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Começa agora o Jornal das 10 com Carla Jorge Carvalho. Já vamos ouvir as declarações do presidente do INEM, que confirma que os tempos de espera do instituto são os piores dos últimos anos, mas antes o ataque a adeptos israelitas do Maccabi Tel Aviv, ontem à noite em Amsterdão. Benjamin Netanyahu condena o que diz ser um ataque antissemita premeditado. Durante esta noite, pelo menos 10 adeptos do clube de futebol israelita Maccabi Tel Aviv ficaram feridos. Não é conhecida, no entanto, a gravidade dos ferimentos. A equipe israelita viajou até aos Países Baixos para jogar frente ao Ajax, numa partida a contar para a Liga Europa. Na rede social X estão a circular vídeos do momento em que adeptos deste clube israelita estavam a entoar insultos contra a população palestina. Existem também registros de vários encapuzados a gritarem: "Palestina livre", enquanto alegadamente perseguem e agridem os adeptos israelitas. O presidente e o primeiro-ministro de Israel já condenaram o ataque e há ordens para que os militares israelitas não viajem até aos Países Baixos. A Agência France-Presse conta que Benjamin Netanyahu pediu que fossem enviados aviões para Amsterdão, de modo a retirar do país os cidadãos israelitas e há também apelos para que os adeptos não saiam dos hotéis onde estão instalados. Netanyahu também pediu ao primeiro-ministro e às forças de segurança dos Países Baixos para que atuem de forma rápida contra os manifestantes. O presidente israelita fala em imagens chocantes que lembram o ataque do Hamas de 7 de outubro. Os elementos das forças israelitas foram impedidos de viajar até aos Países Baixos, é o que explicam as fontes militares. No total, desde que aconteceram estes confrontos, a polícia local já realizou cerca de 57 detenções. Há instantes, também a presidente da Comissão Europeia condenou os ataques, fala em atos inaceitáveis que não podem ter lugar na Europa. E vamos agora às declarações do presidente do INEM, que confirma que os tempos de espera no instituto são os piores dos últimos anos, em períodos de normalidade. Em causa está a notícia avançada pelo Observador, que dá conta de que o INEM está com os piores tempos de resposta dos últimos cinco anos. Entrevistado esta manhã na CNN Portugal, Sérgio Dias Janeiro assume as dificuldades no Instituto de Emergência Médica.
Eu confirmo que tem havido alguns momentos de maior estresse ao sistema, em que os tempos de atendimento e de resposta têm estado aumentados relativamente ao ideal.
Mas são ou não os piores dos últimos anos, comparativamente? Para fazermos também aqui um retrato concreto do que está a acontecer.
São os piores relativamente a períodos de normalidade e são superponíveis a outros momentos de greves e outras situações que possam causar mais impacto no sistema.
Sérgio Dias Janeiro refere também que o INEM está confiante de que pode ultrapassar as dificuldades que o instituto apresenta neste momento, mas para que isso seja possível, é necessário o reforço de meios humanos e isso, garante o presidente do INEM, já está a acontecer.
Eu estou confiante que nós vamos ultrapassar estas carências. Posso dizer que em termos de recursos humanos, como comecei há pouco a dizer, já está em curso o concurso para 200 técnicos. Teve uma ótima adesão. Temos ainda mais de 500 candidatos em prova e faltam as provas físicas e provas de condução. Contamos, já em 2025, proceder a novo procedimento de recrutamento para mais 200 técnicos, para que a partir daqui a mais ou menos um ano, possamos contar com mais 400, que corresponde a um incremento de cerca de 50% no efetivo e que é assinalável.
Sérgio Dias Janeiro, presidente do INEM, indica também que o governo tem mostrado abertura para resolver os problemas do Instituto de Emergência Médica. Os dados divulgados pelo Observador mostram que o INEM está com tempos de resposta mais demorados, os mais demorados dos últimos cinco anos, e teve carros parados mais de 6 mil horas até outubro. Além da demora no atendimento de chamadas, também a taxa de inatividade dos carros de emergência médica é a maior dos últimos 10 anos. Desde o início do mês, sete pessoas morreram devido a alegadas falhas no atendimento, mortes que estão a ser investigadas. O ministro da Presidência pede pudor ao Partido Socialista quando faz uma avaliação política das causas dos problemas no INEM. António Leitão Amar está a ser ouvido no Parlamento, na Comissão de Orçamento e Finanças, a propósito do orçamento do Estado do próximo ano. Questionado pela deputada socialista Isabel Moreira sobre a notícia do jornal Expresso, que avança que a ministra da Saúde teve 10 dias para agir sobre a greve dos técnicos de emergência médica. O ministro da Presidência lembra que o governo de António Costa teve oito anos para resolver os problemas.
