. Só que ninguém quis correr o risco de o adversário aparecer no fim e dizer: "Isto foi ideia minha". E havia outra coisa que devia ter sido melhor explicada, que é Portugal não pode simplesmente estar a baixar o IVA da gasolina e do gasóleo de 23 para 13%. As regras europeias não permitem essa redução generalizada. O que o governo pode fazer é mexer no ISP, dentro também das linhas europeias e dos limites, e compensando por essa via a receita adicional de IVA provocada pela subida dos preços. No meio da guerra política também era bom que se tivesse explicado o que realmente é possível fazer. E depois aconteceu aquela habitual peixeirada, desta vez foi Hugo Soares que chamou a Ventura, "aldrabão político".

O que indignou muito o Chega. Repara, o Chega, por exemplo, o André Pedro Frasão fez um tweet a dizer: "O nível a que se chegou no Parlamento."

Foi ótimo. Comparou a José Sócrates, acabou repreendido por Aguiar Branco. Aliás, ontem Hugo Soares teve um papel curioso, como não havia ninguém do governo no Parlamento, acabou a fazer uma espécie de ministro-sombra. Defendeu as contas certas, atacou a oposição, explicou por que razão não se pode pôr em causa o equilíbrio orçamental. Só faltava estar lá na bancada do governo. O resto era ele o ministro-sombra. E eu estava a dizer que a ausência do governo merece uma palavra, porque pode discutir-se se o governo tinha a obrigação formal de estar ontem. Não tinha, Paulo, não tinha nada. Mas politicamente, quando se fala da gasolina, dos alimentos e do dinheiro que sobra ao fim do mês, talvez fosse aconselhável alguém estar lá para responder. Até porque cá fora o ministro da Economia respondeu. Castro Almeida pediu aos portugueses que sempre que possam, sempre que puderem para poupar energia, poupar nos combustíveis.

Sobre isso eu já lá vou.

É uma ameaça do Paulo.

É uma ameaça. A explicação económica percebe-se, eu acho que há conselhos que economicamente são razoáveis, mas são politicamente perigosos. Há quem possa deixar o carro em casa e há muita gente que não tem alternativa. Pronto, e depois desta peixeirada e desta anulação entre ambos, entre os dois partidos da oposição, os dois maiores, agora vem finalmente o orçamento. E Carneiro que há uns dias, há dois dias, acho eu, deixou já um pequeno aviso a Luís Montenegro, disse que não dê já tudo como garantido. Isto é daquelas ameaças que ficam sempre assim no ar, soam bem, mas talvez seja a frase politicamente mais importante desta história, destes dias, porque depois de um Parlamento que ontem discutiu 14 maneiras de aliviar o custo de vida, sem aprovar nenhuma, anulando-se os dois partidos, nós entramos agora numa discussão em que alguém vai ter mesmo de ceder. No orçamento já não chega cada partido aprovar a sua proposta, é preciso que alguém aprove a proposta de alguém. E isso talvez seja hoje a coisa mais difícil de conseguir na política portuguesa. Portanto, eles vão ter de se entender de alguma forma ou não.

Filomena, estava à procura de pistas pra tua nota, 14, zero. Irás por alguma delas?

Não, eu acho que esses dois-

14 propostas e zero notas aprovadas

...os 14 são os dias que faltam para eles se entenderem no orçamento, porque eu acho que mais ou menos deve dar 14. Não fiz a conta exata.

Portanto 14 menos 14 dá zero.

15 é até dia 10. Quanto vais dar então, Filomena?

Zero.

Um zero.

Estão dinhos, ficam aí esta semana.

Este zero quer dizer que afinal Castro Almeida é que tem razão, Paulo, e está do lado do consumidor, fazer tudo para poupar nos combustíveis.

Não, não está. Podemos fazer algumas coisas enquanto consumidores. Ponto prévio, só para deixar as coisas claras. Eu acho que o governo está a fazer uma boa gestão desta dificuldade, o aumento dos combustíveis é uma dificuldade, mas baixar o IVA agora, quando não se sabe o que é que vai acontecer nos próximos meses, não é boa ideia, porque só vai trazer problemas para as contas públicas sem resolver o problema de fundo. O problema de fundo não depende de nós.

O governo está a fazer apoios direcionados.

Exato, e deve continuar a fazê-lo.

A certos setores.

