Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São 10 horas. Está a começar o "Jornal das 10", com edição do Luís Soares. Luís, depois de ter sido recapturado mais um fugitivo da prisão de Vale de Judeus, a ministra da Justiça manifestou orgulho e confiança nas forças policiais.
É a reação de Rita Alarcão Júdice à notícia de que Fernando Ribeiro Ferreira foi encontrado pela Polícia Judiciária. Em comunicado, a ministra elogia e agradece o trabalho de todos os envolvidos na operação. Fernando Ribeiro Ferreira, de 61 anos, estava em Trás-os-Montes quando foi capturado. É o segundo fugitivo de Vale de Judeus a ser recapturado depois de Fábio Loureiro.
E ainda não são conhecidos os detalhes da operação.
No comunicado, a Polícia Judiciária fala apenas num persistente, complexo e ininterrupto trabalho de investigação e de recolha de informação. Ouvido pela Rádio Observador, o advogado Pedro Marinho Falcão admite ter ficado surpreendido. Considera que não era expectável que Fernando Ribeiro Ferreira ainda estivesse em território nacional.
Eu admito que sim, admito até que não estejam já em território nacional e que, portanto, tenham evadido por meios terrestres e se forem para países da América Latina, muito dificilmente Portugal conseguirá obter a respetiva captura. Este é já o segundo, dificilmente os outros, se se verificar aquilo que é neste momento a suspeita de que eles não estarão em território nacional, sendo que um deles até é considerado por ser o mestre em disfarces, muito dificilmente serão recapturados. De todo modo, esta foi uma surpresa. Não era expectável que ele estivesse em território nacional e portanto, acho que as autoridades não devem já desistir de tentar encontrar os outros dois fugitivos que ainda estão por identificar.
Análise de Pedro Marinho Falcão, ouvido esta manhã pela Rádio Observador. Antes de fugir de Vale de Judeus, Fernando Ribeiro Ferreira estava a cumprir uma pena de 24 anos por crimes como tráfico de droga e assaltos à mão armada. Os dois portugueses envolvidos na fuga já foram recapturados, mas, Inês Batista, continuam a monte três estrangeiros.
Ao todo, foram cinco os presos que fugiram de Vale de Judeus, em Alcoentre, a 7 de setembro. O primeiro a ser tido foi Fábio Loureiro, conhecido também por Fábio Cigano. Foi recapturado em Tânger, em Marrocos. O homem condenado por crimes de rapto, tráfico de estupefacientes, associação criminosa, roubo à mão armada e evasão, foi preso depois da vigilância da Polícia Judiciária à companheira ter permitido seguir o encalço do marido. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República já enviou um pedido formal para extraditar Fábio Loureiro, que continua no continente africano, em Marrocos. Agora é recapturado Fernando Ribeiro Ferreira. Está referenciado pela prática de criminalidade especialmente violenta. O português tem como data da primeira prisão o ano de 1980. Quando fugiu de Vale de Judeus, cumpria uma pena de 24 anos associada a 11 condenações. Sobre Fernando Ribeiro Ferreira, agora recapturado, recaía também um mandado de detenção internacional emitido pela autoridade judiciária competente. Foi emitida notícia vermelha na Interpol sobre este fugitivo.
Ou seja, Inês, os dois portugueses que fugiram de Vale de Judeus foram recapturados. Falta agora recapturar três presos que continuam em fuga.
Um cidadão da Geórgia, Sergili Farjiani, um da Argentina, Rodolfo José Lohrmann, e um do Reino Unido, Mark Cameron Hoskullied. Foram condenados a penas entre os sete e os 25 anos de prisão por vários crimes, entre eles tráfico de droga, associação criminosa, roubo, sequestro e branqueamento de capitais. A fuga de Vale de Judeus levou também o Ministério da Justiça a avançar com nove processos que envolvem o ex-diretor da prisão, o chefe da guarda e sete guardas prisionais. Há outros dois inquéritos autónomos, um relativo ao comissário do estabelecimento prisional, pela falta de concretização de medida de segurança e outro para avaliar o funcionamento da direção dos serviços de segurança.
