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Fora são 10 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. A antiga ministra da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, considera que o Estado precisa de inovar, mas não de uma reforma total.
Foi a convidada do Explicador desta manhã. Maria Manuel Leitão Marques analisou o novo ministério criado por Luís Montenegro para a reforma do Estado. Admite que Gonçalo Matias Saraiva é uma boa escolha, mas afirma que reformar totalmente o Estado é uma missão impossível e que não é necessária.
Eu não gosto desta expressão. É sempre uma expressão que promete uma espécie de extreme makeover do Estado, como se todo o Estado precisasse ser reformado, como se todo o Estado fosse gordo e fosse possível, com um bom relatório, um bom ministro, seja ele quem for, reformá-lo completamente e torná-lo elegante, assim de um dia para o outro, ou de um ano para o outro, ou até de uma legislatura para a outra. Eu acho que isso é uma missão verdadeiramente impossível.
E nesse sentido, a antiga ministra do PS explica que a administração central não precisa de uma grande reforma, mas sim de inovação.
Serviços da administração central, eu podia dar aqui exemplos de vários, que funcionam muito bem. Não quer dizer que não precisem de inovação. Todos os serviços precisam de inovação neste momento, porque as tecnologias fazem desafios e permitem prestar os serviços de uma maneira diferente, antecipar problemas, personalizar respostas, muitas mudanças melhores que podem ser feitas. Mas são serviços que não precisam de grandes reformas. Precisam de uma cultura de inovação, que é diferente da ideia de reforma, de redesenhar ou de fechar, até penso que não será por aí, mas essa ideia de reforma também se associa muito ao encerramento de serviços públicos.
Maria Manuel Leitão Marques, antiga ministra da Modernização Administrativa do Partido Socialista, considera que a área do digital é das que precisa de uma maior atualização.
E continuamos a falar do novo governo. Os secretários de Estado tomam hoje posse.
O governo aposta na continuidade, à semelhança do que aconteceu com os ministros, em mais de 40 secretarias de Estado. Há 15 alterações entre entradas, saídas e transição de pastas. A lista final foi conhecida ontem à noite, já foi aceite pelo Presidente da República e Maria Miguel Duarte, há novidades, sobretudo na Saúde e na Justiça.
Justamente na Saúde, Cristina Vast lomes sai do governo. Não resistiu às polêmicas relacionadas com o caso da greve do INEM e deixa assim de ser secretária de Estado da Gestão da Saúde. A pasta fica entregue a Francisco Gonçalves, que já passou pelo IPO do Porto e também pelo Hospital Beatriz Ângelo. Há mudanças também na Justiça. A ministra Rita Alarcão Judice tem uma equipe totalmente renovada. Saem Maria Clara Figueiredo e Maria José Barros e entram Gonçalo Viegas Pires e Ana Luísa Machado.
Destaque também para a equipe que acompanha Gonçalo Saraiva Matias no Ministério da Reforma do Estado.
E com dois estreantes, Bernardo Correia fica com a pasta da Digitalização e Paulo Magro Daluz com a Simplificação. Há ainda alterações no Ministério da Presidência, Carla.
O tema da imigração ganha ainda mais destaque na tutela.
Exatamente. Rui Armindo Freitas é secretário de Estado-adjunto da Presidência e Imigração. Já João Vale e Azevedo fica como secretário de Estado da Presidência. Há ainda mudanças nos Negócios Estrangeiros. José Cesário deixa de ser secretário de Estado das Comunidades. É substituído por Emídio Sousa, que transita do Ministério do Ambiente.
E Maria, importa também olhar para a pasta da Cultura.
Alberto Santos continua como secretário de Estado desta pasta da Cultura, que se junta agora ao ministério de Margarida Balseiro Lopes. Já nos ministérios das Finanças, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e também no das Infraestruturas e Habitação, não existem alterações.
Maria Miguel Duarte, com as novidades na lista de secretários de Estado do novo governo da AD. Vão tomar posse no Palácio da Ajuda daqui por duas horas. A cerimônia está marcada para o meio-dia.