A descida do IVA é um apoio transversal para todos Pobres e ricos, para quem precisa mais e precisa menos. E eu acho que o governo deve concentrar medidas o mais possível, ajudando famílias, obviamente, que passem por mais dificuldades quando os preços sobem, eventualmente até com uma transferência bancária, com cheque. O Estado tem muito bem identificados N grupos de pessoas necessitadas, as que recebem abono de família, as que estão no RSI, as que estão na tarifa social de energia, de eletricidade, as que recebem pensões sociais. O Estado tem a informação toda sobre quem precisa mais, quem precisa menos e pode dirigir perfeitamente apoios para essas famílias. Eu acho que está a fazer uma boa gestão e acho que ainda bem que o resultado das votações parlamentares ontem foi o que foi, com as votações online e semana outra. Posto isto, coisa diferente é depois algumas narrativas que o governo tenta nos convencer. Uma coisa é, de uma forma genérica, os políticos e os governos apelarem à poupança de energia. Agora, como há um mês, como há um ano, como há 10 anos, que nós devemos gastar menos combustíveis em vez de mais combustíveis, por várias razões. Primeiro, porque defendemos o nosso orçamento pessoal gastando menos e depois por questões ambientais, quando falamos de combustíveis. Isto é um apelo que se deve fazer sempre.

Até com a água.

Com a água a mesma coisa, com a eletricidade, com recursos naturais. Devemos fazer o esforço para consumir menos, por várias razões. Outra coisa é o que o ministro Castro Almeida disse ontem. Disse que os portugueses devem fazer tudo para poupar combustíveis e ele diz: "Bom, porque há aqui um problema sério com os problemas da energia em todo o mundo e como sempre acontece, quanto maior for a procura, os preços tendem a aumentar. Se a procura baixar, os preços tendem a diminuir." Isto é uma verdade teórica. Dá-se apenas o caso de Portugal pesar 0,21% no consumo diário de petróleo. Ou seja, o consumo total da economia portuguesa podia desaparecer amanhã, passar a zero, o consumo ser zero, que o ponteiro do mercado mundial não mexia. Ninguém ia reparar que Portugal deixou de consumir combustíveis no mercado mundial. Esta relação que Castro Almeida tenta fazer entre uma poupança eventual dos portugueses e uma mexida nos preços que são formados internacionalmente, simplesmente não acontece. Isto não funciona assim. A gasolina e o gasóleo não vão baixar porque os portugueses num esforço conseguem reduzir o consumo em 2, 3, 4, 5%. Nem que reduzissem em 10%. O preço não é feito aqui, vem de fora. É preciso ter cuidado com estas ligações e com estas ilusões que se podem criar. E depois há outro fator, o consumo de combustíveis não tem uma grande elasticidade, isto é, independentemente do preço, há uma necessidade de utilizar combustíveis que leva as famílias e as empresas e por aí fora a pagar esse preço. O limite, se quiserem, da inelasticidade, imaginem que o oxigênio era pago. Nós precisávamos pagar o preço que fosse para continuar a respirar, porque aí não temos opção. E com os combustíveis passa-se a mesma coisa. Haverá uma margem, provavelmente, para poupança, viagens de lazer ao fim de semana, uma coisa qualquer.

A velocidade a que circula.

Mas isso é residual, vocês têm de ter noção.

Sim.

É residual. Poupamos o quê? 1%? 2%?

O Bruno sabe.

Poupo muito, não é? Agora, vamos imaginar 1% ou 2% de poupança.

O Bruno está a fazer tudo para fazer baixar o preço.

Estou a fazer, pelo menos para poupar algum dinheiro.

Outra coisa é o apelo aos transportes públicos, que eu acho fantástico que se faça o apelo quando nós temos transportes públicos que muitas vezes não resolvem o problema das pessoas.

Basta olhar para o horário do metro. O metro em Lisboa abre às 6h30 da manhã, o que é verdadeiramente inacreditável. Desculpem trazer esta pequena nota também pessoal.

Absolutamente verdade. Fala-se muito de transportes públicos agora. Só para deixar esta nota aqui, acho que o governo está a ter o cuidado que deve ter, sobretudo quando o futuro é tão incerto, ainda não se sabe onde é que vamos estar a este nível daqui a um ano. Mas vá lá, não tentem dizer que para os portugueses pouparem no combustível, porque isso faz baixar os preços, porque simplesmente não é verdade.

Paulo, a tua nota vai para o ministro?

Vai para o ministro. Dou um sete a Castro Almeida.

Um sete. José Manuel, já leste a entrevista de Mário Centeno ao Expresso?

Não é uma forma boa de começar a sexta-feira.

Que bom início de conversa.

Ainda tens o trânsito das 19h.

Ainda tenho o trânsito para chegar a Lisboa.

José Manuel, por que não vens de transportes para não poupar combustível?

Eu estou a poupar, eu vou de carro elétrico.