Inês Batista, em um ponto da situação da fuga de Vale de Judeus, que aconteceu a 7 de setembro, há pouco mais de dois meses. Dois reclusos, dois portugueses, já foram recapturados. Falta ainda recapturar três cidadãos de nacionalidade estrangeira.
E Francisco Assis garante que vai apoiar António José Seguro, caso o socialista avance para uma candidatura presidencial. Já o social-democrata António Capucho deixa elogios ao antigo secretário-geral do PS e críticas à estratégia de Luís Montenegro para a corrida a Belém.
Ideias deixadas no explicador desta manhã. Começamos com Francisco Assis, eurodeputado socialista, afirma que António José Seguro é um candidato capaz de agregar várias áreas políticas e por isso revela que vai apoiar o antigo secretário-geral do PS, caso deseje avançar.
Há uma coisa que quero dizer desde já. Se porventura o António José Seguro entender candidatar-se à Presidência da República, contará com o meu apoio.
Mesmo sem saber quem são os eventuais outros candidatos.
Sim, contará com o meu apoio, porque não é um apoio por eliminação, é um apoio por convicção, neste caso. Eu estou convencido que é um fortíssimo candidato, não só à esquerda, eu acho que é um candidato com uma capacidade de penetração eleitoral muito ampla à esquerda e no centro e até provavelmente nalguns setores do centro-direita.
Um fortíssimo candidato, é assim que Francisco Assis descreve António José Seguro, quando o nome do antigo líder do PS é agora associado à corrida a Belém. O socialista espera que Pedro Nuno Santos também apoie Seguro, caso seja candidato. O próprio António José Seguro admitiu ontem, em entrevista à CNN Portugal, que está a ponderar avançar para a corrida a Belém.
E do lado social-democrata, António Capucho critica a estratégia de Luís Montenegro para as presidenciais de 2026.
O antigo secretário-geral do PSD diz que discorda do primeiro-ministro quando diz que o candidato apoiado pelos sociais-democratas tem de ser militante do partido, apesar de ressalvar, António Capucho, que concorda com tudo o resto que Montenegro está a fazer.
Eu, que apoiei e apoio, porque sou apoiante, não fui no congresso que elegeu Estou a apoiar a orientação política definida pelo líder do PSD, Dr. Luís Montenegro, definida no último congresso, mas há um ponto que eu discordo. Foi uma exceção à regra, concordo inteiramente com a orientação estratégica que ele definiu, mas houve um ponto que não me pareceu correto, que diz que o candidato a apoiar pelo PSD será, necessariamente, um militante do PSD.
As críticas de António Capucho à estratégia de Luís Montenegro para as presidenciais, ele que, com Francisco Assis, foram os convidados do Explicador desta manhã.
E o nome que também está em cima da mesa quando se fala na corrida a Belém é o do almirante Henrique Gouveia e Melo. "O Observador" sabe que o Presidente da República vê a recondução do almirante na Marinha Portuguesa como a solução mais lógica.
A recondução, que tem que ser decidida em dezembro, impediria Gouveia e Melo de se candidatar a Belém em 2026. Fonte do Palácio de Belém elogia, em declarações ao "Observador", o trabalho de Gouveia e Melo na Marinha, mas dá a entender que não vê com bons olhos a candidatura de um militar a Belém, sugere blank a recondução há muito discutida é a solução mais lógica.
E o Orçamento do Estado começa hoje a ser votado na especialidade. Os trabalhos arrancam a esta hora.
E prevê-se uma longa maratona de votações. Em cima da mesa estão mais de duas mil propostas de alteração ao Orçamento do Estado, submetidas pelos partidos. Vamos desde já em direto ao Parlamento, onde está o repórter Miguel Viterbo Dias. Miguel, esses trabalhos já arrancaram?