E falamos agora das eleições presidenciais. António José Seguro considera que o PS tem todo o tempo do mundo para decidir o que fazer em relação a quem apoiar.
O Partido Socialista ainda não tem posição sobre a matéria, mas o ex-secretário-geral do PS diz que o partido ainda tem tempo para refletir.
Daquilo que eu entendo, que é o papel do presidente da República, se eu tinha ou não condições, tenho ou não condições para fazer aquilo que eu mais gosto, que é promover consensos, criar condições de conciliação, para que as pessoas resolvam de vez os problemas dos portugueses. E, portanto, decidi. Tenho muita gente comigo, dentro do Partido Socialista, naturalmente, noutros partidos, e pronto. E agora o Partido Socialista decidirá da melhor maneira. O Partido Socialista está numa situação que não é fácil, que é uma situação difícil e, portanto, tem todo o tempo do mundo para decidir o que deve fazer nestas eleições presidenciais.
António José Seguro, no espaço de comentário da CNN Portugal, adiantou também que vai apresentar formalmente a candidatura no dia 15 deste mês.
Já Mariana Leitão vai concentrar-se na candidatura à liderança da Iniciativa Liberal e, por isso, anunciou a saída da corrida à Belém.
O anúncio surge depois de confirmar que é candidata a presidente da Iniciativa Liberal. Mariana Leitão explica que o ciclo político mudou e quer agora focar-se na candidatura à liderança da IL.
Vou retirar a minha candidatura à Presidência da República. O ciclo político mudou.
Eu tomei a decisão de avançar para a liderança da Iniciativa Liberal, que é algo que exige de mim também toda a energia e todo o empenho. Foi uma decisão consciente, muito decidida, com muito apoio das bases do partido, que é algo muito importante. Portanto, nesta fase, acho que serei mais útil focando na luta pela liderança da Iniciativa Liberal.
Mariana Leitão em entrevista à CNN Portugal ontem à noite. Aproveitou também para elogiar o trabalho de Rui Rocha como presidente da Iniciativa Liberal.
A adesão à greve dos técnicos auxiliares de saúde ronda os 85% e está a ter, sobretudo, impacto nas cirurgias programadas e nos internamentos.
Esta greve começou à meia-noite, dura 24 horas. O objetivo é exigir a valorização da carreira e a negociação de um acordo coletivo de trabalho. Orlando Gonçalves é o coordenador do Sindicato da Função Pública do Norte e dá conta de um grande impacto.
Os blocos operatórios de São João estão todos encerrados, portanto, não haverá cirurgias programadas. Vila Nova de Gaia, que tem 100% de adesão à greve nos internamentos, estão assegurados apenas com os mínimos. Ainda não está fechado aqui a volta para perceber o impacto do primeiro turno de amanhã, mas quase certeza que os números mantêm-se pelo menos iguais aos da noite, 85%, ou se calhar até ainda superior.
Orlando Gonçalves, do Sindicato da Função Pública do Norte, a fazer um balanço desta greve. Os técnicos auxiliares de saúde esperam serem ouvidos pela ministra depois deste protesto.
São agora 10:08, Carla, que outras notícias merecem destaque a esta hora?
O Irã condena os ataques de Israel ao Líbano das últimas horas. Tel Aviv lançou vários ataques contra Beirute. O Irã fala numa agressão israelita. Já Israel avisa que os ataques vão continuar se o Líbano não desarmar o Hezbollah. A Ucrânia voltou a atacar a Rússia, atingiu fábricas e refinarias de petróleo. Os ataques causaram vários incêndios na sequência do lançamento de drones. Já a Rússia atacou Kiev durante a noite, causou pelo menos quatro mortos e 20 feridos. A FENPROF vai pedir a abertura imediata do processo de revisão urgente do Estatuto da Carreira Docente. Este vai ser o primeiro pedido que o sindicato vai fazer à nova equipa ministerial. Em comunicado, a FENPROF garante que os problemas estruturais da escola pública se mantêm, como a falta de professores.