É verdade, também está a dar isso.

Portanto, aderi a esta tendência. Mas dito isto, basicamente é assim, Mário Centeno é a segunda vez que falo dele esta semana, também escrevi sobre ele no texto que publiquei n'O Observador e já me custa voltar ao tema.

Isso é uma obsessão, já tem nome.

Não é obsessão nenhuma.

Ele está muito contente, vai lançar hoje o livro.

Vai lançar hoje o livro. O que mais me faz impressão nesta entrevista é alguém que claramente acha que é uma espécie de salvador da pátria, ao mesmo tempo incompreendido, mas que no fundo Não compreende nada. Ele não sabe distinguir o que é a esquerda da direita. Ele não sabe identificar os problemas que preocupam os portugueses. Ele acha que não tem um problema com as pensões, com a pensão que recebe, apesar de isso estar presente. Não é um tema que a mim me inquiete, mas inquieta muita gente e ele acha que não é ônus nenhum, porque ninguém lhe fala disso. Os amigos dele não lhe falam disso, mas o que ele estava à espera que os amigos dele lhe falassem? Que lhe dissessem: "Paga o jantar, porque tu ganhas uma pensão muito grande?" Quando se diz que alguém não tem noção, é claramente Mário Centeno. Só pensa em algumas coisas, só pensa aparentemente no seu umbigo. Quando ele diz: "Os portugueses não têm em quem votar", numa altura em que nunca houve em Portugal tanta variedade de partidos políticos, é porque ele acha que só terão em quem votar quando ele se apresentar a votos. Mas ele não tem cartão do Partido Socialista, diz que não tem, que não pensa ter, e que isso de ter que esperar um ano no caso de ter, porque é o que dizem os do Partido Socialista, e ele diz: "Sim, já me falaram disso." A entrevista é longa, é bastante comprida, mas nem sei como é que hei de classificá-la, com toda a franqueza. Há uma coisa que se repete muitas vezes, que é que tudo começou porque Mário Centeno não foi para diretor do Gabinete de Estudos do Banco de Portugal, e ele na altura ficou zangado porque Carlos Costa não o nomeou. O que nunca se diz é que foi o júri que o chumbou antes, que, aliás, era presidido por Rui Vilar. Esse júri o chumbou por razões que têm a ver com a capacidade de liderar equipes de forma integrada. Portanto, no fundo, pessoas que são capazes de trabalhar com outras. E apesar de ele claramente ter trabalhado com outros, foi ministro das Finanças, não se consegue ser sozinho, a verdade é que esta questão da harmonia não parece fazer parte do seu universo. E portanto, eu prefiro nem classificar. Sei que é uma violação às regras, mas hoje é sexta-feira, e numa sexta-feira eu dar uma nota como apetece dar, é melhor não o fazer.

É o teu direito à indignação.

Aquele aluno que chega à parte e diz: "Nota não atribuída." Vá falar com as pessoas.

Não sabe, não responde.

Não sou professor, atenção, ninguém quer ser professor numa situação desta.

José Manuel, boa viagem. Bruno, uma pergunta pra ti: quem é que vai buscar os miúdos à escola e a que horas?

Ora aí está. Eu não pensava que era um problema só meu, só da minha família, mas senti-o muito no início deste ano escolar, desde logo porque os horários apareceram na semana em que as aulas se iniciaram. Isso é logo um problema.

Os horários caem muito em cima do início.

Muito em cima. Não dá para planear com alguma antecedência. Não se sabe como é que nos vamos organizar, como é que as famílias se vão organizar. E claro, nós olhamos, este é um problema meu, é um problema da minha família, mas eu li este artigo, e por isso é que trago este assunto, do Bastonário da Ordem dos Advogados no Expresso, João Massano, em que ele fala a propósito de um caso de uma mãe divorciada que tem dois filhos no ensino básico e um sai num dia às 16h15, no outro dia às 15h15, no outro dia à 12h30 e no outro dia à 13h30. E o outro sai sempre às 16h30. Ora, como é que se gere isto? E alguém, uma família monoparental, porque pode ter o outro progenitor perto, mas pode não ter. Estamos a falar de alguém que tem que organizar a sua vida sozinha, pode ter ou não ter ajudas, mas isso não é facilitado pelo horário das escolas. E aqui já não entra a questão do horário das escolas aparecer já muito em cima da hora. A lei prevê algumas facilidades para as famílias monoparentais, com alguma flexibilidade de horários, mas não é uma flexibilidade a ponto de responder a estes horários. Há soluções para o primeiro ciclo e pro pré-escolar, em que as crianças podem ficar o dia todo.