Estão prestes a arrancar, com os membros do Governo já presentes e também os deputados Hugo Soares e Alexandra Leitão já estão a ocupar os lugares para este primeiro dia da maratona de votações. Um arranque de debate na especialidade que será protagonizado, no que toca ao Governo, apenas por secretários de Estado, tendo em conta que a esta hora decorre também a reunião do Conselho de Ministros e, por isso, Carlos Abreu Amorim, secretário de Estado do Ministério dos Assuntos Parlamentares, lidera aqui a equipa de secretários de Estado que marcam presença no arranque deste debate na generalidade. O formato desta semana, daqui até à próxima sexta-feira, será de debate durante o período da manhã e votações da parte da tarde. Para se ter uma noção, o guião de votações de hoje, do primeiro dia, são 823 páginas. Portanto, várias propostas para votar, alínea a alínea, sendo que algumas são depois chamadas a plenário. Sendo certo também que hoje já se deve falar ligeiramente de questões fiscais. Há também um outro tema quente das pensões, esse será discutido só na próxima semana. A votação final global está marcada para daqui a uma semana, dia 29 de novembro. É aí que o voto favorável do PSD e do CDS e a abstenção do PS vão garantir, de forma definitiva, a aprovação do documento. Mas daqui até lá, estão muitas páginas de votações pelo caminho. É isso que vai arrancar agora e, sobretudo, a partir das 15h, quando os deputados começarem a votar alínea a alínea as 2100 propostas de alteração avançadas por todos os partidos.
Miguel Viterbo Dias, o repórter do "Observador", que vai acompanhar esta verdadeira maratona de votações. Este ano foi submetido a um número recorde de propostas de alteração ao orçamento, são mais de 2100.
E a FNE, a Federação Nacional de Educação, reconhece que o Governo está a dar passos para diminuir o número de alunos sem professores, mas pede mais transparência nos dados revelados pelo Ministério da Educação.
Reação do secretário-geral da FNE à notícia avançada hoje pelo "Expresso" a uma diminuição de 90% do número de alunos sem aulas, pelo menos a uma disciplina, face ao mesmo período do ano passado. Pedro Barreiros considera que é possível fazer várias leituras aos números.
Foram dados passos, é um facto. Foi feito por parte do Ministério da Educação ou assumidas um conjunto de medidas para combater esta falta de professores. Contudo, cremos que há uma falta de acompanhamento e de transparência em todo esse processo, porque era desejável que o Ministério da Educação pudesse informar não só as organizações sindicais, mas também toda a sociedade, de qual o impacto de cada uma das medidas que foram assumidas. Aquilo que nós hoje verificamos é o Ministério da Educação dizer que atingiu os 90%, mas ao mesmo tempo e simultaneamente verificamos que ainda existem em concurso milhares de horários a concurso, o que significa que há aqui um tratamento de dados, e já sabemos que os números são assim, mas que permitem fazer leituras diversas.
Pedro Barreiros, secretário-geral da FNE, ele que pede também soluções para valorizar a carreira dos docentes e reitera a proposta da federação para que os professores ingressem na carreira a partir do terceiro escalão.
10h11min. Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade esta sexta-feira?
A poucos dias de iniciar funções, António Costa promete garantir unidade entre todos na presidência do Conselho Europeu. Em entrevista a vários jornais internacionais, afirma que essa é a principal missão no mandato que está prestes a começar. O ex-primeiro-ministro português defende assim discussões mais eficazes ao nível do Conselho Europeu. Costa diz que é unânime a visão de que ninguém quer perder tempo a redigir conclusões escritas. António Costa inicia funções a 1 de dezembro como presidente do Conselho Europeu. O chanceler alemão alerta que o ataque da Rússia com míssil balístico contra a Ucrânia é uma escalada perigosa da guerra. O míssil atingiu ontem Dnipro. Olaf Scholz fala numa situação perigosa. Nas últimas horas, Volodymyr Zelensky pediu reações mais duras por parte do Ocidente face a este ataque da Rússia. E temos também notícia de uma festa de aniversário, João. O SeaWorld, de San Diego, nos Estados Unidos, está a celebrar os 40 anos de um pinguim.
Um pinguim?
Um pinguim que superou, e muito, a esperança média de vida, que é de 15 a 20 anos.
Muito bem, temos de mandar um postal de parabéns ao pinguim. Como é que se chama esse pinguim?
Chama-se Best Friend, ou seja, melhor amigo. É um nome carinhoso, digamos assim. Os cuidadores dizem que adora aconchegar-se ao colo dos visitantes e já superou em muito a esperança de vida desta espécie de pinguim, que era de 15 a 20 anos, já fez 40.
Longa vida a esse pinguim. "Jornal das 10", com a edição do Luís Soares.