Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Edição do Martim Madeira. O inverno pode ser difícil se não existir uma solução para os médicos tarefeiros. Declarações do presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.
Numa entrevista ao jornal Público, Xavier Barreto afirma que a resposta dos hospitais no inverno vai ser determinada pela solução que for proposta aos prestadores de serviços. Portanto, pede ao governo para dar mais tempo às unidades locais de saúde para que consigam atrair estes profissionais para contratos. Xavier Barreto apela a cedências de ambas as partes nas negociações. Fala também nos internamentos sociais, que diz ser um problema que ninguém consegue resolver e que contribui muito para a sobrelotação das urgências. Acusa mesmo o governo de não estar a apresentar soluções para esse problema. Nesta entrevista ao Público, o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares toca também na asfixia financeira dos hospitais, que estão com orçamentos abaixo das necessidades, e acusa o governo de não ter a intenção de alterar o modelo, que diz que já mostrou dar maus resultados.
Vamos aos combustíveis. A Iniciativa Liberal, o PCP e o CDS criticaram o governo. Mariana Leitão defende que o executivo do Luís Montenegro tem a obrigação moral de descer o ISP.
Em declarações aos jornalistas, a líder dos liberais afirma que os portugueses estão a ser afetados todos os dias pelo aumento do preço dos combustíveis. Diz que o governo está moralmente obrigado a ajudar as pessoas através da redução do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos.
O governo legalmente não é obrigado, moralmente é obrigado. As pessoas estão a passar mal, as pessoas estão com dificuldades. Várias pessoas, famílias, são profundamente afetadas por isto. Não é só o custo da gasolina, é o custo depois em tudo o resto, pelo impacto que esse aumento do custo dos combustíveis tem. Portanto, moralmente, o governo devia pôr a mão na consciência e fazer a sua parte. E a sua parte é, uma vez na vida, em vez de virem com o argumento de não estamos a faturar, poder dizer uma vez que seja, estamos verdadeiramente a ajudar as pessoas.
Mariana Leitão revela ainda que o partido enviou na quinta-feira perguntas à ministra do Ambiente para perceber qual é que é a situação das reservas energéticas de Portugal. Critica também a atitude do governo, que apelida de ser paternalista e por estar a pedir aos portugueses para pouparem nos combustíveis.
Já o PCP quer mais esclarecimentos sobre as reservas de combustível do Estado e critica o que diz ser uma política de porcelana.
Em causa está a mobilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível para França. A ministra do Ambiente explicou esta semana que Portugal foi obrigado a enviar uma parte destas reservas para fora do país. Isto devido ao fecho da Central de Refinação de Matosinhos e ao fato da central de Sines não ter capacidade suficiente para armazenar estas reservas. Ora, Paulo Raimundo questiona a justificação do governo e pergunta o que é que o executivo tenciona fazer.
Perante essa possibilidade, perante essa justificação que revoga todo esse processo, com que situação estamos confrontados hoje? É uma multinacional, neste caso espanhola, poder vir a ficar nas mãos com a única refinaria que o país tem, que é a refinaria de Sines. E o governo sobre isso não diz nada? O PS sobre isso não diz nada? Estão preocupados com a reserva estratégica e não estão preocupados com aquilo que pode acontecer amanhã, que é ficarmos sem nenhuma possibilidade, tendo reservas, não poder refinar?
As palavras de Paulo Raimundo, que avançava também que submeteu ontem no Parlamento uma pergunta dirigida ao governo em declarações em Loures. O dirigente comunista aproveitou também para apontar o dedo ao que chama de partidos da política de porcelana, por estes não quererem taxar os lucros extraordinários.
Pelos centristas, João Almeida discorda em absoluto os apelos do governo à diminuição do consumo de combustíveis.
Em causa, as declarações do ministro da Economia e da ministra do Ambiente, que pediram aos portugueses para consumirem menos energia. À RTP Notícias, o deputado do CDS diz que existem muitas pessoas que não têm capacidade de reduzir os consumos.
Eu devo dizer que discordo em absoluto dessas declarações dos dois ministros. Discordo em absoluto e acho que é a pior coisa que se pode dizer às pessoas neste momento. Do ponto de vista da sensibilidade política, não foram minimamente acertadas e também não reconheço às declarações uma consequência evidente que fosse positiva, porque há muita gente que não tem alternativa de transporte público, por exemplo, para levar os seus filhos à escola, para levar os seus idosos a tratamentos.
O deputado do CDS, João Almeida, a criticar as recomendações dos ministros na RTP Notícias, nestas críticas aos combustíveis. Já agora, o gasóleo vai descer cerca de €0,06, a gasolina vai descer apenas €0,02.
Mário Centeno diz que não tenciona ser candidato a primeiro-ministro, nem concorrer à liderança do PS neste momento.