Os ATS.

Os ATS, mas isso a partir do quinto ano, ou seja, no segundo ciclo, já não existe. Portanto, os alunos saem à hora que acaba a aula.

Com 10 anos.

Com 10 anos. E eu, a propósito deste artigo, depois estava a ler os comentários, as reações a este artigo, "os miúdos antigamente andavam na rua, iam todos sozinhos e os miúdos têm que ter mais autonomia." Alguns são obrigados, porque as famílias não têm mesmo alternativa, a ser autónomos. Miúdos com 10 anos, que muitas vezes têm que fazer percursos grandes e a pé, têm de ir pra casa sozinhos, são obrigados a ser autónomos porque as famílias não têm alternativa. Não é por uma ideia quase de formação, não é que não têm alternativa, têm que ser mesmo autónomos. Mas não estamos a falar de há 30 anos e do ambiente social de há 30 anos, das condições, por exemplo, das famílias, em que muitas vezes havia avós disponíveis para ir buscar as crianças à escola.

Às vezes até vizinhos.

Vizinhos. Claro que podemos pensar aqui numa série de alternativas, mas se nós olharmos, por exemplo, pra rede de transporte escolar, isso existe, funciona alguma coisa parecida? Não existe. Portanto, estar a dizer: "Bem, são as famílias que têm que criar aqui mecanismos para resolver isto", é esquecer que as pessoas precisam trabalhar. E se não tiverem uma alternativa, que não seja passar por dar a um miúdo de 10 anos a chave de casa e ele ir pra casa e safar-se sozinho, alguém tem de o ir buscar. E quais são as alternativas? Ou estão num colégio e pagam, e aí ficam o dia todo na escola, ou então têm que pagar um ATL Privado, com os custos que isso implica e para além do ATL, pagar a carrinha que os vai buscar à escola. Isto é um peso grande para o orçamento das famílias. Nem todas as famílias têm essa disponibilidade. Cria uma desigualdade, de facto, no acesso à educação. Isto são custos da educação. Não estamos a falar de custos laterais, são custos com a educação. Se a escola termina às 15h30 e eu tenho que pagar para ter uma solução para o meu filho, isto representa um custo com a educação, não é um custo lateral à educação, é um custo central. E isto pesa muito mais em famílias com rendimentos menores. E não se vê um esforço, sobretudo aqui estamos a falar do segundo ciclo e do terceiro ciclo. O secundário eu já poria num outro patamar, mas no segundo ciclo e no terceiro ciclo, estamos a falar de uma necessidade que afeta muito as famílias e que depois tem uma outra consequência, que também é referida por João Massano, por vezes as famílias têm de decidir. Não estamos a falar de famílias monoparentais, em que estão os dois pais, depois têm que decidir quem é que trabalha ou não trabalha e se tiverem de abdicar de um salário, qual é que é o salário dispensável, é o menor e que normalmente é o da mulher. Porque o João Massano também neste artigo fala da questão das desigualdades salariais, isto também tem essa implicação. Portanto, não estamos só a falar da escola. Eu não sou partidário dessa ideia de que a escola deve ser um depósito de alunos para os pais poderem trabalhar, mas não podemos ignorar que este tipo de horários obriga a que uma ginástica e um esforço financeiro, muitas vezes, que é incomportável para as famílias e afeta muito, vai ter consequências mais à frente nas questões salariais, mesmo na organização profissional das famílias, quem é que abdica, quem é que pede ali um jeitinho no trabalho para poder ir buscar os miúdos. Tudo isso tem consequências na carreira, na evolução profissional, nos ordenados.

E nos próprios miúdos. Agora, isso agrava o fosso entre as famílias com mais posses que têm possibilidade para pagar apoios para as crianças e as famílias que não têm essa possibilidade. E tudo isso reflete-se na própria performance, se quisermos, na evolução dos miúdos na escola.

Claro, porque quando estamos a falar de crianças que vão para um ATL, não estamos a falar só de os deixar lá.

Estamos a falar de um apoio para fazer os trabalhos de casa.

Ora aí está, que depois também tem consequências nos resultados, no desempenho escolar.

O elevador social começa a avariar logo aí.

O elevador é o autocarro social.

Não sai do zero.

Não sai. E isto tem consequências a um nível muito mais amplo, que não são só da escola. A minha nota é negativa, vou dar um dois.

Um dois para esta situação. E o Vencedora regressa mais logo, na tarde política da Rádio Observador.

Esta tarde dão notas a Judite França, o António Costa e o Gonçalo Durães Sovada. Logo depois chega o Ideias Feitas com o Alberto Gonçalves. É às 18h50.