A senhora deputada falou de 10 dias. Dez dias não são 3 mil dias, nem são oito anos de inação. E, portanto, a senhora deputada, sendo deputada do Partido Socialista, quando aborda para o futuro, não estamos a falar sobre o drama das mortes, estamos completamente de acordo e acho que toda esta Casa está de acordo sobre isso. Sobre a avaliação política das causas para os problemas dramáticos que o INEM também enfrenta, eu acho que o Partido Socialista precisaria ter um pouquinho mais de pudor. E pudor, então, quando fala em 10 dias, quando tem nas suas costas a responsabilidade de oito anos de desinvestimento, de falta de recursos humanos, de desvalorização dos profissionais.
António Leitão Amar, que repete que as mortes são de lamentar e que as circunstâncias em que ocorreram estão a ser investigadas e só depois poderão ser tiradas as conclusões.
Quaisquer mortes que aconteçam por relação Com a atuação do Estado, são de lamentar profundamente e merecem avaliação, investigação. E essa investigação foi ordenada para perceber os contornos de cada uma delas, para que possamos analisar e decidir em conformidade relativamente a cada uma delas. Mas as mortes que aconteçam são profundamente de lamentar e é mais uma ocasião para enviarmos às famílias de cada uma destas pessoas as mais sentidas condolências.
Declarações depois da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, as horas extraordinárias ter sido suspensa. Durante o tempo de paralisação, sete pessoas terão morrido à espera de socorro. O ministro da Presidência lembrou ainda as medidas já anunciadas pelo governo para o Instituto Nacional de Emergência Médica. E Donald Trump escolheu a gestora de campanha Susan Wiles para ser a chefe de gabinete na Casa Branca. O historiador Bruno Cardoso Reis diz que é uma nomeação justa. Que ficamos a conhecer através de um comunicado do presidente eleito, que explica que Susan Wiles o ajudou a alcançar uma das maiores vitórias políticas na história norte-americana. No programa América Dividida desta manhã, Bruno Cardoso Reis explica que a gestora de campanha de Trump mostrou, de facto, um trabalho competente.
Arriscou muito com uma retórica muito extremista, mas claramente isso não lhe custou votos, se calhar até ganhou. Mas nos aspectos que dependiam dos gestores da campanha, a campanha parecia-me bastante eficaz. E, portanto, desse ponto de vista, parece-me uma nomeação justa. É a primeira mulher a ser nomeada. Não sei se isso será celebrado por muitas feministas. Talvez isto levante a questão de saber se realmente o que é mais importante é as ideias, os programas ou realmente a questão de identidade. Mas, em todo caso, é geralmente vista como alguém competente e, portanto, eu diria, pelo menos dá aqui alguma garantia que há a tentativa de que esta administração e inclusive o processo de constituição da administração e nomeação dos ministros, seja uma coisa relativamente organizada.
É a opinião deixada esta manhã no América Dividida pelo Bruno Cardoso Reis. Susan Wiles torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de gabinete do presidente na Casa Branca. São agora 10:09, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de sexta-feira? O Supremo Tribunal de Justiça confirma a condenação do ex-presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, e de um empresário da construção civil, num caso relacionado com a adjudicação de obras públicas sem concurso público. O acórdão é datado de 31 de outubro e foi consultado hoje pela Agência Lusa. O caso está relacionado com a celebração de um contrato de empreitada de obras públicas pelo município de Arouca para a pavimentação de um troço de estrada durante as eleições autárquicas de 2017, a adjudicação de modo meramente verbal. Em Moçambique, pelo menos três pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas durante os confrontos entre os manifestantes e a polícia. O balanço é feito pelo Hospital Central de Maputo e depois do oitavo dia das greves convocadas por Venâncio Mondlane, o candidato independente que garante ter vencido as presidenciais e que contesta os resultados oficiais que atribuem a vitória a Afrelimo. Em Espanha, depois das inundações em Valência, chuvas torrenciais arrastaram esta madrugada dezenas de carros em Girona. Os bombeiros dizem que o incidente não fez vítimas, mas as imagens mostram cerca de 30 viaturas amontoadas depois de terem sido arrastadas pelas chuvas fortes. Estamos cada vez mais próximos de responder à velha inquietação do homem. O que é que surgiu primeiro, o ovo ou a galinha? Mais perto. Eu pensei que isto nunca iria ter resposta, Carla. Não, mas agora... Era uma gira, assim podíamos continuar a fazer o programa. Era. Mas vamos levar isto muito a sério. Foi o que fizeram os investigadores da Universidade de Genebra, descobriram um organismo unicelular que é capaz de formar estruturas muito semelhantes aos embriões. E isto pode ajudar a responder à questão, porque observaram que quando a célula se forma, o organismo atinge o tamanho máximo, divide-se, mas mantém sempre a dimensão original. Ou seja, forma... vou te explicar bem. Sim, eu estou a apanhar tudo. Agora ainda vais perceber melhor. Colônias multicelulares que parecem ao desenvolvimento embrionário dos animais. Olha, depois de tudo isto, Carla, então, o que é que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Vamos responder. O ovo. O ovo? Pronto, está respondido. Está bem. Agora e uns ovinhos? Era, não era? Sim, assim numa tosta de abacate e um ovo escalfado por cima. Pode ser. Com pimenta.