É uma garantia deixada pelo ex-ministro das Finanças de António Costa, antigo governador também do Banco de Portugal, na apresentação do livro "Contas Certas", uma apresentação que contou com várias figuras do Partido Socialista. Mário Centeno apresentou o livro Contas Certas com a coautoria do jornalista Filipe Santos Costa. Uma apresentação que contou com grandes nomes da história do PS. António Costa e o atual secretário-geral do partido marcaram presença. E momentos antes do evento, questionados sobre uma possibilidade de Centeno poder a vir a ser um concorrente na liderança do PS, Mário Centeno e José Luís Carneiro tiveram uma interação, no mínimo, constrangedora.
Vou ter aqui um concorrente.
Um concorrente para quê?
Não sei. Você é que sabe.
Não.
Então há um cartão, se Mário Centeno aceitar?
Esse é um assunto que diz respeito a Mário. Até já.
Uma questão sobre um cartão militante, que fica a cargo agora do ex-ministro das Finanças. Já no final do evento, Centeno explica que o livro é apenas uma visão sobre o caminho do país.
Meu papel neste momento é tão só, e se calhar já não é pouco, o de apresentar aquilo que é a minha visão sobre o caminho que o país fez.
O ex-governante do Banco de Portugal utiliza ainda uma analogia de uma mesa de três pernas como uma obrigação de os governos darem estabilidade a Portugal.
É obrigação de quem está e quem vive o ciclo político em cada momento, criar essas mesas de três pernas que a cada momento permite fazer o país avançar. Não vai ser entregue pelo ICA Nem vêm as instruções de montagem, é preciso construí-las.
Já sobre vir a ser primeiro-ministro, Centeno recusa.
Não gostava nada de ser primeiro-ministro.
Ainda sobre uma comparação, sobre ser o novo Passos Coelho da esquerda, Mário Centeno diz que é uma comparação sem qualquer cabimento.
Essa comparação é despropositada, porque o nosso passado é completamente diferente e não há nenhuma comparação possível, mesmo entre uma situação e a outra.
O livro Contas Certas, de Mário Centeno, uns bastidores da vida do ministro, que no final até tem direito a uma playlist, com a primeira música a ser de Amália, e que Centeno diz ter dedicado ao secretário de Estado do Orçamento em 2016.
Aprendi a fazer contas, na escola de tenra idade. Foi mais tarde ainda às tantas, que fiz contas com a alma.
Os destaques da apresentação do livro de Mário Centeno, Contas Certas, aqui a acabar ao som de Amália, com a música Conta Errada, uma música que está na playlist deste livro.
E por falar em intervenções de figuras do PS antes de Centeno, falou Pedro Nuno Santos, o ex-secretário-geral do PS atacou o imobilismo de António Costa e o centrismo de José Luís Carneiro.
Pedro Nuno Santos fez uma das poucas intervenções políticas desde que deixou a liderança do PS, num debate com João Cotrim de Figueiredo, na quinta-feira, promovido por uma associação de estudantes do ISEG e ao qual o Observador assistiu. O antigo ministro das Infraestruturas começou por criticar os governos de que fez parte, especialmente o de António Costa, ao dizer que houve muito que não foi feito, devido a políticos muito hábeis que levaram Portugal à paralisia, nomeadamente na questão da localização do novo aeroporto. Critica também os entraves que lhe foram colocados pela pasta das Finanças, que durante os anos que esteve no governo foram da responsabilidade de Mário Centeno, João Leão e Fernando Medina. Relativamente à atual liderança dos socialistas, Pedro Nuno Santos diz que o principal responsável por Portugal não sair da cepa torta é o extremo centro, uma das estratégias adotadas por José Luís Carneiro.
Vamos à atualidade internacional. Donald Trump rejeitou a proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.
É o que avança o Wall Street Journal, que cita responsáveis norte-americanos não identificados. Em causa estão as declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, que à margem da Assembleia Geral da ONU, anunciou que esta proposta entraria em vigor assim que Washington a aceitasse. Mas agora o presidente norte-americano rejeita a proposta por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às exigências norte-americanas. O Wall Street Journal avança ainda que os Estados Unidos poderão retomar os ataques depois das eleições intercalares, marcadas para o dia 3 de novembro. Trump, no entanto, já afirmou várias vezes que a guerra terminará imediatamente depois dessas mesmas intercalares.
E a guerra entre Trump e os órgãos de comunicação social ainda não terminou. A Casa Branca informa que a CNN não pode estar no avião do presidente dos Estados Unidos.
A polêmica com os mídia norte-americanos parecia ter acabado depois de um juiz federal ordenar que a Casa Branca tinha de levantar a proibição de cobertura do presidente dos Estados Unidos aos três órgãos de comunicação social Politico, MSNBC e CNN. Durante esta semana, depois da ordem do juiz, os repórteres dos três órgãos foram proibidos de entrar na Casa Branca para reportarem sobre a visita de Xi Jinping a Washington, mas entretanto acabaram por ser readmitidos pela administração Trump e tudo parecia estar resolvido. Ora agora, a Casa Branca torna a ignorar a decisão do juiz e não deixa a CNN viajar no Air Force One com Trump para o Tennessee. No lugar da CNN vai estar agora o órgão Real America's Voice, uma estação de televisão conservadora mais alinhada com as políticas de Trump.
Fica por aqui o Jornal das Nove. Atualizamos notícias com o Martim Madeira às 9:30.